Rei Thranduil (Em reconstrução)

21 Bodas de Sangue(capitulo da primeira versão)


Notas iniciais
Oi gente! Capítulo novo. ^_^ Não estou publicando mais durante a semana porque estou sem tempo, tá? Como já está tarde - 1:27 da madrugada. - vou deixar para responder todos os comentários amanhã. _/_ Vamos para o capitulo para que vocês não se enjoem de mim. kkk.... Boa leitura!

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O vento gélido do Norte soprava as copas das árvores com suas folhas tingidas de marrom que caiam secas de seus galhos nos anunciando que o Outono havia chegado, e assim como àquela estação eu sentia-me, sombria, melancólica e triste.

A monótona cidade de Barahir tornou-se tão agitada que eu mal conseguia ter paz para meditar na besteira que estava prestes a fazer; mensageiros anunciavam em voz alta o casamento do filho primogênito do Mestre da cidade, os plebeus enfeitavam a cidade com fitas brancas, as jovens plebeias alvoroçadas procuravam os alfaiates para a costura de vestidos novos e as senhoras preparavam o melhor cardápio para ser servido na festa, os músicos ensaiavam nas alturas a música do cortejo pela cidade de antes e após a cerimonia.

Nas vésperas das bodas grupos de senhoras batiam na minha porta para presentear-me e desejar felicidades pelo casamento mais que vantajoso, adentravam a minha casa sem ser convidadas, sentavam no sofá e ficavam tagarelando assuntos íntimos sobre a noite de núpcias e como se comportar ainda sendo donzela. Meu pai não estava na sala, claro, do contrário ele mesmo se retiraria envergonhado pela intromissão daquelas fofoqueiras chatas. Eu apenas moldava um sorriso descontente, e fingia dar crédito na conversa, servia café e acompanha até a saída quando elas percebiam a minha total falta de interesse no assunto e decidiam ir embora, para meu alivio.

Na noite anterior do casamento mal consegui dormir. Atormentada por visões que pareciam realidade acordava com o meu pai abraçado comigo no meio da madrugada. Eu chorava e ele tentava me consolar. “Eu o amo, papai”, eu dizia entre soluços.

No meio da manhã eu estava pronta e vestida com o vestido longo, branco e de saia balão. Vestido simples feito para uma plebeia, mas o mais bonito da corte da pequena cidade.

Ouvimos o cocheiro tocar o sininho da carruagem parada em frente a minha casa, então o meu pai bateu a porta do meu quarto.

— Entre papai, já estou pronta.

O senhor Alion abriu a porta e logo me estendeu a mão, sem sorrisos e sem palavras. Também permaneci calada, aceitei a sua mão e me levantei da cadeira, e após puxar a saia a longa e estufada saia comecei a caminhada segurada ao braço do meu pai até a carruagem.

O cocheiro, bem vestido mesmo com a cabeça coberta com o capuz do manto cinza, me ajudou a subir os degraus da carruagem, antes de sentar-me no banco achoado, me deparei com a deslumbrante face do meu querido e amado Legolas.

— Legolas?! – Sussurrei surpresa. – O que está fazendo aqui.

— Pensei que ficaria feliz a me ver? – Ele disse com o seu sorriso gracioso nos lábios. – Você está a imagem de Varda, a Valar das estrelas.

Sem me importar em amarrotar os vastos metros de tecidos que cobriam o meu corpo, me joguei nos braços de Legolas e o abracei dando-lhe vários beijinhos em sua bochecha os quais ele me retribuiu com um sorriso divertido.

— Eu estou mais que feliz. – Disse sorrindo e depois voltei ao meu lugar. – Ele sabe que veio para o meu casamento?

— Ada não sabe que estou aqui. Quero acompanha-la em seu grande dia, creio que este é o dia mais esperado de uma donzela.

Percebi que Legolas omitia algo, pois era mais que óbvio que ele não estaria ali para ver-me casar com Thaile visto que o desprezava. Então, obriguei-o a me falar a verdade:

— Veio ver-me casar? – Esbanjei-me em ironia. — ... com Thaile? — Completei. — Conte-me o que realmente faz aqui Legolas. Sei que você não está caçando com gatos nesta floresta.

