Regras Do Amor

1 Capítulo 1 - Péssimo começo.


Notas iniciais
Hey, espero que gostem da história. Beijooos

\"\"

“Cupido_do_amor23, meu vizinho novo vizinho é o maior gatinho. Acho que foi amor a primeira vista. O que eu faço?

Com amor, vizinha apaixonada.”

“Cara vizinha apaixonada,
Nesse caso a melhor coisa a se fazer é chegar nele. Por que não usa o famoso truque da xícara de açúcar? Ele é ótimo para quebrar o gelo. Assim você pode conhece-lo melhor e ele a você. ;)
Beijos cor de rosa, Cupido_do_amor23.”

- E...acabei. -exclamei e ergui minhas duas mãos para alto comemorando o fato de ter acabado de responder as 21555 mensagens de garotas (e garotos) desesperadas para uma de minhas dicas. Não que eu não adorasse isso. É o meu trabalho. Mas chegar em casa depois de um longo dia no colégio e ter que responder todas essas pessoas não é para qualquer um não.
— Finalmente. Glória a Deus. -gritou Harry se jogando de costas em minha cama.
— Ah, por favor. Nem demorei tanto. -resmunguei e abri uma nova aba no navegador logo escrevendo a url do facebook.
— Não demorou? Eu cheguei aqui já faz duas horas e você nem ao menos me deu atenção. — Dei uma risada alta, mas parei ao ser acertada por uma almofada voadora. Harry era praticamente meu irmão, nos conheciamos desde quando eramos pequenos e sempre fomos melhores amigos. Ele é a única pessoa do universo que sabe meu segredo. Que eu sou a Cupido_do_amor23. Esse é o meu maior segredo e Harry é a única pessoa ao qual o confiei. Ele até mesmo chegou a me ajudar em alguns casos especiais.
— Ownnn, ele está carente. -disse fazendo uma voz de bebê e indo em direção a Harry que havia ficado totalmente vermelho. Me sentei ao seu lado na cama o abranssando de lado e continuei — Que foi Merenda? A Jess te deu um chute na bunda de novo, foi?
Harry revirou os olhos e bufou me fazendo cair na gargalhada. Ele odiava quando o chamava de Merenda (apelido que lhe foi dado quando ele tinha 8 anos de idade e era um gordinho que comia direto. Ele sempre interrompia a professora para lhe perguntar quantos minutos faltavam até o horario da merenda. por isso o apelido).
— Eu odeio esse apelido. -resmungou.
— Eu sei docinho, eu sei. -sorri e beijei sua bochecha voltando para o computador.
— Ah não, não vai ficar ai no Facebook e me deixar aqui sozinho. -gritou ele se levantando rapidamente e me pegando no colo.
— Harry -gritei desesperada. Eu odiava ser pega no colo. Acho que era um trauma de infância, mas sempre que algum garoto de fogo no rabo me pegava no colo eu entrava em pânico.
— Vai me dar atenção agora?
— Vou, vou. Agora me bota no chão.-continue gritando e beliscando o braço de Harry que apenas ria. Ele me desceu segundos depois e eu me deitei ofegando no chão. — Seu babaca.- sussurrei e lhe mostrei o dedo do meio.
— Enfia esse dedo no...
— Crianças -gritou minha mãe abrindo a porta de meu quarto e interrompendo Harry que caiu na risada. — Atrapalho algo? -ela ergueu uma sobrancelha.
— É claro que não, mãe. -disse segurando o riso.
— Pode falar, Tia Carter. -Harry disse sorrindo e se jogando na minha cama. Aquela cama um dia ainda iria quebrar por conta disso.
— Tem uma pessoa lá embaixo que eu quero que vocês conhessam. Lembra que comentei de vocês que o filho do Steven ia passar uns dias aqui com a gente? — ela indagou e eu apenas assenti sendo seguida por Harry. — Bom, ele chegou e eu quero que vocês o dêem boas vindas. — Já estamos descendo, só vou pegar um casaco. -disse e minha mãe assentiu fechando a porta. — Ah, ninguém merece.
— Que foi? -perguntou Harry.
— Esse filho do Steven. Outro dia ele me mostrou uma foto do garoto, ele não passa de um pirralho de no máximo 14 anos de idade. -bufei- Já não basta ter que dividir meu computador com a Barbie vou ter que dividir com ele também.
— Esse odio todo só por conta do computador? -Harry riu-
— Não é só isso. -disse me levantando do chão e seguindo para o meu closet a procura de um casaco. — Quer dizer, ele tem 14 anos e é um menino. Eu não vou me sentir a vontade na minha própria casa.
— Steven mora aqui.
— Mas Steven é o marido da minha mãe, é diferente. -respondi dando de ombros e puxando um casaco rosa.
— Eu vivo aqui direto. Não se sente a vontade com isso? -indagou e ergueu uma sobrancelha.
— Mas você é você. -disse rindo e passando o casaco pela cabeça.
— Caso você não saiba eu também sou um menino, ok?
— Mas é diferente, Harry. — sorri.
— Como diferente? Eu tenho um pênis e ele...
— Hey, parou. -gritei o interrompendo fazendo o cair na gargalhada. — Não diga palavras sujas no meu quarto, seu tarado. -peguei uma almofada no chão e taquei em Harry não aguentando e caindo na risada também.
— Ok, ok. Parei. -disse ele se levantando de minha cama.
— Vamos logo de uma vez conhecer minha nova cruz. -resmunguei abrindo a porta do meu quarto.

