Regular Show Desde O Começo.
16 Esperança.
Notas iniciais
Com quanto tempo definimos se uma amizade vale mesmo a pena? Para mim demorou apenas duas semanas. Achar um amigo que pode se considerar como um irmão é difícil e perceber que levou tão pouco tempo é inacreditável.
“Obrigado, Mordecai se não fosse por você eu não teria enfrentado meu pior medo.”- O garoto sorriu para mim, um sorriso de alegria. Aquele muito difícil de acontecer, aquele especial.
“Rigby eu só te disse á verdade, e você soube aproveita-la.”
“Mesmo assim, te considero como um sexto irmão.”
“Há ha, um irmão irritante né?”
“Com certeza.”
“E você me ensinou que a esperança é mais forte que o medo Rigby." – O garoto olhou feliz para mim, como se fosse a obrigação dele me ajudar.
Eu vou explicar desde o começo.
~.~
Minha amizade com o Rigby se tornava cada vez mais intima, aquelas amizades que já conta segredos. Como naquele dia na escola.
Estávamos sentados no pátio da escola conversando. Eu Só observava o Valentão mostrando as suas habilidades, se achando a ultima bolacha do pacote. Quantas vezes eu já sofri na mão desse garoto, principalmente quando eu era novato. Para ter uma ideia ele repetiu a quinta serie umas seis vezes. Vai ser burro assim.
Sempre vindo do líder do grupo o Cody. Sim, um nome muito estranho para um valentão da escola. O mesmo tem esse nome, pois foi uma homenagem á sua vó que morreu traficando para o México. Imagina uma velhinha traficando? Hihi só e pensar vem àquela sensação de risada. Por isso ele veio implicar com a gente...
“Oque você está dando risada, MordeBunda?”- Sim, esse garoto me chama de Mordebunda. Nunca vi um apelido para intimidar tão ruim assim. E mais uma vez sofri por causa das risadas.
“VOCÊ ESTÁ RINDO DA MINHA CARA?”- Ele apontou o dedo na minha cara, ele tá achando que é minha mãe?
“Calma cara, Mordecai não fez nada.”- Agradeço o Rigby se intrometer, mas, vai sobrar para ele.
“Eu não falei com você novato!”
E nisso Cody deu uma risada maléfica para seus amigos.
“Vamos relembrar os velhos tempos Mordebunda, seu amigo novo vai participar também.” Engoli a seco oque ele disse, já sabia oque iria acontecer com a gente.
Cody e seus amigos nos arrastaram até o mastro da bandeira e nos deixaram pendurados apenas com as nossas cuecas. Deu o sinal, e estávamos lá, presos. Pura humilhação.
“Você não deveria ter se intrometido Rigby.”
“Amigos são para essas coisas.”
Eu ainda não estava ao certo da minha amizade com ele, mas depois dessa soube que ele está disposto á tudo pela a minha amizade.
“Posso saber por que você estava rindo da cara daquele bundão?”- Rigby.
“O nome dele é em homenagem á vovozinha traficante dele. Que morreu no México.”
Rigby olhou seriamente para minha cara e perguntou já não segurando a risada.
“Serio?”
“Serio.”
“Você está brincando comigo.”
“Não.”
“...”- Ele começou a segurar cada vez mais as risadas.
“Imagina uma velhinha traficando para o México.”- Rigby não se segurou depois disso, ele gargalhou bastante alto para o Cody e seus amigos escutarem.
“Foi oque eu pensei.”- ele disse gargalhando.
De longe eu avistava o Cody nos observando, ele queria saber o motivo das gargalhadas. Mas no meu caso queria agora provoca-lo.
“SABE, ELE PARECE UMA MULHERZINHA. COM ESSE NOME DE VOVOZINHA!”- Cody já explodia de raiva depois que eu gritei para o pátio inteiro.
