Rei Thranduil (Em reconstrução)
5 Capítulo 4: A Chegada a Mirkwood (Novo!)
Notas iniciais

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Nunca havia visto um reino tão lindo!
Avistei as casas brancas erguidas em pedras, eram adornadas com a cor rústica das folhas em tom dourado e marrom.
Muitas noites em meu quarto lendo os livros do meu pai sobre o reino dos elfos imagina poderia ser, no entanto aquela realidade, tudo aquilo que meus olhos estavam vendo me fez perceber que eu rudemente errei. Nada se comparava a beleza e a maravilha daquele reino e do seu povo.
Deixamos a carruagem e Logo um elfo veio nos recepcionar, um deles ajudou-me a descer enquanto outro levou a nossa bagagem.
Fomos abordadas por duas rodas; uma de cabelos negros e olhos serenos, e outra de cabelos dourados e sorriso inocente. Então, Haldir e Legolas nos saudaram.
— Até breve senhorita. – Legolas sussurrou e presenteando-me com um sorriso gentil.
As elfas não paravam de tagarelar enquanto andávamos sobre a ponte onde havia uma fileira de belos elfos tocando instrumentos musicais e elfas que saltitavam em uma dança leve e sincronizada sobre os aplausos da multidão que sorria sobre os muros que circundam o palácio.
Eram tantos olhos azuis, verdes e dourados que curiosamente nos inspecionavam que me deixou constrangida.
Seguimos caminho pelo espaço entre as dançarinas e os músicos, e sob a chuva de pétalas de rosas que caiam como mágica do céu.
Tahile seguiu Haldir sem parar até entrarmos no reino e depois da despedida, eles se foram.
— Muito bem — começou a Ele a morena — Eu sou Aranin e esta — ele apresentou a Elda loira — chama-se Lauren. Seremos suas aias enquanto estiverem aqui.
— Com licença. — chamei a atenção — Terei uma aia também? Eu sou uma acompanhante não a senhora.
Aranin sorriu gentilmente.
— Aqui somos tratadas por igual, senhorita. — Sim, a senhorita também terá uma aia.
— Mais isto é um cúmulo! — Dália balbuciou com raiva.
— Não é mesmo. — Aranin a repreendeu serenamente o que piorou a raiva da minha senhora.
Aranin e Lauren eram mil vezes mais belas que nós e bem mais altas. Elas trocaram um olhar desconfiados e nos conduziram por entre os corredores e ok.toa do reino.
O salão das refeições ficava à direita, contaram. O Grande Salão à esquerda onde vi um pedacinho do jardim do outro lado das portas abertas. Queria ter parado.
Depois de muito atravessar pontes e subir degraus, entramos em um corredor que parecia mais uma varanda com vista para uma vasta ala. Ao lado esquerdo havia portas bem talhadas em madeira maciça.
Dália e eu seguimos por direções diferentes; ela guiada por Aranin e eu por Lauren.
Quando adentrei o quarto mal consegui piscar os olhos. Não ousava comparar o meu humilde quarto apertado que amava só por poder ficar sozinha em paz, longe dos gritos e ordenanças da senhora Leona.
Uma cama grande o suficiente para três pessoas dormirem confortavelmente, estava posta no lado direito do quarto e nela finas cortinas brancas pendiam do teto ao chão amarradas delicadamente a varetas postas nos quatro cantos dela.
Alguns passos à frente da cama, uma escada rasa com dois degraus e, alguns passos após ela, um lago de águas cristalinas e uma mesinha com especiarias, obviamente o local do banho.
Havia uma varanda que dava para um jardim e velho pé de laranjeira enroscava seus galhos na grade de proteção.
Eu estava deslumbrada.
O meu baú já estava ao pé de minha cama; abri-o e peguei um dos meus vestidos, pus sobre a cama e me joguei no pequeno lago. Mas antes que eu pudesse sair assustei-me quando Aranin e Lauren adentraram o quarto trazendo com sigo cestos cheios de óleos e especiarias.
