Relacionamentos Incógnitos

3 Minha sorte só pode melhorar!


O sono estava característico naquela manhã de sol. Por mais que eu me esforçasse, aquele domingo continuaria me apreendendo em minha cama que parecia cada instante mais confortável. Entre alguns gritos estridentes de minha mãe, eu me esforcei bastante para conseguir me levantar daquela cama, mesmo com o lençol me envolvendo e me segurando.

Me dispus de pé com o meu chinelo em meu calço, e sai do quarto numa velocidade frenética, e para minha surpresa era somente para ajudar a pegar a travessa de gelo.

Após fazer o que ela pediu fui quase que diretamente para o meu quarto.

– Filho, vai dormir mais ainda? Foi dormir cedo ontem a noite e já esta com o sol forte no céu, perdeu até o almoço — Com um tom preocupado minha mãe tentou me fazer ficar ali de pé.

– Não acho que fiquei tanto tempo, só preciso de um pouco de descanso, sabe. — Minhas tentativas de continuar dormindo, quase sempre eram falhas, mas quem sabe...

– Tudo bem, mas quer comer algo, ou tomar um pouco de chá? — Já se dirigindo para a cozinha.

– Pode deixar, eu daqui a pouco levanto e vou querer um bolo bem quentinho, ok mãe?

– Já irei preparar a massa ! Qualquer coisa chame! — Logo já abria um compartimento dos armários da cozinha.

Em questão de segundos já estava despojado em minha cama dominado pelo sono novamente. Um merecido descanso por nada que fora feito, mas independente disso precisava de adormecer, e o quarto não continha nada que seja atraente para se manter acordado, nada além de uma pratilheira repleto de coisas aleatórias, e livros. Um pequeno notebook jazia em cima de uma mesa empoeirada, mal o usava por falta de vontade. Mal havia entretenimento, mas talvez eu pudesse encontrar com amigos, o que minha mãe logo avisaria da chegada de um, possivelmente.

Em questão de minutos, ou eu havia adormecido sem perceber, ouvi a porta abrindo com a voz de uma pessoa conhecida, e essa voz era feminina.

– Boa tarde! O Steve está? — Um pouco mais estridente que o normal, portanto já sabia logo de inicio o dono da voz.

– Ah, Selena, como vai? Ele esta no quarto, mas bata antes de entrar, vai saber o que ele está fazendo.

Creio que fiquei envergonhado, e logo percebi que estava só de calça um pouco maior que meu tamanho e sem camisa e os passos dela estavam em direção ao quarto. A porta aberta, e os passos aproximando, o corredor não era longo e logo ela estaria ali, os passos cada vez mais próximos. Na hora tentei por um camisa e sem querer ao levantar tropecei na parte excedente da calça, e cai no chão... E saindo o pouco dela deixando parte de minha roupa intima visível.

E claramente que ela entrou no mesmo instante me vendo numa das piores horas possíveis para um ser humano, ou melhor, eu ser visto. Ainda mais pela Sele... Creio que foi um dos momentos mais vergonhosos da minha vida, ser visto daquela maneira.

Ela me encarou e eu encarei ela. Ambos devemos ter ficado morrendo de vergonha.

– Acho que devo sair... Eu to ali na sala... tudo bem...? — Ela se virou muito vermelha e saiu correndo.

– Ok... — Não consegui dizer mais nada, me levantei e me vesti refletindo sobre a situação por breves instantes, acho que algo assim inibe qualquer chance de eu conseguir ficar com ela. Fui derrotado por esquecer de fazer a barra da calça, que idiota eu sou.

Depois de um tempo já estava na sala, ela me olhando muito envergonhado, pequenas mechas de cabelo castanho se sobrepunham no seu rosto, em contato com o rosto quase moreno e em suma, vermelho, e provavelmente de vergonha, ela estava de vestido, um todo vermelho e um pouco abaixo do joelho.

– Eu vim ver se... Você... ia fazer algo hoje, e queria dar uma volta, comigo... sabe... — Disse ela após instantes de nos encararmos.

– Ah sim... Podemos ir... Não irei fazer nada mesmo.

– Isso vai mesmo, melhor que ficar em casa, vá dar umas saidinhas com a sua amiguinha — Minha mãe piscava para mim dando uma curta risada.

Eu mal havia percebido minha mãe por perto de tão nervoso que fiquei com o que acabara de ocorrer.

Logo em seguida já me dispus de pé e fui me arrumar. Creio que o banho e todo o restante não ocupou muito tempo. Coloquei um jeans escuro e uma camisa preta com uma estampa de banda aleatória, coberta por um colete jeans.

Logo vi minha mãe com a Sele, na mesa da cozinha comendo bolo e rindo bastante. Tenho medo do que ela falou para minha amiga, tomara que não seja nada muito constrangedor. Logo ambas se levantaram quase rindo ao olhar para mim, creio que não foi nada que eu estava vestindo, muito menos o perfume que estava usando, logo ambas se dirigiram para mim. Minha mãe me deu um beijo na testa e disse para que eu me divertisse, e eu e Sele fomos até a porta, e saímos por ela.

E mesmo após sair, o riso escondido no rosto dela não parecia sair.

Notas finais
Ele vai ser caçoado eternamente! Não esperem que isso melhore, pretendo tirar cada vez mais o sarro desse personagem. Perceberam que tento dar humor nas coisas? mesmo não sendo bom nisso hahaha.