— Vejo que não consigo lhe enganar. – Ele disse serenamente.

— Conheço você o suficiente para saber quando me esconde algo.

Ele riu, e depois puxou das bainhas, escondidas por trás do manto cinza em suas costas, as minhas espadas que o rei me presenteou. Tomada por deslumbre, as tomei de imediato de suas mãos e contemplei o cabo detalhado e o gume com uma felicidade inigualável. Eu estava mais feliz em ver as minhas espadas do que deveria estar com o meu casamento fascista.

— Narir veio até mim e me entregou no dia em que você saiu enfurecida com o meu pai e comigo e foi-se do rei acompanhada da criatura.

Eu quis me esconder em um buraco. Eu estava tão envergonhada com àquele episódio do meu ultimo dia nos salões da floresta negra que não sabia como me desculpar com Legolas, e assim eu nada disse, apenas o encarei serenamente.

— Muito bem! – Ele continuou. – Quero que as esconda em suas botas e use-as caso necessário, assim me deixará mais tranquilo.

A cara de Legolas não estava nada amigável ao me pedir tal coisa. De imediato pensei que ele queria que eu as usasse em Thaile durante a cerimônia.

— Eu não vou matar o meu amigo, Legolas.

— Elas não são para usar na criatura, embora que apreciaria se o fizesse. – Ele esbanjou um sorriso sarcástico. – Mas, deverá usa-las em Orcs caso apareçam.

— Perai! Está me dizendo que aquelas malditas criaturas ainda não me deixaram em paz?

— Tem um grupo deles vindo para cá – Legolas semicerrou os olhos. – Não sei como, mas eles sabem que você é uma renascida élfica.

— Mas o que isso tem a ver?!

— Uma renascida élfica carrega consigo uma imensurável magia, foi com ela que você e meu pai me curaram, lembra? – Assenti e ele continuou. — Suspeitamos que estejam tentando trazer novamente a vida um mal antigo confinado nas sombras por Eras.

Senti calafrios ao ouvir aquele nome e logo, como fleche de um raio, uma visão lucida alcançou os meus olhos; Vi novamente uma grande guerra em um vasto ermo montanhoso, elfos e homens lutavam contra Orcs poderosos em uma carnificina e sanguinária luta. Eu estava no meio daquilo tudo, no entanto ninguém me via. Tentei gritar, mas a minha voz não saia. Virei-me e avistei Thranduil que mesmo com a face salpicada de sangue ela refletia a sua jovial idade, ele não era tão diferente de Legolas nos dias atuais. Então minha mente se abriu e eu encachei a ultima peça do quebra cabeças que comecei a montar desde a primeira vez que Legolas me revelou sobre sua mãe.

— Annael o que está havendo? – Legolas me despertou da visão com a sua voz mansa e gentil.

— Por Eru! Eu sou sua mãe, sou sua mãe! – Sussurrei ofegante e meio desorientada.

Legolas me observou surpreso por instantes, e então o cocheiro abriu a porta da carruagem.

Levantei a saia do vestido, coloquei as espadas medianas nas minhas botas brancas de cano longo. Meu pai não ficou nada surpreso ao avistar Legolas, logo percebi que ele sabia do ilustre intruso do casamento.

Quando desci da carruagem o suposto cocheiro baixou o capuz revelando uma elfa especificamente ruiva, Tauriel.

A elfa me saudou sem nada dizer e então segurei o braço do meu pai e nos dirigimos a entrada aonde marcava o início do cortejo, a rua central da cidade estava abarrotada de pessoas amontoadas em fileiras de um lado e do outro da rua.

Observei Legolas e Thauriel se dirigiram a pontos estratégicos, e depois Dália e outras duas moças, que chegaram juntas em outra carruagem, se posicionaram a nossa frente com cestas enroladas com fita azul cheias de pétalas de rosas vermelhas.

A música impecável começou a ser tocada e então as moças começaram a andar folgando pro alto as pétalas de rosas. Meu pai praticamente me puxou para andar, eu não estava nada concentrada no casamento, os meus sentidos estavam alerta para a qualquer momento haver um ataque de Orcs.

