Reila
2 Chá
Notas iniciais
Segundo capitulo, dessa história^^/
Hoje seria um dia cheio, entrevistas, mais ensaio, mais fotos, mais maquiagem, e mais bla, bla, bla, e estava cada vez mais cansado, parecia que nunca iria acabar, mas para ele é a sua vida, era um grande sonho, e tinha que responder aos fãs, era tudo por eles e não tinha o que reclamar, no fundo sentia-se feliz, mas que sensação de vazio era esse? Será que isso tudo se tornou uma rotina? Queria uma vida normal, como seria?... Seus pensamentos vagavam e vagavam pelo vazio em sua mente, a caminho da casa de ensaio da banda.- Chegou. – disse Aoi que estava com sua guitarra na mão quando Ruki abriu a porta. Entrou calado.- Até que fim! – esbravejou Kai. – Quando é que você iria resolver aparecer?- Desculpe tive uns problemas? – mentiu. Não estava com cabeça para as bombas de Kai, sabia que tinha culpa, sabia que não deveria chegar atrasado. “Deixe de ser idiota e volte ao trabalho!” uma voz dizia na sua cabeça. “Ela nem sabe que você existe, deixe de ser patético!” Por que eu estou pensando besteiras? Como foi que cheguei aqui? Por que não posso voltar a viver como antes? Por que estou sentido esse vazio? Por que não consigo voltar a ser o Ruki de antes?Eram respostas das quais não tinham perguntas.- Kai. – chamou Aoi. – Acho que Ruki não está bem, faz algumas semanas que o vejo muito para baixo, e sem animo. Acho que devemos dar um descanso a ele.- Mente que não tem descanso é mente vazia. – disse Uruha em voz baixa atrás de Aoi. Kai olhou para o amigo, guardando suas coisas num quarto. Parecia cansado, não tinha brilho em seus olhos, onde estava aquele animo que ele sempre demonstrava? Onde estava aquela vitalidade que ele sempre teve? Onde estava Ruki?- Está bem, já perdemos o dia mesmo, não vamos ter ensaio hoje, mas vou dar uma palavra com Ruki, precisa entender, vocês também, que um grande show estar por vir e não podemos dar o luxo de relaxar quando só falta um mês.- Dá uma trégua, Kai! – disse Reita. – Ensaiamos durante três meses seguidos sem dar um dia de descanso, não é estranho um de nós demonstrar cansaço e desanimo. Calma cara, você anda muito nervoso ultimamente. Respira fundo!- Está bem, está bem. Acho que até eu precisa de um descanso. – respondeu ele sem dar muita atenção a Reita.- Uma semana de descanso está bom. – disse Uruha. – Provavelmente até lá, teremos nosso Ruki de volta.- Não irá haver ensaio hoje, Ruki. – disse Kai dando um tapinha de leve em suas costas.- Como? – disse Ruki sem animo.- Não irá haver ensaio hoje, o que você tem?- Já sentiu a sensação de está cansado? Sem animo para nada?- Acho que já passei por isso, Ruki. E é exatamente por isso que estou dando uma semana de férias para nós, o dia de entrevistas foi marcado para a semana do show, e durante esses dias estaríamos somente em ensaios, mas uma semana é bom. “Mente que não tem descanso é mente vazia.” Como disso o Uruha – disse ele a sorri. – quer tomar um chá?- Claro. – aceitou, Ruki sentia que precisava desabafar, contar algo, mas contar o quê? O quê exatamente? Não havia nada para ser dito, será? Eles pararam numa casa de chá, as mesas postas ao ar livre e dentro da casa, fazia uma tarde calma e tranqüila. Uma brisa leve teimou em desarrumar os cabelos dos dois ao de sentarem na mesa para tomar chá. Enquanto Kai falava com uma moça para fazer o pedido, os olhos de Ruki caíram sobre uma moça que estava sentada bem a sua frente, estava tão concentrada em sua leitura que nem percebeu seus livros pendendo para cair da mesa, a brisa leve que balança os cabelos de Ruki, balançavam os da moça junto com as folhas dos livros e de um caderno de anotações que ela escrevia calmamente. Kai volto com o chá. Passaram alguns minutos em silencio quando: - Conte para mim. – atirou Kai. Ruki engasgou com o chá.- O quê? – disse ele gaguejando e limpando a boca.- Não precisa esconder, todos perceberam que você anda um pouco para baixo, vamos Ruki, conte para o seu amigo aqui.O que deveria contar, se nem ao menos o próprio sabia?- Acho que preciso de férias. – disse Ruki tomando um gole de seu chá.- Você precisa de alguém – disse Kai fazendo o mesmo e Ruki engasgou mais uma vez. Kai sorriu. – calma! Não imitarei Aoi neste momento, o que ele iria dizer era que você estaria precisando de sexo. – Ruki sorri, e olhou mais uma vez para a moça ainda concentrada em seus livros.