As elfas me deram um "polida", quase literalmente. Aranin começou a esfregar todo o meu corpo. Em seguida, cada pedacinho de pele descobertos foram untados com óleos de rosas que segundo Lauren, era o aroma favorito do rei.
Assim que terminaram de me deixar macia e suave, as atenções se voltaram para as minhas unhas; apararam, lixaram.
— Pelo menos ela não tem pelos no corpo. – Aranin se dirigiu a Lauren como se ignorasse a minha presença. – Mesmo assim tenho certeza que as donzelas da nossa raça não precisam de tantos cuidados.
Eu podia ouvir os gritos das outras moças nos quartos ao lado do meu, não sabia o que estavam fazendo com elas, no entanto pelo comentário de Aranin, eu tinha uma vaga impressão do que seria a causa deles.
Meu cabelo foi lavado, untado com óleos, amaciados e bem escovados. Depois, saímos da salinha de banho e voltamos ao quarto.
Lauren me levou até um cabideiro e pediu para que eu escolhesse um vestido. Não acreditei de início.
— As damas também terão direito a novas vestimentas?
— Sim senhorita — Disse Aranin.
Me virei para a arara sem acreditar que ganharia novos vestidos. Dentre os vários pendurados sobre um cabide eu escolhi um de cor azul celeste de caimento simples embora delinea-se a minha cintura não chamaria a atenção de ninguém.
O meu reflexo ao espelho era inacreditável.
Aranin me apresentou uma bandeja com cinco colares com pingentes diferentes, a maioria eram pedras preciosas com lindos talhes. Escolhi um pingente um talhe em formato de folha qual deduzi ser uma esmeralda. Era lindo e combinaria com qualquer vestido, até os meus velhinhos remendados.
— Ele é seu. — Disse Lauren mantendo a cortesia.
— Obrigada... por tudo isso. — agradeci com sinceridade.
— Só por este seu sorriso já nos vale por qualquer agradecimento. — disse Aranin com um sorriso largo.
— Tem biscoitos, bolos, frutas e suco na sua mesa. Como alguma coisa, você parece doente. — Lauren falou com sinceridade e Aranin cutucou a elfa com o cotovelo.
Ri meio sem jeito, mas de fato eu estava com fome.
— Vou comer sim. — Disse sem jeito.
— Muito bem! — Começou Aranin — Esta está pronta. Agora vamos que ainda falta a sua senhora.
Depois que as rodas saíram, sentei-me a mesa e devorei alguns biscoitos e pedaços de bolo. Depois peguei uma maçã e caminhei até a varanda afim de apreciar os jardins.
Já era noite e a melancolia do jardim abaixo da minha varanda refletiu-me uma sensação de nostalgia.
Ali era tão calmo e agradável que em poucos instantes me peguei imaginando um futuro em que teria um jardim aos redores da casinha que meu pai e eu tinhamos quando não seríamos servos confinados por dívidas. Um futuro incerto.
Porque o algumas vezes afim de inibir as lágrimas que se formaram nos meus olhos e virei o olhar para a outra banda do jardim. Vi um elfo caminhando calmamente no jardim sob as lamparinas tremeluzentes.
O elfo parecia também deixar-se envolver pela pelo silêncio e nostalgia daquele jardim, seus olhos voltados a contemplar o céu estrelado com seus braços voltados para trás denunciavam-o mesmo de longe que se envolvia-se em pensamentos distantes. Seu caminhar calmo fazia dançar seu longo manto através da grama.
Ele era... inexplicável e tão belo quanto o luar.
O observei curiosamente até que um barulho no corredor desviassou a minha atenção por alguns instantes. Mas quando novamente voltei meus olhos ao jardim, o elfo havia partido.
O risinho de Lauren roubou novamente a minha atenção. Fechei a janela e rapidamente arrumei uma mecha do meu cabelo que havia se soltado pelo vento na varanda.
— Muito bem! — Disse ela alegremente — Vamos a festa que eu estou ansiosa!
Literalmente fui puxada porta à fora.
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