Rei Arthur

11 Capítulo 11


Notas iniciais
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Capítulo 195 – A Última Batalha do Rei Arthur parte 1 – Merlin recebe Bors no Outro Mundo No día 13 de abril de 457, os exércitos do rei Arthur e de Lancelot colidiram em Camlan, que ficava a cerca de cinqüenta quilômetros a oeste de Bernoic, reino governado por Lancelot. O Cavaleiro Branco preferiu surpreender as tropas de Arthur neste local por ser um desfiladeiro repleto de montanhas. Do alto das montanhas, os arqueiros comandados pela ex-rainha Guinever teriam mais chance de matar os soldads de Arthur e suas encontas podiam esconder vários soldados que empreenderiam ataques surpresa. Esta era a única forma de contrabalançar a vantagem numérica de Arthur, que comandava oitocentos homens contra apenas duzentos liderados por Lancelot. E a princíppio, funcionou.

O exército de Arthur sofreu com deslizamentos de rochas, flechas e ataques surpresa e na primeira hora de combate, cem homens do lado arthurianno sucumbiram, mas aos poucos, o grande rei foi tomando o controle da situação e posicionou suas tropas no meio do desfiladeiro, miinimizando os danos que os deslizamentos de terras e as flachas faziam. Das encostas das formações rochosas, saíram três grupos de cerca de cinqüenta espadachins para se chocar com as tropas de Arthur. Num deles, o cavaleiro Gawain viu seu ex-companheiro da extinta Távola Redonda, Bors. Virouu para o tia Arthur e disse:

- Ele é meu. Lancelot matou meu irmão Gaheris e em troca, executarei o primo dele.

- Te diverte, Gawain – autorizou Arthur.

Gawain então colocou seus hmens contra os de Bors e se pôs na frente dele dizendo:

- Vais pagar pelo que teu primoo fez.

- Então é assim que acabamos, Gawain? Arthur não luta mais por causas honradas, só se importa com seu orgulho. Não é mais o bom rei que conhecemos e pelo qual derramamos nosso sangue tantas vezes.

- Essa tua conversa é para me amolecer? Pois bem, falaste de sangue, hoje derramarás todo o teu aqui.

Bors encarou o ex-amigo e suspirou com tristeza:

- Nunca entendi esta tua lealdade a Arthur, Gawain, já que ele matou teu pai, mas soubestes que Arthur inutilizou meu pênis? Arthur hoje é tão mau quanto Mordred.

- Mereceste teu desstino, Bors, e tua história termina aqui.

- Parece que segues Arthur até na loucura, Gawain. Então, está certo, lutemos.

Gawain deu vários golpes no escudo de Bors com sua maça e milagrosamente, o cavaleiro resistiu aos ataques de alguém bem mais forte. Gawain se cansou, baixou a guarda e Bors cortou a parte desprotegida de sua perna direita. O Cavaleiro Casto falou a Gawain:

- Volta para casa, Gawain, não ganhas nada aqui!

Mas o cavaleiro tinha um gênio forte e disse:

- Só volto quando derrotarmos vocês e devolvermos Bernoic aos francos. Eles governavam bem melhor que tu e teu primo.

Este foi um terrível insulto, pois os francos tinham matado toda a família de Bors. O Cavaleiro Casto se enfureceu:

- Satisfarei teu desejo de morrer, Gawain.

Bors avançou em cima do caído Gawain e lhe deu vários golpes de espada em seu escudo, mas não conseguiiu fazer o cavaleiro largar a arma defensiva. Mirou então em suas pernas e ia decepar a perna esqueda de Gawain. Gawain percebeu a pausa do adversário e sabia que ele atacaria suas pernas. Esperou o golpe e encolheu as pernas no último instante.

Executou esta manobra perfeitamente e quando baixou o escudo, viu Bors abaixado com a espada no chão. Enfiou sua espada entre as costelas de Bors e o rasgou de uma ponta a outra do tórax.

Bors, que foi um dos quatro cavaleiros que acharam o Santo Graal (ao lado de Arthur, Galahad e Percival), teve uma terrível morte lutando contra o rei que serviu durante toda a vida.

Lancelot e Lionel ouviram os gritos de Bors e ambos fizeram um movimento para vingar o cavaleiro, mas a vontade de Lancelot foi mais forte:

- Em muitos aspectos, ele foi mais meu irmão que teu, Lionel. Deixa que eu o vingue.

Lionel encarou o primo e disse:

- Faça-o, promo Acaba com o maldito Gawain.

Muitos espíritos presenciavam a batalha, pois naquele dia, muitos dos que ali estavam lutando sairiam do mundo dos vivos para adentrar o dos espíritoss e entre eles estava o fantasma de Merlin. O bruxo tinha uma missão para cumprir, mas sentiu que Bors, seu ex-protegido, morreria e o recebeu:

- Estou morto? Bors questionou.

- Sim – respondeu Merlin.

- Ainda posso ajudar meu primo?

- Não. Estás em outro plano agora e terás que descobrir as leis que o regem antes de poderes voltar a ajudar os vivos.

- Que pena.

- Vem comigo, Bors. Te levarei a um local iluinado. As gerações futuras irão exagerar os atos de Arthur, Lancelot e Gawain, mas para mim, fostes maior que todos eles.

- Obrigado, Merlin.

O feiticeiro então levou Bors para o tal local iluminado e o partiu.

- — Para onde vais? Questionou Bors.

- Garantir o legado da Távola Redonda.

Notas finais
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