“PARECE MESMO, CODY É UMA VOVOZINHA TRAFICANTE.... NÃO PERA DE TRAFICANTE ELE NÃO TEM NADA! ELE É UMA VOVOZINHA MEDROSA!!!!”- Me surpreendi com o Rigby, que tinha entendido o meu plano de provocar o Cody.
O garoto se enfureceu de tal forma, que no clímax do momento resolveu nos buscar do mastro. Só que, não foi ele que nos colocou lá foram seus amigos.
Só observei aquele tonto cair do mastro, pois nem subir ele sabia. Uma cena vergonhosa para o mesmo, ainda mais que estavam filmando.
“O titulo do vídeo vai ser: Fui bancar o esperto e me lasquei.”- Rigby gritava para o publico que já se acumulava no pátio.
“Não é mais fácil tacar uma régua?” – Disse ao mesmo que continuava tentar subir no mastro. Cody tem uma mania de tacar réguas nos outros durante a aula daí veio o meu argumento.
“AHHHH EU VOU PEGAR VOCES!”
“JÁ TÓ VENDO.”
“OHHHHHHHHHH!!!!!”- Rigby gritou ao meu lado, e aquela fala que ele disse foi bastante divertida pois tirou bastante paciência do Cody. Resolvi tentar...
“OHHHHHHHHHHH!!!”- Nos dois gritávamos e balançávamos as mão no alto no sentido de fazer o adversário (Cody) ficar muito bravo.
Foi quando eu ouvi alguém conhecido chamar o Cody, olhei na multidão e vi um pequeno avestruz com uma jaqueta vermelha. Era o Chad, um colega meu.
“Vamos esperar eles descerem, assim pegamos eles.”- Infeliz juro que já estávamos mais íntimos eu já o chamava de amigo. Agora Chad você faz isso?
“Você tem razão conquistador132.”
Eu olhei para o Rigby e perguntei, sabendo que o garoto não teria a resposta:
“Conquistador132?”- O garoto olhou confuso para mim, como eu já o imaginava não sabia.
Cody e seus amigos incluindo a traíra do Chad. Estavam sentados esperando nos descermos. Como eu atraio sorte um passarinho sobrevoou aqueles infelizes e aliviou suas necessidades bem na mira da cabeça do Cody. Para aproveitar também no traíra do Chad. Os dois saíram correndo feito mariquinhas. Rigby e eu só nas gargalhadas.
~.~
Além da “cagada” do Cody, o dia foi completamente inútil. No final da aula convidei o Rigby para ver o por do sol à tarde.
“Não posso amigo desculpa, tenho que ajudar a minha mãe em alguns negocinhos.”
“Okay.” Falei meio decepcionado, queria mostrar o lindo por do sol para o meu atual melhor amigo.
Fomos juntos para casa e nos separamos assim que chegamos á mesma. Adentrei direto ao meu quarto nem cumprimentei os meus pais e comecei a escrever no meu diário. Precisava detalhar todos os fatos da humilhação de Cody hoje na escola. Estava escrevendo na maior tranquilidade sobrevoando os meus pensamentos quando sou surpreendido pelo meu pai que abriu a porta bruscamente, com os olhos pesados e vermelhos como se ele estivesse chorando.
“Mordecai?”- Ele ajoelhou no chão e apoiou sua cabeça no joelho, chorando desesperadamente. Ajoelhei-me na sua frente e puxei seus braços para que ele olhasse nos meus olhos.
“Oque foi Pai, porque está chorando?”
“Não.... Não é real.”
“Oque não é real?”
“NÃO É REAL MORDECAI, NÃO PODE SER.”
“Como assim.”- eu tentava o acalmar de todas as formas.
“Sua mãe... não pode ser.”- Foi aí que eu me preocupei mais ainda.
“Oque tem a mamãe?”
Ele se apoiou na cama e com muito custo se levantou, segurou o meu braço e me levou até o seu quarto.
