Rei Thranduil (Em reconstrução)

24 Um toque do destino(capitulo da primeira versão)


Notas iniciais
Primeiramente quero agradecer a Éowyn que fez uma belíssima recomendação da história. Nem sei fazer o devido agradecimento as vocês que estão tendo a paciência de acompanhar a história. Muito obrigada gente. Acho que estão querendo me matar por não ter postado o novo capítulo final de semana passada né? Não vou demorar muito na nota senão dá preguiça em vocês. Vamos ao antepenúltimo capítulo. Boa leitura!

ϔ ¥ ϔ ¥ ϔ ¥ ϔ ¥ ϔ ¥ ϔ ¥ ϔ

— Thranduil, é você? – Perguntei esperançosa.

Não obtive resposta. Confusa, caminhei em direção ao instrumento e avistei a elfa branca com seu sorriso sereno e seus olhos gentis.

— Senhora Galadriel?!

— Aiya, senhora da floresta! – Saudou-me com os dedos sobre as teclas e os olhos acompanhando seu dedilhar.

— Eu morri? – Perguntei com tristeza.

Galadriel parou mover suas mãos delicadas e leves, virou sua cabeça e penetrou os meus olhos com seu olhar azul. Mal pisqueie e ela já estava em pé em minha frente.

— Não tema a morte, você já passou por ela, não poderá leva-la até que tudo seja cumprido.

A voz da elfa era tão calma e poderosa que me fazia sentir-me confortável e ao mesmo tempo temerosa.

— Caminhe comigo pelo reino e eu lhe responderei todas as suas perguntas, mellonnen.

Assenti e sorri a gentil elfa que sorriu graciosamente.

A caminhada foi agradável, apesar de eu me sentir uma mera mortal diante daquela ilustre, mágica, belíssima e graciosa elfa.

Durante seus passos flutuantes, eu perguntei o tempo todo sobre a vida de Thranduil e como ele era no passado, Galadriel respondia-me imersa em pensamentos e sorria algumas vezes. Ela me contara as peripécias do antigo e alegre Thranduil, do jovem príncipe quando criança e na sua primeira fase élfica adolescente, nas suas descobertas. Eu me peguei rindo várias vezes com as histórias que me contava a respeito do rei, nunca poderia imaginar que Thranduil algum dia fora tão alegre e vivo, e como ele se tornou tão perdido em seu próprio mundo.

Os salões da floresta estavam mais iluminados, as árvores estavam mais verdes e deslumbrantes canções cantadas pelas vozes élficas ouvíamos a cada lugar que passávamos. Era como se o reino estivessem em outro tempo, em um tempo de glória.

Eu contemplava o lugar como se estivesse ali pela primeira vez. Então chegamos a um lugar, um jardim com uma mesa redonda no centro, vários élfos vestidos para uma ocasião especial estavam ao redor exalando felicidade em seus esplendorosos rostos, aquilo me pareceu familiar.

— Eu acho que já estive aqui.

Fiquei parada observando o acontecimento importante. Alguns elfos deram espaço para alguém se aproximar e Thranduil surgiu ao meu lado, virei a cabeça e o contemplei com felicidade: “Thanduil é você”, pensei, mas quando fui toca-lo a minha mão o travessou, então me dei conta que tudo aquilo não se passava de apenas uma visão, fantasmas da minha mente.

Thranduil caminhou majestosamente até a mesa talhada na pedra e ao lado dela uma elfa o esperava. Não me surpreendi ao perceber que a elfa era eu.

Quando Thranduil colocou o colar das esmeraldas de Girion em seu pescoço a elfa branca de Lórien, que também contemplava o evento ao meu lado, repousou sua leve mão em meu ombro e disse:

— Um toque do destino.

Quando me dei conta estava na frente do jovial Thranduil que me olhava com ternura, admiração e paixão.

Pausa para contemplar esta bela face de Thranduil mais jovem.

— A partir do dia de hoje este será o símbolo da nossa união e a representação o meu eterno compromisso com você. Inye Aranel, minha princesa.

Depois das palavras do elfo sindar todos desapareceram e outra visão surgiu a minha frente e depois dela, outra, e outra, e outras. Até que tudo se tornou parte da minha mente. Eu sentia como se outra vida estivesse em mim, outras memórias, lembranças boas e ruins.

Vi meu primeiro encontro com Thranduil, nossas brigas, nossas aventuras, nosso casamento, o nascimento de Legolas, tudo. Até de Oropher, pai de Thranduil, eu me lembrei.

Então a senhora Galadriel retirou sua mão de mim e um lago de águas azuis surgiu a nossa frente.

— Vê este lago? – Ela perguntou.

— Sim. – Respondi ainda atônita.

— Esta memória não é sua, pois este acontecimento passado surgiu depois de sua morte e por causa dele o lago passou a ser chamado " lago da lamentação." – Ela levemente levantou o braço esquerdo e apontou para o outro lado. – Veja Thranduil lamentando o seu infortúnio, pranteando a sua morte e amaldiçoando o seu destino.

Do outro lado, Thranduil chorava e rasgava o seu manto com suas próprias mãos, depois se ajoelhou e desembainhou a sua espada. Quase morri de desespero quando ele apontou a ponta da lâmina em baixo do seu maxilar.

