– Vamos pra uma balada?

– Não curto baladas, Damon.

– Então vamos tomar um sorvete!

– Tudo bem.

– Vou passar ai na sua casa agora. Daqui a pouco eu chego aí.

– Tá bom, tchau. – desliguei.

Coloquei uma roupa qualquer e desci para esperar Damon chegar. Mas antes eu tinha que falar com meu pai.

– Pai, vou sair com Damon.

– Tudo bem. Hoje eu tenho plantão no hospital, então quando você chegar eu não vou estar em casa.

– Está bem, pai. Mas o senhor só volta amanhã cedo?

– Sim. Se você quiser chamar a Care para dormir aqui com você...

– Não, pai, tá tudo bem.

Alguém bateu na porta. Deve ser Damon.

Meu pai foi na frente e atendeu.

– E aí, Damon.

– Oi Alaric. Como vai? – Damon estendeu a mão e meu pai o cumprimentou.

– Bem, vamos entrar?

– Não, obrigado.

Fui até a porta.

– Tchau, pai. – dei um beijo em sua bochecha – Não vou demorar.

– Tudo bem, tchau.

Damon e eu fomos caminhando até a moto.

– Então, tudo bem?

– Estava até você ligar.

– Pensei que fôssemos amigos.

– Amigos não beijam outros amigos.

– Amizade colorida, ué.

– É bom ver você sorrindo. – chegamos na moto e ele me entregou o capacete. – Agora vamos.

Subi na moto e partimos.

Chegamos na sorveteria, compramos dois sundaes e nos sentamos na praça logo em frente.

– Você está me conquistando, sabia? – ele falou enquanto tomávamos o sundae. – Eu quero deixar tudo bem claro, eu estou realmente gostando de você. E você pode não admitir, mas eu sinto que você também gosta de mim. E mesmo que eu esteja enganado sobre isso, eu estou determinado a conquista-la.

Fiquei sem reação. O que eu poderia falar? Eu fiquei tão nervosa que deixei meu sorvete cair em cima dele.

– Ai meu Deus, me desculpe, Damon. É que isso é muito para a minha cabeça. – peguei um guardanapo e limpei a roupa dele.

Ele não parava de olhar para mim.

– O que foi? – perguntei.

– Só vontade de te beijar. – ele falou e eu tenho certeza que fiquei corada.

– Para com isso...

– Quer ver um filme? – ele perguntou, mudando de assunto.

– Não dá. – falei – Você tem que parar com isso. Você nem me conhece e já tá falando que gosta de mim.

– Esse é o problema: você não deixa as pessoas de aproximarem de você, não deixa elas te conhecerem.

Pior é que é verdade. Mas é porque parece que todas as pessoas que eu amo se afastam de mim... ou morrem.

– Se abra comigo, Elizabeth... Deixe as emoções fluírem...

Comecei a chorar.

– Eu nunca chorei pela morte da minha mãe... – falei em meio às lágrimas. – Eu tento parecer forte, mas está difícil.

Damon me abraçou e falou:

– Não é crime nenhum chorar. – ele viu que eu não parava de chorar e perguntou – Quer que eu te leve para casa?

– Quero.

Ele me levou para a casa. Cheguei lá e meu pai já havia saído.

– Quer que eu fique aqui com você?

– Quero.

Subimos para o meu quarto e nos sentamos.

– Então... O que você gosta de fazer?

– Ah, ler livros, tocar guitarra...

– Não brinca! Você toca guitarra? – ele ficou surpreso.

– Sim, é o meu passatempo preferido. – levantei e mostrei minha Gibson Les Paul.

– Nossa, que foda. – ele pegou e começou a “tocar”.

– Você é péssimo.

– Você podia me ensinar.

– Quem sabe um dia. – olhei para a janela e já estava de noite – Já está escurecendo, é melhor você ir.

– Posso passar a noite aqui se você quiser.

– Ai meu Deus, Damon!

– Eu estou brincando – ele começou a rir – É que eu gosto da sua reação.

