Notas iniciais
E aí, gente! Como vocês estão? Espero que estejam com o modo detetive ativado porque esse capítulo vai soltar mais umas peças hahahaha Bora investigar? Espero que gostem, boa leitura :D

O pânico correu por meu corpo feito o sangue em minhas veias.

Minha vista estava turva e minhas pernas tremiam, o zumbido que soava em meus ouvidos abafavam um pouco os gritos dos convidados. Me espremia entre as pessoas passando pelos vãos mais estreitos enquanto tentava chegar até onde Edward estava.

Sentia meu coração bater forte no meu peito em um compasso fora do comum.

A sensação de estar me movendo em câmera lenta sumiu em um estalo de dedo assim que rompi a barreira de corpos assustados e encarei a cena trágica. O mármore branco dava um destaque sombrio ao sangue que escorria do corpo estirado. A poça que só aumentava reluzia por causa das inúmeras luzes espalhadas pelo salão e estava diretamente ligada a cabeça de Jéssica.

A cena me abalou por completo e precisei recuar uns passos para voltar a ter firmeza nas pernas. Aquilo só podia ser um pesadelo.

—Bella! – a voz de Edward me despertou daquele transe angustiante. Pisquei algumas vezes enquanto o via se aproximar, estava visivelmente assustado. —Tudo bem? Você está bem? – segurou meu rosto e buscou algum ferimento em mim, vi o alívio delinear seus olhos peculiares quando percebeu que eu estava “bem”.

—O que aconteceu? – minha voz saiu baixa e o murmúrio dos convidados não ajudou em nada.

Uma roda havia se formado ao redor de Jéssica que não esboçava mais sinais de vida. Seus olhos arregalados estavam tão imóveis quanto seu corpo. Um homem se apresentou como médico e enquanto Alice chamava a emergência, ele lamentou a falta de batimentos cardíacos.

No meio da confusão vi Erick se desesperar. Ele tremia enquanto falava com um Emmet irado, a pistola em suas mãos era claramente a arma do crime.

—Pessoal, a festa está encerrada. Peço que saiam com calma para não causar mais nenhum acidente. – Carlisle subiu no palco e usou o microfone para falar com todos.

Desviei os olhos dele para voltar a fitar Jéssica. Sua fantasia era apenas um capa comprida com capuz, a cor preta da peça me fazia questionar a quantidade de sangue que ela havia perdido.

Enquanto a encarava e esperava que ela desse um mero sinal de vida, não conseguia parar de lembrar do nosso telefonema de mais cedo.

—Descobri coisas sobre... Você não vai acreditar.

—O que descobriu?

—Não posso falar por telefone, não é seguro. – fez uma pausa rápida. —Preciso que arrume um jeito de eu entrar na festa para que possamos conversar. Avise o Emmet se conseguir falar com ele...

—Ok. Não pode adiantar o que é? Sobre quem é?

—Não. Podem me ouvir. – baixou um pouco mais a voz. —Mas a noite nos falamos.

—Como vou te encontrar no meio de tanta gente? Qual vai ser sua fantasia?

—Ainda não sei, vou arrumar alguma coisa aqui... Preciso desligar, eles estão me procurando. – pude ouvir vozes ao fundo. —Pode ficar tranquila que eu acho você.

Maneei a cabeça sentindo meu estômago dar voltas dentro de mim. Aquele misto de informações e acontecimentos estava me deixando completamente enjoada. O cheio de sangue, o corpo estirado a minha frente, o murmúrio das pessoas...

Eu preciso de ar!

—Quero sair daqui. – disse a Edward que felizmente percebeu o quão abalada eu estava. Ele trocou algumas palavras com Emmet, mas estava zonza demais para prestar atenção, e então seguimos para o carro.

—Você está gelada... Está passando mal?

—Não sei, eu só... – fechei os olhos quando o veículo fez a curva fechada. Meu estômago protestou um pouco mais e sabia que não ia conseguir segurar por muito tempo. —Estou enjoada.

—Já estamos chegando. – Edward segurou minha mão e beijou meus dedos.

Fechei os olhos na tentativa de aliviar um pouco tudo aquilo que estava sentindo, mas a cena de Jéssica sangrando no chão rodou feito um filme em minha mente. Um arrepio de horror correu minha espinha e preferi tentar controlar a respiração.

Tudo estava um caos. Sentia que tudo ao meu redor estava ruindo e a onipotência me abalava ainda mais.

