Regina em: Um Conto De Natal
3 Decepção
Notas iniciais

Todo elenco do teatro estava muito desesperado com aquele ato horrível de Regina, Archie o malabarista estava tão nervoso com tudo aquilo que implorava a ajuda de Branca pra que ela pudesse resolver aquela situação, o problema era que ele falava tão rápido que a Branca De Neve não conseguia entender nada.
Branca De Neve: Calma Archie, fale mais devagar, eu não estou entendendo nada.
Archie: Você precisa falar com a Regina.
Ruby: Por favor; você a conhece a muito tempo.
Bela: Ela só escuta você.
David: A Regina não dá nem um passo sem falar com você. Você é a única que pode faze- lá mudar de ideia sem que todos sejamos despedidos. Não é Branca?
Branca via que seus amigos contavam com ela, então ela acreditou que talvez havia esperança para cada um deles e que certamente poderia convencer Regina de desistir daquela ideia terrível.
Branca De Neve: É. Mantenham seus planos, eu vou falar com a Regina.
Então criando coragem, Branca resolveu falar com a Regina, decidida ela foi direta ao camarim dela, assim que entrou e fechou a porta, ela tentou argumentar com a Regina que estava sentada se maquiando frente ao espelho, tendo Pongo sentado aos pés dela.
Branca De Neve: Olha Regina, falando sério você não pode fazer...
Mas logo é interrompida por Regina, pois a mesma havia escutado tudo que o elenco e Branca De Neve haviam conversado e logo ela rebateu Branca De Neve demonstrando pouco interesse em suas opiniões:
Regina: Então a Regina não dá nenhum passo sem falar com você? Por acaso eles pensam que estamos grudadas?
Branca De Neve: Regina?!?!
Regina: Eu sou a estrela aqui.
Branca De Neve: Você está exigindo que eles desistam do Natal, eles fizeram planos, eu fiz planos.
Regina: Planos maiores do que o meu concerto? Perguntou ela muito ofendida.
Branca De Neve: Sim. Eu vou viajar amanhã pra minha casa, a família inteira vai estar no jantar de Natal deste ano. Isso não acontece desde que éramos crianças, você mais do que ninguém devia saber o quanto isso é importante pra mim.
Regina: Sabe o que deveria ser importante para você, eu. Quando eu fui descoberta eu poderia ter escolhido qualquer figurinista de Londres para minha companhia, mais eu insisti que fosse você. Minha amiga mais antiga, eu fiz isso.
Branca De Neve: Eu sei que você fez e...
Regina: E você não dá valor, ah mais eu já esperava isso nos momentos difíceis sei que posso contar com uma pessoa de verdade, eu. A mamãe sempre me dizia num mundo cruel, somente os cruéis se dão bem.
Branca De Neve: O mundo não é cruel, você vai dar ouvidos ao que Cora falava Regina?
Regina: Minha mãe era brilhante, se não fosse por ela eu não estaria aqui agora e você também não. Mais se não consegue dar valor a isso talvez não devesse mais trabalhar aqui.
Branca De Neve: Regina, não me diga que você está me ameaçando me despedir? Perguntou Branca chocada.
Regina: Eu vi que você está costurando coisas que não são para o concerto, acha que trabalhar no melhor teatro de Londres não é o suficiente pra você, teve que pegar um trabalhinho por fora.
Branca De Neve: O quê???? Não, não é o que está pensando. Branca de neve tentava se justificar
Regina: Prove isso, mostrando um pouco de dedicação, guarde a árvore, tire os enfeites e pare de cantar essas músicas. E se prepare para trabalhar hoje a noite, amanhã e durante a semana toda. Quem reclamar vai para casa, quem der um pio sobre o natal está fora, incluindo você. E para terminar de cumprir suas ameças, Regina foi até em direção a porta e gritou.
Regina: Será que todos entenderam?
