Rejected
7 Por Muito Pouco
Notas iniciais

Por muito pouco me senti vivo, estava enterrado, ouvi pessoas chorando, gritando para Deus me trazer de volta, rezando por mim e.......... Risadas........ Ouvi pessoas rindo ao fundo, não sabia quem era, mas tive uma pequena sensação que eram o pessoal da escola, não Mary e Dani, mas as outras pessoas da escola, mas bem mais no fundo, vi um pequeno corpo sentado, tentei olhar fixamente mas apenas vi uma jaqueta da escola, mas parecia ser uma menina, ela falava ao celular com provavelmente sua mãe, quando vejo ela levantando com uma arma e atirando em Dani e gritando: "Foi você quem matou ele!" e a garota se vira..... Era Mary....
– Como assim Alex? Por que para mim?- Mary disse.
– Porque ele pode te ajudar... — Eu disse, quase me arrependendo de ter falado isso- Mas.... Não sei se devo.
Mary se virou para mim e me abraçou.
– Sabe que pode contar comigo né?- Ela disse com seu rosto em meu ombro.
– Sei sim, e você comigo...- Eu disse sorrindo.
– Então me conte Alex, o que é esse segredo?- Ela disse.
– Eu...- BÉÉÉÉÉÉÉ o sinal de início de aulas soou- Temos que ir.
– Ok...- Mary se levantou e pegou sua mochila em silêncio.
– Não fique brava comigo ok?- Eu disse segurando o pulso dela.
– Certo, mas temos que correr para chegar a tempo na sala- Ela disse me puxando.
Evitei passar perto da sala dos idiotas do "Grupinho Que Sinto Um Ódio Mortal" e fui direto para minha sala, o problema é que não sabia qual aula eu teria agora, então rezei para ter Geografia, pois me juntaria a sala da Dani, mas... Era Física Quântica (A matéria que eu mais odeio), e era uma dobradinha, ou seja, era uma passagem pelo inferno.
Passar três horas dentro de uma sala aprendendo física foi algo deprimente, fui direto pro meu quarto tomar um banho para trocar de roupa e encontrar Dani para o jantar... Mas ela estava no banho, então apenas esperei ela sair, sentado na minha cama vendo umas mensagens antigas com minha ex-namorada.
–Não sei porque tenho elas... -Sussurrei para mim mesmo, então apaguei uma por uma, sem nem ao menos lembrar o rosto dela, a porta se abriu e uma fumaça de vapor d'água saiu do banheiro e, junto com a fumaça, saiu ela, Dani... Com uma roupa parecida com as minhas, uma jeans preta, uma blusa do Metallica e uma maquiagem mais forte.
–Uau, tá tentando me conquistar, senhorita?- Eu disse me levantando para abraçá-la.
– Talvez, moço bonito hahaha.- Ela me abraçou e me deu um beijo na bochecha- Toma cuidado para não escorregar, saí sem me enxugar para pegar a roupa quando você não estava aqui hahahaha.- Ela riu e mandou uma piscadinha para mim.
–Então.... Tá... Hehehe.- Eu ri e fui ao meu armário pegar minha roupa e minha toalha, e vi uma carta...
"Espero que me aceite pelo que sou, não pelo que vivemos..."
Dani, sua melhor amiga e, em meus sonhos, futura namorada.
– Você... — Eu disse quase chorando para Dani que... Não estava no quarto mais, ela desceu em silêncio- Será? Não... Deve ser uma brincadeira dela- Falei baixo para mim mesmo, então simplesmente coloquei-a em cima da cama, peguei minha roupa e fui tomar banho ouvindo música.
Foi só eu entrar no banheiro que Mary bateu na porta desesperadamente, então saí e fui atender (de toalha mesmo).
– Fale- Eu disse.
– Vem comigo correndo!!!- Mary disse- Mas... Coloca uma roupa...- Ela apontou para a toalha.
– Eu estava indo tomar banho... Se quiser esperar aqui...- Eu disse abrindo a porta.
– Ok, mas não demore- Ela disse- Vai logo...
E foi o que fiz, entrei correndo para tomar banho, coloquei as músicas no aleatório e liguei o chuveiro.
Mary ficou olhando o quarto e depois as minhas coisas, mas... Não sabia o motivo, ela desistiu e se deitou na minha cama, eu saí do banho apenas com a camiseta, ainda com toalha.
– Por favor, feche os olhos moça.- Eu disse.
– Ok- Ela disse colocando o travesseiro no rosto.
Em questão de segundos, tirei a toalha, coloquei o resto da minha roupa.- Pode olhar- Falei.
– Ok...- Disse ela tirando o travesseiro e se levantando- Tá bonitão, hein? Gostei da camiseta...
– Obrigado, foi um presente do meu pai.- A Camiseta era uma edição limitada de um álbum do Suicide Silence- Ele falou que era minha cara, pois é uma das minhas bandas favoritas e tal...
– Bom, quer falar o segredo agora que estamos a sós?- Ela disse me olhando nos olhos.
