Regaining the love
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Não pensei duas vezes e subi na sua garupa.
– O que uma moça está fazendo na rua essa hora?
– Eu fui na casa da Caroline, a gente está preparando a festa do Sam.
– Festa? Uau. – ele deu uma pausa e continuou – Você tem sorte de eu estar chegando da casa da... Da... – ele disse baixinho: – Nossa qual o nome dela?
– Eu que vou saber? – falei.
– Ah, da Skye.
– Nossa, espero que você não tenha esquecido meu nome.
– Claro que não, Lizie... Quero dizer, Elizabeth.
– Skye é a sua namorada?
– Não. Não sou de namorar.
– Entendi. – coloquei o capacete – Agora pode me levar para casa?
– Calma, a noite está só começando... Tá com fome?
– Não. – menti.
– Sei... – ele deu partida na moto – Vamos comer.
– Mas... – não dava mais para falar, ele estava andando muito rápido.
Não sou acostumada a andar de moto, meu pai não pilota desde a adolescência quando teve um pequeno acidente, a partir de então só dirige carros.
Fiquei com medo de cair, mas não ia me dar a liberdade de segurar em Damon.
Não demorou muito para ele parar a moto, mas o lugar que ele me levou não era nem um pouco parecido com a minha casa.
– Eu disse que quero ir para casa, porque me trouxe aqui?
– Porque eu estou com fome.
– Mas eu não.
– Você não engana ninguém. Pela sua cara você seria capaz de comer qualquer coisa que passar na sua frente.
– Tudo bem... – me rendi – Estou com um pouquinho de fome.
– Sabia. Agora escolha o que você quer, aí eu te levo para casa.
Escolhi um x-bacon e ele escolheu um cachorro quente, nós compramos um refrigerante e dividimos.
Enquanto comíamos, Damon estava tentando puxar papo.
– E a tal festa?
– O que tem?
– Onde vai ser?
– Na casa da Caroline.
– Pertinho da minha casa então. – ele pegou o refrigerante – Vai tomar mais refri? – a garrafa de 500ml estava quase vazia, ele tomou a maior parte.
– Não, obrigada. – falei – Não gosto muito de tomar refrigerante.
– Isso é bom. Mantém seu corpinho.
Olhei para ele carrancuda.
– Desculpa. Foi só uma brincadeirinha. – ele riu.
– Olha Damon, nós vivemos em dois mundos totalmente diferentes. Até ontem você nem sabia que eu existia e agora fica aí fazendo gracinhas. – me levantei e peguei minha bolsa. – Eu te agradeço, sério mesmo, se você não tivesse aparecido eu nem o que teria acontecido, mas não aja como se fôssemos amigos.
– Qual é Elizabeth, vai sair assim? – ele levantou também – Espera que eu vou te levar pra sua casa.
– Não precisa, eu sei o caminho. – coloquei o dinheiro em cima da mesa e saí da lanchonete.
– Espera aí que está na minha vez de falar.
Me virei e ele estava chegando perto de mim.
– Por que você é assim hein? Só porque eu fiz uma brincadeira com você, você já ficou toda nervosinha. Por que você não deixa as pessoas se aproximarem de você?
– É assim que eu sou e se você quiser continuar falando comigo, vai ter que aceitar.
– Eu faço esse sacrifício. – ele deu um sorriso de lado. – É só não dar esses ataques de novo – ele riu. – Ainda posso te levar para casa?
– Tá bom.
Ele pegou a moto e me levou em casa.
– Obrigada – falei assim que chegamos.
– De nada. – ele pegou o capacete em minha mão e foi embora.
Entrei e meu pai estava na sala vendo TV.
– Oi pai. – falei.
– Oi Lizie, demorou hein?
– Eu estava na casa da Caroline.
– Estava sim...
– O que foi pai? – sentei ao lado dele.
– Eu vi a “Caroline” lá fora de moto.
– Ah – droga – O que tem? Só ganhei uma carona.
– Tá bom, eu vou acreditar em você. Posso pelo menos saber quem era?
– Damon – fiz careta.
– Pensei que você não fossem amigos. – ele estava segurando para não rir.
– Não somos, é que houve um probleminha e ele me ajudou. Só isso.
– Ok.
– Boa noite, pai. – não queria mais falar sobre isso.
Assim que saí da sala pude ouvir uma risada abafada.
Subi, tomei um banho e me deitei. O outro dia seria a festa do Sammy.
No sábado, enquanto eu estava tentando decidir que roupa eu iria à festa, ouvi meu pai conversar com alguém. Fui ver quem era.
Antes de chegar na porta do quarto dele eu parei para ouvir a conversa. Eu sei que isso é errado, mas estava muito estranha a conversa.
