Relations Of Love
6 Don't say goodbye.
Notas iniciais
Ao terminarmos o beijo, eu fiquei paralisado, em choque. Não sabia se aquilo tinha acontecido de verdade, parecia como um sonho. Eu sei, foi tudo tão rápido, mas é que eu estou gostando disso. Espero que tudo continue como está. Após o beijo, nós dois sorrimos e deitamos novamente. Demorei um pouco para dormir naquela noite e eu ainda iria decidir qual musica cantar. Mas amanhã é um novo dia, e espero que seja ótimo.
Levantei as 6:00 da manhã e Blaine já estava acordado. Ele preparou um belíssimo café da manhã para nós. Tomei banho, escovei os dentes, me arrumei e fui para a mesa. Enquanto nós estávamos comendo, não falamos nada apenas trocamos alguns olhares e sorrisos. Levantamos da mesa e fomos para o colégio. Ele tinha aula de química e eu de história agora, então nos despedimos com um abraço no meio do corredor e eu falei que o veria no Glee. Tudo ocorreu bem pela manhã, almocei na mesa da Rachel com o Finn e a Quinn. Rachel não parava de falar sobre a Barbra e como ela mudou a história da musica internacional e que seus vocais soam igual ao dela. Eles me conduziram a sala do coral após nosso almoço. Eu estava um pouco nervoso, pois não sabia se seria bem aceito no clube. Assim que cheguei todos estavam lá e o Mr. Schuester já estava falando sobre Michael Bolton.
- Mr. Schue, se eu pudesse falar agora. – Rachel falou e ele permitiu. – Então, eu e Blaine conseguimos um novo membro para o nosso clube. Kurt Hummel, ele é novato no colégio e ama cantar. – Todos olharam para mim, fiquei envergonhado.
- Kurt, você preparou algo para nós?
- Sim, Mr. Schuester. – Eu me levantei e dei uma partitura para o pianista. – Eu irei cantar Never Gonna Give You Up, do Rick Astley.
http://www.youtube.com/watch?v=dQw4w9WgXcQ
Comecei a suar. Fiquei nervoso. E se eles não me aceitarem? O que iria acontecer? – ♪ We’re no strangers to love, you know the rules and so do I. – Comecei a interagir com o pessoal. Eles gostaram e eu fui andando pela sala do coral, mas meus olhos só iriam para o Blaine, bem disfarçadamente. — ♪ Never gonna give you up, never gonna let you down ♪ — Todos amaram a minha performance. Aplaudiram-me de pé e eu sorri.
- Que modo de fazer uma estreia, Kurt! Amei sua performance! – Mr. Schue falou e eu sorri d orelha a orelha. Blaine me dava aqueles olhares apaixonados e eu tentava corresponder aos poucos, mas uma menina que estava ao lado dele estava me olhando com uma raiva profunda. Não sei o porquê disso, eu acabei de chegar no clube e já tenho uma inimiga. Nós largamos e eu peguei minhas coisas e fui andar com a Rachel pelo McKinley porque daqui a pouco meu pai vem me pegar e eu voltarei pra casa.
- Rachel, você conhece aquela menina que sentou junto ao Blaine?
- Sim, é a Kitty Wilde, uma vadia louca.
- Ela não parava de me dar uns olhares malignos, estou receoso sobre ela.
- Relaxa, ela não irá fazer nada.
Meu pai chegou e eu tinha que ir. Despedi-me dela e entrei no carro. Meu pai estava sorrindo para mim, e eu dei um abraço bem apertado.
- Senti sua falta, pai. – Sorri para ele.
- Eu também, filho. Percebi que você tem uma amiga nova, então quer dizer que a primeira semana aqui foi boa, não é mesmo?
- Sim pai, aquela é a Rachel. E meu colega de quarto, Blaine, é legal também. – Fomos o caminho todo falando sobre as coisas que tinham acontecido na nossa semana. Assim que cheguei eu fui descendo do carro e entrando em casa. Fui tomar um banho porque estava muito cansado e com fome. Meu pai tinha preparado a comida, um jantar bem simples por sinal. Sopa de legumes, uma de minhas favoritas que ele preparava. Enquanto eu estava no banho, eu não parava em pensar no Blaine e estava imaginando como seria meu final de semana sem ele. Sai do banho e fui ver meu celular. Tinha duas mensagens de texto. “Já estou sentindo sua falta” E “Não vejo a hora de te ver”, eram duas sms dele, que por sinal tinha salvado seu numero na lista telefônica do meu celular. Arrumei-me e desci para jantar. Meu pai falava sobre a borracharia, que tava tendo alguns problemas e que talvez na próxima semana não desse para me pegar no colégio. Eu disse que tudo bem, que eu iria falar com alguém para passar o fim de semana na casa dessa pessoa. Terminamos tudo e eu escovei os dentes e deite na cama, já um pouco com sono. Liguei para a Rachel para conversarmos mas ela estava estranha no telefone.
- Ei Rachel, como você tá?
- Kurt, er...Não posso falar agora. Depois ligo pra você, Tchau.
Fiquei imaginando o que ela estaria fazendo para estar tão ocupada. Mas enfim, vou ligar para o Blaine.
- Alô, Blaine?
- Olá, Kurt! Recebeu minhas sms?
- Sim, obrigado. Então, eu não paro de pensar em você.
- Que fofo. Eu digo o mesmo. – Ouvi um barulho de buzina, fiquei meio pensativo.
- Onde você está? – Perguntei.
- Estou no trânsito com meu pai, estou dirigindo.
- Blaine, é perigoso falar no telefone e dirigir ao mesmo tempo. – Falei em um tom bem preocupado.
- Mas não tem ninguém na rua e relax... – Escutei um barulho estranho e a ligação caiu.
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