Notas iniciais
É, pessoal. Eu sei que demorei, pois é, eu admito. O único motivo para isso tudo foi... PREGUIÇA!!! Para quem não sabe, eu sofro de uma doença muito grave chamada síndrome da preguicite aguda, que atinge 83% da população mundial. Esse capítulo está demais!!!!!

Acabando a aula, fui direto para a minha sala comunal guardar o trabalho inacabado sobre as propriedades dos olhos de aranha. Vocês tão pensando o que?!?? Que apaixonada consegue tempo pra terminar o dever de casa na sala??? Nããããão... Muito pelo contrário. Eu passei a aula inteira pensando no meu príncipe encantado e morrendo de fome!

Ao que parece, enquanto eu estava pensando nas qualidades nutricionais do amor, o lindo do meu noivo não estava pensando em nada, porque esbarrou comigo e derrubou todos os rolos de pergaminho do trabalho, organizados perfeitamente em ordem alfabética dos assuntos.

– Ah! Seu tonto, olha o que você fez!!! – eu disse (lê-se: gritei)

– Ai, meu Merlin! Desculpa, Phanie! E-eu... Foi sem querer, eu não... – ele exclamou se ajoelhando logo no chão e recolhendo tudo rapidamente, para depois me entregar.

Eu apenas respirei fundo, tentando ficar calma.

– Não... Tudo bem. Agora, se me dá licença... – eu o desviei e continuei a andar.

– Stephanie, espera! – ele chamou me segurando pelo braço — Nós precisamos conversar.

– Não temos nada pra conversar, Louis.

– Sim, nós temos! – ele falou elevando um pouco a voz — Stephanie o que você tem contra mim? Eu sempre fui gentil com você, sempre me esforcei para ser um bom noivo, mas você por algum motivo continua me odiando! Estou cansado de ser tratado como um idiota bajulador! A única coisa que eu sinceramente estou tentando fazer é que a sua vida como minha esposa seja um pouco menos insuportável! Exijo que me trate com um pouco mais de respeito por causa disso!

Quando acabei de ouvir aquilo fiquei chocada. Louis sempre aceitou o jeito que eu o tratava sem nem reclamar. Eu definitivamente não esperava por todo aquele desabafo. Não fazia a menor ideia do que pensar, muito menos do que dizer! Apesar de ser verdade que ele sempre me tratava como uma princesa, e eu agradecia tratando-o como um carrasco.

– Nossa, Louis... Eu... Desculpa, eu nem sei o que dizer.

– Não quero que diga nada, Stephanie. – ele disse voltando ao tom e voz normal – Eu só quero que você saiba que mesmo você me fazendo sofrer com toda essa rejeição, eu te amo. Sei que talvez você nunca compreenda o que eu sinto, mas... Eu posso te pedir uma coisa?

– Fala... – respondi mais chocada ainda. Ele tomou minhas mãos e olhou bem fundo nos meus olhos.

– Me deixa participar da sua vida... — ele falou baixinho, mas de modo que eu conseguisse ouvir – Deixa eu saber o que acontece nesse seu coraçãozinho. Me deixa tentar te conquistar. Por favor, Stephanie...

– Louis, eu... Bom, eu acho que posso te aguentar como amigo, né?

Ele abriu um sorriso enorme – e lindo.

– Obrigado, Phanie!!! – ele disse me abraçando forte – Você não faz ideia da felicidade que eu tô sentindo! Então, será que agora você pode almoçar comigo?

– Claro... – respondi sorrindo amarelo. Ele enlaçou seu braço no meu e nos conduziu até o Salão Principal

RL/SR------------------------------------------------------------------------------------------------------

Assim que entramos no Salão Principal, todos se calaram e se viraram para nós. Até os professores nos olhavam assustados e — talvez tenha sido só impressão – acho que o professor Lupin lançou um olhar repleto de raiva pro Louis.