– Quando nós vamos nos encontrar de novo? – meu pai falou ao telefone. – Aqui em casa não dá, minha filha ainda não sabe. – ele deu uma pausa e continuou – Eu tenho medo da reação dela, meu bem.
Eu não estava acreditando no que eu estava ouvindo.
Entrei no quarto com raiva e meu pai tirou o celular do ouvido, mas não desligou.
– O quê? Minha mãe morre e você está saindo com outra mulher? Como pôde fazer isso comigo... E com a mamãe?!
– Espera aí Elizabeth, eu mereço ser feliz também. Eu amava muito a sua mãe e você sabe disso, mas você quer que eu passe o resto da minha vida sozinho?
– Tudo bem – eu estava me acalmando. – Vai pelo menos me dizer quem é ela?
– O nome dela é Jenna.
– Hmm... Então tá. – me virei para a porta – vou me arrumar.
– Aonde você vai?
– Na livraria. – fui para o meu quarto, troquei de roupa e saí.
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Cheguei na livraria e Sarah estava lá, fui falar com ela.
– Oi Sarah – a cumprimentei.
– Elizabeth! – ela me abraçou – Oi!
– Como vai?
– Estou bem e você?
– Também.
– Já leu o livro?
– Ainda não. Ando muito ocupada esses dias, eu e minha amiga vamos fazer uma festa surpresa pro nosso amigo, eu queria que você fosse.
– Oba! Adoro festa – ela riu. – Quando que vai ser?
– Hoje. – ri envergonhada.
– Tudo bem, eu vou. – ela sorriu.
Passei o endereço e o horário a ela.
– Que bom, é perto da minha casa.
– Te vejo lá, até mais.
– Até.
Voltei para a casa, eu ainda tinha que decidir que roupa eu iria. Não podia ficar muito na cara que eu iria a uma festa, porque Sam não é idiota, ele ia entender.
Decidi ir com um short desfiado, minha camisa do The Beatles e meu all star... Isso é algo que eu usaria para ir à casa da Care.
Tomei banho, lavei meu cabelo e comecei a me arrumar. Já está quase na hora combinada.
Não fiz nada extraordinário no cabelo, apenas deixei secar naturalmente e joguei pro lado.
Liguei para o Sam.
– Ei. – falei quando ele atendeu.
– Oi, Lizie.
– Já está pronto?
– Estou, só não entendi porque a gente tem que ir até a casa da Caroline.
– Ela nos chamou pra ir lá, além do mais, ninguém tinha nada melhor para fazer, então...
– Tudo bem.
– Já estou saindo de casa. Beijo. – desliguei.
Peguei meus óculos e fui até a casa do Sam. Não era muito longe da minha então demorei uns 10 minutos.
Antes de chama-lo, mandei mensagem para Caroline avisando que eu havia chegado na casa do Sammy
Toquei a campainha e ele me atendeu.
– Vamos? – falei.
– Sim. – ele trancou a porta e nós saímos.
Não demorou muito para chegarmos na casa da Care.
Sammy bateu na porta, estava tudo escuro lá dentro.
– Você tem certeza que ela está em casa? – ele perguntou.
– Tenho.
De repente a porta se abriu e as luzes se acenderam.
– SURPRESAAAAAA! – todos gritaram em um coro.
Sam me olhou com cara de quem não estava entendendo nada.
– Feliz aniversário, Sammy! – pulei em cima dele e o abracei muito forte.
– Obrigado, sua doida! – ele retribuiu o abraço.
– Ei, larga ele, tá na minha vez – Caroline falou e riu – Pm cima dele e o abracei muito forte.
roupa eu iria. arabéns, Sam! – ela também o abraçou.
– Eu não acredito que vocês fizeram isso – ele falou.
Entramos e ele cumprimentou todos que estavam presente.
Fiquei conversando com o pessoal, foi quando vi Sarah chegando com um cara, fui cumprimenta-la.
– Sarah! – acenei – Que bom que você veio.
– Ei! Esse é o meu namorado.
– Oi Stefan – ele era da minha sala, um dos amigos de Damon.
– Oi Elizabeth.
– Vocês já se conhecem?
– Estudamos na mesma sala. – ele falou.
– Ah sim. Aqui, eu trouxe meu irmão tem problema?
– Claro que não! – falei.
– Ei Sarah, achou alguma bebida por aí? – um garoto chegou perto da Sarah, deve ser o irmão dela. Eu podia jurar que já ouvi essa voz.
– Nós acabamos de chegar, calma. – ela falou – Deixe-me te apresentar à minha amiga: Elizabeth, esse é meu irmão: Damon. Vocês já devem se conhecer. – ele se virou assim que ela falou meu nome.
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