Relatos Psicodélicos
8 Texto 09
7 de Outubro de 1999
A Terceira Visão
A Lembrança
Quando saí, tropecei e quebrei as pernas. Passou-se dois dias e alguém me ajudou. Este me levava pelos braços e me convidou para jantar. Pela janela de sua casa se via minha vida passar. Eram traços de um novo conhecimento.
Começou a nevar...
Perto da lareira nós ficamos. A cada minuto que se passava ela envelhece dez anos. Seus olhos de cristal eram a única resposta.
Ela me dizia — Ecnetrepi e loan odemo — e — sopmeti sodairo debas agerrac.
Não entendia nada, deve ser a língua desta região. Ela segurava minhas mãos e olhava em meus olhos chorando. Ouvi um estrondo lá fora da casa. Ela com um olhar assustado se virou para a janela e começou a gritar sem parar.
Me virei para a parede de trás e vi diversos rabiscos, enquanto a casa era soterrada por uma avalanche.
Escuridão e silêncio apenas...
Não a ouso mais, nem a vejo. Saí pela lareira para pedi socorro no vilarejo. Gritei por ajuda e as pessoas passavam por mim como se nada houvesse acontecido. Um andarilho me chamou atenção e disse que a senhora daquela cabana morreu há trinta anos numa avalanche nas montanhas.
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