Abrimos a porta cuidadosamente e lá estava, minha mãe deitada em uma cama pálida, como a neve. Ao lado dela estava um medico... Algo estava errado e tinha a ver com o chilique que o meu pai fez.
Corri, não voei em direção á minha mãe. Sentei ao lado dela e segurei a sua mão. Meus olhos já não seguravam mais as lagrimas. Ela olhava com aqueles olhos vagos para mim, seus olhos estavam fracos ela não conseguia nem me olhar direito.
“Morde..cai?”
“Sim, mãe.”
“Eu sinto muito.”
“Porque mãe, porque você está assim?”
“Filho.... Cof Cof.. Eu deveria ter contado para vocês antes.”
“Oque aconteceu?”
Meu pai chorava olhando para mim, nem ele conseguia me explicar. E minha mãe não tinha forças o suficiente para falar, olhei para o doutor que estava com a cabeça abaixada.
“Doutor oque houve com a minha mãe? Diga-me, por favor.”
“Mordecai...” Ele deu uma grande pausa antes de voltar ao assunto. “Sua mãe sofre de uma terrível doença.”
“Que doença.”- Chorando.
“Sua mãe tem um terrível câncer, ela tinha somente três anos de sobrevivência. Mas, a doença se espalhou e agora só deus sabe...”
Olhei para a minha mãe não acreditando no que o medico disse, e com muito custo ela sinalizou um sim com a cabeça. Coloquei minha cabeça no tronco dela e chorei como nunca, como se fosse o fim do mundo. Dava para sentir a roupa dela ficar molhada com as minhas lagrimas.
Acreditar estava impossível, eu iria ficar sem a minha mãe? Aquela pessoa que sempre me apoiou que me deu a luz... A mulher mais maravilhosa desses mundo? Minhas lagrimas se misturavam com a minha angustia. Chorei como um recém-nascido no colo de minha mãe. Eu sabia que não haveria esperança.
“Não há como... salva-la?”- Meu pai agonizava com cada palavra que dizia.
“Se há chances dela sobreviver, sim há. Mas, não aqui. E sim na cidade.”
“Então vamos para a cidade!”- Gritei, estava disposto á tudo para salvar aquela pessoa que eu amo.
“é complicado, tem que arranjar ambulância, leito de hospital e etc.”
“Eu pago eu faço de tudo!”- meu pai gritava cada vez mais alto.
“amanha ligarei para o meu amigo da cidade para preparar tudo. Se der certo, amanha á noite partiremos para a cidade.”- Sim, podemos salvar minha mãe.
~.~
Não consegui dormir direito á noite, agarrado á minha mãe como se ela fosse á ultima pessoa do mundo. E ao outro lado estava o meu pai que dormir segurando fortemente a mão dela. Tive vários pesadelos, e todos eram em perdê-la.
No outro dia, não estava com vontade nenhuma de sair do lado da minha mãe. Mas a fome desesperada me tirou do lado da mesma. Meu pai já tinha ido trabalhar, precisava de dinheiro suficiente para pagar á ambulância.
Corri o mais rápido que pude engoli o cereal tudo de uma vez. É bem capaz de eu passar mal mais tarde, mas quem se importa só quero passar o máximo de tempo possível com a minha mãe. Toca a campainha, é bem provável que seja o meu pai.
Ao abrir a porta me surpreendo.
“RIGBY?”- O garoto estava com um tremendo olho roxo chorando.
“mor... de..cai”- o garoto chorava cada vez mais. Eu o ajudei á entrar em casa, e coloquei-o deitado no sofá.
“Diga-me Rigby oque houve?”
“Morde..cai, eu preciso de ajuda.”
“Me conte, eu posso ajuda-lo.”
“Você pode?”
“Posso rig, sou seu melhor amigo e melhores amigos ajudam um ao outro.”
O garoto abriu um leve sorriso, quase invisível. E me abraçou, um sentimento me levou a tona. Rigby é como um irmão para mim.
“Mordecai, eu estou com medo.”
