Relações Empresariais
3 Droga, estou atrasada(o)!!!
Notas iniciais
Então tá né. Eita capítulo da bagunça o/ Me gusta capítulos assim. Eu me diverti muito escrevendo ele XD Espero que se divirtam lendo >w
Aproveitem ^-^
Deveriam ser aproximadamente umas 4 horas da tarde, quando Akemi ouviu o telefone tocar de sua sala. Levantou-se do sofá e se dirigiu até o criado-mudo, que ficava ao lado do corredor de seu apartamento. Pegou o telefone e o aproximou do rosto. Era Byakuya. Queria confirmar mais uma vez a presença dela no jantar que teriam hoje para avaliar o restaurante. Já era a terceira vez no dia que ele ligara pra ela para falar desse assunto e insistir em mandar um carro ir pegá-la. Pessoalmente, ele nunca faria tal coisa, sabia que ela iria insistir. Pelo menos se fosse por telefone, ele poderia desligar caso ela ficasse muito nervosa ou irritada. Não queria que isso acontecesse, mas ele simplesmente não conseguia ficar calmo com o fato de ela não deixar o carro ir pegá-la. Não gostaria nem de imaginar a raiva que ele ficaria se ela não fosse.
-Byakuya, eu já disse. Pelo visto você não entendeu, então vou falar bem devagar dessa vez. EU. NÃO. VOU. PRECISAR. QUE. ME. BUSQUEM. Eu não só não preciso como não quero. Se você quer que o carro me busque, porque está com medo que eu não vá, pode ficar calmo, eu nunca faria tal coisa. Eu sou uma mulher de palavra e você sabe muito bem disso... -Podia-se perceber uma grande irritação na voz de Akemi. Ela odiava quando Byakuya fazia aquele tipo de coisa. Quando ele duvidava dela ou de sua palavra, podia até ser que essa não fosse sua intenção, mas era o que lhe parecia. Byakuya sabia que não haveria jeito de mudar a opinião da morena, ela era cabeça-dura demais, até pra ele. Decidiu deixar por isso mesmo. Desligou o telefone e voltou a seus afazeres. Akemi tratou de fazer o mesmo.
A morena respirou fundo, tomando seu caminho de volta para seu amado sofá. Ela não podia desperdiçar um só momento de paz, afinal eles haviam se tornado bem raros. Desde que começou a trabalhar na empresa de Byakuya, seus horários ficaram apertados, passava quase todo seu tempo livre resolvendo problemas da empresa e de outras empresas associadas, preenchendo papeladas importantes, mantendo tudo atualizado, organizado e devidamente arquivado. Era exaustivo, por isso amava os finais de semana, mesmo tendo que levar alguns dos problemas do escritório para casa, ainda eram menos do que os incontáveis problemas que havia de resolver enquanto estava no escritório e, ainda por cima, todos de uma vez. Akemi estava perdida em seus pensamentos, quando ouve a porta do apartamento se abrir.
-Mimi-chaaaaaaan!! Você já está acordada? -Era Mari, sua gêmea. Ela vinha a visitar nos finais de semana sempre que era possível, afinal ela era uma advogada e estava sempre ocupada com algum processo novo. A garota usava uma saia jeans que ia até metade das coxas e uma camisa azul com um bolero de renda por cima. Elas até podiam ser gêmeas, mas eram gêmeas fraternas. Não eram parecidas, nem em aparência e nem em personalidade. Mari tinha cabelos negros que chegava até 4 dedos abaixo de seus ombros. Seus olhos amendoados conseguiam hipnotizar qualquer homem. Seu corpo era de invejar qualquer mulher e as roupas que ela usava realçava ainda mais seus dotes.
-Como assim, já estou acordada? A única que dorme até tarde aqui é você e nem você consegue dormir por tanto tempo. -Disse Akemi, enquanto prendia seu cabelo com uma piranha que estava por perto, deixando alguns fios caídos. Levantou-se e foi em direção à irmã, que estava carregando algumas sacolas de compras. Provavelmente havia passado nas lojas que haviam por perto, como sempre fazia. Elas puseram as sacolas em algum canto da sala e Mari mostrou outra sacola. Ela havia passado na padaria e comprara um lanchinho pra elas. Akemi se animou ao ver alguns cupcakes. Um pouco de chocolate não lhe faria mal nenhum agora. Elas arrumaram os cupcakes, os pães doces e vários doces que Mari comprara num prato, pegaram os copos com seus cafés com leite e chantilly e foram para o sofá. Ficaram conversando enquanto assistiam a alguns gameshows que sempre passavam na TV.
-Ai, como é bom passar um tempo com minha irmã favorita! -Dizia Mari, enquanto colocava dentro de sua boa mais um docinho.
