Rei Thranduil (Em reconstrução)

15 Perfeita Nudez(capitulo da primeira versão)


Notas iniciais
Oi pessoal! Passei o final de semana todo escrevendo dois capítulos para vocês. ;) No ultimo capítulo: Annael foi humilhada pelo rei na casa de seus senhores. Foi obrigada a ficar de serviçal; limpar todo casarão da família vale e ainda por cima servir o rei em seu noivado com Dália, que foi uma surpresa para Annael. Vamos ver a continuação em Pura Nudez. Boa leitura! ♥

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Mas tarde, o rei pediu para conversar com Dália a sós. A senhora Olivia pediu para Marjory preparar a cama para o rei, e eu o seu banho, depois estaríamos dispensadas.

O senhor Dan subiu para repousar em seu quarto, e com ele, a senhora Olivia, restando apenas o rei e Dália na sala de estar iluminada com as lamparinas do lustre do teto e as chamas da lareira que aquecia a sala.

Eu estava triste e com raiva, então fiz exatamente o contrário do que a senhora Olivia pediu. Enchi de comida alguns pratos e coloquei vinho em alguns copos, coloquei em uma bandeja e sai pela porta da cozinha.

Servi os soldados que estavam de guarda aos redores da casa, a princípio eles não queriam sair de sua posição, mas a fome era tanta que acabaram cedendo. Eles me presentearam com sorrisos e promessas de divida para comigo.

Depois de um tempo voltei para a casa, lavei a louça e prataria e segui em direção ao quartinho onde nós servas dormiríamos naquela noite. Marjory, pobrezinha, já estava dormindo babando sobre o seu travesseiro.

Retirei o lenço que prendia os meus cabelos na cabeça e tirei a sapatilha marrom, sai descalça e tranquei a porta tendo o cuidado de não fazer barulho.

Quando dei de cara na porta da sala de estar para seguir para escada de acesso aos quartos, vi quando o rei segurou o queixo de Dália e a beijou nos lábios. Foi como se eu não conseguisse respirar, algo ferveu dentro de mim, porém eu não tinha mais lágrimas para chorar.

Dei a volta pelo corredor da biblioteca por trás da parede da sala e segui escada à cima, adentrei o quarto onde o rei iria dormir e comecei a preparar a tina para seu banho. Depois coloquei a sua majestosa roupa na cor negra estendida sobre sua cama.

A porta se abriu atrás de mim, me virei repentinamente e o rei entrou fechando a porta em seguida. Ele não estranhou por eu ainda estar ali, mesmo assim expliquei:

— Perdoe-me, majestade. Eu demorei em preparar seu banho.

Thranduil nada disse, apenas começou a desabotoar os broches do seu manto cinza.

— Vou deixa-lo para que se banhe. Com licença.

Caminhei em direção a porta, mas quando estava com a mão na maçaneta o rei me impediu.

— Fique, preciso de sua ajuda.

Só me faltava essa! — Pensei, fechei os olhos, suspirei e dei meia volta.

— No que posso ajuda-lo, majestade? — Perguntei com serenidade fingida.

— Ajude-me com estas abotoaduras e broche. – Ele pediu com a mesma serenidade fingida.

— Tem certeza que o senhor quer...

— Não pergunte, haja conforme o pedido.

Eu desejei esbofeteá-lo! Desabotoar seus broches! O que ele pensava que eu era, serva ou cortesã?

Mesmo diante de mais uma humilhação fiz conforme o rei todo poderoso pediu. Meio sem jeito, me aproximei dele, estendi as mãos comecei desabotoar seus botões e broches, e enquanto o fazia, reconheci o cheiro bom de flor de laranjeira que ele parecia ter naturalmente. Ele estava tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe de mim. Eu só queria sair correndo para algum quanto e chorar.

Desabotoei o ultimo e lindo broche no inicio do seu pescoço, e pelas frestas do seu sobretudo élfico, já desabotoado, consegui ver um pouco a sua pele branca que parecia cintilar.

Retirei o broche e peguei a sua mão direita depositando-o nela. O rei jogou o broche sobre a cama e segurou a minha mão, virou a palma para cima e se surpreendeu ao avistar os calos sobre ela. Fechei a mão em punho sem fazer esforço para não doer mais do que já estava.

