Reino Skyler: A lenda do cavaleiro de duas espadas
4 Uma amizade Real
Notas iniciais
Após toda aquela batalha Alex localiza um baú pesado cheio de enfeites de ouro com pedras preciosas encravadas que tinham cunho religioso, só podiam ser as peças roubas do monastério. Com algum custo, pois era um baú grande e pesado o arrastou e colocou em cima de uma carroça, numa bela ideia para camuflar sua carga valiosa cobriu o baú com um tecido e colocou vários gravetos e pedaços de madeira. Assim ele parecia um transportador de madeira disfarce perfeito.
Tomou o caminho da estrada principal da floresta que era o mais seguro aparentemente, chega de batalhas e sangue por hoje! Enquanto conduzia a pequena carroça pela estrada próximo já a cidade viu uma garotinha com um vestido lindo, aparentava ter 15 anos e assistia se divertindo dois esquilos brincando com uma nós.
_ Bom dia donzela, precisas de alguma ajuda? – pergunta Alex educadamente parando a carroça.
_ Bom dia, na verdade sim jovem carroceiro. Podes levar de volta a cidade? Estou cansada por esperares algum cavalheiro gentil para uma carona – responde de forma educada a jovem de vestido rosa muito delicado e aparentava ser de alta costura.
_ Já encontraste teu cavalheiro gentil, podes subir que irei leva-la de volta – responde Alex de forma muito educada.
A pequena dama de 1,53 sobe na carroça, senta ao lado de Alex e começa a puxar assunto com ele. Um detalhe a deixa intrigada que é o motivo dela puxar assunto.
_ Posso saber o que um carroceiro faz com duas espadas guardadas em suas costas? Não pareces um guerreiro – Pergunta a jovem donzela curiosa.
_ São heranças de família minha jovem donzela, estou as carregando para troca-las por algumas moedas na cidade – Mente Alex a jovem
_ Muito astuto da sua parte, posso vê-las? – Continua a jovem
_ Sim, mas cuidado com o fio das laminas são muito afiadas.
_ Estas achando que não sei lidar com espadas? – Questiona a jovem um pouco irritada.
_ Não quis duvidardes de sua capacidade jovem donzela, somente adverti-la dos riscos de se manusear uma arma – se desculpa Alex.
A jovem curiosa pega as duas espadas e estranha elas serem idênticas, e eram tão curtas 50 centímetros apenas do cabo a ponta nada comparado aos 85 cm a 1,20m em media das “Longswords” habituais que se encontrava e não era reta, era ligeiramente curva se olhasse rápido não notaria a sutil inclinação que ela possuía, não era muito espessa também, porém era muito brilhante como se fosse de prata polida uma lamina linda e leve como uma pluma o seu cabo preto tinha alguns desenhos incompreensíveis.
_ Acho que não conseguirás boas moedas por essas espadas – Questiona a jovem.
_ E porque dizes isso? – Pergunta com um sorriso leve no rosto Alex curioso para saber que tipos de pensamentos tinha a jovem donzela.
_ São muito fraquinhas, não aguentariam nem 2 segundos em uma batalha. Iriam se quebrar no primeiro golpe – Despreza a jovem.
Alex balança a cabeça sorrindo da inocência da garota, aquelas duas espadas tinham deixado uma pilha de corpos logo ali a trás e aterrorizado bandidos terríveis, mas Alex não fez questão nenhuma de contar quem ele era e o que tinha feito. Queria preservar a inocência e a pureza da jovem garota curiosa e sociável ali do seu lado, e às vezes informação demais até atrapalha não é?!
_ Não falastes teu nome jovem carroceiro? – Questiona a jovem.
_ Sou Alex e o seu nome, pequena donzela? – pergunta educado Alex.
_ Eu sabia que és novo aqui, conheço todos desse reino e como fazes esta pergunta a mim é a confirmação de minhas suspeitas. Com certeza és novo aqui – Diz de forma convicta
_ Como assim conheces todo desse reino? – Pergunta Alex estranhando tanta convicção da jovem donzela.
_ Tu estás diante da Princesa Agatha, herdeira do trono do Reino Skyler.Filha de Vossa Majestade o Rei Sebastian e sua esposa Vossa Majestade Rainha Catarina. Sinta-se honrado com minha presença em sua humilde carroça! – Termina com toda sua pompa e educação sua apresentação.
Alex simplesmente perde a cor parece que tinha visto um fantasma, agora fazia sentido o vestido pomposo e delicado dela, era de uma princesa! A educação e forma refinada de falar, a gentileza tudo isso só podia ser de alguém da realeza! “Que burrice a minha não perceber isso antes!” pensa Alex não se perdoando pelo erro.
