Reis E Rainhas

2 A Esperança de Asmênia


Asmênia se encontrava perdida na escuridão de suas preocupações e pensamentos vagos, porém confusos. A rainha de Espelhosa não tinha mais paz em seu coração por conta da destruição que presenciava e se culpava pelos seus esforços que de nada valiam para amenizar o sofrimento de sua nação. Ela não conseguia tirar as palavras ditas pelo seu tia à pedido de seu pai.

– O nascimento de um herói capaz de mudar todo o universo está próximo e finalmente todas as criaturas saberão o seu nome. A ele será dado poderes inimagináveis. Ele receberá a ajuda dos guardiões da luz eterna de Espelhosa, mas em meio a eles haverá um traidor. O traidor levantará um exercito para tentar derruba-lo, mas o fim do mal se iniciará, o extermínio da raça da escuridão estará completa e estes seres das trevas cairão em um abismo sem fim.

Ao pensar várias vezes nas palavras de seu pai que ecoavam em sua cabeça, Asmênia sente uma presença confortadora. Era escutar o som do vento, que batia em seus cabelos e tocava sua pele branca. Por uma fração de segundos ela podia sentir a presença de seus queridos pais. Quando percebera estava de frente a um espelho. Sua moldura era dourada com ricos detalhes que parecia ter sido feito por mãos talentosas. No topo do espelho havia um símbolo que parecia uma lua virada para cima com feixes de luz. No meio um cristal azul caribenho. Encantada com os detalhes do espelho, Asmênia se aproxima mais do espelho e nota que ele não reflete. Ao toca-lo o vidro que não refletia soltou feixes de luz e ouvira uma voz suave.

– Asmênia... Asmênia... Asmênia...

Assustada e aflita por não saber de onde vem tal suave voz, grita e exige respostas.

– Quem é você? Aonde você esta? Quem é você?

Asmênia acorda apavorada com o seu suor escorrendo pelos traços de seu rosto até o queixo. Com a consciência voltando aos poucos percebera que havia caído no sono, enquanto pensava na profecia.

Ao amanhecer Asmênia estava em pé na varanda do castelo real, olhando para baixo e via seu povo andar pelas ruas com olhares tristonhos e preocupados. Todos ali estavam sendo tomados pelo desânimo e a ideia de que nada podiam fazer, fortalecia tal sentimento que possuía grande poder destruidor.

– Querida, você está bem? — Perguntou Uxío, seu futuro marido.

– Claro que sim, querido. Eu só estava...

– Não tente fingir estar tudo bem, Asmênia. Seus olhos e sua voz baixa entrega toda a sua aflição. — Disse Uxío, interrompendo.

Asmênia abaixa sua cabeça e segura as mãos de seu amado e suspira longamente e diz em tom de vergonha.

– Você tem razão. Eu... Eu só não quero aparentar mais aflita do que eu estou. Meu dever é manter a ordem até que o escolhido seja revelado a todos. Mas... Só espero que não demore muito para o escolhido ser revelado. A destruição está chegando aos poucos.

Asmênia abraça Uxío e encosta sua cabeça na armadura de prata que cobre o corpo de seu amado, assim podendo sentir o coração batendo em seu peito musculoso, enquanto ele à abraça com força, tentando consolá-la.

Naquele momento Uxío disse sussurrando em seus ouvidos...

– A profecia vai ser cumprida no momento certo. Não temas meu amor.

Asmênia se sentiu segura de que próximo estava o dia que daria o início a uma grande jornada.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.