Reila

4 O desconhecido


Notas iniciais
Capitulo um tanto triste tradando-se de uma dark fic, né^^
Ruki se sentiu bem nas semanas que passaram, ensaiava melhor, e sempre conversava com Kai sobre Hana. Estava sempre sorridente e sempre disposto. E estava ansioso com o dia do show que se aproximava falta agora poucas semanas, todos estavam dando o melhor de si. Ele conversava com Hana sempre que podai afinal os dois não tinha tempo de sobra.

- E como ela é? – perguntou Kai guardando os instrumentos depois de mais um ensaio.

- Ela é alegre, divertida, simpática, empolgante...

- de tão empolgante você está todo empolgado com essa moça! – disse Kai sorrindo. – está apaixonado?

- Não, acho que não é isso. – disse ele olhando para o nada a sua frente.

- o que foi? – perguntou Kai observando-o.

- Estava pensando, e se estivesse?

- Se estivesse o quê?

- Se estivesse apaixonado mesmo por ela.

- E você está?

- Não sei, acho que ainda não sei, só o que eu quero agora é não perder a amizade que tenho com ela. – disse por fim. Guardou as coisas com Kai e foi embora para casa.

Será que estava mesmo apaixonada? Não, não era pra tanto, ele mal a conhecia, ela é interessante e tudo mais, mas não era pra agora. Os dias foram se passando e cada vez mais Ruki estava gostando de ficar perto de Hana, fazia-o bem, se sentia nervoso perto dela, corava quando ela o pegava observando-a. Gostava da maneira como ela escrevia, como ela falava, Ruki ensinou algumas coisas em japonês para ela, se tornou um professor. Gostava da maneira como ela falava da musica Reila que parecia que era uma estória que já havia acontecido.

- Reila é muito profunda, é tocante! – dizia ela sentada num banco de praça segurando o seu costumeiro caderno de anotações. – Parece uma parte de alguém, sabe? É incrível!

- Você relatou muito bem a maneira sobre a musica. – disse Ruki segurando alguns livros dela.

- Mas é sério! Acho impressionante essa música, parece fazer parte de mim, de alguma forma!

- Mesmo?

- Sim, mas não sei como explicar.

- Vamos fazer um show nos Estados Unidos, prometo que toco essa música para você.

- Sério! – exclamou. – Nossa! Muito obrigado, olha que vou fazer de tudo para estar lá!

- Vou ficar esperando!

- Vou estar lá.

- Promete?

- Prometo. Ah! Quer vim jantar na minha casa hoje? – convidou ela. Ruki sentiu o costumeiro pular de seu coração, já estava acostumado a esses pulos.

- Claro! – aceitou.

Ruki estava nervoso, se vestiu, e olhou para o relógio 19:30, não agüentava esperar para vê-la e isso já estava se tornando um habito, não conseguia parar de pensar nela. Ele chegou trinta minutos mais cedo, mas para não se sentir constrangido esperou na portaria dar 20:00 para perder mais dez minutos no elevador para não chegar tão na hora assim.

20:10 ele tocou a campanhinha do apartamento. Ouviram-se passos.

- Chegou bem na hora! – disse ela. Ruki teve uma ligeira sensação de cair pra trás, “Uau!” Seu primeiro pensamento depois que a viu. Ela fez gesto para ele entrar. A mesa estava belíssima.

- Nossa!

- Gostou? – Sakura foi jantar com o namorado e como eu havia recebido uma ótima pontuação nos meus estudos eu queria comemorar com alguém especial em minha vida, a nossa amizade. – disse ela sorrindo. Ruki sorriu de volta, e se sentia radiante, e ao mesmo tempo um idiota, estava se sentindo o bobão perto dela, a cada minuto que passava ela parecia cada vez mais incrível.

O Jantar passará agradavelmente, e Ruki pegou mais uma vez o violão encostado na parede perto da estante de vidro Ruki viu a foto que ele tirou junto com ela, Sakura que tirou, ele sorriu, será que estaria se apaixonando? E se estivesse?

- Voltei. – disse ela ao voltar do quarto.

- Vamos? – convidou ela mostrando o violão.

- Ta bom... – disse ela sorrindo, depositou a taça de champanhe sobre a mesa de cetro, e sentou ao lado de Ruki que este, colocou mais uma vez o violão em seu colo e começou a tocar Reila.

Deatte kara doredake onaji kizu wo oi

Doredake sasae atta?

