Rei Thranduil (Em reconstrução)

17 Presentes e Pretendentes(capitulo da primeira versão)


Notas iniciais
Oi gente! :) Leitores, gostaria de saber o que acham das imagens no final do capítulo: atrapalha a imaginação de vocês (vocês imaginam uma coisa e ver outra na foto)? Ou a imagem ajuda a desenvolver a imaginação? Aguardando respostas. ;) Agradeço pela chuva de recomendações lindas que me deixaram tão feliz de um modo que não imaginam. Agradeço a leitora Lunamia que acompanhou as duas versões nunca comentou, mas fez uma linda recomendação deixando uma mensagem de incentivo e elogio. E a todos os outros leitores que fizeram o mesmo. ♥ Também aos leitores que estão saindo da zona fantasma para deixar um comentário ou favoritar a história. Obrigada pessoal! Vocês não sabem o quanto é gratificante isso. Passamos tanto tempo se dedicando a escrever as histórias da melhor forma para que vocês possam ter algo legal para ler que quando entramos no site e vemos comentários, recomendações e favoritos, temos uma sensação de dever cumprido e realização pelo nosso trabalho. Alguns podem achar besteira isso que estou dizendo, mas o escritor que não se sentir feliz por isso não ama verdadeiramente a escrita ou a sua história. Mais um vez, obrigada por tudo e pelo carinho! ♥ ♥ Já já respondo os comentários. ;) Hoje não terá recapitulando tá? rs Boa leitura! ♥

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Quando acordei parecia que eu tinha dormido uma eternidade. Mesmo com o pesadelo consegui descansar muito bem.

Espreguicei-me e abri os olhos avistando o rei que me observava serenamente sentado em um poltrona em frente a cama. Levantei-me unindo as bordas abertas do manto negro e segui em direção a ele. Thranduil Levantou-se e acariciou o meu rosto, neste momento a porta do quarto se abriu.

— Annael, você perdeu o juízo?! — Marjory perguntou parecendo ter visto um assombro. – Thaile Já chegou da viagem à Gondor, já... — Ela gaguejou nervosa. — Já imaginou o que ele vai fazer quando descobrir o que você fez?

Marjory era mais jovem do que Dália, não tinha nem vinte anos, era ingênua até demais. A pobrezinha vivia sonhando que seu futuro marido iria aparecer galopando em um cavalo branco e vestido com uma armadura reluzente. Por estes e outros de seus devaneios é de se imaginar o que ela estava pensando de mim ao ver o meu estado perante o rei.

Retirei-me da frente do rei, segui até ela e tentei iniciar uma explicação:

— Não é nada do que pensas Marjory.

— Não a repreenderei por sua acusação, menina. — O rei disse pelas minhas costas. — Qualquer um que presenciasse tal cena desconfiaria. No entanto, eu não sou tolo para cometer tal erro e prejudicar aquela que amo.

Tinha que admitir que fiquei feliz e temi ao mesmo tempo diante da declaração do rei as vistas da criada.

— Mas... o senhor está noivo da senhorita Dália.

— Marjory, é uma longa e complicada história. – Segurei em sua mão e disse: — Olha, prometo que depois lhe conto. Agora vá e me traga um vestido, eu não posso descer vestida com o manto do rei.

Mesmo desconfiada, a moça assentiu e saiu pela porta aberta, fechando em seguida.

Thranduil Já estava vestido então não precisei ajuda-lo com seu manto e broches, apenas ajudei-o assentar perfeitamente a coroa de prata élfica em sua cabeça, em seguida ele mesmo colocou os anéis em seus dedos enquanto eu retirava e espremia o meu vestido de dentro da tina com água.

Marjory não demorou muito. Ela entrou nervosa pela porta com um vestido marrom em sua mão e um balde de latão em outro. Joguei o vestido molhado dentro do latão e peguei o outro vestido de suas mãos, olhei para o rei que se virou para que eu pudesse me vestir, Marjory me ajudou ainda desconfiada.