[...]


— Harry, Dee. Esse é Ryan. -disse minha mãe sorrindo e com uma mão no ombro de um menino ao seu lado me fazendo arregalar meus olhos. Aquele era o Ryan?
— Ah...-olhei desesperadamente para Harry ao meu lado e o encontrei me encarando com uma sobrancelha erguida.
— É um prazer conhece-los. -a voz de Ryan invadiu meus ouvidos e logo em seguida pude indentificar um leve sotaque inglês fazendo Harry fechar a cara no mesmo instante.
— Ah.... -eu abria e fechava a boca sem parar. AQUELE ERA O RYAN?
— Dee..? -minha mãe indagou trincando os dentes me fazendo balançar a cabeça e voltar a realidade.
— É um..p-prazer conhec-ce lo -disse e me xinguei por dentro por ter gaguejado. Minha mãe olhou para Harry e o mesmo rolou os olhos logo sussurrando:
— Bem vindo..
— Obrigado. -disse Ryan me fazendo sorrir ao ouvir sua voz. Que deus grego era aquele?
— Bom, Ryan você vai ir ao escritório de seu pai agora? -perguntou minha mãe voltando sua atenção para Ryan e me dando tempo de beliscar levemente a mão de Harry.
— Ai -resmungou ele me olhando-
— Oh meu Deus, -sussurrei para ele que logo fez uma cara de tédio- ele é...lindo.
— Yuuuhul. -disse ironicamente.
— Sim, sim. Você quer uma carona? -respondeu Ryan a minha mãe e eu belisquei Harry novamente.
— Ele tem um carro! -sussurrei pra ele animada.
— Seria ótimo. -disse minha mãe e então se virou para mim — Dee, se lembre de passar no mercado e comprar absorventes noturnos. Eu esqueci que seu fluxo é forte e comprei o normal, querida.
Olhei para Harry que estava segurando a risada e então para Ryan que estava do mesmo jeito que Harry.
AI MEU DEUS MÃE.
— Atá...claro. -sussurrei atonica. Eu não acredito que ela disse isso na frente do Ryan. O Harry não era o problema, ele já tinha ouvido coisas muito piores. Mas ela falou isso na frente do Ryan...CARAMBA MÃE.
— Bom, vamos indo, Ryan. Tchau crianças.
— Tchau Tia. -Harry respondeu sorridente e acenando para ela enquanto ela passava pela porta de entrada junto com Ryan.
— Eu não acredito. -disse pausadamente e logo em seguida corri pro meu quarto me jogando na cama em seguida. Harry logo apareceu na porta se apoiando de braços cruzados na soleira. — Então...-sussurrou me fazendo o olhar- fluxo forte?
— HAAAAAARRY! -gritei o tacando uma almofada e o fazendo rir.
Péssimo começo de paquera.

Notas finais
Deixem seus comentários e até a próxima.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.