– Pode ser depois? Acho melhor não contar agora-. Eu disse fechando o armário e pegando meus fones de ouvido.
– Tá bem. -Disse ela sorrindo e abrindo a porta- Então.... Vamos? Tô com fome e hoje tem filme sobre as ideologias Nazistas no mundo atual... Chatíssimo, mas temos que ver... Infelizmente- Disse ela.
– Acho que vai ser legal.- Eu disse apagando as luzes e trancando a porta- Vamos então senhorita.
Eram quase 7 da noite (as aulas haviam acabado mais cedo pois teve treinamento em caso de incêndios, insuportável), estava esperando o elevador com Mary e vi um garoto chorando no corredor.
– Vá descendo, eu esqueci de escovar os dentes...- Eu disse para Mary.
– Ok, então vá logo.- Ela disse descendo o elevador, fui ver o motivo do choro do menino, mas, ao me aproximar, vi que não era menino e, sim, um tipo de animal.
– O que é...?- Eu fui tocar no animal quando algo me acertou nas costas e depois na barriga em uma sequência de 4 vezes.
– Que bonitinho, ajudando os outros...- John disse com um sorriso no rosto- Uma pena que isso é apenas um casaco com um monte de sacolas com papel, seu otário!- Ele disse me segurando pelo pescoço- Quem vai te ajudar agora? Aquela sua amiguinha de um metro e meio parecendo uma anã de jardim? ou sua amiguinha loira que me deixa doidinho? Haha...- Ele riu e apertou tanto meu pescoço, que até tossir.
– Deixe-as fora disso...- Eu disse com o pouco de ar que tinha.
– Vá atrás dela, Chris.- Ele ordenou para um dos que estavam me segurando e o próprio John me mandou largar, mas me jogaram no chão.
– Eu vou te matar seu filho da...- Fui interrompido com um soco no rosto que me fez cair no chão.
– É bom não tentar repetir isso, porque se tentar... Farei você engolir tudo isso com os dentes!- Ele disse com os punhos cerrados.
– John, elas estão no filme que o professor está mostrando e a diretora está subindo- Chris disse.
– É bom você não abrir a boca seu merda!- John disse apontando pro meu rosto.
– Você vai morrer- Eu disse.
– HAHAHAHAHAHAHHA!- ele riu e me deu um tapa no rosto- Espero que você morra!- Ele saiu andando com os "amigos" deles.
Apenas me levantei e fiquei em silêncio e segui para meu quarto...
"Mas eu sei que não há nada real no interior.
Seu coração está envolvido em alimentar as mentiras de todos"
Motionless In White — Immaculate Misconception
Não dei a mínima para as palavras dele, apenas segui para meu quarto e escovei os dentes para jantar algo, mesmo nem sentindo meu estômago, peguei o elevador e sentei na mesa que sempre sento, mas tinha mais alguém ali no refeitório, mas não reconheci, essa pessoa passou por mim e jogou em cima de minha bandeja um pedaço de papel, peguei o papel o coloquei do lado do prato, e peguei a comida, sentei-me numa mesa perto da saída e comi rapidamente para não me atrasar mais, então acabei nem lendo o bilhete na hora. Deixei ali mesmo o prato e subi correndo, então trombei com Dani na escadaria.
– Onde você tava?- Ela me perguntou nervosa.
– Eu tive uma encrenca com os idiotas...- Eu disse abraçando ela- Eles tocaram em você?.
– Não, e eu queria falar com você...- Ela disse quase chorando.
– Fale- Eu disse.
– Você leu minha carta?- Ela perguntou.
– Sim, e acho que tenho que pensar- Eu disse.
– Era para você não ter deixado na cama- Ela chorou.
– Por que?- Achei muito estranho.
– Pois Mary leu e contou para uma amiga dela, que falou para o resto do pessoal- Ela disse ainda chorando.
– E você se sente envergonhada de gostar de mim?- Eu disse sabendo que a resposta seria 'sim'.
– Não é isso... É que não queria que ninguém soubesse disso- Ela disse.
– Entendi... Eu... Vou pro quarto, até mais- Eu disse passando reto por ela.
– Alex...- Ela disse secando o rosto, mas eu ignorei.
Chegando no meu quarto, apenas sentei em minha cama e comecei a ouvir música quase arrependido por ter ido embora. Esperei que ela fosse aparecer mas... Nada, então resolvi dormir, sem ler o tal bilhete que recebi, nada mais me passava pela cabeça naquela hora, só o qual motivo de ela não gostar de saber que gosta de mim, achei que ela realmente não ligaria de gostar de um louco que nem eu, pois, se ela não quisesse, por que ela teria feito tudo aquilo no dia do incidente no jogo de futebol? Ela quase me beijou, e eu... Realmente estava apaixonado por ela...
– Espero que você ainda me ame amanhã de manha Dani... — Sussurrei antes de fechar os olhos e dormir...
"E não conte comigo porque eu estou me afogando, por favor não se afogue comigo.
Apenas me segure em seu coração, deixe o oceano me levar."
The Amity Affliction — Don't Lean On Me
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