Saímos pela porta com o rei à dois passos em nossa frente. Antes de descermos as escadas para chegar a sala de visitas o rei parou e falou:

— Fiquem atrás de mim e finjam que nada aconteceu principalmente você. – Ele fez menção a Marjory que não parava de apertar as mãos e estalar os dedos.

Olhei para a moça implorando com os olhos para ela se controlar, mas ela baixou a cabeça e seguiu passos.

Começamos a descer as escadas. O manto preto cravejado com pequeninos diamantes, que antes eu vestira, escorregava onduloso pelos degraus da escada, era lindo ver como aquele belo tecido se moldava a realeza e grandeza daquele rei élfico.

— Anne meu amor. – Thaile veio ao meu encontro a passos apressados ignorando Thranduil á minha frente. – Senti sua falta. – Ele me abraçou e beijou a minha testa. — Vamos tenho um presente para lhe dar.

Thaile me puxava aspressas pela mão em direção a porta não me permitindo olhar para trás e ver qual foi a reação do rei.

Chegamos ao estábulo não muito longe da casa do mestre Dan. Thaile soltou a minha mão e me pediu para fechar os olhos, fiz conforme o pedido. Quando ele me autorizou abri-los me deparei com uma égua branca com crina e calda longas e volumosas, e patas peludas.

Aproximei-me da égua devagar, levantei a mão e acariciei o seu focinho.

— Ela é linda! – Afirmei admirada.

— É a mais veloz égua do reino de Gondor, comprei-a com meu pagamento. Agora, você poderá devolver a égua daquele rei arrogante.

Apesar da ofensa dele para com o rei, eu senti pena e remoço com o que estava pretendendo fazer com o meu melhor amigo.

Thaile realmente me amava a ponto de ficar sem nenhum tostão para fazer-me sorrir com algum mimo. No entanto, eu não era mimada, e não queria engana-lo. Apesar de ter amado o presente eu tinha que acabar com aquilo, teria que lhe contar a verdade sobre meus sentimos pelo o rei.

— Thaile, eu preciso lhe contar uma coisa...

A cara de raiva de Thaile, que olhava em direção ao portão de entrada do estábulo, cortou o meu raciocínio e parou as minhas palavras.

—O que faz aqui?

Virei-me para ver de quem se tratava e me deparei com Thranduil nos observando parado á alguns passos de nós.

Thaile se dirigiu a minha frente encarando o rei com um ódio que nem eu mesma conseguia entender o porquê de tanto.

— Acha que eu não percebi o que pretende? – Ele alçou sua voz. – Se pensas que se casando com a minha irmã ficar fácil de aproximar-se da Annael, você está muito enganado élfo com cara de fada.

Thranduil sentiu a ofensa, percebi em seu olhar severo direcionado ao moreno quase sempre estressado, mesmo assim ele virou-se em direção a uma divisória e puxou o Alce marrom pelas rédeas, montou sobre ele e saiu do estábulo altivo como o rei que era.

— Por que o trata desta forma Thaile? – Perguntei ainda observando Thranduil se distanciar.

— Ainda pergunta? – Respondeu um pouco ríspido. — Ele só pensa nele mesmo e em mais ninguém. Se ele tentar se aproximar de você, dou a minha palavra que o mato.

Thaile era um homem feito, lindo, rico e de tudo mais. Porém, ele tinha pavio curto, qualquer que o contrariasse já era acometido pela raiva, não era a toa que ele era o melhor soldado de Gondor. Thaile descontava toda a raiva que tinha do mundo em batalha e vencia com ela todos os inimigos.

— Venha comigo a Valle, quero que veja uma coisa. – Ele disse depois de se acalmar.

Assenti sem questionar, afinal ele ainda era meu noivo.

Thaile seguiu em direção a sua casa, e eu selei a égua pra viagem e amarrei-a em uma estaca, depois fui para casa imersa em pensamento sobre como iria dizer a Thaile que eu amava o rei e não ele.

— Já cheguei papai! – Alcei a voz após abrir a porta da minha casa.

— Já te ouvi filha! – Meu pai gritou de dentro de sua biblioteca. – Tem suco e torta de morangos na mesa da cozinha!