O que estava acontecendo? Porque Jéssica estava morta? Será que tinha alguma relação com a descoberta que ela fizera?

Mal esperei Brady estacionar o carro e saltei para fora. Edward seguiu meus passos apressados até o banheiro da sala de estar, mas não deixei que ele entrasse. Ele não precisava me ver vomitar.

Convulsionei o corpo para frente e em meio a ânsia liberei tudo aquilo que me fazia mal. Com as mãos apoiadas na privada deixava meu estômago expulsar o que ele queria a cada vez que me lembrava de Jéssica estirada no chão. Sangrando. Morta.

O suor que antes escorria por minha testa secou em minha pele. Puxei um pouco de papel e limpei minha boca antes de jogá-lo na privada e dar descarga. Caí sentada no chão frio e encarei o teto de gesso branco.

Que merda tinha acontecido? Erick havia mesmo atirado em Jéssica ou fora apenas um devaneio da minha mente chocada?

Esfreguei as mãos no rosto antes de me por de pé. Meu estômago ainda estava enjoado, minhas pernas tremiam freneticamente, mas não era hora de me abalar. Eu precisava entender, ou pelo menos tentar entender o que havia acontecido.

Lavei a boca, o rosto e tirei um pouco do borrado da maquiagem com lenço umedecido antes de voltar para a sala.

Emmet fazia companhia a Edward, ele estava visivelmente irritado, mas sua raiva não chegava perto da minha.

—Você está bem? – os dois perguntaram juntos. Rolei os olhos vendo Emmet tirar a máscara que completava sua fantasia de Zorro.

—Não, eu estou péssima. – minha voz saiu mais elevada do que queria. —Quantas vezes eu disse que essa festa era uma péssima ideia?

—Agora não é hora de relembrar avisos, Bella...

—É hora sim, Emmet. – o interrompi. —Sabe, estou começando a desconfiar das suas decisões. – eu precisava por aquilo para fora. —Desde que tive aquela conversa com Jacob, que não paro de te observar e sinceramente, você me parece muito incoerente.

—Ah, por favor! – soltou os braços batendo-os ao lado do corpo. —Não está achando que estou envolvido em algo que possa fazer mal a Edward, acha?

—Não sei. – dei de ombros. —Ultimamente eu não confio em ninguém, nem em você...

—Bella, isso não faz o menor sentido, fui eu quem convenceu Edward a aceitar a proteção. – ele estava visivelmente inconformado, mas naquela altura do campeonato eu já não me importava.

—Eu me lembro, mas suas atitudes estão muito estranhas e incoerentes. – reafirmei. —Quantas vezes eu alertei sobre os perigos de fazer essa festa? Mais de duzentas pessoas vieram... – aquilo parecia ainda mais absurdo. —Todas fantasiadas... Sabe, é impossível manter o controle em ambientes assim.

—E você queria que eu fizesse o que? Que obrigasse Edward a desistir da festa? – me encarou seriamente. —Pois eu tentei, pergunte a ele se não acreditar. – apontou para Edward que permaneceu calado e imóvel.

—Concordou rápido demais. – bati o pé. —Se não conseguimos oferecer uma proteção eficiente em um jantar, imagina nesse evento. – aquilo era tão obvio que ficar repetindo estava me deixando ainda mais irritada.

—Entendo que esteja abalada pela morte de Jéssica, mas desconfiar de mim? – seu semblante magoado não me convenceu. —É exatamente isso que Jacob queria quando te disse aquelas coisas no jantar.

Se era aquilo que Jacob queria, não sabia dizer. Só não confiava plenamente mais em Emmet e tinha muitos motivos para aquilo.

—Esperem, aí. – Edward pediu se pronunciando pela primeira vez. —O que Jacob te disse?

Rolei os olhos. Ela havia ouvido tanta coisa, mas a única que prestava atenção era ao que se referia a Jacob.

—Não importa o que ele disse. O que importa é que estamos trabalhando há mais de três meses, lidando com vários atentados, e até agora nada... – me sentia absurdamente frustrada. —E agora Jéssica está morta! Vocês têm noção do quão grave está ficando a situação?

Um silêncio incomodo pairou na sala assim que parei de falar. Edward e Emmet respiraram fundo e a tensão só cresceu. Esfreguei a mão no rosto e tentei me manter mais calma.

—O que aconteceu com Jéssica? Quem atirou nela? – minha voz saiu mais baixa, mais controlada.

