Reis— Cidade Perdida
1 Prólogo
Notas iniciais
Lembrem-se de comentar, pois suas opiniões são de total importância a mim.
Espero que gostem,
Ackysa!
O dia estava a anoitecer. Da janelinha podia ouvir os murmúrios do lado de fora. Jack estava a empacotar as coisas com uma facilidade incrível, e em sua mão vinha um telefone. Ela podia o ouvir conversar baixinho, estava a esconder coisas dela.
Lynn manteve-se calada a todo momento. Dentro da pequena mala vinha algumas poucas mudas de roupa, pois viriam a conseguir mais quando a nova cidade chegasse a seus caminhos. Ela, entretanto, não parecia preparada para deixar tudo novamente. De todas as mudanças, aquela estava sendo de longe a mais difícil.
Jogara os cabelos louros para trás, tão longos e brilhante que poderia vir a dar uma boa invejada nos olhares em que prendiam-se. Os olhos eram furiosos e azuis, mas nada mais que uma simples timidez permanecia sempre em seu brilho. O corpo era fino, com ondas esbeltas e uma pele bronzeada pela própria Califórnia. Lynn era bela, poderia assim notar-se, mas nada parecia a motivar a sentir-se desta forma.
O corpo magro de Jack aparecera na porta. De vista era um misterioso garoto, com seus cabelos louros bagunçados e olhos castanhos profundos. Era pouco musculoso, e parecia carregar um forte cheiro de rosas em cada momento. Gracioso e sofisticado, sabia falar como um antigo rei, porém aparentava ser um homem de 20 anos, recém universitário e que vivenciava a juventude ainda.
Para Lynn, ele era algo muito melhor. Um pai, talvez. De qualquer forma, era muito jovem quando este a encontrou, e eram parceiros deste então. Ele tornou-se guardião dela, e ela tornou-se sua protegida.
- O carro esta pronto—Dissera, enquanto levava os olhos para a pequena mala de Lynn—Não irá levar este celular! Perdoe-me, Lynn, porém não podemos correr o risco de que nos achem a caminho de Alousene. Sabe de bom agrado que não sera de muito juízo dois jovens sozinhos pelas estradas europeias.
Um longo suspiro percorrera o corpo de Lynn, que retirara o aparelho celular de suas roupas—Mas você não é jovem. Nunca, jamais, abrira a boca pra me dizer sua idade, mas jovem tenho a total certeza de que não é.
E isto era fato. Em sua frente, Jack era tão velho quanto sua alma. Não parecia ver nele um traço adolescente que pudesse disfarçar seus lábios sérios e semi-cerrados, e o olhar vazio e distante, escondendo muito mais do que fora capaz.
- Não vamos discutir novamente isto, Elynna—Falara o homem, pronunciando seu nome de maneira brava—É minha protegida, de boa vontade ou não. Já passamos muito tempo por aqui, e voltar para os Estados Unidos seria um ato muito perigoso. Só me resta leva-la para a Cidade Perdida, portanto tente ser uma boa madame, e comporte-se da maneira em que foi designada.
As vezes o achava tão perfeito. Não um perfeito atrativo, porém um perfeito arrogante que sempre gritava a seus olhos. Lynn jamais seria tão boa quanto seu guardião, e por este motivo nunca havia desejado a imortalidade.
Nada disse, apenas fechara a mala e a puxara para si. Passou pelo o homem, sem o olha-lo por nenhum segundo, deslizou escadas abaixo e foi de encontro a porta da frente. Odiava ter de partir, como sempre. De qualquer forma, dirigiu-se para o carro a sua frente, blindado a negro, uma BMW, que de acordo com Jack, era pagada pela instituição militar dos guardiões.
Jogou a mala para o porta malas, fechara com cuidado e por fim sentara-se no banco da carona, desejando profundamente um bom fone que pudesse a garantir uma viagem melhor. Ao seu lado vinha a silhueta de Jack, totalmente silencioso, que parecia carregar nuvens ao meio de seus dedos. Ele envolveu suavemente uma das mãos de Lynn, e embora ela estivesse observando pela a janela, poderia sentir seu quente sorriso que não combinava com o frio de sua pele.
- Nós vamos ficar bem—Prometeu ele, e resolvera o encarar—Nunca vão lhe encontrar, Ely. Por mais que nos persigam durante milhares de anos, e sabe muito que tenho todo este tempo pela frente.
- Eu sei—Respondera a loura—Eu só queria poder ficar no mesmo lugar por mais de um ano. É estressante ter de estar aqui e acolá. Diferente de você, eu tenho apenas 17 anos, e a vida passa corrida e logo vou envelhecer.
Sentira em seus olhos que não deveria ter falado isso. Jack, sempre muito gentil, afastara a mão da dele e ligara o motor do carro.
Notas finais
Qualquer erro poderá ser apontada. Oras, uma história é movida pelos seus leitores, o autor apenas a cria vida.
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