— Sim papai!

Fui até a cozinha, cortei um pedaço de torta e coloquei-o em um pires feito de alumínio e fui comendo-o ao meu quarto.

Ao chegar lá avistei uma coisa que brilhava com os raios do Sol quando o vento a movia-a pendurada na minha janela. Segui até ela, era um colar de corrente simples, mas o pingente era impressionantemente lindo. Estendi a mão e toquei-o admirando a sua beleza, retire-o do gancho onde ele estava pendurado e baixei-o sobre minha mão, então vi um cartão sobre a mesinha abaixo da janela, me apressei em abri-lo para ler as letras perfeitamente escritas:

Este colar lhe pertence, simboliza o amor que sinto por você. Use-o e o meu sentimento estará em você, rejeite-o e tudo o que vivemos no passado, presente e nosso futuro será perdido para sempre.

Estarei na entrada da cidade, vá até mim usando o colar e saberei que me aceita, então farei o impossível para nos unir, até mesmo declinar com a minha palavra. Mas se não estiver com ele em volta de seu pescoço saberei que me rejeita, então deixarei que siga com sua vida e nunca mais me verá novamente. Seja qual for sua escolha saiba que eu te amo, eu te amo, eu te amo.

Não bastou muito para eu saber que se tratava de Thranduil mesmo não contendo assinatura no bilhete.

Apressei-me em sair morrendo de felicidade e com um sorriso largo estampado na face. Estava tão feliz que nem avisei meu pai que sairia novamente.

Corri em direção a entrada da cidade com o bilhete na mão ainda colocando o colar sobre meu pescoço. Quando estava chegando perto parei ofegante, ao longe vi o rei sobre seu Alce com sua comitiva ao redor e uma penca de pessoas com cara de bobo lhe observando.

Respirei fundo para recuperar o ar, quando dei o primeiro passo Thaile me segurou pelo braço.

— Thaile! — Falei sem esperar a presença dele.

Ele pareceu saber o que eu pretendia, pois seus olhos se encheram de fúria quando avistou o colar élfico em volta do meu pescoço, ele o segurou e arrancou-o.

— Isso me pertence! – tentei toma-lo de volta. – Me devolva Thaile seu cretino!

— Então é isso?! – Ele retrucou entre os dentes. – Como pôde me trair Annael? Como pôde?!

— Como é?! – Perguntei fingindo não entender.

— Nega que ama o rei?! – baixei a cabeça pensando como iria começar dizê-lo, mas Thaile tomou-me a carta da mão e começou a lê-la, depois continuou decepcionado e com mais raiva:

– Não é o que parece nesta carta, em seus olhos, e nem segundo o que Marjory viu esta manhã.

— O que foi que ela disse?! – Perguntei com medo, muito medo mesmo.

— Eu percebi o nervosismo nada normal da criada, e a obriguei me contar o que estava havendo. Ela me contou tudo.

Eu deveria premeditado que Marjory ,língua nervosa, não iria ficar calada sobre o que viu. Eu deveria ter ficado com ela e explicado tudo antes de ir com Thaile aos estábulos, mas já era tarde para chorar o leite derramado.

— O que vai fazer?

— Vai casar-se comigo ou seu pai, minha mãe e todos saberão que você é uma qualquer portando-se como cortesã para um rei. Ficará sozinha por toda a sua vida.

— Thranduil não permitirá que me julguem desta forma e nem me deixará sozinha. — Disse com convicção e soberba.

— Acha mesmo que aquele rei orgulhoso e metido vai querer casar-se com uma difamada e ariscar toda a sua glória e fama?

Um fogo se ascendeu nos olhos de Thaile ao dizer tais palavras, e um sorriso de vitória moldou em seus lábios.

Olhei em direção do rei pensando se seria verdade o que Thaile estava dizendo. Será que o amor do rei não seria forte o suficiente para me aceitar mesmo caluniada ou ele presaria a sua fama e me deixaria?

[Continua...]

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Notas finais
Continua, tá? ;) Até o próximo! ♥