_ Mil perdões vossa alteza, realmente sou recém chegado a essas bandas e por isso não a reconheci aceitarei de bom grado a punição que vierdes escolher a minha pessoa – diz de cabeça inclinada morrendo de vergonha por sua falha Alex.
_ Não ireis te punir Alex, tu és novo no reino não tens culpa por não conhecer a todos e também não é costume em Skyler punir com punho de ferro todas as falhas. Sempre temos a sabedoria de meu pai e minha mãe aconselhados por Lorde Erick nosso conselheiro real para que sempre se faça a justiça. Skyler é um reino de amor e harmonia e não do medo.
_ Grato vossa alteza por sua piedade, tens a minha palavra de que não faltarei com os modos novamente. Tua piedade é realmente majestosa, muito obrigada.
_ Grata por suas palavras Alex, sei que sou uma princesa generosa com meus súditos e servos a exemplo de meus pais.
A carroça entra na cidade e logo os moradores reparam que é a princesa Victoria que estava ali. “Oh princesa obrigado por nos honrar com tua presença” dizia um senhor se reclinando enquanto a carroça passava, “É a princesa! É a princesa! Como é linda” diziam animadas duas moças que passavam na rua. Agatha acenava e sorria para todos e se comportava como se estivesse desfilando na carruagem real apesar de estar em uma velha carroça cheia de madeira e gravetos atrás não perdia sua majestade.
_ É um cavalheiro muito gentil Alex, irei lembrar-me de tua generosidade hoje à noite no jantar com minha família e contarei ao rei o que tu fizeste por mim hoje.
_ Muita bondade tua vossa alteza, não sou merecedor de tua generosidade real – reclina-se humildemente Alex.
_ Muito pelo contrário, somente um cavalheiro de bom coração ajudaria uma jovem donzela na estrada e a prova disso que é que me ajudastes sem saber de meus títulos. Ajudastes-me, pois tens nobre coração jovem Alex.
_ Muito obrigado vossa alteza – agradece Alex.
_ Gosta de cavalos Alex? – Pergunta Victoria já descendo da carroça.
_ Sim apesar de não ter montaria.
_ Então amanha de manhã encontre-me no jardim real, estas convidado para cavalgar comigo e minha dama de companhia. É um convite de tua princesa! Não vá me decepcionar – Ameaça em tom de brincadeira Agatha.
_ Estarei lá vossa alteza, será uma honra para mim não a decepcionarei – diz Alex muito agradecido com sua educação e gentileza habitual.
Agatha desce e toma o rumo do castelo retornando para casa. Ale nota que a princesa curiosa e que gostava de conversar podia ser sua primeira amizade nesse novo reino. E que amizade hein! Logo alguém da realeza, Alex nota que sua sorte estava mudando e como estava.
Alex chega ao monastério e é atendido por uma freira, ao ouvir a historia de Alex corre para chamar o Frei Thomas chefe de todos no monastério que vem as pressas. Logo que Alex retira toda a madeira, gravetos que ocultava o baú e puxa o tecido Frei Thomas indaga.
_ Pela glória do senhor! Tudo está aqui! – diz levando as mãos para o céu
_ Os crucifixos, cálices, não esta faltando nada! Deus seja louvado! – Diz uma freira não acreditando no que via de tanta felicidade.
Logo foi juntando uma pequena multidão admirada de ver o retorno de todas as peças roubadas do monastério. E os murmúrios começaram.
_ Deus te abençoe meu filho! Deus te abençoe! Inclina-te tua cabeça para eu te dar uma benção – Pede Thomas. Alex Ajoelha e inclina sua cabeça.
_ Oh senhor aqui estás um de teus filhos amados, de nobre coração e coragem divina. Arriscastes tua própria vida para recuperar aquilo que tinha sido roubado, não nos devemos atentar para bens matérias por isso peço a tua benção pelo retorno com vida desse jovem corajoso que não medistes esforços para ajudar o próximo, derrama-te tua benção e graças sobre essa alma bondosa e lhe guie pelo caminho da verdade e justiça, em nome do pai do filho e do espírito santo amem – termina Frei Thomas dando a benção para Alex.
Os sacerdotes ficaram tão felizes com o retorno das peças que resolveram duplicar a recompensa pelo trabalho e Alex conseguiu a pequena bagatela de 10 mil moedas de ouro, nada mal para quem estava quebrado não é?
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