—Erick atirou. – Emmet contraiu os lábios. —Eu também não vi, quando cheguei ela já estava no chão... – fez uma careta ao relembrar. —Parece que ela se aproximou com a arma estendida na direção de Edward e como estava de capuz, Erick não conseguiu reconhece-la.

—Ela estava com a arma apontada para o Edward? – aquilo me deixou em choque apesar de não fazer o menor sentido. —Você viu alguma coisa? – perguntei a Edward que abria as primeiros botões da camisa social.

—A vi cair depois dos disparos. Estava prestando atenção na conversa que estava tendo com meus pais, Jasper e Alice. – Edward pareceu um pouco confuso. —Ela estava armada mesmo, mas quando olhei a mão já estava trêmula e ela caiu em seguida.

Aquilo não fazia o menor sentido. Quanto mais pensava no telefonema de mais cedo, e repassava as informações do ocorrido, mais ficava perdida.

—Isso não faz o menor sentido... – expus meus pensamentos. —Porque Jéssica apontaria uma arma para você?

—Talvez ela fosse a agente infiltrada... – Edward proferiu sem ter certeza.

—Não acho que seja isso. – Emmet disse um tanto quanto convicto. —Ela me ligou várias vezes hoje, deixou recados no meu celular dizendo que precisava falar comigo... – senti o sangue gelar em minhas veias. —Não tem lógica ela me ligar e pedir para vir na festa só para atirar em você.

Mordi meus lábios com força enquanto a indecisão me corroía. Não sabia se podia confiar em Emmet e aquilo me deixava ainda mais desagastada.

—Se ela quisesse te matar, já tinha matado. Quantas vezes ela veio para cá com Melissa?

Melissa!

—Quem está com a Mel? – o pânico quis se apossar de mim assim que o mero pensamento de ela estar desprotegida passou por minha mente.

—Sarah. – Emmet respondeu me tranquilizado um pouco. —Elas trocaram para Jéssica poder vir.

Corri as mãos por meus cabelos e me sentei no sofá. Apoiei os braços no joelho e fixei os olhos piso de mármore como se a solução dos meus problemas fosse sair de lá.

—A polícia já deve estar chegando, provavelmente vai querer ouvir todos nós. – Emmet quebrou o silêncio que se reinstalou entre nós. —Principalmente você, Edward.

—Eu vou tirar essa roupa e tomar um banho. – sua voz não escondeu o quão cansado ele estava. —Você vem, Bella?

Assenti com a cabeça. Emmet soltou um suspiro profundo e se aproximou da porta.

—Vou descer. Espero vocês lá em baixo.

Ele saiu da sala e nós seguimos até a grande suíte. Tomei o cuidado de inspecionar o quarto, os closets e o banheiro. Não queria mais surpresas aquela noite.

—Está melhor? – perguntou enquanto se despia.

—Um pouco. – soltei o ar pela boca puxando o lenço demaquilante da embalagem. —Preciso te contar uma coisa, mas tem que me prometer que não vai dizer a ninguém.

Edward parou de abrir o cinto da calça para manear a cabeça em consentimento. Respirei fundo e limpei meus olhos com o pano húmido.

—Jéssica me ligou hoje cedo. Disse que precisava falar comigo, que tinha descoberto coisas inacreditáveis. – falar aquilo para outra pessoa era absurdamente aliviante. —E agora ela está... – não consegui concluir a frase.

Edward demonstrou verdadeira surpresa com o fato, correu a mão pelo cabelo e respirou com aspereza.

—Porque não contou para o Emmet?

—Nesse momento não confio em ninguém, Edward. – repeti o que havia dito minutos antes. —Não posso correr o risco de me abrir com alguém que não esteja sendo cem por cento verdadeiro.

—Mas... Ele é o Emmet. Ele ficou no meu pé por semanas até eu concordar com a proteção... Porque ele colaboraria com a pessoa que está tentando me matar? – seu semblante era um misto de misto de emoções. Um pouco de descrença, um pouco de decepção.

—Não sei. E sinceramente, quero muito estar errada. – passei o lenço por minhas bochechas e boca. —Mas nós sempre fomos eficientes e agora tudo está dando tão errado.... – o peso em meus ombros era absurdo. —Já tem mais de três meses que estamos nisso, não temos uma pista, uma suspeita concreta, e agora... Jéssica está... Morta.

Reconhecer tudo aquilo era admitir o fracasso.