Kimi ga tsurai toki ni wa hoka no dare yori

Boku dake ni oshiete hoshikatta

Jijitsu ga me ni yakitsuku

Mugon de fudou no kimi wa nani wo omou

Riyuu nado iranai sa

Tada boku no kimi wo kaeshite kurereba

Nokosareta boku yori mu ni natta kimi wa

Dorehodo tsurai darou ka

Mada nanimo hajimattenai no ni

Mada kimi ni kono kotoba ietenai no ni doko e

- Você canta mal. – disse Ruki sorrindo.

- Você supera.

- Outra vez esse comentário?

- É eu sei, você agüenta. – respondeu ela sorrindo.

Ele ficou ali tocando e tocando, cantando junto com ela. Até que ela levantou-se e colou Cassis no som baixo. Ruki ficou observando-a, ela retribuía o olhar. Sentou-se mais uma vez ao seu lado. Ruki sentiu seu coração bater em disparada, suas mãos começaram a ficar frias. Ela levou a mão direita aos cabelos de Ruki e o beijou.

Ruki sentiu seu coração bater mais rápido e com força, parecia que ia pular pela boca, não acreditava naquilo, mas de alguma forma talvez soubesse, se sentia bem, era uma sensação diferente, e começou a ter certeza de que estava se apaixonado.

Os beijos foram dando lugar a caricias mais quentes. Quando Hana se afastou. Ruki achou que ela não estava se sentindo bem.

- Descul... – ia dizendo Ruki quando Hana levou as mãos aos seus lábios, o pegou pela mão o levou até o quarto. Ruki se deixou levar, ao entrar no quarto havia um abajur aceso e ele percebeu que ela já pretendia isso, ao ver o quarto muito bem arrumado, Ruki se entregou aos beijos e caricias de Hana, e não conseguia mais parar, era uma ótima sensação, já havia passado por isso, mas desse jeito não. Não sabia explicar como era fazer isso com alguém apaixonado, era a melhor forma possível.

Ruki encostou Hana na porta fechada do quarto, segurando suas mãos ele as levantou, de modo que ela ficasse com os braços para cima, ainda beijando-a, ele separou as pernas de Hana com as suas, de modo que as dele desse apoio a ela. Com a mão esquerda, Ruki levantou a perna direita de Hana para ficar apoiada na sua cintura. Ruki beijava Hana com muita delicadeza e ia devagar, não queria machucá-la.

Ruki passou a noite com Hana, e nunca imaginou como ela era especial, como estava se sentindo ao lado de uma pessoa tão extraordinária.

- Vocêpassouanoitecomela? – disse Kai tão rápido que parece colar todas as letras da frase.

- Sim. – disse Ruki calmamente tomando o seu chá no lugar em que tomará com Kai da outra vez.

- Legal! – disse Kai radiante. – Ótimo! – disse. Ruki notou ligeiramente os olhos de Kai, os mesmo que quando Ruki fará algo grande, ele sempre dava uma expressão de que uma criança acabara de fazer algo maior que ela, o comentário seria: “Nossa criança está crescendo!”.

- Kai.

- Desculpe!

Mas Ruki não estava chateado, nada afetaria aquele momento, nada. Os dias foram se passando, e Ruki estava cada vez mais envolvido com Hana, ninguém sabia do seu romance com a moça a não ser Kai. Ruki pediu que ele não contasse a ninguém por enquanto. Os ensaios foram se tornando mais pesados, e Ruki já não tinha muito tempo para ver Hana, e nem ela para procurá-lo, o fim da estação dos estudantes estava chegando e ela precisava se concentrar o máximo possível para não falhar. Ruki, que este, não conseguia ficar mais um único dia sem vê-la, tomou a decisão de visitá-la.

- Faltam duas semanas para o show. – disse Kai. – Todos os preparativos já estão prontos, partiremos uma semana antes para nós organizamos. – disse ao final de mais um ensaio. Kai ficou sabendo que Reila é uma faixa de trilha sonora de um seriado americano que fez muito sucesso, o que deixou todos felizes e principalmente Ruki que prometeu a Hana que tocaria essa música para ela em segredo. O celular de Ruki tocou.

- Ruki? – disse uma vez tremula do outro lado da linha. Ele foi para um canto mais reservado.

- É ele quem fala? – perguntou, uma sensação de terror tomou conta de si.

- É Sakura, Ruki, Hana está no hospital. – ao falar a palavra hospital Sakura começou a chorar na linha.

- Como? – ele não poderia acreditar. – O que aconteceu? Ela está bem? Em que hospital ela está? – nesse ponto ele já estava quase gritando.

