Rejected

2 Apenas Um Sonho


Notas iniciais
Olá ^^, mais um capítulo para vocês :3 Espero que gostem, fiquei a madrugada toda escrevendo... Músicas escolhidas: -> For Today - Pariah -> Metallica - Enter Sandman

Não sabia ao certo se essa luz era de uma lanterna, farol -Do quê? Eu estava no meio do nada -pensei-, se fosse a luz que todos falam de quando chega nossa hora de morrer... Estava em dúvida, o que me lembro é que eu estava sangrando na perna pois um prego havia entrado na minha coxa e estava doendo demais, parecia que uma pessoa tinha pego uma faca e enfiado sem dó nem piedade, chorava de gritava para o nada. Até que ouvi algo, algo estranho, como se fosse um latido ou um uivo, como se... Um lobo tivesse vindo em minha direção

–Meu Deus, vou morrer aqui e agora! -pensei, em lágrimas.

O lobo vinha e vinha, mas aos poucos ele parecia ficando mais magro, baixo e menos assustador, limpei os olhos com a gola da minha camiseta e vi que não era um lobo e sim um Pastor Alemão, que começou a me cheirar de cabeça aos pés, ele fez um barulho estranho quando chegou perto da minha coxa (deve ter sentido cheiro de sangue), mas de repente ele começa a latir loucamente para o nada, fiquei assustado, até que alguém chega com uma lanterna e uma espingarda na mão, alguém não, um fazendeiro, não, um caubói!... Não, um senhor bem baixinho que tinha corpo de mulher?... Ah, era uma senhora... -Uma senhora?! Poxa -pensei com cara de mongo assustado- Uma senhora de uns 60 anos de idade levava consigo uma Perennia SV/10 III. Quando ela me viu, começou a gritar algo do tipo "Zé!" ou "Léo!" não me lembro, mas sei que quando ela encostou em mim, eu desmaiei...

–Quem é você?- Uma voz suave e fina me acordou

–Oi, eu sou Alexander Howard, mas pode me chamar de Alex -Respondi com voz de "quem acabou de acordar"- e você?

–Sou Gabriela, Gabriela Wolfwood- Ela sorriu e apertou minha mão- Está melhor da perna?

Tive medo de olhar e ver como tinha ficado, mas na hora que botei a mão no prego... Ele sumiu e no seu lugar tinha quatro pontos

–Co-como você fez isso?- Perguntei abismado

–Bom, minha mãe é enfermeira e meu pai era um daqueles caras que ficam se aventurando por aí, coisa de doido- Ela disse com um ar irônico- hehehe, então quando eles viram você com esse prego, meu pai puxou rápido e minha mãe deu os quatro pontos

–Ah, entendi- Falei feliz por saber que estava bem e podia sair correndo pra algum lugar para procurar ajuda- Então... É isso, para onde fica a civilização?

–Ah, você segue norte por 50 quilômetros e vira a direita e segue mais 10, aí você chega numa ponte, de lá, são mais 10 quilômetros para chegar no centro, e é isso, quer carona?- Ela disse meio que rindo da minha cara

–Não precisa não, obrigado- Disse assustado pelo "pequeno" caminho- Vou indo, obrigado por tudo beijos- Agradeci a todos da casa pelo amparo

Comecei a andar, eram 10 da manhã quando olhei no pulso dela, então pensei que até meio dia eu chegava. O sol estava de matar, devia estar uns 30 graus lá, estava morrendo de calor, mas continuei... Passou-se mais 10 minutos e eu vi o local do acidente, olhei pelo vasto campo e... o avião sumiu, não estranhei nem um pouco, mas as pessoas também não estavam lá, deviam ter sido enterradas, estava olhando e trombo numa pessoa alta, de preto

–Desculpa senhor, não tinha te visto

–Tudo bem, quando se encontra a morte...Não há perdão que não seja aceito...

–O quê?!

Mas já era tarde, ele olhou pra mim com uma cara deformada com metade pele morta e a outra carne viva, e sorriu com dentes pontudos e podres, com olhos saindo sangue e enfiou uma faca na minha barriga, sangrando e com dor, comecei a tirar a faca da minha barriga, minha mão estava cheia de sangue, mas o velho não parou aí, ele tirou o terno e ficou com um roupão preto e uma ceifa atrás dele, com qual ele tentou arrancar minha cabeça, e quase conseguiu, saí correndo mas para onde eu ia, ele estava lá. Então desisti e me rendi a morte, ele apenas me apertou pelo pescoço e eu senti como se uma flecha atravessasse meu pescoço, então fui dormindo, e quando me dei conta, estava morto, ao fundo a voz de um amigo, que foi afinando como uma voz de garota, soava como eco...

–Alex!- Dani me acordou- Acorda moleque, o John tá dando cigarros!! Obaaa Olhei em volta e todos estavam com cigarro, então gritei

–PAREM!!!!! Todos pararam de rir e me encararam, chamei correndo a aeromoça para pegar um copo de água, e passei de assento em assento e colocando os cigarros no copo -Obrigado- Disse e sentei na minha poltrona Todos me encaravam seriamente, então ignorei e coloquei no volume 3 do meu iPod, Pariah do For Today

Death is only the beginning of everything i'm living for
This is my final stand laid upon the altar
This is my final stand laid upon the altar
This is my final stand

Sinto um toque suave no meu ombro e tiro os fones com a música rolando

(Stand up) my convictions are not for sale
And I know who I am
They can't deny the truth inside me
So I will suffer at their hands
...

–Porque você fez isso?- Dani me perguntou calminha como sempre- Tirou o cigarro de todos e está tão sério?

–Dani... Eu vi o avião caindo e todos morrem menos eu, mas dois dias depois eu morro na mão do Ceifador...- Eu disse sério- Acredite, não quero te perder

Ela então fica assustada e senta de volta no assento dela

E ficamos nisso até o fim da viajem, o piloto avisa

–Aqui quem fala é o seu piloto Jonathan McFarewell, em algumas horas, estaremos aterrissando, então podem descansar, a aeromoça Sarah Von Rundelmann estará distribuindo almofadas para o apoio de cabeças. Obrigado pela atenção, boa noite"

E nisso aceitei a almofada e dormi...

"Sleep with one eye open
Gripping your pillow tight..."

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^, se faltou algo, tem algo a mais, ou algum erro, por favor me falem ^^, esse fiz prestando a atenção em tudo para entendimento de todos Um Abração, Luiz ^_^ Cap. III vem vindo... mas vou deixar uma surpresinha... O nome do capítulo três vai ser.... "Um Dia Negro, Como Outro Qualquer Da Minha Vida"