Durante o cortejo nupcial eu olhava do lado e do outro observando a multidão à procura de alguma ameaça, então ouvi ao longe pisadas fortes e grunhidos asquerosos. Parei quase perto do altar, e aflita, soltei o braço do meu pai que pensou que eu iria largar Thaile no altar, me virei para alerta Legolas e Tauriel sobre a ameaça, então um flecha cortou o ar e atingiu o alvo sobre o altar.

— Thaile! – Gritei em aflição.

Outra mulher gritou desesperada, e logo o alvoreço se iniciou. As pessoas corriam de um lado para o outro na tentativa de se proteger das flechas que em poucos instantes tornou o deslumbrante casamento em bodas de sangue.

Olhei thaile sobre o chão nos braços de sua mãe que chorava escandalosamente, e seu pai que tentava mantê-lo de olhos abertos. Corri até eles e baixei tocando o rosto do meu amigo e em seguida o seu peito o qual minava sangue como uma fonte recém aberta.

— Thaile aguente! Por favor, aguente! Não ouse morrer e me deixar aqui. – implorei com a voz embargada e olhos marejados.

Thaile sorriu mesmo em agonia e com a mão direita ele tomou o meu rosto deixando uma mancha de sangue em minha face. Ele tossiu e expelindo sangue que salpicou vermelho a brancura do vestido de noiva.

— Vá... – Thaile moldou uma careta de dor por instantes e depois voltou a falar. – Vá para o buraco que o pai daquele velho construiu e fique por lá, ele vai proteger você.

— Eu não quero deixar você aqui neste estado. – Disse já chorando.

— Não seja teimosa! — Ele grunhiu baixo. – Vá, antes que me arrependa! — E me empurrou.

Enxuguei as lágrimas com os punhos do meu vestido, levantei-me e olhei a larga rua central abarrotado de pessoas desesperadas e corpos humanos sem vida sobre o chão. Vi ao longe Legolas e Thauriel lutando com um grupo as criaturas medonhas.

Levantei o vestido e puxei as duas espadas das minhas botas e com elas rasguei a saia na cintura e joguei ao chão os metros e metros de tecido. Como Narir me instruiu, eu estava com uma calça de tecido resistente na cor cinza por baixo do vestido e isso não me deixou nua em publico.

Segui descendo as escadas do altar em direção a Legolas, e no percurso matei vários Orcs com movimentos rápidos e precisos, desviava dos ataques e usava chutes para derrubar alguns quando era necessário, até que finalmente cheguei a Legolas e Tauriel.

Joguei uma das minhas espadas na direção de um Orc que espreitava atingir a elfa ruiva que lutava com vários outros, e a espada cravou no meio de seus olhos.

— Temos que atrai-los para fora da cidade, ou então mais pessoas morrerão.

— Ela tem razão! – A ruiva falou e degolou uma das criaturas.

Legolas assentiu e puxou pelo meu braço para iniciarmos uma corrida.

— Espera! — Gritei.

Então voltei e puxei a minha espada cravada na testa das asquerosas criaturas, aproveitei para olhar para o altar onde deixei Thaile agonizando, mas ele não estava mais lá.

Conseguimos chegar aos estábulos despistando as criaturas por breves momentos. Legolas desamarrou os dois cavalos brancos e entregando as rédeas para Tauriel e voltou a atenção para mim, enquanto sua voz era destinada a elfa ao nosso lado:

— Leve-a ao reino e a proteja com sua vida.

— Sim, Mello Legolas.

— Perai! Você vai me deixar com a Tauriel?! – Perguntei exasperada. – Para onde você vai?

— Vou para Gundabad. Vou para a guerra.

Legolas se virou e montou seu cavalo. No entanto, eu segurei as rédeas.

— Eu vou com você e não ouse me impedir.

— Agora eu sei a quem você se parece, Legolas. – Tauriel disse confiante e sorrindo.

Legolas não se opôs apenas me estendeu a mão e me puxou para montar em seu cavalo.

— Segure-se firme.

Eu assenti e ele deu partida nas rédeas do cavalo e então saímos em disparava estábulo a fora atraindo a atenção do infame grupo de Orcs que avidamente nos caçava.

Estou indo Thranduil.

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Notas finais
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