Relíquias Perdidas
29 Capítulo 29 – Três Pedras A Mais No Sapato.
Notas iniciais
Me pediram momentos suspians, é claro que ainda têm muitos momentos suspians, mas é que vocês tem que entender que eles não cabem nos capítulos, e em alguns se eu colocar vai ficar muito organizado, tipo, um capitulo cheio de tensão com um pouco de suspian.
Continuem calmos porque o amor de Bianca está muito, muito próximo, no próximo capitulo ou no outro ele já aparece!
No outro dia todos já estavam arrumando suas coisas para partir. Não tinha mais motivos para continuar em Shamat, muito pelo contrário. Zoë queria sair logo daquele lugar onde seu coração foi partido novamente. De onde ela nunca pensou ser tão traída, até por uma mulher, como Alícia fez com ela. Fingiu ser fraca e depois quase matou. Zoë teria feito o mesmo, mas segundo ela de uma maneira mais sutil.
O mapa revelou o próximo caminho. Teriam que encontrar a Pulseira de Afrodite no extremo norte, segundo Apolo, teriam a ajuda da deusa. Todos estavam mais felizes por estar mais um passo próximo de conseguir as relíquias, ainda faltavam nove, mas ainda assim estavam com boas expectativas, e pareciam ter esquecido que um dos quinze da profecia iria morrer, mas agora não só são quinze são dezesseis, se contar sem Alêx e Rilian.
A mesa foi posta com o ultimo café da manhã que teriam no reino. Bolos recheados, torradas, pudim de carne, costeletas de porco ao molho, néctar e pães com frutas cristalizadas. Foi um bom café da manhã de despedidas, parece que o rei Sean parecia muito feliz deles terem ganhado os jogos, afinal ele não queria que a filha se tornasse chefe do exercito e o filho rei.
Zay, Alícia e Nico não apareceram para as comemorações nem para o café da manhã de hoje, passaram o resto do dia de ontem deitados e deprimidos em seus quartos. Alícia não aguentava tamanha injustiça, ela já ia casar para agradar o pai, mesmo isso sendo uma farsa, e ela acredita que isso foi o que mais motivou o seu pai a empecilhar que ela se torne chefe do exercito. Tudo bem que ela fingiu ser amiga de Zoë para descobrir seu ponto fraco, mas ela não descobriu e a estratégia que restou foi se fingir de mal atiradora para surpreender no Campo, o que mais ou menos deu certo no abacaxi.
Ela queria muito ganhar. E no ponto em que girou a moeda para matar Zoë estava quase louca pela raiva, ela não tem nada contra Zoë, pelo contrário, ela sente uma grande admiração por ela, por ambas dividirem a mesma ambição e não serem muito fãs de garotos, mas todos acharam Zoë falsa quando ela se apaixonou por Zay, inclusive Alícia, Zoë dizia que odiava os garotos, que são machistas e que não gosta nem de ficar perto deles. Mas enfim, do que ela sente mais raiva é de não ter ganhado. Isso foi à gota d’água. Ela não iria nem queria ficar parada e aceitar, então chamou Nico e contou-lhe um plano.
Alícia e Nico estavam indo ao quarto de Zay que a essa hora devia estar desocupado. Zay estava lá, deprimido em sua cama.
– O que vocês tão fazendo aqui? Perdedores! – disse desanimado.
– Coisa que você por acaso não é! – disse Alícia com sarcasmo.
– O que vocês querem inúteis? – disse Zay.
– Porque inúteis? – perguntou Nico.
– Se eu fosse você Nico, eu teria matado aquela garotinha e você Alícia, ah, é incrível sua incompetência com um arco! – xingou Zay.
– Vou fingir que você não disse isso – disse Alícia com os lábios finos de raiva. – É o seguinte... – prosseguiu. – Nós trabalhamos duro a vida toda para ganhar esse troço, não vamos deixar isso escapar assim – continuou.
Zay pareceu mais interessado.
– Sugere que o roubamos, há essa hora eles já devem estar partindo – disse Zay.
– Eles vão partir em meia hora, tempo o bastante para fazermos as malas não acha? – disse Alícia.
– O quê? – perguntou Zay incrédulo.
– Nós esperamos a vida toda por isso, não custa esperar um pouco mais, quem sabe depois que eles usarem o cetro nós poderíamos usar? – disse Alícia com um sorriso animado.
– Faço minhas malas em dois minutos – disse Zay.
Alícia e Nico já tinham arrumado suas coisas, e ajudaram a arrumar as coisas de Zay, eles partiram com cada um uma mala, foram para a garagem e a carruagem estava cheia de coisas, eles se esconderam no porta malas junto com suas coisas e as coisas dos demais, depois de dez minutos a carruagem partiu no céu sendo puxada pelos pegasus. Demorou meia, uma, uma hora e meia para Zay, Alícia e Nico cansarem de ficar na porta malas.
Eles abriram uma passagem para a sala da carruagem onde todos estavam ou dormindo ou lendo ou em seus devaneios. O primeiro a avista-los foi Camilla que deu um grito de susto e acordou e chamou a atenção de todos. Zoë parecia arder de raiva, estava com um pedaço do cabelo raspado encima da orelha, os cabelos estavam muito mal cortados com fiapos e pontas soltas e umas maiores que outras.
– Mas que diabos vocês estão fazendo aqui!? – rugiu Zoë.
– Como vocês vieram parar aqui? – perguntou Asafe, também não parecia muito feliz.