- Não sei exatamente se preciso de alguém do meu lado, estou bem assim, só o que sinto é um va... – estava a um ponto de dizer Vazio. — ... cansaço.- Acho que um “va” não parece nada com “cansaço”, você quis dizer Vazio. – Ruki não teve outra saída a não ser admitir, sim era um vazio que sentia. Não poderia enganar Kai, ele sabia, era só olhar em seus olhos, que ele já sabia. - Desculpe, Kai. Realmente é como se existisse um vazio dentro de mim, não sei como explicar, mas parece que está me faltando algo ou preciso de algo, é como se eu estivesse precisando de alguma coisa que não sei o que é! É a primeira vez que me sinto assim e não sei o que faço! – desabafou Ruki e pareceu sentir alívio. - Situação difícil. – disse Kai calmante tomando outro gole, e isso fez com que Ruki pensasse que ele não estivesse dando a mínima para o que ele acabara de dizer, seus olhos voltaram-se mais uma vez para a moça que continuava a escrever. — Não fique preocupado com esse tipo de coisa, é um vazio, logo irá acontecer algo que o preencherá. É um tipo de fase a se enfrentar e para cada uma delas é preciso ter força, você deve está passando por um breve momento de estresse. Manter a mente ocupada e livre de pensamentos negativos, mas você também precisa de um descanso não só físico como também mental. Aproveite essa semana que tem para achar algum lugar fora da cidade barulhenta. – disse Kai tomando mais um gole de seu chá. Ruki ficou olhando seu chá esfriar e tomou um gole dele, ao fazer isso olhou mais uma vez para a moça o que o fez engasgar mais uma vez, era a moça que havia deixado à agenda em seus pés, ou melhor, esquecido. Ela havia se levantado e estava arrumando suas coisa para ir embora, seria uma ótima chance para entregar a agenda, mas infelizmente não estava consigo. Não andaria por aí com um livro no bolso do casaco. Ou até mesmo dizer a ela que estava com seu livro e que o entregaria, mas enquanto ele ficava pensando nas maneiras que ele poderia dizer a ela, ele a viu pegar um táxi que acabara de parar ali e ir embora. Kai ficou observando Ruki durante esse breve tempo de luta entre as decisões de sua cabeça.- O que foi? – perguntou Ruki ao se assustar com Kai observando-o.- A moça do livro?- Parece que sim. – respondeu Ruki voltando-se a olhar o táxi indo já bem longe,- Parece interessando. – disse Kai voltando-se ao chá.- Não diga besteiras. – retrucou.- Mas se estivesse não seria mal, não acha? – disse Kai sombriamente. – Bem, estou indo, volta comigo ou vai ficar mais um pouco?- Eu vou ficar.- Está bem. Depois conversamos – disse e saiu em seguida.Ruki ficou ali, sozinho, vendo as pessoas passarem e o tempo também. Por que não se levantou e disse à moça que estava com seu livro? Preguiça? Não. Respondeu a si mesmo. Talvez quisesse conhecê-la “melhor”. Ruki pagou a conta e foi para casa, queria ler o que tinha no livro, seria uma grande falta de educação ler coisa intimas de outras pessoas. Era uma espécie de agenda diário, não poderia fazer aquilo, mas precisava se distrai com algo e agarrou a idéia de ler o livro.Chegou a casa e foi logo tirando o casaco, pegou o livro e se atirou no sofá.Charlize Nohana – Brasileira – 22 anosAgenda: Bolsa de estudos pós-graduaçãoEstou me sentido cansada. Caramba, como é duro estudar, quando tudo isso acabar pretendo tirar férias prolongadas!Passarias as férias aqui, eu sou apaixonada por esse lugar, como é belo! É incrível. Quando voltar para o Brasil terei muito o que contar, será divertido...Ruki ficou ali, lendo e lendo o que estava escrito e se divertia, o que o fez esquecera as horas que se passaram. Charlize parecia passar em suas mensagens de que era uma moça divertida, às vezes complicada, estudiosa, atenta e simpática. Ruki pensou em conhecê-la, por que não? Logo a baixo havia um endereço, era até perto, e prometeu a si mesmo passar amanha para conhecê-la.
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