Reinos em Guerra

6 Capítulo 5: A Cerimônia


Notas iniciais
Depois de um bom tempo, voltei! Espero que ainda estejam ligados. Capítulo novo a cada semana agora! VOLTEI COM TUDO!

ONE MONTH LATER

Costumava pensar que meus pais eram heróis. E eu não errei sobre a minha mãe. Todavia, estava enganada sobre meu pai. Ele enganou a todos. E eu estava completamente decepcionada. Mas não podia deixar que isso me travasse.

Há um mês atrás, Eleanor me mandou uma carta mudando a data do casamento de seu filho mais novo. E agora que me lembro, percebo que já seria esta noite.

— Você está pensando em ir, minha rainha? — Otto questiona, com receio.

— Eles me convidaram! Por que eu não iria? Aliás, Otto, eu não vou fazer nada com eles. Eu presenciei o Lucas crescer, e agora, ele vai se casar!

— Não me entenda mal, mas, você não me parece estar realmente comovida...

Eu soltei uma risada maliciosa, realmente não estava comovida. Mesmo que estivesse impressionada com o fato de Lucas casar mesmo sendo tão novo, ele não estava casando por amor. E isso para mim é essencial.

— Bem, está decidido. Eu vou a este casamento, quer você queira ou não!

Fechei a porta por trás de mim, deixando que Otto pensasse sozinho. Já estou adulta, preciso saber tomar minhas próprias decisões, e não ser convencida por palpites alheios. Mesmo que esse palpite venha de Otto.

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A camareira estava arrumando minha cama, enquanto que a estilista provava um vestido em mim. Apertava o espartilho lá e cá, foi quando por fim, o vestido serviu.

Que por sinal, era lindo! Verde, de camadas lisas, onde minha estilista fez questão de dizer que era um Vintage Vitoriano Gothic Lolita.

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Fui deixada lá numa carruagem, e recebida por seu filho mais velho, Henrique, com um carinhoso beijo nas palmas das minhas mãos.

— Príncipe.

— Rainha — ele fez sua reverência a mim, por mais que eu achasse que não era preciso, aquilo ainda soava estranho, vindo de alguém que cresci junto — Permita-me leva-la para onde está ocorrendo a cerimônia.

Eu estendi levemente as minhas mãos, e Henrique estendeu a sua, me acompanhando até o local do casamento.

Depois que a cerimônia acabara, fui desejar felicidades aos noivos, pois era o que me parecia o mais sensato.

— Oh! Desejo que sejam muito felizes! — eu disse, olhando-os nos olhos — Saibam que tudo isso é passageiro, no final, quando se olharem nos olhos, e só virem rugas, e quando mal conseguirem andar, ainda restará o amor.

— Muito obrigado, rainha Rosalie — Lucas agradeceu.

— Sou uma admiradora do seu reino, está fazendo um belo trabalho! — Sua noiva, Susana diz, com seus olhos brilhando, e eu agradeço com um sorriso.

Volto a olhar para Lucas, e indago:

— Onde está a sua mãe?

—Ela está lidando com alguns problemas no escritório, sabe como é, a Rainha Eleanor nunca descansa! — Ironiza o garoto.

Eu suspiro, e saio a procura dela, afinal, não seria nada gentil não falar com ela em sua própria casa. Ando pelos corredores, quando sou puxada à direita.

Solto um grito, e um dedo indicador surge em minha boca, exclamando uma onomatopeia, tal como “Shhh”.

Era o Henri.

Respiro fundo, aliviada. Ele fecha a porta.

— O que há de errado com você? — Pergunto, desta vez, irritada — Tem noção do susto que levei?

— Isso me ofende! Acha que seríamos capazes disso?

— Quer mesmo uma resposta para isso? — Reviro os olhos e Henri sorri.

Ele sabia que seriam muito capazes disso sim!

Henrique me olha nos olhos, consigo encara-lo por quatro segundos, mas logo se torna constrangedor. Reviro o olhar para o chão. Ele já estava próximo o bastante de mim.

—Está tentando me seduzir? — Pergunto quase que em um sussurro.

— Não diria tentar... —Henri me traz para mais perto, tomando-me para um beijo.

E como todos os outros, fiquei sem ar.

Ele desabotoou os botões do vestido, e eu consigo empurra-lo com as mãos.

— O que foi?

— Sabe quantas horas eu demorei para conseguir entrar nesse vestido? Você está o tirando em segundos! — Comento ao riso, e retornamos ao beijo.

Ele também removeu suas vestes, quando finalmente caímos na cama.

Nosso ritmo era tão parecido que mais parecia um só. E ele me pôs em fogo. E eu não pude deixar de ceder.

Era a primeira vez que isso realmente acontecia.

A medida em que ele me beijava, o calor em meu corpo aumentava. Eu o respondi com vibrações em cada parte tocada em minha pele, pelas suas mãos, e em cada uma delas, encontrei um calor diferente, um gemido novo, uma dor incrivelmente prazerosa.

Mas eu não queria parar.

Notas finais
GOSTARAM? HUMMMM, OBRIGADA! Já vai deixando seu comentário aí! Beijão! ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.