- O que houve? Que gritaria é essa? – perguntou Kai, Ruki estava anotando o endereço do hospital às pressas numa folha. E desligou o celular. Sua face expressava algo de mais terror possível ao olhar para Kai.

- Hana? – perguntou Kai.

- Quem é Hana? – perguntou Aoi ao chegar. – Que gritaria foi essa?

- Vá, Ruki. – disse Kai. Ruki não esperou nem cinco minutos para sair do quarto e deixou que Kai explicasse para os outros o que estava acontecendo.

- Onde ela está? – perguntou Ruki ao chegar ao hospital ao encontrar Sakura, parecia que ela havia injetado algo nos olhos, pois estava os mais vermelhos e inchados possível.

- Ela... – dizia Sakura, ainda em lágrimas. – Ela estava na sala de aula, estava tudo bem quando começou a sair sangue pelo nariz, eu sabia que havia algo de errado, mas ela nunca me contava, ela sempre vivia reclamando de dores de cabeça e na nuca e nunca me contava nada, agora... – ela assuou o nariz. – agora ela está em um estado avançado da doença... – Sakura caiu mais uma vez no choro. As palavras de Sakura pareciam serem como facas geladas no corpo de Ruki.

- O quê? O quê? – hoje parecia que o cérebro de Ruki estava um pouco lento para assimilar todas as palavras de Sakura.

- Ela está com câncer no cérebro, Ruki. Os médicos não podem fazer nada. – sua voz ecoou no cérebro de Ruki, parecia que ela não estava ali, “O que terá acontecido? Não sinto meu corpo!”.

- Onde ela está? – sua voz soou mecanizada e fria, nem parecia ser dele. Sakura o levou até aporta do quarto.

- Aqui. – e a abriu, Ruki entrou, Hana estava deitada em volta de vestes brancas, estava pálida, Ruki tocou sua mão e estava fria, seus olhos estava fechados. Ele apertou o nariz fechou e abriu os olhos rapidamente impedindo de chorar.

- Eu não queria que você visse isso. – disse Hana com uma voz arrastada. Seus olhos ainda estavam fechados.

- Por quê? – perguntou ele com a voz tremula.

- Nem eu sei a resposta. – disse ela.

- E agora?

- Eu não sei. – ela abriu os olhos e viu que Ruki a observada. “Por quê? Mesmo uma doença dessas, seus olhos ainda estava com o mesmo brilho de sempre”.

- E eu? – disse Ruki tentando amenizar a dor, como se esperasse uma resposta de que ela ficaria boa. Ela olhou para o teto e sem seguida olhou de volta para Ruki.

- Promete para mim que vai gostar de outra pessoa? – ela o encarava, parecia que essa pergunta era uma ordem.

- Como? – perguntou Ruki confuso.

- Prometa para mim. Que você nunca, nunca vai deixar de amar, e vai conhecer outra pessoa em sau vida?

- O que é isso? Você está se entregando? Não! Você vai ficar boa!

- Não, Ruki, não. Eu não vou ficar boa, não tenho mais tempo, pensei que poderia superar, pensei que poderia agüentar. – ela já estava chorando, Ruki a abraçou, a abraçou forte queria senti ela muito próximo, não queria perdê-la, parecia que tudo aquilo era mentira, como poderia isso acontecer? Como?

- Você me devolveu a vida que eu tinha perdido, como pode me deixar agora? – dizia ele entre lágrimas.

- Você não perdeu a vida que você tinha, apenas se desviou do caminha dela.

- E o show? – perguntas como essa pareciam idiotice mas seu desespero não media e nem calculava as perguntas.

- Estarei lá. Eu prometi, não foi?

- Sim. – ele não consegui mais falar, não queria mais falar, sabia que ela não estaria lá, sabia que a perderia.

Ruki estava arrasado, parecia que um caminhão havia passado por cima dele. Que fora arrancado um bom pedaço de si, estava pálido, parecia que tudo havia terminado.

O show tinha que continuar, e Ruki prometeu a Hana que o faria e que seguiria sua vida normalmente, prometeu que encontraria outra pessoa, e que os momentos que passaram juntos foi apenas para ele voltar a viver.

Ruki disse a Kai que faria o show, estavam esperando por isso há muito tempo, dias depois Ruki recebeu a noticia do falecimento de Hana, e que seria velado no Brasil, ele não poderia estar lá, neste dia estaria embarcando para os Estados Unidos. O show ainda está por vir.