Rei Thranduil (Em reconstrução)
16 Gotas de Desejo(capitulo da primeira versão)
Notas iniciais
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— Tire as roupas. – Ele sussurrou.
Arregalei os olhos e protestei:
— O senhor perdeu o juízo ou o quê?!
Abri os olhos e a consequência foi ver o que estava evitando ver, o corpo nú de um homem elfo irresistível. Completamente tomada pelo nervosismo e vergonha que me deixou ruborizada, virei o rosto. Thranduil aproveitou-se da situação sob uma desculpa esfarrapada:
— Não permitirei que saia neste estado e depois tenha que voltar para limpar.
— Tudo bem. – Disse após perceber que ele iria deixar-me morrer de frio a me permitir sair dali. – Mas o senhor sai primeiro, cobre a sua nudez e vira-se para que eu possa retirar as minhas. Terá que me emprestar um dos seus mantos.
Ele assentiu sem murmurar, e eu levantei-me e virei-me de costas. Ouvi o chacoalhar das águas e os passos leves do rei ao sair da tina. Virei-me para me certificar de que ele já tinha se vestido e permanecia de costas para que em fim eu retirasse as minhas roupas, e ele estava colocando sobre seus ombros o manto cinza que antes usava, virei novamente o rosto sob a vergonha de desejar toca-lo mais que nunca.
— Muito bem! Já pode se livrar do frio, se quiser.
Eu fui burra a ponto de não verificar se Thranduil estava realmente virado para que eu pudesse me despir. Sem pensar comecei a tirar minhas roupas; os cadarços do espartilho marrom, depois o vestido e a roupa de baixo.
Quando estava nua me virei e sai da tina. Quando voltei olhar para direção da cama onde estava o manto negro do rei, Thranduil já estava com ele em suas mãos. Virei de costas e desejei ter morrido de frio.
— Você disse que não iria olhar, não tem palavra? – O repreendi.
— Eu disse, mas não sobre minha palavra.
O elfo repousou o manto sobre meus ombros e eu o envolvi ainda mais sobre meu corpo gelado, era tão quente e aconchegante.
O rei me abraçou por trás e beijou a minha cabeça descendo ao meu pescoço. A sensação dos lábios dele sobre a minha pele foi como um presente após do dia infernal que tive.
— Pelos Valars, Thranduil! O que quer de mim? – Sussurrei. — Você me humilhou da pior forma possível no dia de hoje e agora está me agarrando quase sem roupas. – Tentei fugir, no entanto eu estava presa nos braços do rei.
— Por que sempre foge de mim? – Ele sussurrou em meu ouvido. – Além disso, você também me humilhou várias vezes, pelo que me lembro.
— Nada comparado ao que me fez hoje. – Ele sorriu entre um beijo em meu ombro descoberto. — Além do mais, isso não é um jogo de quem humilha mais... Por favor, me solte. Você está noivo da minha senhora. Vocês até firmaram o compromisso com um beijo. Tenha mais respeito a ela e a mim, eu ainda sou donzela.
— Eu já suspeitava que a senhorita mantivesse a inocência sobre os homens, mas fico feliz em saber pelas suas palavras. – O rei beijou o topo da minha cabeça e me virou de frente a ele:
— Quanto àquela mocinha ingênua. O que fiz foi apenas para realizar seu desejo o qual ela mesma me pediu. Aquele beijo não se compara ao que posso fazer caso eu desejasse, como agora. – Escorregou a ponta de seus dedos desde o meu pescoço. — Eu não desejo casar-me com ela, mas esta foi a única solução que encontrei para manter você próximo a mim. Você se casará com aquela criatura e eu com a irmã, estaremos na mesma família e estarei próximo o suficiente para protegê-la.
Fiquei sem saber o que dizer. Ele realmente se sacrificaria a um casamento indesejado só por mim? Era impossível de acreditar.
— Só existe uma única pessoa cujo meu amor não só se media pelo desejo, mas por algo muito maior. Os nossos espíritos eram gêmeos, e nosso corpo e coração um só. – O rei acariciou mais uma vez o meu resto e aproximou-se ficando á centímetros do meu rosto e continuou:
– Você é a única, sempre foi e sempre será. Se tivesse que escolher mil vezes a quem amar, todas as mil vezes e muito mais eu escolheria você. Minha companheira, minha esposa. Jurei amor por toda uma vida e além dela a você.
A voz do rei e seu olhar compartilhavam a mesma ternura que no dia em que eu tocara piano para ele. Eu não conseguia manter a raiva ao vê-lo daquele jeito, mas eu não poderia iludi-lo nem me iludir.
— Thranduil, eu não sou a... – Tentei falar, mas ele me impediu repousando seu dedo indicar em meus lábios.
— Você possui uma marca de nascença em suas costas, um pouco à baixo de seu ombro, uma marca branca na forma de uma Lua crescente. Você gosta de biscoitos de leite e bolo de morangos com creme. Você odeia quando tentam lhe impor algo, mas ama ser livre. Você é teimosa quando quer uma coisa, mas sabe desistir para um bem maior. Gosta de livros porque acha que uma mulher dotada de inteligência e sabedoria poderá conquistar até reinos. Deseja se casar com aquele que conseguir abrir os cadeados dos portões fechados do seu coração.