– Ok, tchau, Damon.

– Tchau, Lizie – ele me deu um beijo na testa – Você vai ficar bem?

– Vou sim. Obrigada.

– Te vejo amanhã na escola.

Levei Damon até a porta e ele se foi.

Tomei outro banho e me deitei. Ainda estava cedo, mas eu estava exausta e no outro dia tem aula.

Na segunda, cheguei na escola em cima da hora. Fui logo falar com Caroline e Sam.

– Oi pessoal. – falei.

– Oi – eles responderam.

– O que houve com você na festa? – perguntou Sam.

– É sobre isso que eu quero falar com vocês.

– Então fala. – Caroline falou.

– Na festa, Damon me perguntou umas coisas e nós decidimos que vamos ser amigos... Mas logo depois ele...

– Ai meu Deus! – ela quase gritou. – Vocês se beijaram?

– Sim.

– Nossa! – disse Sam.

– Pior de tudo foi ontem... Depois que a namorada do meu pai e a filha dela foram lá em casa, Damon me ligou para me chamar pra sair.

– E você foi? – Caroline perguntou, curiosa.

– Namorada do seu pai? – Sam não estava entendendo.

– Sim, eu fui. – olhei para Caroline e depois para Sam – E sim, meu pai arrumou uma nova namorada. Até que ela é gente boa.

– Wow.

– E o que aconteceu nesse encontro? – Caroline perguntou.

– Ele se declarou para mim Care... Dá pra acreditar? A gente nem se conhece e ele já sai falando as coisas.

– Vai ver ele gosta de você de verdade. – ela falou.

– Duvido muito.

– Gente, vamos entrar. – Sammy falou.

Entramos na sala e fomos para nossos lugares. Caroline se sentava ao meu lado e Sam atrás da gente.

Paramos no meio da aula de geografia para ouvir um comunicado do diretor.

– Queridos alunos, venho informar-lhes que teremos o “IV Festival de Talentos da Mystic Falls High School”. Quem quiser se apresentar, por favor, se dirija à minha sala para preencher a ficha. Muito obrigado e tenham um bom dia.

Quando acabou o horário, Damon veio falar comigo.

– E aí, vai se inscrever?

– Ãn?

– Para o festival de talentos.

– Eu não...

– Por quê? Aposto que você toca guitarra pra caramba.

– Sei não, Damon...

– Qual é Lizie, você vai acabar com qualquer um que se inscrever. – ele riu.

– Vou pensar.

– Tudo bem, te vejo depois. – ele me deu um beijo na bochecha e saiu.

Fomos para nossa próxima aula: química.

– Bom dia, turma. Tenho um aviso importante para vocês. Como de costume, todo ano temos a nossa “Feira de Ciências”... E esse ano não será diferente, então se dividam em grupos.

Todos os anos Caroline, Sam e eu fazemos o trabalho da feira de ciências juntos.

– Quantas pessoas em cada grupo?

– Máximo de cinco pessoas.

Reunimos nosso grupo e começamos a decidir o que iríamos fazer.

– O que acha de fazermos um “torre de líquidos”?– Sam perguntou.

– Gostei – disse Caroline.

– Eu também. – falei.

– Então está decidido. – Sam começou a fazer suas anotações.

– Eu compro as coisas que vamos precisar. – Caroline falou.

– O tubo já tem lá em casa. – falei.

– Ótimo.

Continuamos conversando quando Damon veio falar comigo.

– E aí, pensou?

– Eu não sei ainda.

– Ah por favor, Lizie, por mim. – ele fez biquinho.

– Ai meu Deus, tá bom então.

– Maravilha, vamos no diretor.

– Ok – me levantei e fomos até o professor pedir permissão para sair.

Chegamos na sala do diretor e, pela cara dele, ele estranhou eu e Damon estarmos andando juntos. Mas também não é pra menos.

– O que desejam?

– Quero me inscrever no festival. – falei.

Notas finais
Deixem seus comentários!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.