A União Dourada é quando o Grande Mestre convoca todos os cavaleiros de ouro em momentos de adversidades. Todos os cavaleiros responderam ao chamado. Tao espera que todos venham imediatamente de onde quer que eles estejam.

O primeiro a chegar é um ser quase que monstruoso, com seus 2,30m e 150 kg. A cada passo que ele se aproximava parecia um tremor digno de um abalo sísmico.

— Como sempre o primeiro a chegar, não é? Aurakas de Touro. — Diz o Grande Mestre ao guardião da segunda casa.

— Desculpe a demora, parei para ajudar os moradores do Santuário. — Diz Aurakas. — Mas não fui o primeiro a chegar Grande Mestre, sinto o cosmo de outro cavaleiro de ouro presente além de mim.

— Não se preocupe Aurakas. Cheguei agora também ,mas eu pensando que havia me escondido bem. — O ser que fala isso, monstra apenas seus olhos com um brilho vermelho. — Tenho que melhorar muito minha furtividade ainda.

— Sei, Elrophin de Peixes. Mas seu cosmo sempre me causa algum temor, muitas das vezes confundo você com um inimigo. — Diz Aurakas.

— E sua justiça inabalável que não tem duvidas me irrita profundamente, Aurakas. — Fala Elrophin sem medir suas palavras.

— Chega disso. Não estamos aqui para discutir sobre o que achamos um dos outros mas sim como agir nesta situação. — Diz Naxus de Leão,com seu ar imponente e autoritário.

— Deixem-los interagir, Leão impetuoso, só assim os sentimentos negativos poderam ser manifestados e assim expurgados – Agora fala um velho homem com um aspecto de samurai antigo.

— Perdoe-me mestre Sidarta de Virgem. — Diz Naxus ajoelhando-se perante Sidarta, o segundo cavaleiro mais antigo, beirando aos seus 76 anos de idade.

— Não peça desculpas por ser você mesmo Leão impetuoso. — Diz Sidarta a Naxus.

— Mas também deve concordar comigo que não é nem hora de ensinamentos e nem de rixas pessoais. — Diz Aurus de Sagitário, o portador das asas douradas. — Nossos amigos, servos e protegidos estão morrendo lá fora e não podemos apenas ficar aqui parados. Temos que entrar em ação para protege-los desse mal que desconhecemos.

— Questionas a autoridade do Grande Mestre, Aurus? Se eu fosse você teria vergonha. — Adentra agora o guardião da primeira casa, o maior paranormal de todo o Santuário. — Ele já passou por tantas situações que nem todas as experiências passadas por todos nós se equipariam ao que ele já passou.

— Ora, ora, Lithos por que não chegou aqui mais cedo? Isso aqui já estava ficando chato sem você. — Diz Aurus com bastante insolência. — Mas retomando ao assunto inicial. Mestre Tao, por que não nos dá nossas ordens e nos deixa partir?

— Nem conhecemos nosso inimigo e você já quer lutar, você morreria no décimo sexto combate meu caro Aurus. — Ao mesmo tempo que a voz surge, aparecem vários cristais de gelo no ar. — Devemos primeiro conhecer nosso inimigo para depois vermos a melhor abordagem ou tática.

— Até concordo com você em parte Victor. — Adentra nesse exato momento Arkam de Gêmeos.- Mas enquanto isso, inocentes padecem com nossa demorada e tardia decisão.

— Grande Mestre, que história é essa que devemos ficar aqui enquanto os cavaleiros de prata e de bronze lutam contra nossos inimigos? — Entra um jovem cavaleiro exaltado. — Isso é inadmissível, nossa missão é de proteger o Santuário. Me mande logo para a luta.

— Kensui, modere seus modos. — Um braço se coloca na frente dele. — Devemos nos controlar nos momentos caóticos como esse, para que assim, nossos seguidores não se aflijam com nossas preocupações.

— Eu era feliz e não sabia quando era o cavaleiro de escultor. — Diz Kensui a Grael de Capricórnio com serio pesar.

— Todos já estão aqui. — Diz o Grande Mestre.

-Não, ainda falta o Dincht de Câncer, o mais poderoso dentre nós, excluindo o senhor. ” Grande Mestre. — Diz Lithos.

— Não se preocupe, eu mandei Zion de Altar para explicar a situação a ele pessoalmente. — Diz Tao a todos os cavaleiros presentes.

— Por que Dincht tem todo esse tratamento, ele pode ser o segundo cavaleiro mais poderoso do Santuário mas ainda é um cavaleiro e deve respeito a hierarquia . — Diz Kensui revoltado.

— Acalme-se Escorpião impaciente, todos nós queríamos estar no lugar dele mas ele é o mais habilitado de todos nós para auxiliar os cavaleiros de prata e de bronze. — Diz Sidarta. — Não por que ele é o mais poderoso mas sim por que seu poder vem de sua necessidade maior do que a nossa de proteger as pessoas custe o que custar.

— Sidarta está certo. — Diz Tao de Libra. — Mas vou coloca-los a par da crise que nós passamos. Há exatamente 130 anos atras, houve uma guerra santa contra Hades a qual, muitas pessoas morreram, e qual eu sobrevivi. Graças aos esforços dos cavaleiros e da própria Deusa, Hades e suas tropas foram selados, mas o selo deveria durar 200 anos, até o próxima reencarnação da Deusa reaparecer neste mundo, para assim garantir a sobrevivência do mundo mas o selo foi rompido antes. E devemos nos confrontar contra Hades sem Athena, e a própria Nike, a deusa das vitórias. … literalmente os humanos versus um Deus.

— Quer dizer então que temos que derrotar um Deus da linhagem do próprio Zeus sem a ajuda divina de Athena e de Nike? — Diz Victor, nervoso pela primeira vez em sua vida.

— Isto é suicídio!!! — Diz Kensui. — Eu li muito sobre a Guerra contra Hades, na biblioteca do Santuário. Apenas o Grande Mestre sobreviveu ao embate, até a reencarnação de Athena morrera com o esforço de aprisionar Hades.

— O pior não é isso Kensui. — Diz Lithos de Aries. — Se não podemos aprisiona-lo por que somente um deus pode aprisionar outro, então...

— Temos que mata-lo. — Completa Aurus.

Todos param por um momento, e o pensamento é coletivo. “Como matar um Deus?”

— Isso é praticamente impossível. — Diz Arkam.

— Arkam tem razão. — Diz Naxus. — Por mais que eu confie na minha força, matar um deus esta além de minhas capacidades.

— Não há outra escolha. — Quem fala agora é Grael. — Sendo possível ou não temos que tenta-lo, ou alguém aqui tem uma idéia melhor?

— Grael esta certo.- Diz Aurakas. — Afinal, nossa sina é morrer lutando contra o mal.

— Agora é o momento de ver quem tem a maior vontade, os humanos ou os deuses? — Diz Elrophin.

— As minhas ordens são as seguintes: os cavaleiros de bronze devem guardar o Santuário custe o que custar; os cavaleiros de prata vão para o inferno junto conosco para lutar contra os espectros e nós cavaleiros de ouro vamos matar Hades pessoalmente. — Ordena Tao com a autoridade que Athena o concedeu.