Fomos quietinhos para a mesa da Corvinal, onde eu perguntei para a Annie o que é que tava acontecendo.

– Eu é que pergunto! Desde quando vocês fizeram as pazes e estão namorando?

Agora é que eu não sabia onde enfiar a cara mesmo!

– O quê? Não! Nós somos apenas amigos!

– A gente decidiu que não tem necessidade ficar brigando o tempo todo, né Phanie? – ele me sorriu, simpático – Escuta, eu adoro passeios nos sábados. Que tal a gente sair amanhã de manhã pra passear pelos jardins?

O que ele estava fazendo? Ele não pode me convidar para um passeio na frente da Annie! Ele vai achar que estamos mesmo namorando!

– Er... eu realmente gostaria de ir, mas marquei de estudar amanhã de manhã... Foi mal.

O sorriso dele se desmanchou assim que eu mencionei a palavra estudar.

– Ah, tudo bem então... – ele falou, triste.

Eu peguei uma coxa de galinha e disse:

– Olha como essa comida tá com uma cara boa! – disse na maior cara de pau, tentando mudar de assunto. A Annie logo percebeu a minha intenção.

– É, realmente! O suco de maracujá tá uma delícia!!! (N/A: Pelo amor de Merlin, né pessoal? Vamos parar com aquela monotonia do suco de abóbora!!!)

O Louis pareceu se animar um pouco.

– Deixa eu provar... – ele serviu a taça dele com um pouco do suco – Você quer também, Phanie?

– Er... Ahn... Okay. Eu aceito. – eu disse.

Ele serviu o meu copo e falou:

– Mais alguma coisa?

– Louis, você não precisa me tratar com tanta mordomia, tudo bem? – eu respondi, olhando pelo canto do olho para a mesa principal. O professor Lupin continuava olhando pra gente com cara de quem comeu e não gostou.

– Imagina! – ele disse colocando peixe grelhado no meu prato – Toma aqui, ó! Peixe grelhado. É a sua comida favorita, não é?

Meus olhos, que ainda estavam na mesa dos professores, voltaram-se para Louis, arregalados.

– Eu A-M-O peixe grelhado! Como você sabia?

Ele corou e ficou olhando para os próprios pés. Com um sorriso envergonhado disse:

– É que eu normalmente fico te observando pra saber o que você gosta, sabe... pra poder conseguir te agradar.

Own... Que fofinho!!! Ele queria me agradar!

Mas falando sério agora, o Lupin não para de me olhar. Será que ele quer falar alguma coisa comigo? Ai, eu não consigo parar de pensar que vou ficar uma manhã inteirinha do lado dele... Bom, é melhor ir logo pra biblioteca antes que os outros corvinais peguem os melhores livros de História da Magia.

– Louis, acho melhor eu já ir estudar... Sabe como é, as provas já estão chegando.

– Ah, claro! A gente se vê hoje à noite no salão comunal então? – ele falou se levantando junto comigo e entrelaçando suas mãos nas minhas. Eu olhei nervosa para o professor Lupin, imaginando o por que dele estar me olhando daquele jeito.

– Eu não sei, Louis. Provavelmente vou passar a noite lá...

– Sem problemas. Até mais, princesinha! — ele depositou um beijinho na minha bochecha e saiu do Salão Principal. Mais que droga, Louis! Tinha mesmo que me tratar com tanta intimidade na frente do Lupin. O professor, que até então estava parecendo que ia explodir de raiva, agora parecia triste e cansado. Me encarou por um momento e saiu pela porta lateral do salão. Sei que pode parecer esquisito, mas e se ele estiver com ciúmes mesmo? E se ele gostar de mim? Foi com esses pensamentos que eu me dirigi para a biblioteca...

Notas finais
People, que tal deixar um comentário para me incentivar a postar mais rápido? Não cai o dedo! Fico tão feliz que tenha gente gostando!!! Bjs ;3