-Mas eu sou sua única irmã... -Disse Akemi, que estava bebericando seu café enquanto agora fitava sua irmã.
-Por isso mesmo que é minha favorita!! -A morena agora quase pulou encima de Akemi e por pouco não a fez derrubar seu café. Rindo da cara de susto de Akemi, Mari pega uma almofada e coloca no colo da irmã, deitando sua cabeça ali logo em seguida.
Akemi, que ainda estava se recuperando do susto, deixou abrir um sorriso meigo nos lábios. Por mais que a irmã fosse uma idiota as vezes, ou uma boba, ou bem infantil, ela ainda a amava incondicionalmente. Colocou seu copo de café na mão esquerda, deixando a mão direita livre para poder mexer no cabelo e no rosto da irmã, enquanto a mesma continuava a devorar um doce atrás do outro. Enquanto Akemi bebia seu café, ela olhou para o relógio de pulso.
-Droga! Já são 6:30 e eu nem comecei a me arrumar. — Nesse momento, a morena colocou seu copo no criado-mudo que ficava ao lado do sofá e esperou a irmã levantar.
- Nossa, mas que pressa. O que você tem de tão importante para fazer Mimi-chan? -Perguntou Mari, que estava se levantando um pouco irritada pela pressa da irmã.
-Eu marquei de me encontrar com o Byakuya em um restaurante... -Depois dessas palavras, a garota de cabelos negros não conseguiu prestar atenção em mais nada. “Como assim? Se encontrar com o Byakuya? Em um restaurante? Eles iriam jantar juntos? Será que foi um convite do Byakuya?” Tantas perguntas passaram pela sua cabeça e junto delas, diversas imagens interessantes. Será que, finalmente, sua irmã estaria seguindo em frente? Esquecendo o passado e voltando a ativa? Seus pensamentos foram interrompidos por um grito de dor de Akemi vindo do quarto.
-Você tá bem? -indagou Mari, agora de volta a realidade. Não podia deixar isso passar despercebido. Vendo a irmã correr de um lado pro outro, pensando no que fazer primeiro, perguntou.
-Então, isso seria um encontro? -Perguntou a garota, chamando atenção de sua irmã. Akemi ficou perplexa com a pergunta. Ela deu um fim à correria, e virou-se de costas. Tinha medo de acabar corando com a pergunta da irmã.
-M-mas é claro que não. O que está pensando Mari? Você sabe melhor que ninguém que somos apenas amigos. -Ela tentou não gaguejar, mas foi impossível.
-Então por que ele te convidou para ir jantar com ele? -Agora podia-se claramente ver um sorriso malicioso no rosto de Mari. Akemi podia sentir seu rosto ardendo. Não sabia ao certo se era de vergonha ou de raiva da irmã, não, com certeza era de raiva.
-Não é um encontro!!! Ele me pediu pra ir com ele nesse restaurante para uma avaliação do mesmo, pois ele quer ter certeza que o lugar é bom para um jantar com os comerciantes de ling...- Ela tapou sua própria boca no mesmo momento. Se a irmã ouvisse tal coisa, nem sabia qual seria sua reação, mas sabia que vindo de sua irmã não seria nada boa. Infelizmente pra Akemi, ela não tapou sua boca na hora certa, já era tarde demais. Ela simplesmente viu o queixo de sua irmã caindo lentamente, ela ia gritar. "Ah não, isso não vai ser bom, de modo algum. Meus tímpanos vão estourar com os gritos dela.". Era tudo que Akemi conseguia pensar quando viu a cara de Mari.
-AI MEU DEEEEEEEUS!!!! -A garota levantou do sofá e começou a pular e gritar. Akemi abaixou a cabeça e pôs a mão na testa. Ela tinha dado uma brecha para a irmã ficar lhe provocando até cair morta. Ela resolveu ir pro seu quarto, tinha que escolher sua roupa, tomar banho, fazer um penteado no cabelo e mais outras coisas que ela não tinha tempo nem de pensar. Foi em direção ao largo corredor, se dirigindo a seu quarto, que era logo a esquerda. Mari foi atrás dela logo em seguida. Não valia a pena gritar daquela forma se não fosse para perturbar a irmã. Chegou no quarto e viu sua irmã encarando uma das estantes de seu closet.
-Escolhendo uma coisa bem decotada e sexy, eu espero. -Disse no pé do ouvido da morena. Akemi deu um pulinho, virando-se para a irmã logo em seguida. Falar no ouvido dela era um golpe baixo. Qualquer coisa que fizessem naquela área só conseguiria deixar ela arrepiada. A região do pescoço e do ouvido era seu ponto fraco e Mari sabia muito bem disso.
