Rei Arthur

2 A morte do rei arthur


Notas iniciais
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Capítulo 203 – A Morte do Rei Arthur O rei Arthur sangrava em bicas. Qualquer guerreiro honrado o deixaria se recuperar, pois ele não tinha condições de combater, mas Mordred não se importava. Atacava seu próprio pai com fervor. Num golpe de sorte, conseguiu lhe dar um soco e derrubá=lo. Tentou furá-lo no chão com a espada, mas Arthur se mexeu para o lado no momento certo.

O monarca tentou ficar em pé, mas não conseguiu. Sua perna direita estava quebrada e uma vez no chão, seria difícil que ele levantasse. Porém, Arthur era um veterano de guerras e sabia que ainda podia contar com uma perna, dois braços e uma espada.

Morderd fez novo selvagem ataque, mas abriu a guarda e Arthur cortou seu abdômen. Um ferimento leve, mas que causou imensa dor ao Cavaleiro Sem Coração. Ele voltou a atacar seu pai deitado, mas não conseguiu ultrapassar sua guarada, pois Arthur ainda era um grande guereiro.

Mordred se cansou. Pegou um punhado de terra do solo enquanto Arthur tentava novamente se levantar e jogou a sujeira em seus olhos. Mordred se divertiu ao ver seu pai em dificuldades e não resistiu em mangar dele:

- Cego, sangrando e com uma perna quebrada. Este é um fim digno para o senhor, papai.

O cavaleiro então foi para cima do rei. De seu lado, Arthur esperou o momento xaeto e lhe cortou a perna esquerda. Mordred gritou. Arthur o alertou:

- Te afasta, filho, finalmente me conveste a te matar!

Pela primeira vez em quase cinqüenta anos de inimizade, Arthur falava em matar o filho. Mordred sania que a situação era séria, mas não voltou atrás. Retomou o ataque.

Arthur pouco conseguia abrir os olhos cheios de poeira, mas se defendia. No entanto, suas forças começaram a fraquejar e ele abriu a guarda por um instante. Foi o que ordred precisou para cravar a espada em sua barriga. Arthur balançou Excalibur na direção de Mordred, mas ele se desviou habilmente.

Ambos pararam a luta para entender o que tinha acontecido. Mordred então gargalhou e gritou:

- Lancelot não furou nenhum de teus órgãos vitais, pai, mas eu, sim. Já matei muitos homens para saber quando perfurei um instestino. Estás morrendo, papai. Hahaha!

Arthur então encarou o céu e murmurou:

- Vou para junto de Gawain, Tristão e Percival, mas assim como eles, vou morrer lutando...

O monarca então fez um esforço sobre-humano e saltou. Coseguiu ficar em pé. Mordred parou de rir e teve que enfrentar a velocidade dos reflexos do pai, que rapidamente o cortou no pulso esquerdo e na perna esquerda. Os cortes doeram, mas Mordred entendia que não passavam dos últimos berros de um moribundo. Foi para trás e explicou ao pai que já tinha dificuldadess de ouvir:

- Excalibur já não mais te protege, pai. Tu a usaste para um fim egoísta e ela não te salvará. Meu plano teve êxito e agora cheguei à última parte dele: teu fim.

Mordred então deu dois passos para trás e se impulsionou para frente, voltando a perfurar a barriga do rei Arthur. O soberano deu um gemido. Mal conseguia ficar em pé. Dava socos nas costas do filho como uma moça indefesa bate num estuprador e Mordred se entretia. Tinha esperado a vida por este sinistro momento e agora cantava rodando sua espada no abdômen de seu pai; Só que Mordred fez um erro fatal: subestimou Arthur.

O rei guardou sua últimas energias e pela última vez em sua vida, usou a Excalibur. A enfiou no lado esquerdo do tórax de Mordred. O Cavaleiro Sem Coração berrou e ouviu seu genitor:

- Este ferimento é fatal, Mordred! Se conseguires sair daqui a tempo, ainda te salvarás, mas não tens competência para isso. Centenas de homens estão lutando aqui! Jamais cuidarás de teu ferimento a tempo. Estamos quites!

Mordred se enfureceu e disse:

- Nada disso, pai! Queria te dar uma morte lenta, mas já te derrotei! Isso é tudo que importa!

E o Cavaleiro Sem Coração decepou a cabeça do mais lendário dos reis. O crânio de Arthur rolou para longe e foi esmagada pelos pés de centenas de combatentes, enquanto Mordred cortava sua camisa e tapava o buraco de seus abdômen com ela. Após ter feito os primeiros socorros em si próprio, Mordred se levantou para se salvar, mas foi impedido por um jovem que lhe disse:

- Te remendasse o bastante para lutar? Pois bem, me enfrenta!

- Sai da minha frente, idiota! Com a morte de meu pai, sou o novo rei da Inglaterra!

- Nada disso! Eu tenho mais direito ao trono que tu! Não passas de um bastardo invejoso. Eu sou o filho do rei Arthur e Guinever!

- Gwydre? Perguntou Mordred.

- A seu dispor, maninho! Agora, levanta tua espada e me enfrenta! Te mostrarei que sou o líder da nova geração da realeza britânica e que aprendi com os erros de meu pai e da Távola Redonda1 Não terei piedade de ti!

Notas finais
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