Regen am fenster
1 Fauler samstag
Notas iniciais
regen am fenster ⟶ law x sanji
A chuva caia sobre a cidade suavemente, fazendo um barulhinho agradável quando as gotículas batiam no vidro da janela. Uma xícara de café quente estava apoiada na mesinha de canto, já não tão cheia quando originalmente.
O céu lá fora estava começando a se tornar completamente negro. Era um final de tarde preguiçoso de um sábado sem agito. O vento uivava na rua, encoberto pela chuva. Trafalgar virou a página do livro que estava lendo, sobre anatomia humana, que ele havia adquirido a pouco tempo, por mais que o título estivesse em sua lista mental de leituras a muito tempo.
Uma luz na cabeceira iluminava as páginas, de forma com que Law conseguia enxergar as palavras do texto sem forçar a visão.
O homem desviou seus olhos do livro por um segundo, quando a porta do quarto rangeu, revelando uma figura loira ao lado do batente.
Sanji vestia um suéter creme úmido. O cabelo loiro estaga molhado, assim com a calça social. Ele tremia, suavemente.
— Boa noite. — Law cumprimentou o namorado, sorrindo para ele. Sanji arrancou a parte de cima das vestes, a jogando no chão. — Dia ruim?
— Não. Talvez. — Ele riu, se aproximando da cama. — O velhote me dispensou mais cedo, mas essa chuva me matou. Tive que correr da estação até aqui, cheguei encharcado. — Ele fez uma careta. Law abandonou o livro, temporariamente, o apoiando sobre as coxas cobertas por um cobertor grosso.
— Poderia ter me ligado. Eu não me importo em o buscar.
— É sua folga do plantão, Law. — Sanji revirou os olhos. — Eu só preciso de um chá quente, um banho e cobertores grossos. Assistir uma comédia romântica também, parece um bom final de sábado.
— Eu vou ferver a água. — Law afirmou, enquanto Sanji se livrava das roupas molhadas. O homem mais velho passou a mão sobre as costas nuas do parceiro, deixando um beijinho sobre a nuca. Sanji se arrepiou com o contato quente dos dedos de Trafalgar em sua própria pele gelada.
Em poucos minutos, Sanji estava de volta ao quarto, com uma xícara de chá com mel e uma camiseta branca larga cobrindo o torso. O ruído da chuva caindo sobre Berlim continuava, embalando Law na leitura novamente.
O cozinheiro puxou os cobertores do lado vago da cama, aproximando seu corpo do homem tatuado. Ele traçou com a ponta dos dedos o peito dele, seguindo os desenhos de tinta preta marcados na pele dourada. Os cabelos loiros estavam espalhadas sobre o ombro do namorado, úmidos pelo banho. Law não se importou.
— Filme? — Ele perguntou, tirando os olhos das páginas do livro para olhar de soslaio para Sanji. O cozinheiro negou, estendo a xícara vazia para o namorado, que a colocou sobre a mesinha de canto.
Sanji escorregou a cabeça para o peito de Law. As pernas dos dois homens estavam emaranhadas sobre as cobertas, fugindo do frio do inverno europeu. Trafalgar levou os dedos para os cabelos de Sanji, fazendo um carinho suave sobre os fios clarinhos. A outra mão passava pela cintura do namorado, servindo de apoio para que Law mantivesse o livro que lia aberto e a altura dos olhos.
— Leia. Eu estou cansado, de qualquer forma.
A chuva continuava a bater sobre o vidro. O frio e o vento estalavam lá fora, mas dentro daquele apartamento haviam apenas Sanji e Law, dois amantes, aproveitando da companhia silenciosa um do outro, no fim de um sábado preguiçoso e massivo.
E Trafalgar sabia, quando abaixou os olhos e viu Sanji cochilar relaxado sobre o seu peito, que aquilo era tudo o que ele precisava.
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