Reino Skyler: A lenda do cavaleiro de duas espadas
9 Incidente no mercado
Notas iniciais
Alex estava no mercado comprando algumas frutas e verduras para o almoço quando ele é interrompido por uma moça que muito pobre e aflita.
_ Me ajude! Por favor, me ajude! Vão matar meu marido!
_ Onde ele está? – Pergunta Alex.
_ Na entrada do mercado! Vá rápido!
Atendendo aquele pedido aflito Alex corre em direção à entrada do mercado e uma pequena multidão assistia dois homens praticamente linchando um homem caído com vários chutes e ponta pés.
Mais do que rápido Alex acerta um chute no primeiro agressor e da um soco derrubando o segundo.
_ Maldito! Vou te pegar!
Volta um dos agressores para bater em Alex que se defende com um dos braços e acerta um soco forte na boca do estomago do agressor. Logo em seguida Alex leva uma paulada nas costas do segundo e se desequilibra. O Segundo homem volta para dar outra paulada em Alex que se esquiva e chuta uma das pernas do agressor e com o cotovelo quebra o nariz dele.
_ Alto arruaceiros! – Grita um dos dois soldados que chegaram para encerrar com a briga.
Alex segurando o ombro esquerdo dolorido da paulada ainda e com cara de dor não quer mais briga, mas um dos homens volta a investir em Alex. Rapidamente o som de duas espadas sendo puxadas de suas bainhas é ouvido em alto em bom som. Era Alex puxando suas espadas e as apontando para o homem que para de imediato! Os dois soldados também puxam suas espadas e entram em postura de luta.
_ Abaixe as espadas arruaceiro! – grita um deles
A cena era Alex a frente do homem agredido ainda deitado no chão gemendo de dores, os dois agressores bem machucados da luta e dois soldados uniformizados com suas espadas apontadas para Alex. Um deles não se contem e investe em cima de Alex, mesmo com seu ombro doendo Alex se defende e desarma o soldado derrubando sua espada e muito rápido já apontou a espada para o segundo desencorajando qualquer outro ataque.
_ Abaixe a espada AGORA!– A ordem parte de uma voz feminina atrás de Alex junto com um som de corda se alongando.
Quando se vira era nada mais nada menos que Renata, a arqueira de elite das tropas do Reino Skyler com seu arco completamente esticado e a flecha apontada perigosamente para Alex. Como se não bastasse isso ela era a líder da comitiva real, sim isso mesmo! O rei Sebastian, Rainha Catarina e princesa Agatha vinham logo atrás a cavalo escoltados por dez guardas reais Fábio era um deles, juntamente com Eric o conselheiro real. Lógico que Alex abaixou a espada.
_ Este arruaceiro de duas espadas atacou a mim e ao meu ajudante vossa majestade! Sou um comerciante e havíamos pegado esse bandido roubando uma de minhas galinhas, aqui está à prova do crime! – Termina mostrando a galinha que tal homem havia roubado.
_ Conselheiro Eric, venha mais perto. O que tens a dizer sobre essa situação toda – Questiona Rei Sebastian.
_ Vossa majestade, esse dois comerciantes afirmam terem capturado o bandido. És direito de todo cidadão defenderes suas posses, o espadachim em questão atrapalhou o direito dos comerciantes se defenderem os agredindo e ainda por cima desobedeceu a ordem dos soldados reais para se render investindo contra um deles, são delitos graves. – Termina Erick o conselheiro real.
_ Achas que devias dar voz de prisão ao jovem Alex, por conspirar com um bandido e atacar um soldado real? – Questiona rei Sebastian.
_ É o mais justo por enquanto mais não ouvimos as motivações dele – afirma Erick.
_ O que tens a dizer em tua defesa Alex? são acusações graves – diz o rei.
_ Fui procurado por uma dama muito pobre no interior do mercado para ajudar seu marido antes que fosses morto, quando saio do mercado vejo esses dois homens agredindo covardemente esse homem já caído ao solo com vários chutes e pontapés. Não hesitei e ataquei os dois com os punhos sem as espadas, quando noteis que estava realmente em perigo puxei minhas espadas para intimida-los. Aí que chegaste os dois soldados que me deram voz de baixar as espadas e antes que pudesse reagir um deles me atacou. – se defende Alex e continua.
_ Se achas justo me prenda vossa majestade, mas por mais que sejam terríveis os crimes de um bandido não é justo mata-lo como um cão sarnento assim na frente de todos. Não sabia que ele era um bandido, mas mesmo que soubesse teria agido da mesma forma não deves tratar ninguém com covardia como eu vi aqui! – termina sua defesa Ale.