— Mãos de quem trabalha, majestade. – Expliquei vendo o seu súbito espanto estampado na face do rei. – A delicadeza das minhas mãos não é como as da senhorita Dália. Deseja mais alguma coisa?

— Traga-me algumas especiarias; ervas e óleo...

O rei foi me dizendo os nomes de tais ervas e óleos. Anotei tudo em mente e sai porta à fora.

Desci até a cozinha exausta, peguei o que ele queria e voltei ao quarto. Mal via a hora de ir dormir.

Quando entrei Thranduil já estava se banhando na tina com água, pétalas de rosas brancas e essências que eu havia preparado, e segurava um cálice na mão que repousava nas bordas da tina de madeira.

Como eu reagi ao pensamento sobre o rei completamente nú em seu banho? Gelei como a ponta de uma montanha bem alta.

— Aqui está o que me pediu, majestade. – Minha voz falhou, pigarreei e continuei. – Vou deixa-lo para que descanse.

— Não vá. – Fiz uma expressão de que não estava entendendo. – Aproxime-se e traga consigo o que lhe pedi.

Eu não queria discutir, tudo o que eu queria era terminar tudo aquilo para poder ir dormir.

Fiz o que ele me pediu, me aproximei da tina, mas não tão perto a ponto de ver seu corpo submerso, estiquei os dois braços para entregar-lhe o que estava sobre as minhas mãos. Thranduil me olhou como se eu tivesse cometido o maior erro da minha vida, e com a mesma expressão pegou as bandagens e óleo que estavam em uma das minhas mãos e colocou-as sobre a mesinha redonda que sustentava um castiçal com sete velas acesas, depois segurou firme a minha outra mão:

— Aproxime-se! Eu não sou um Orc para você se esquivar de mim.

Ele me puxou com força de modo que eu cai na tina esborrando água para fora dela.

— Mas o que você fez Thranduil?! – Protestei olhando as minhas condições sobre a água. – Olha o meu estado, o meu cabelo e vestido! Vou sair molhando toda a casa para ir me trocar e depois terei que voltar par limpar tudo! – Meus olhos marejaram. – Eu estou cansada. Tudo que eu queria era ir descansar, mas você me tirou isso com seus atos infantis.

— Você descansará em breve, mas primeiro mostre-me suas mãos. – Ele me pediu gentilmente.

— Não!

Tentei-me levantar, mas ele segurou meu braço e me puxou.

— Você sempre foi teimosa. – Ele retrucou com sua voz suave e imponente. – Deixe-me cuidar de seus ferimentos. Mostre-me suas mãos.

Admirei-me com a repentina benevolência do rei, mesmo assim estendi as palmas das mãos e deixei que ele cuidasse delas.

Fiquei o tempo todo observando a sua face serena enquanto untava delicadamente com seu dedo indicador os ferimentos das minhas mãos e enrolava as ataduras com cuidado, não queria desviar o olhar, do contrário, veria totalmente seu corpo despido a minha frente.

No fim, não sentia a dor que estava sentindo antes, mas já estava começando a ficar com frio.

— Obrigada, majestade. – Agradeci pacificamente.

— Não gosto de vê-la assim.

— Perdão? – Fingi não entender.

— No meu reino você não era tratada como serva. – Ele completou encarando com pesar as ataduras sobre minha mão.

— É meu trabalho, rei Thranduil. Meu pai deve a estes senhores e pagamos com trabalho. Eles até que são generosos, pagam uma parcela pelo nosso serviço.

Ele desviou o olhar para o meu rosto em seguida acariciou de leve a minha face:

— Você realmente precisa descansar.

— Sim, preciso. E eu já estou começando a ficar com frio.

Fechei os olhos quando ele se aproximou mais de mim. Apesar de estarmos na mesma água a mão dele parecia quente sobre meu rosto, enquanto eu estava congelando.

— Tire as roupas. – Ele sussurrou.

Arregalei os olhos e protestei:

— O senhor perdeu o juízo ou o quê?!

[Continua..]

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Notas finais
Hummmm... Vamos para o próximo então. ;) Até! ♥