-Que droga Mari!! Quantas vezes eu vou ter que falar que eu não gosto que fiquem respirando no meu pescoço? E ISSO NÃO É UM ENCONTRO!!! Eu não vejo o Byakuya com esses olhos e ele também não e isso nunca vai mudar. Além do mais, ele não deve ter superado a Hisana ainda e eu entendo perfeitamente isso. No fim das contas, eu também não superei "aquela pessoa". -O tom da voz de Akemi foi diminuindo até quase se tornar inaudível nessa última frase. Ela odiava ter que tocar naquele assunto tão delicado e doloroso. Muito doloroso. O sorriso da irmã sumiu logo após o suspiro de Akemi.
-Esse é o principal defeito de vocês dois. Vocês não conseguem seguir em frente. O Byakuya até tem motivo, pois ele perdeu sua esposa, mas esse não é seu caso. Não é que você não consiga esquecer, você não consegue se perdoar, não é mesmo? -Agora tanto sua voz quanto sua face estavam sérios, de tal maneira que era raro ver ela dessa forma. Ela se preocupava muito com a irmã, ela sofrera muito no passado. Não queria que aquilo ficasse a puxando para baixo. Queria que ela seguisse em frente. Ela olhou diretamente nos olhos oliva de sua irmã, que agora estava virada de frente para si. Ela quase pode ver uma lágrima no canto daqueles olhos. Ela já sabia a resposta para a pergunta, mas não queria que ela respondesse, isso só faria mais lágrimas caírem daqueles olhos, olhos que ela já tanto viu chorar. Akemi se virou mais uma vez para a estante. Ela não queria tocar naquele assunto. Ela ia começar a escolher sua roupa, mas foi impedida por Mari.
-Não não, você já está atrasada. Vai tomar seu banho que eu escolho a sua roupa. -Disse Mari, com um sorriso meigo em seus lábios. Realmente não era hora de um assunto daqueles.
-Você escolhendo as minhas roupas? Isso não vai dar certo. Vai que você escolhe as roupas mais provocantes do guarda-roupa e some com as outras? -Disse a morena, com um sorriso bobo no rosto e cruzando os braços. O assunto tinha sido esquecido, para a felicidade das duas.
-Você não confia em mim? Anda, vai logo. Eu prometo que acho algo bem legal e que não vou esconder o resto das roupas, para o caso se você não gostar. -Um beicinho se fez, seguido de um sorriso caloroso. O pior de tudo é que estava muito atrasada. Não queria, mas acabou por aceitando. Estava entrando no banheiro quando se virou para Mari e a disse o tipo do traje. A irmã por sua vez fez um sim com a cabeça e Akemi entrou o banheiro e fechou a porta.
Mari pôs-se a vasculhar o guarda-roupa da irmã, procurando alguma coisa que se adequasse no tipo de traje e que ainda fosse elegante e bonito assim como a irmã. Akemi podia ser muito fechada e cabeça dura as vezes, mas sempre tivera um bom gosto e sempre fora cheia de classe. Não lhe era surpresa quando só se via roupas mais fechadas no closet da irmã. Abriu um leve sorriso quando achou um vestido vermelho decotado nas costas, quase escondido por debaixo de tantos ternos e outras roupas sociais. Ela se lembrou da época de colégio das duas, o quanto elas se divertiam juntas e com Kaito, amigo de longa data de ambas, quase como um irmão. Eles deviam se encontrar de novo, seria bom pra Akemi se divertir. Voltando seus pensamentos as roupas, pegou algumas peças naquela estante e foi seguindo para as outras estantes. Ainda havia de escolher os sapatos, a bolsa e os brincos.
Akemi entrou no banho rapidamente, lavou bem seus cabelos. Por mais que aquele banho fosse relaxante, ela não conseguia tirar sua mente no que sua irmã dissera. “Não é que você não consiga esquecer, você não consegue se perdoar”. Aquelas palavras ficaram patinando pela cabeça dela enquanto a água que saia do chuveiro deslizava por toda sua pele. Não, ela não podia pensar naquilo. Já tinha esquecido-o completamente. Não poderia ficar pensando nessas coisas durante um jantar profissional com Byakuya. Terminou de tomar seu banho, pegou a toalha, enrolou no cabelo e vestiu seu roupão. Pegou o secador e a escova que estavam dentro do armário maior que ficava ao lado da pia e parou em frente ao espelho de corpo inteiro que tinha no banheiro. Com a escova, começou a separar seu cabelo em mechas e a secar cada uma delas. Como aquilo era demorado. Ela queria ir ao salão, mas perdeu a hora. “Malditos cupcakes!”.