Estava tão cansada de ter que lidar com todas aquelas informações. Estava exausta!

Edward se aproximou e me puxou pela mão. Recostei a cabeça em seu peito e aproveitei a sensação acolhedora de seu abraço. Ele beijou minha testa e fez questão de me dar banho.

Passou sabonete por todo meu corpo e tomou o devido cuidado de não molhar meu cabelo quando foi lavar meu rosto. Me enrolou no roupão e colocou creme dental na escova para que eu escovasse meus dentes. Tudo isso enquanto beijava repetidamente minha testa ou pescoço.

As vezes era bom ser cuidada. Ter onde me refugiar quando tudo estava ruindo.

—Tem certeza que quer descer? – perguntou mais uma vez enquanto eu terminava de me vestir.

—Sim. Quero tentar entender o que aconteceu. – soltei o ar pela boca quando consegui, finalmente, abotoar a calça jeans.

Já tinha uns dias que eu estava me sentindo um pouco inchada e aquilo estava começando a refletir em minhas roupas. Muitas estavam apertadas.

Edward não escondeu o incomodo por minha relutância em descer, mas ele estava aprendendo a aceitar minhas decisões sem me questionar. Perceber aquela mudança, entre tantas outras, me deixava ainda mais apaixonada.

A mansão branca que sempre fora silenciosa e pacifica, estava um caos naquela madrugada. A policia já havia chegado, assim como os bombeiros, e a imprensa. Sabia que todo aquele alarde geraria uma piora considerável no nosso trabalho.

A família de Edward estava reunida no jardim. Esme hora ou outra rompia em lágrimas, e era amparada por Rosalie e Victória. Emmet, Jasper e James estavam próximos, mas conversavam entre si. Alice não escondia o quão abalada estava, mantinha a cabeça recostada no ombro de Jasper e os olhos estavam mais perdidos do que nunca.

Sabia exatamente o que ela sentia. Fazia anos que trabalhávamos com Jéssica.

—Onde está o meu pai? – Edward perguntou ao irmão.

—No salão alguns policiais. Estão esperando os peritos criminais chegarem para analisarem o corpo.

Analisarem o corpo.

Repassei as palavras sentindo um grande incomodo ao liga-las a Jéssica.

—Você está bem, Alice? – toquei seu ombro para atrair sua atenção. Seus olhos chorosos se voltaram para mim.

—Foi horrível, Bella. – murmurou ignorando minha pergunta. —Horrível... – repetiu. —Vi a bala sair da testa dela...

A descrição me deixou horrorizada. E novamente enjoada. Apertei os lábios ignorando os novos protestos do meu estômago.

—Hey, tente não pensar nisso. – Jasper pediu, apertando-a em seu abraço.

—Se não fosse o segurança, a bala teria saído da testa do Edward. – James observou sombriamente.

Estremeci só de pensar.

—Perdeu a oportunidade de ficar quieto, hein? – Emmet bufou alto.

—Ué, só falei a verdade! – ele arqueou as mãos. —Todo mundo disse que ela veio pronta para atirar no Edward.

Maneei a cabeça tentando não me apegar aqueles comentários frios e desnecessários.

—É cedo para dizer o que aconteceu, James. – Edward proferi entredentes.

—Só sei que fico inconformado ao pensar que ela trabalhava na minha casa. – continuou desperdiçando as chances de permanecer em silêncio. —Cuidando da Melissa ainda! – demonstrou ainda mais perplexidade. —Precisa dar um aumento a esse segurança, hein?

—Meu Deus, James! – Jasper o encarou com firmeza. —Será que dá para ficar quieto?

James voltou a arquear as mãos e dessa vez pareceu entender que ninguém estava afim de ouvir seus comentários ridículos.

Dois policiais se aproximaram e se apresentaram. Um era xerife, o outro investigador de homicídios.

—Queremos falar um pouco com o senhor. – o mais velho disse a Edward que prontamente assentiu com a cabeça.

—Claro, estou à disposição. – se prontificou. —Já volto, amor.

—Ok. – forcei um sorriso antes de receber um beijo rápido.

Ainda atordoada com tudo o que estava acontecendo, o vi se afastar com os dois homens.

—Onde está o segurança que explodiu os miolos da babá assassina? – James voltou a soltar palavras maldosas e foi o que bastava para eu me afastar.

Já era demais tudo o que estava acontecendo, não queria lidar com aquele tipo de pessoa insensível e sem noção.