— Não faça isso! – Entrei na beira do lago gritando, mas algo me impediu de avançar. – Deixe-me ir até ele senhora Galadriel, por favor.

— Veja o seu rei.

Depois que a voz calma da elfa feiticeira se extinguiu no ecoo, eu contemplei Thranduil do outro lado que olhava atônito em nossa direção.

— Ele nos vê? – Perguntei.

— Somos apenas uma visão para ele, assim como ele é para nós.

O rei soltou a espada de sua mão passou novamente a chorar, mas uma criança élfica aproximou-se dele, sentou-se ao seu lado e segurou a sua mão.

— Légolas! – Pensei com felicidade. – Vamos, anime o seu pai, não deixe que ele morra.

Não ouvi o que a criança disse, mas Thranduil levantou-se, tomou-o em seus braços e caminhou até desaparecer.

— Então foi Legolas que o fez recobrar a sanidade?

— Melhor você mesma perguntar. – Ela sorriu suavemente. – Volte e continue a sua vida Elen.

Acordei com um impulso e sem querer ataquei o senhor Elrond que tentava me fazer recobrar os devidos sentidos da vida.

— Calma senhorita Annael! Sou eu, Elrond. – Ele implorou com dificuldade de falar por causa da minha mão que pressionava sua garganta.

Quando percebi que tinha voltado,, no entando, era como se uma nevoa encobrisse tudo. Eu podia enxergar aqyele quarto iluminado pelos fracos raios do Sol, mas como um borrão em uma pintura, como em um sonho.

Soltei depressa a garganta do elfo .

— Me desculpe Elrond, meu senhor. Disse meio confusa.

— Bom, tive a prova de que a senhora Galadriel certamente está tentando fazê-la retornar de uma vez. – Ele se recompôs do ataque. – certamente se lembra de tudo.

— Sim, eu me lembro. – Respondi ainda um pouco atordoada. — ainda estou sonhando?

— Vai depender da senhorita distinguir a realidade da visão. Agora, estais em meu reino, Rivendell, senhora da floresta das trevas!

Sorri com a reverência que o rei Elrond me fez.

— Avisarei a Thranduil e Legolas que a senhora despertou.

— Ele está aqui?

— Legolas não arredou o pé daqui. Já Thranduil precisou ficar na floresta. Estamos sob uma nova ameaça, Sauron pretende retornar com o poder de um anel.

O rei elfo, voltou os braços para trás e caminhou até a janela aonde caiam longos tecidos fino de cor azul que se moviam com a brisa. Depois de respirar fundo o ar puro, Elrond mudou o assunto da ameaça fazendo-se perceber que não desejava me importunar com tal assunto.

— Recebi várias mensagens de Thranduil declarando-me o quando você era importante para ele e implorando-me que a trouxesse de volta mesmo que isso demorasse anos.

Sorri em saber que Thranduil estava preocupado comigo, mas fiquei curiosa.

— A quanto tempo eu dormi, meu senhor?

Elrond virou-se e se aproximou da cama.

— Precisamente, hoje completa-se sessenta e um anos.

Levantei-me depressa e fui correndo para frente do espelho, analisei o meu corpo e minha face enquanto via o reflexo de Elrond me observando sem entender.

— Há algo errado senhorita?

— Eu não estou velha. – Falei surpresa.

Elrond pareceu sorrir e depois caminhou até ao meu lado.

— Nós meio elfos temos tão longa vida quanto os plenos elfos.

— Nós?

— Eu também sou um meio elfo. Tenho dois mil e setecentos anos.

Quis arregalar os olhos, mas por não querer que Elrond imaginasse que eu achava um vovô, preferi sustentar uma expressão serena.

— Não se preocupe, daqui a mil anos a senhorita continuará com a mesma face jovial. – Sorri para meio envergonha pela minha preocupação tola sobre rugas. – Se me permite, terei que tomar providências para o anuncio do seu despertar.

Elrond me fez uma reverência a qual eu retribui, depois saiu do iluminado quarto.

Legolas voltou em poucos minutos, eu já estava de pé contemplando em uma varanda a beleza imensurável do reino de Elrond, tomando o chá que uma sorridente elfa me serviu com bolinhos de morango que eu já havia devorado.

— Ammë!

Ao me virar avistei Legolas a me observar com o seu sorriso doce que alegrava qualquer alma. Adentrei o quarto e deixei a xícara em cima de uma mesinha perto da porta, e apressada segui em sua direção e o abracei.

— Yondo! – Dei vários beijinhos em sua face. – Senti que me perdi no infinito o deixei sozinho.

— Então você lembra-se mim e também de Atar?

— Retomei as minhas memórias e minha vida, Legolas. Lembro-me de tudo e de todos. E dos dois sentidos para a minha existência.

Não sabia distinguir a felicidade do amor que sentia por o meu pequenino príncipe, ou melhor, meu filho já homem. Tê-lo em meus braços era como se estivesse achado um dos sentidos para o meu retorno. Agora, só me faltava Thranduil.

Mas porquê eu tinha a sensação que tudo era apenas um sonho?

ϔ ¥ ϔ ¥ ϔ ¥ ϔ ¥ ϔ ¥ ϔ ¥ ϔ

Notas finais
bjs! ♥