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Grimmjow estava fitando seu guarda-roupa pelo canto do olho. Ele sabia que uma hora ia ter que levantar e ir se arrumar para ir pegar Jun, mas a preguiça dominava seu corpo de tal forma que ele nem sabia se se mexer era uma opção. Estava tranquilo na sua cama, tomando cerveja e vendo TV. Não tinha nada de bom passando àquela hora. Ele estava pensando seriamente em desmarcar o encontro, porém a imagem de Jun veio a sua cabeça. Logo se lembrou da possível recompensa. Ele deu um pulo da cama, quase derrubou sua cerveja. Viu o horário. 8:30, iria se atrasar e ela provavelmente ficaria bem nervosa. Rapidamente começou a se livrar das roupas e a vasculhar seu guarda-roupa para alguma roupa apropriada para a ocasião. Achou uma blusa social e uma calça e achou que estava bom. Foi vestindo a roupa rapidamente. Ouviu o telefone tocando. Provavelmente era Jun. "Ah não, Ela vai encher o saco por que eu vou me atrasar.”. Decidiu não atender e depois dar uma desculpa qualquer, dizer que ficara preso no trânsito. É, isso deveria funcionar. Em poucos minutos, Grimmjow já estava pronto e já descia as escadas do seu prédio, indo em direção a garagem, pegar seu carro. Entrou no carro bem depressa e saiu dirigindo pela cidade que nem um louco. Como ela ia falar na cabeça dele.
Após uns 30 minutos de engarrafamentos, Grimmjow chega no prédio de Jun. A loira já estava na porta, batendo o pé com seu salto alto com força no chão. Parecia que o chão ia quebrar. Ela vestia um curto vestido preto, com um decote em V que ia até suas costas. Ela estava muito irritada. Odiava ficar esperando. Quando ela viu seu carro se aproximando dela, sua testa se franziu e seu rosto parecia que ia derreter de tanta raiva. Ela entrou no carro, sem nem dar tempo de ele abrir a porta pra ela, batendo a porta com força logo em seguida. Grimmjow ia perguntar se ela estava tudo bem, mas sabia que só iria fazer o humor dela piorar. Decidiu ficar calado.
-Você é demente ou alguma coisa assim? Eu não te disse para me pegar as 8? Já são quase 9 Grimmjow!! -A loira começou a gritar, olhando em direção ao homem de cabelos azuis que estava dirigindo o carro e que, nunca se atreveria a olhar na cara dela agora. Ele odiava quando ela fazia aqueles escândalos. Era uma das poucas coisas que não suportava nela. Além dos apelidinhos, das brigas fora de hora. Tudo ele apenas tolerava pelo fato do corpo dela ser o melhor que já vira e as roupas só a deixavam mais sedutora. Ele estava apenas tolerando tudo, até ter o que queria.
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Akemi estava dando os toques finais no seu visual. Já tinha colocado seu vestido, seu blazer e seus sapatos. Ainda faltavam a maquiagem, o perfume, escolher a bolsa, despedir da irmã e sair. “Droga, se eu me atrasar o Byakuya me mata.".Pensava ela, enquanto ia em direção ao espelho com uma maleta com maquiagens. Não ia se emperequetar toda, era só um jantar. Passou um lápis no olho, um delineador preto, uma leve sombra cinza pra dar textura, passou um gloss e ia deixar por isso mesmo. Mari toda hora ia passando e pegando os objetos deixados jogados pela sua irmã, que estava no mínimo desorientada. Felizmente ela ganhou tempo para a irmã, separando as roupas, que ficaram impecáveis em Akemi, ajudando a prender seu cabelo, que estava lindamente divido em duas partes, a superior que era a menos volumosa e a inferior, que era mais volumosa. A parte superior estava presa com uma presilha linda de flores brancas com algumas pedras para dar um toque especial e as pontas estavam lindamente cacheadas. A morena voltou do closet, segurando uma pequena e discreta bolsa preta, super indicada para a ocasião e usava um perfume delicioso. Um perfume que a irmã tanto conhecia. Era o perfume favorito de Akemi. Akemi foi para frente do espelho, deu uma voltinha para ver se estava tudo certo, deu um beijo na irmã e saiu correndo pelo apartamento, quase caindo várias vezes por causa do salto. Ela rapidamente já estava em seu carro, com sua bolsa ao lado. "Ai Deus, me ajude.”.
Continua...
Notas finais
Em breve estarei postando o proximo capítulo. Fiquem de olho e deixem reviews >w
Kissus e Ja Ne
Roupas:
Akemi: http://24.media.tumblr.com/tumblr_lyygg3nstw1rohwj5o1_250.jpg
Jun:
http://28.media.tumblr.com/tumblr_lyygg3nstw1rohwj5o2_500.jpg
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