E ao abrir a porta, Ruby, Bela, David e Archie caíram no chão um por um. Eles estavam ouvindo tudo atrás da porta e deram de cara com uma Regina de cara séria e um Pongo que dava rosnadas ferozes. E todos começaram a concordar com as exigências de Regina, pois apesar de tudo não queriam perder seus empregos, então não tiveram outra alternativa senão aceitar.
David: Sim...
Ruby: Nós...
Bela: Já entendemos.
Archie: Oui, oui. Respondeu o Archie em francês.
Regina virou o rosto dela em direção a Branca, e notou que a mesma demonstrava estar decepcionada com a atitude da mesma, então Regina sem entender aquela expressou perguntou.
Regina: O que foi? Por quê está me olhando assim?
Branca De Neve: Não imagina o quanto me entristece ver você desse jeito, feliz Natal Regina. Branca respondeu a ela de forma triste
Porém Regina não suportando mais aquela ladainha, respondeu nervosa:
Regina: Eu disse para não repetir mais essa palavra, é a última vez que eu quero ouvi-lá.
Assim que Regina fechou a porta bruscamente, então aparece do nada uma visita inesperada, era uma mulher ruiva que usava um vestido branco, entrava toda sorridente na sala, ela era a Zelena a irmã de Regina, quando avistou Branca De Neve ela desejou um feliz Natal, mas a mesma a respondeu de uma forma triste e silenciosa. Zelena até estranhou aquela atitude, mais fingiu que não havia notado e achou melhor não perguntar, então ela foi em direção ao camarim de sua irmã, assim que entrou encontrou Regina distraída penteando os cabelos que nem reparou que Zelena a contemplava ou sequer sentiu a presença dela. Já fazia muito tempo que não se viam, e com bastante alegria dentro daquele coração Zelena exclamou:
Zelena: Feliz Natal irmãzinha.
Porém, Regina se manteve calada e fingiu não ter ouvido o cumprimento da irmã, então Zelena pra quebrar aquele clima frio que estava ali entre elas começou a dialogar:
Zelena: Então minha irmã como tem passado?
Regina: Eu vou bem, obrigada. Respondeu Regina secamente
Zelena: Sabe Gina, eu vim aqui porquê eu tenho uma novidade pra te contar.
Regina: Então deixe de rodeios e me diga porque veio aqui e qual é o motivo da sua visita.
Zelena: É que eu a família da Branca resolvemos fazer uma ceia de Natal, e eu gostaria que você estivesse conosco amanhã. Assim você aproveita pra conhecer o Roland e a Robin, os seus sobrinhos.
Regina: Isso não será possível Zelena. Regina queria acabar logo com aquela conversa pois sabia no que ia dar, todos os anos Zelena a convidava pra passar o feriado na casa dela e toda vez a resposta era a mesma: não.
Zelena: Mas por quê?
Regina: Porque amanhã estarei bastante ocupada, dentro de duas semanas eu estarei lançando um novo concerto aqui no teatro. Além do mais, você sabe muito bem o que eu penso sobre esse feriado ridículo.
Zelena: Regina, o Natal não é um feriado ridículo, é uma época em que nós celebramos a paz, a amizade, a harmonia, a boa vontade e o amor entre os homens.
Regina: Amor, Zelena? Em todos esses anos que estivemos juntas, nunca aprendeu com a mamãe que o amor é uma fraqueza Zelena?
Zelena: Não acredito no que estou ouvindo, onde está aquela Regina que conheci a muitos anos, aquela menina alegre e gentil que apreciava e tinha o espírito de Natal dentro do coração.
Regina: Aquela Regina se foi, e em seu lugar está uma rainha, não uma rainha qualquer mais uma estrela grandiosa da ópera. Será que você não percebe Zelena? eu não sou mais aquela menina que você costuma ver, agora eu sou famosa por toda Londres e porque não dizer também por toda a Inglaterra.
Zelena: Eu não estou te entendendo Regina.
