Reinos Esquecidos
5 Capítulo 5 - Combate 1ª Pessoa é outra historia.
Notas iniciais
Metagame: É o ato de quebra de interpretação e imersão do jogo de rpg.
— Pela direita! Pela DIREITA! — Grita um Soldado armado.
Tipo, quando um bárbaro que nunca foi pro mar, mas, ainda assim, ele sabe o nome de todas as criaturas do mar e contramedidas contra monstros marinhos.
— Arg! Minha mão não! — Grita um homem velho de robes roxos que teve sua mão decepada.
Também quando se tem um ladino que se beneficia de uma informação que foi passada quando seu personagem não estava presente em cena ou, no caso mais comum…
— Fabiano! Se não for pedir muito! Tem como me dar uma ajuda aqui! — Grita o anão Durgar segurando um ataque de um Orc com mãos de terra.
Se preparar para um combate, sem que ninguém tenha avisado...
— Se não percebeu eu também não tó nas melhores! – Digo isso esquivando de duas espadas de dois Orcs a minha frente.
Voltando ao combate.
Toda a caravana foi pega na emboscada. Os inimigos são Drows e Orcs que atacam por cima. Cada grupo se preocupa em proteger sua respectiva carroça. Alguns inimigos se revelam e a formação do campo de batalha é montado. Espadas tilintavam, flechas cortavam o ar, encantamentos se misturavam aos gritos, runas e magia se misturavam ao sangue.
Olho na direção em que estava o Alabaster e ele olha fixamente o arqueiro Drow. Suas veias se dilatam e seus olhos ficam obscuros por um momento, ele tá muito puto. Depois parece ter virando uma sombra, some de minha vista, aparecendo no ar, de frente para o Drow, saltando com as duas mãos entrelaçadas e descendo na cabeça do Drow enquanto diz.
— Aquela flecha DOEU!
Depois disso não consegui mais perceber o que acontecia com ele. Na minha frente tinha-se dois Orcs com as peles negras e olhos extremamente vermelhos. Eles eram bem monstruosos e assustadores, sentia um fedor que emanava deles como carne podre, eles lembravam aqueles Uruk High do Senhor dos Anéis, só que carecas, mais encorpados e vestindo tiras de couro em “X”. Os dois tentavam me encurralar, mas sempre escapava, porém suas espadas estavam ficando cada vez mais pesadas de se defender.
Andei para trás até sentir esbarrar na carroça. Em um momento a ideia me veio a cabeça, olhei para ambos os Ocks juntei minhas adagas em forma de tesoura e fiquei esperando o primeiro atacar. Não demorou muito, antes de algum deles me atacar, minha atenção volta novamente para o Alabaster.
— HurF! — Era o Alabaste com mais uma flecha no peito andando dificilmente para trás e a sua frente o arqueiro com metade do rosto afundada e inchada também tremendo o corpo inteiro.
Meus sentidos ficaram frios, pois pude ver o sangue pingando na flecha. Não podia sair dali, pois na minha frente tinha dois inimigos muito fortes, sair assim, acabaria levaria algum golpe, que poderia me matar. Foquei meus sentidos neles, depois já ajudaria Alabaster. Um dos Orcs levanta sua espada, segurando com as duas mãos, as veias ficaram dilatadas e seus músculos pulsaram. Deixo que dessa a espada, a seguro com a “tesoura” que fiz, mas em vez de deter a arma, a guio para madeira da parede da carroça, que foi cortada profundamente, travo o movimento pela metade para a espada entalar. A espada para e fica entalada na madeira da carroça. Ia aproveitar essa chance para furar a garganta desse Orc, mas, antes que pudesse aproveitar essa abertura, o outro ataca.
Instintivamente dou um passo para trás. Percebo que fui atingido no peitoral com um vinco de baixo para cima, foi leve, porem não fui o único atingido. O Orc que perdeu sua espada dá um passo para trás, e cai no chão. Lhe falta algo, ele gritar em sua língua desesperadamente. Eu não sabia o que ele dizia, porem quando eu olhei novamente para espada na carroça, entendi. Lá está o braço do meu inimigo cortado e caindo no chão. O outro Orc me observa impiedosamente, sua espada encharcada com ambos os sangues revelam sua frieza.
Completamente diferente de estar em casa numa mesa, olhando de alto pequenas peças do tabuleiro. Diferente de ter uma visão do alto, fazer piadas e jogar dados para simples testes. O que vi era além do que imaginária. Os seres respiravam agora, falavam e agiam imprevisivelmente. Senti um calafrio correr em minha espinha e não pude mais me mexer, o ser dava passos lentos. O outro segurou sua perna e falou argumentando algo, mas o Orc levanta a espada e o decapita friamente. Segurei minha respiração e cai de sentando. Ele veio em minha direção, logo um flash do meu passado? Não!? Do passado do Taúz, me fez ver um homem de armadura negra carregando, uma espada pingando, vindo em minha direção, eu não conseguia me mexer. Ele finalmente falou.
— Hora de morrer… Seu lixo!
E quando pensei que morreria, vejo um raio atingir as costas do meu inimigo. Ele grita e treme muitas vezes, porem permanece de pé, com sua espada em punho. Olha para trás e lá esta Luna com uma das suas mãos estendidas e ofegante, seu rosto parece ter uma sutil pele escamada azulada. Ela grita.
— Animo, Taúz! Tymora está do nosso lado!
Sinto minha força retornar e um fôlego voltar nessas palavras. Firmo novamente minhas mãos nas adagas. Luna estava do lado do mago vermelho e ele estava com suas mãos estendidas, em direção a duas esferas flamejantes que estavam num Grande Orc montado em um Lobo, também gigantesco. O lobo tem uma forma de coroa de carne em sua cabeça. Luna está armada com um virote. Aparentemente, ela lançou este raio em linha reta pegando mais dois Orcs que estavam caídos, e este eletrocutado, a minha frente.
— Parece que eu sou a donzela em perigo aqui… — Disse enquanto me levantei e fui em direção do meu inimigo.
— Ha ha. Não vá se achando. — Disse ele voltando sua atenção novamente até mim e atacando.
Minha visão fica lenta, pensando instintivamente finjo deixar minha lateral exposta. O Orc vem com seu ataque, enquanto ele abaixa sua espada eu giro levemente meu corpo pela lateral do corpo dele. Tendo suas costas a minha vista, cravo as minhas adagas em suas costas. Corto para lateral seu Tórax, rasgando seu corpo, expondo, ossos brancos, carne negra, sangue mais negro e pastoso. Assim, em um berro arrastado, ele cai morto. E finalmente tenho visão do campo de batalha.
O Cocheiro está com uma besta atirando em direção do Grande Orc montado que está enfrentando a Luna e o Mago de fogo. Alabaster está com três flechas no total, uma no ombro, outra no meio de seu peito e mais uma em sua coxa, o Drow esta caído com a cabeça vira para as costas, e tem mais outro Orc caído. Alabaster parece ter acabado de derrotá-los e volta sua atenção para Durgar, correndo para lá. Durgar está com o rosto melado de sangue, suas mãos estão estendidas e duas mãos de pedra flutuam a sua frente. Em seu redor dois Drows, um Orc, caídos e empalados com Estalagmites de pedra. Skim Plana com uma estranha armadura de pedra em seu corpo, eles estão de frente a um outro Orc montado num lobo grande. Apenas solto com dificuldade.
— Estamos muito ferrados...
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