O suor voltou a brotar em minha testa e precisei me enfiar no banheiro mais próximo, visto o regresso das ânsias de vômito.

Não tinha nada no mundo que eu odiasse mais do que vomitar. A não ser, é claro, o fato de estar completamente perdida naquela operação.

Quanto mais os dias passavam mais suspeitos entravam naquela lista e nenhuma pista aos atentados os ligava diretamente.

Primeiro Jacob, o amigo traído que apesar de parecer inofensivo não escondia a raiva que sentia de Edward. Esme, que apesar de ser uma das pessoas mais doces que eu já conheci, podia muito bem ter projetado do ódio que sentia do homem que a estuprara em Edward. Carlisle além de não ser o pai biológico podia enxergar em Edward o lembrete diário do que aconteceu entre seu irmão e sua esposa. Jasper podia muito bem ter inveja do irmão, por mais superficial que fosse esse motivo. Rosalie não tomava seus remédios há meses, podia não só ser a cabeça de tudo aquilo, como também podia estar sendo influenciada por outra pessoa... Emmet, talvez.

Por mais que não quisesse acreditar que Emmet estava envolvido naquilo, quanto mais pensava, mais acreditava que ele não queria proteger Edward. Mas o que ele ganharia com a morte dele? Porque teria armado tudo aquilo, todo aquele esquema de proteção?

Ao mesmo tempo que parecia o mais provável, parecia o mais absurdo...

Encarei meu reflexo no espelho por longos minutos. Minha cabeça dava voltas sem fim, me sentia presa em quarto escuro e não conseguia encontrar a saída.

Quanto mais eu pensava, mais dúvidas se criavam na minha mente.

Quem quer que fosse que estivesse por trás de tudo aquilo estava conseguindo jogar com todo mundo, como se fossemos peças em jogo de xadrez.

—Ah, me desculpe! – Victória pediu ao abrir a porta, sua maquiagem estava ainda mais assustadora visto os borrões que o choro criara. —Não sabia que estava ocupado...

—Tudo bem. – forcei o sorriso. —Já estou saindo.

Ela encarou um ponto fixo do piso de mármore branco e pareceu refletir. Analisei suas expressões com cuidado enquanto lavava as mãos.

—Trágico o que aconteceu, não? – perguntou ao voltar a me olhar.

—Muito. – seus olhos estavam um tanto quanto distantes.

—Ainda não acredito que essa mulher desiquilibrada estava cuidado da minha filha, morando na minha casa. – correu a mão pelo cabelo. —Eu deveria ter percebido o quão maluca ela era.

—Ela não era maluca. – proferi rápido um tanto quanto incomodada pela fala de Victória. —Pelo menos não me pareceu ser, nos breves momentos que passei com ela. – completei rapidamente ao ver a cisma em sua face.

—Mas era intrometida. Vivia se colocando em assuntos que não eram da sua conta. – sua postura ficou um pouco mais dura, um pouco mais sombria. —É isso que acaba acontecendo com pessoas que se metem a onde não são chamadas!

Pisquei algumas vezes tentando entender o que havia por trás daquilo. Ela nunca me parecera tão cruel, e até mesmo perigosa, como naquele momento.

—Vou deixar você usar o banheiro. – forcei um sorriso. —Com licença. – pedi antes de sair do cômodo.

Tentar entender sua mudança de postura me deixou ainda mais perdida. Victória sempre fora calma e gentil... A não ser que ela tivesse motivos para querer a morte de Jéssica.

Me senti feito um personagem de desenho animado que quando tem uma ideia a lâmpada se acende acima de sua cabeça no instante em que liguei os fatos.

Jéssica trabalhava na casa de Victória. Ela só podia ter descoberto algo sobre eles. Algo que os ligava diretamente aos atentados contra Edward!

Notas finais
Eeeeeeeeeeeeita que a Bella tem novos suspeitos, mas eu quero mesmo é saber de vocês... Quem é que tá tentando matar o Edward? O que fez com que a Jéssica rodasse? Acham que a Bella tá certa ou o assassino ainda não foi considerado? A única coisa que eu posso dizer é pra não confiarem em NINGUÉM! hahahahaa E as coisas vão tremerem no próximo capítulo, se eu fosse vocês comentava muuuuuito, pra quem sabe assim, eu postar antes kkkkkkk Por enquanto é isso! Espero que tenham gostado... Tenham uma ótima semana! Beijooos ♥