_ Tenho que admitir que tenho inclinação a concordar com o rapaz – comenta Erick.
_ Ei! Tu roubastes mesmo essa galinha?! Não mintas para mim! Sejas honrado uma vez na vida, não mintas agora ou serás eu que te punirei agora! – Ameaça Alex o senhor caído no chão.
_ Sim! Sim! Eu roubei a galinha! És pura verdade! Sou um ladrão asqueroso e me envergonho disso... Mas foi a primeira vez que roubo, pois tenho esposa e três filhos em minha cabana estamos passando por necessidades, tenho fome eu e minhas crianças. Mate-me, mas não faça nada com minha esposa e crianças... Tenha piedade – termina o homem muito machucado e chorando de vergonha.
_ Admites que és bandido?! – Questiona Alex com voz de autoridade.
_ Sim... Tenho vergonha de ver a que ponto cheguei... Sou um bandido – chorava demais o homem.
_ Não és mais bandido... Comerciante! – grita com a mesma autoridade Alex – dou 50 moedas de ouro pela galinha roubada, sei que ela vale muito menos que isso. Mas com esse valor impossível tu saíres no prejuízo, estou pagando o valor da galinha mais o valor que tu devias dar a vida desse pobre homem, bandido ou não mereces ser tratado como gente não como um cão sarnento. – termina Alex como se tivesse nojo dos dois comerciantes.
_ Levanta-te homem tome sua galinha e vá alimentar tua família – diz Alex entregando a galinha ao homem – Não és mais um bandido paguei tua divida e estas livre de teu crime, mas nunca mais volte a roubares novamente. Por pior que seja tua vida pense em tua família antes de cometer algo errado e peça ajuda, vá em paz teus filhos tem fome – Termina Alex de forma respeitosa.
_ Deus seja louvado! Tu és um anjo vindo a terra! Que Deus te dê tudo em dobro, vida e longa linhagem na terra, sois magnífico não tenho como agradecer tão nobre gesto! – o homem era gratidão pura.
_ Agora és comigo, me prendam se quiser – diz serio em direção ao Rei.
_ Impossível condenar alguém depois de tal ato – diz Erick sem encontrar as palavras – acho que a justiça já foi feita aqui vossa majestade.
_ Alex, destes uma aula de como a justiça deve seres feita é esse o tipo de pessoa que preciso em meu reino e próximas a mim. És justo, honesto, tem bons modos e costumes, tens um coração generoso e sabes como tratar o semelhante, posso afirmar que tens um coração de realeza dentro do peito, és inteligente e tens a alma nobre. Tens a promessa de teu rei que irei recompensa-lo na magnitude de vossa pessoa – termina o Rei Sebastian quase que reverenciando Alex.
_ Fui ensinado por meu pai a seguir o caminho da luz vossa majestade, valores de honra, justiça e honestidade foram dadas a mim desde o berço. Não faço tais coisas em busca de fama ou recompensas faço pelo fato de ser o correto a se fazer.
_ Falas de forma poética dignas de um príncipe da realeza Alex, teu coração és muito nobre e merece uma recompensa a altura, logo saberás o que é – Diz rainha Catarina encantada com tal nobreza do jovem Alex.
_ E não te esqueças! Tens compromisso com a família real em dois dias no banquete do dia da colheita, tu és uma presença essencial para minha festa – Termina Sebastian com um sorriso satisfeito no rosto.
_ Não faltareis vossa majestade – diz Alex com toda sua educação e formalidade habitual.
_ Oh nobre espadachim sois teu fã agora – brinca guarda Fábio enquanto a comitiva se preparava para sair.
_ Bondade sua Fábio, teu trabalho que é nobre – comenta Alex brincando com o amigo.
_ Então tu vais a festa do castelo? Quem sabe não conheças alguma donzela que faças suspirar e o coração bater mais forte, poderás carregar um lenço de sua amada consigo – diz apontando para um lenço em sua armadura Fábio – assim poderás lembrar-se dela quando estiverem longe um do outro.
_ Que poético e nobre Fábio! – Diz Alex admirado – Mas não acho que teria sorte com as donzelas, não sou nobre e muito menos da realeza e também não estou em busca de romance no momento.
Que inocência! Se há uma coisa que não mandamos é no nosso coração, mal sabia Alex que entraria no outro dia no inicio da maior batalha que já enfrentou e o pior não havia espada que o ajudasse dessa vez!
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