Regina: Pois eu vou explicar a você, hoje eu tenho uma grande carreira, estou cercada de pessoas que me admiram, tenho feito muitas conquistas, possuo bastante riquezas e eu posso comprar de tudo o que alguém poderia querer desde vestidos bonitos até as jóias mais caras. E quanto a você, se contenta com tão pouco, vive morando num casebre perto da floresta sem conforto algum, você tem bastante talento para a dança, poderia ser uma grande dançarina e poderia estar comigo nos palcos tendo fama e sucesso aos seus pés. Mais ao invés disso você escolheu ser uma simples professora de alunas desleixadas e se casou com um lenhador pobretão que não tem aonde cair morto.
Zelena: Olha Regina, em primeiro lugar eu sou uma mulher muito feliz e realizada, em segundo lugar eu não moro num simples casebre como você pensa; eu moro numa fazenda que apesar de ser simples é bem confortável e aconchegante. Em terceiro lugar eu gosto muito do que eu faço e amo ensinar as minhas alunas e em quarto lugar o meu marido não é um lenhador pobre, o nome dele é Robin e hoje ele é um carpinteiro habilidoso, além de ser um ótimo marido e um bom pai, ele me faz a mulher mais feliz do mundo.
Regina ouvia tudo de braços cruzados, e tinha em sua face uma expressão sarcástica.
Regina: Feliz? Zelena, você está me dizendo que considera a sua vida humilde repleta de felicidade?
Zelena: Sim. Você pode achar que é feliz só porque tem tudo, mais a verdade é que você só está satisfeita com o que tem Regina, e isso é satisfação e não felicidade. Você pode enganar a si mesma, mas não a mim.
Regina: Zelena, Zelena. Em todos esses anos você nunca aprendeu nada do que a nossa mãe te ensinou não é? Se não fosse por ela eu não teria chegado aonde cheguei.
Zelena: O que adiantou Regina, veja o que ela fez com você. Veja o tipo de pessoa que ela te transformou; além do fato que ela viveu e morreu como uma pessoa amarga. Esse é o tipo de vida que eu jamais gostaria de ter e se você não tomar cuidado você vai trilhar o mesmo caminho que ela.
Regina: Bem, se já acabou o seu sermão acho que já pode ir embora.
Zelena: Na verdade eu não vim aqui pra te dar sermão, eu só vim saber se você aceita ir na ceia de Natal que vai ter na casa dos Blanchard, eu e a Branca planejamos isso o mês inteiro, eu até pensei que ela já tivesse te contado.
Regina: Sim, ela me contou. Mais eu acho que a Branca não vai poder ir a essa festa.
Zelena: Ué, e por quê não?
Regina: Porque como eu disse, daqui a duas semanas eu farei um novo concerto e disse a Branca De Neve que se ela quiser continuar no emprego ela vai ter que fazer o que eu mando, em outras palavras ela não vai participar dessa festividade.
Zelena: Mas Regina, você não pode proibir a Branca De Neve de festejar ao lado da família dela.
Regina: Acho que eu não fui bem clara com você; meu teatro, meu palco, minhas regras. Eu fui bem direta com a Branca De Neve, ou ela aceita os meus termos e faz o que eu mando ou ela vai pro olho da rua. E agora se me der licença eu gostaria que me deixasse sozinha, eu estou muito cansada e eu gostaria de descansar, hoje o dia foi cheio e ainda tive que conter os impulsos da minha companhia teatral.
Zelena via que sua irmã estava obstinada, e com tristeza no olhar viu Regina virar as costas e a mesma a ignorou fingindo não notar a presença dela enquanto voltava a pentear o cabelo em frente ao espelho, então vendo que não adiantava discutir com ela disse:
Zelena: Bem, então eu já vou indo . Já que não me quer mais por perto, de qualquer forma Regina eu desejo do fundo do coração que tenha um feliz Natal.
E assim que terminou de falar, deu meia volta e saiu do camarim de cabeça baixa; assim que saiu Regina bufou de raiva e tédio, não suportava que as pessoas dissessem a ela o que fazer e não se agradava de ter que ouvir tudo aquilo que ela achava ser uma grande bobagem, enquanto escovava o cabelo falava com desdém:
Regina: Natal, humf que baboseira.
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