“Do que Rigby?”
“Do meu pai.”
“Do seu pai?”
“Sim, meu olho está desse jeito por causa dele.”
Eu sabia que os pais dele brigavam, mas, de chegar a esse ponto? Fiquei surpreendido.
“Rigby é verdade seu pai te bateu?”
“Sim, ele estava brigando com a minha mãe. Ele iria bater nela mas eu entrei na frente...”- ele interrompeu para chorar mais um pouco.
“Rigby, você protegeu á sua mãe?”
“Sim, ela é tudo para mim. Se ela eu não conseguiria sobreviver neste maldito mundo.”
Nem percebi e as lagrimas já escorriam do meu rosto. Ao lembrar que minha mãe é capaz de morrer por causa da doença.
“Porque você está chorando?”
“Por nada, por nada...”
“Mordecai vamos fazer assim. Você me conta oque houve com você e eu te conto oque houve comigo.”
Ele olhou para mim no ara de esperança, o garoto queria muito ajudar e eu também queria muito ajuda-lo.
“Está bem Rigby.”
“Eu começo... Desde que eu me conheço por gente meus pais sempre brigavam. Mas, com o passar do tempo se tornava cada vez pior. Ele começou á bater nela e eu nunca fazia nada... eu tenho medo dele, ELE É UM MOSTRO. Eu só queria salvar minha mãe desse mostro como os super-heróis fazem.”
Eu dei um grande suspiro antes de falar, a situação é bastante delicada.
“Rigby, você deveria enfrentar de uma vez esse monstro. Por você e por sua mãe.”
“Você está certo, eu preciso enfrentar os meus medos...”
“Eu sempre estou certo Rigby.”
O garoto soltou uma lagrima de alegria que me deu uma alegria no coração.
“Sua vez Mordecai...”
Meus olhos se encheram de lagrimas, não queria encher o Rigby com as minhas desgraças.
“Rigby é complicado...”
“Eu sou seu amigo e tenho á obrigação de te ajudar.”
“Rigby, eu estou sofrendo. Eu vou perder a minha mãe.”
“Como assim Mordecai?”
“Minha mãe sofre de uma doença terminal e não se sabe quanto tempo ela ira sobreviver... eu não sei oque eu vou fazer...” lagrimas e mais lagrimas escorriam do meu rosto. Rigby á enxugou-as e olhou profundamente para mim.
“Mordecai, há esperanças de a sua mãe sobreviver?”
“Sim, mas são mínimas. Não tem chance Rigby, não tem.”
“Posso te dizer uma coisa Mordecai, sua mãe tem chances de sobreviver e você deveria acreditar nelas.”
“Mas são chances quase impossíveis, eu estou com medo.”
“A esperança é á única coisa mais forte do que o medo. Eu li isso uma vez em um livro e carrego comigo todos os dias, eu acho que você também deveria carrega-la.”
“Rigby... Eu vou ter que ir para a cidade para tentar salva-la.”
“Tentar não, e sim conseguir.”
“Eu quero.... eu quero...”
“Oque você quer Mordecai?”
“Eu quero que você vá comigo.”- As palavras saíram da minha boca, mas, Rigby é como um irmão para mim e ele me apoia tanto.
“Mordecai, eu vou. Por você.”
“E seus pais.”
“Minha mãe não é problema. Agora com o meu pai. Já está na hora de enfrentar o mostro.”
Nos abraçamos como grandes irmãos, posso ter certeza que uma amizade dessas eu vou levar para a vida toda.
~.~
Rigby enfrentou seu pior medo, o seu pai. Se tornou corajoso, mostrando para a sua família que não era mais aquela menininho indefeso que chorava nos cantos da parede. E eu, posso dizer que por causa dele eu tenho esperanças e eu vou salvar a minha mãe.
Agora estamos sentados no sofá esperando as malas ficarem prontas para irmos para a cidade, salvar a vida da minha mãe.
Continua...
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