– Ah gente qual é! Nós decidimos acompanhar vocês por que... – começou Alícia e olhou para Zay em busca de uma resposta. – Porque é um código de honra de Shamat!
– Faça-me o favor deem o fora daqui! Vocês querem roubar o cetro não é!? – insinuou Zoë.
– Olha, nós vamos ser francos, porque estaríamos mentindo se estivéssemos aqui só para ajudar vocês, nós não queremos confusões, nós pensamos que se vocês terminassem de usar o cetro, nós poderíamos usa-lo – disse Alícia.
– É, mas isso pode demorar! – disse Zoë ignorante.
– Nós esperamos o tempo que for preciso, se for para sempre, mas nós esperamos, esperamos a vida toda, mais uns meses ou anos não vão fazer diferença – disse Zay com um sorriso diplomático que... Ah meu Deus! Conseguiu tremer as pernas de Zoë.
Zoë bufou como um touro e avançou em cima de Zay, como depois de tudo aquilo ela ainda conseguia sentir atração por ele? Por aqueles olhos verdes, aquele sorriso branco, aqueles cabelos dourados... Ela podia sentir atração, mas também sentia extrema raiva, queria mata-lo ali mesmo queria fazê-lo sofrer da mesma forma que ele fez.
As pessoas deixaram a briga rolar por uns minutos, porque era realmente legal ver aquilo, eles estavam com pena de Zay pois ainda não sabiam o que ele fez, mas depois de um tempo a coisa começou a ficar séria. Zay estava com marcas de unhas sérias no rosto e no pescoço, enquanto ele tentava deter Zoë segurando seus braços ela mordeu seu nariz e todos gargalharam inclusive Alícia.
Asafe e Theo seguraram Zoë, ainda bem que eram seus irmãos porque se fossem outros garotos aquilo só ia deixa-la mais furiosa.
– Seu cabeça de milho idiota estúpido! – xingou Zoë.
– Má atitude princesa – devolveu Zay para irritar Zoë e ele conseguiu.
– Bom, deixem para acertar as contas depois, e aí o que vocês acham da gente ficar aqui uns tempos? – perguntou Alícia.
– Está inevitavelmente fora de questão VOCÊS NÃO PODEM FICAR AQUI! – berrou Zoë, Asafe e Theo segurando-a e todos olhando ao redor.
– Bom nós já estamos aqui e vamos seguir vocês para onde forem, a qual é gente, não tem nada demais conseguir uma ajudinha pra salvar o mundo, onde cabem dezesseis cabem dezenove certo? – disse Nico apaziguador.
– O.k., se se comportarem podemos deixar vocês ficarem, mas não arrumem confusão nem brigas – disse Asafe. – Se não nós mesmos vamos expulsar vocês.
– Entendido chefe! – disse Alícia. – Tem alguma coisa pra comer aí eu tô morta de fome.
– O quê? Você não pode deixa-los aqui! Você é idiota ou retardado! Eu não quero eles aqui você entendeu? – berrou Zoë para Asafe.
– Zoë eles estão propondo um acordo amigável, eles lutaram muito para conseguir o que queriam, eles não estão em crédito com a gente, enfim não custa emprestar o cetro a eles depois de usarmos. – disse Zay.
– O.k. Vocês podem ficar, mas tem que se redimirem com a gente e até nós não precisarmos mais do cetro vocês não chegam perto dele, e se ele sumir temos permissão para esquarteja-los! E eu estou me referindo a Alícia e Nico – disse Zoë.
– Entendido capitã! – disse Alícia sem prestar atenção no que ela estava falando e comendo um hambúrguer.
– E porque suas nobres palavras não se dirigem a mim também? – perguntou Zay e Zoë o ignorou com raiva.
Todos ficaram comentando sobre Zoë e Zay, sobre como eles brigaram e até anteriormente estavam muito apaixonados. As pessoas foram ligando as coisas, como o porquê de Zoë estar com aqueles cabelos horrorosos que ofuscavam a sua beleza, e o porquê deles brigarem como gato e rato há pouco. Zoë não pretendia contar, não queria que as pessoas soubessem que ela foi enganada da pior forma e novamente por um garoto, se querem saber que morram de curiosidade, pensou Zoë.
Susana não deixou Alícia segurar Alêx, devia ser por causa de Alícia tentando matar Zoë daquele jeito que deixou Susana preocupada, mas ela cedeu, pois Alícia era uma das poucas pessoas no mundo pela qual Alêx sentia afinidade. Susana pensa que as pessoas pelas quais Alêx é atraída possuem um grande dom.
Pedro estava esculpindo uma espada com o cetro de Deméter, iria ser uma espada poderosa mesmo sendo de madeira, o cetro tinha o poder de controlar as plantas e também era inquebrável e se fosse afiado podia cortar mais que uma lâmina de prata. Em volta da espada havia um brilho verde incandescente e fantasmagórico o que dava um tom de néon na espada.
A carruagem que os transportava era projetada para se mover apenas para frente, se inclina-se girasse ou coisa do tipo podia ser um problema, e não era só uma curva que atingiu a carruagem, o céu ficou escuro e começou a trovejar e a carruagem a balançar para todos os lados, e eles viram o que eram, nuvens em forma de funil se aproximavam da carruagem, eram espíritos da tempestade, os venti, tinha os olhos e a boca iluminados como relâmpagos.
Ficaram chacoalhando a caurragem até fazerem um buraco no teto, foi hora de pegaram espadas, lanças, arcos e facas.
Fale com o autor