— Como... – Parei olhando nos olhos do rei completamente atônita. – Como sabe de tudo isso?
— Da mesma forma que conheço a minha esposa em sua segunda vida, minha aranel, minha Elen Aurë. – O rei sussurrou enquanto acariciava a minha face.
Eu não tinha palavras. De certo que ele poderia descobrir sobre as outras coisas, mas sobre a minha marca de nascença apenas meu pai e eu sabíamos, mais ninguém.
— Deixe-me ver a marca.
Eu estava tão extasiada que me virei para que ele olhasse sem dar conta que ele teria que baixar a manga do manto para poder vê-la.
O rei baixou a manga do manto dos meus ombros e puxou os meus cabelos para o lado, ao avistar a minha marca de nascença acariciou-a com os dedos.
— Não resta dúvida, nenhuma mais. – Ele beijou meu ombro, com a outra mão em minha cintura me aproximou mais em seu corpo de uma forma que me senti presa sobre toda sua musculatura. – Porque não se lembra de mim? Por quê?
Eu não iria contar dos sonhos para o rei, não queria alimentar mais as suas suspeitas ou as minhas dúvidas sobre o que Legolas e ele tentavam me convencer.
— Por favor Thranduil, me solte. – Implorei extasiada com seus beijos e dedos deslizando pela parte das minhas costas descoberta.
Sem atender o meu pedido, o rei virou-me de frente a ele:
— Não fugirá de mim, não mais.
Ele aproximou-se lentamente e recostou seus lábios quentes e macios aos meus. Não protestei, eu queria beija-lo, sentia meu corpo gritar por ele da mesma forma que ele a mim.
Os lábios do rei se moviam lentamente aos meus apreciando cada precioso instante como se eles fossem acabar a qualquer momento. Fui me entregando aos poucos a sua mão sobre a minha cintura que me apertava sobre seu corpo nu por baixo daquele manto, enquanto a outra em minha nuca enroscava seus dedos em meus cabelos molhados, e aos lábios de sabor doce que se movimentavam cada vez mais com desejo à medida que eu aprendia a molde de seu beijo.
Elevei as minhas mãos para tocar seu peito e uma delas alcançou a parte descoberta de seu manto semiaberto, escorreguei a minha mão mais para dentro do manto dando espaço para a minha outra mão.
O rei parou de me beijar, recostou sua testa a minha permanecendo com os olhos fechados, depois fez carícias em meu nariz usando o seu próprio.
— Você enfeitiçou o meu corpo e espírito. – Ele fez uma pausa e suspirou em seu profundo desejo. Ainda ofegante sussurrou. — Eu te amo, ardentemente.
Não esperei que ele me beijasse novamente, elevei uma de minhas mãos para seu rosto e puxei para que sua boca tocasse novamente os meus lábios. Ele me beijou com todo o seu ardor.
Ficamos ali por alguns instantes comprimindo os nossos corpos um ao outro enquanto os lábios dele tocavam a pele do meu rosto, pescoço, ombros e lábios, e suas mãos apertavam os meus quadris enquanto ao mesmo tempo me comprimia. Eu sentia um membro rijo por dentro de seu manto um pouco abaixo de seu ventre. Me dei conta que pela primeira vez eu estava sendo tocada por um homem, ainda mais elfo, pior ainda, um rei. Pouco sabia sobre os homens, mas eu sabia que ao senti-lo naquele momento o desejava cada vez mais.
Thranduil me pegou no colo e levou à cama, repousou-me nela com cuidado e depois se deitou ao meu lado, fechou o manto negro semiaberto sobre meu corpo, me beijou com ternura e disse:
— Você me faz perder o juízo, perder o meu controle. – O rei me beijou novamente. Quando parou, suspirou e sussurrou:
— Você não imagina o quanto a desejo. O quanto sinto falta de tê-la totalmente entregue a mim. Mas, embora você me pertença, não posso tocar em seu corpo, não até que se lembre de mim. Desejo leva-la a Lothórien para que Galadriel pertencente ao mesmo sangue élfico que o seu, providencie a volta de suas memórias. – Fiquei calada enfeitiçada pela àqueles olhos ternos e por sua voz calma e serena, e pouco me importei com a história das memórias ou a senhora Galadriel. – Agora descanse. Ficará aqui comigo esta noite. Descanse.
Thranduil me fez deitar-se sobre seu peito, me envolveu com o cobertor e seus braços.
Pela primeira vez me senti protegida de verdade, segura sobre os braços de quem eu a poucas horas considerava um estorvo arrogante. Eu verdadeiramente o amava e não restava mais dúvida. Mas o que me deixou mais feliz foi saber que ele também sentia o mesmo. Em poucos instantes eu adormeci.
Naquela noite um novo pesadelo me atormentou. Desta vez me vi em meio de um exercito de Orcs em uma batalha sangrenta, quase impossível de se vencer. Eu lutava com duas espadas nas mãos e meus movimentos eram de uma habilidade invejável, no entanto, senti quando uma espada perfurou meu coração causando-me uma dor insuportável, e um grito estridente e agudo rasgou a minha garganta e ecoou no caos. A ultima coisa que eu ouvi foi o eco de outro grito desesperado, “Elennya!!!”.
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