Notas iniciais
Oi, gente! Meu Deus, eu estou postando com muita frequência, mas é porque vocês merecem! hahaha Hoje quero começar agradecendo a Juhpolla pela recomendação maravilhosa! Obrigadaaaaa meu amor, eu amei muito e espero que goste desse capítulo... Ele é dedicado a você! Boa leitura :D

Em todos os meus seis anos de profissão, nunca tinha me perdido tanto em um caso. A cada dia que ia novas informações chegavam, mas estava praticamente impossível ligar os pontos. Parecia que estava correndo dentro de um labirinto com os olhos vendados.

Jacob, Carlisle, Esme, o pai biológico... E para completar toda aquela confusão, estava me sentindo bastante incomodada em relação a Emmet. Claro que Jacob poderia estar inventando tudo pelo simples propósito de querer fazer Edward e Emmet brigarem, mas parando para analisar os três meses de caso tudo tinha sido um completo desastre.

Já havíamos derrubado quadrilhas que traficavam armas e drogas, encontrado um dos mafiosos mais procurados do país, descoberto uma rede de tráfico humano, e agora estávamos completamente perdidos. Eu já tinha trabalhado com a maioria daqueles homens que estavam infiltrados e eles eram tudo, menos incompetentes.

A possibilidade de Emmet estar tramando contra Edward me deixava sem ar. Não queria acreditar que aquilo era real, e por mais que as chances fossem altas ainda não fazia sentido.

Porque ele armaria toda aquela estratégia de defesa se fosse de seu interesse ver Edward morto?

Minha mente não parava de trabalhar em volta de todas as respostas, e vendo-o falar com Edward, sorrindo e abraçando-o, só conseguia pensar na decepção que Edward sentiria se Emmet estivesse envolvido nisso.

—E aí, quais as novidades? – ele intercalou os olhos entre Edward e eu. —Sua mãe está melhor, Bella?

—Está, logo terá alta. – precisei me esforçar para manter a voz neutra. Não queria que Edward perceber qualquer rusga minha em relação a Emmet, pelo menos por enquanto.

—Que maravilha! – sorriu grande. —Fico feliz por você – não tive certeza se aquilo era realmente verdade. —Edward, eu já comecei a traçar um esquema de segurança para sua festa.

Cerrei os olhos sem entender.

—Festa? Que festa? – questionei atraindo a atenção de ambos.

—A que eu faço para arrecadar fundos. – Edward respondeu com um sorrisinho nos lábios.

Eu sabia muito bem dos eventos que ele fazia para levantar fundos para caridades, mas tinha a maior certeza de que naquele ano em específico fazer uma festa para mais de duzentas pessoas não era uma boa ideia.

—Não acho que seja uma boa ideia fazer uma festa quando estão tentando te matar. A pessoa pode se aproveitar disso.

—Bella, a festa vai ser aqui em casa... Tenho certeza de que o Emmet vai lotar isso aqui de seguranças. – tomou um gole do chá gelado antes de continuar. —Não há perigo.

—Mas é claro que há! – rebati rapidamente. —Emmet, se houver um agente infiltrado ele pode muito bem facilitar as coisas para a pessoa que quer ver Edward morto... Tem noção do que pode acontecer, não tem?

—Tenho, e tentei fazer seu namorado entender isso, mas você já o conhece a tempo suficiente para saber o quão teimoso ele é. – não consegui ler suas expressões para saber se estava sendo sincero ou não. A verdade é que o uso da palavra “namorado” me deixou um tanto quanto envergonhada.

—Não é teimosia, é questão de lógica. Tem mais de dez anos que faço essa festa, virou uma tradição... As pessoas podem desconfiar se eu não fizer nada esse ano. – Edward tentou justificar, contudo não foi o suficiente para me convencer.

—Nesse ponto ele tem razão. – Emmet proferiu para a minha total perplexidade.

—Inventa uma desculpa... Diz que está sem dinheiro, sei lá... – Edward rolou os olhos diante minhas palavras enquanto Emmet soltou um risinho.

—Bella, eu acabei de comprar um resort nas Maldivas por três bilhões de dólares. Qual a possibilidade de alguém acreditar que eu não tenho condições de dar uma festa? – Edward soou um tanto quanto ofendido diante a possibilidade de inventarmos aquela mentira.

Prendi o ar nos pulmões enquanto intercalava os olhos entre eles. Aquela festa era uma loucura, não tinha cabimento realiza-la diante a situação atual.

—Isso é praticamente um suicídio. – minha voz deixava claro tudo o que eu sentia. Era um misto de preocupação, medo, angustia...

—Eu concordo. – Emmet finalmente disse algo coerente. —Mas não fazer a festa pode levantar suspeitas, a pessoa que está por trás disso vai desconfiar e já estamos em desvantagem.

—Exatamente. – Edward concordou me fazendo bufar.

—Não acho que a pessoa vá dar as caras na festa, contudo, tenho absoluta certeza que ela não age sozinha. Então pode ser que o cúmplice venha e é a nossa chance de pegá-lo.

A explicação de Emmet não me convenceu nem um pouco. A verdade é que a chance de dar errado era muito maior do que a de dar certo. Aparentemente eu era a única pessoa que via isso e a única que não queria correr o risco.

O toque do celular de Edward quebrou aquele silêncio chato que havia pairado no ar.

—É o Carlisle. – proferiu de olhos na tela. —Só um instante. – pediu ao se por de pé e se afastar alguns metros pelo jardim.

Esperei que Edward criasse uma distância considerável para poder falar com Emmet. Aquela era a oportunidade perfeita para confrontá-lo.

—Emmet, Jacob me disse uma coisa naquele jantar que não sai da minha cabeça. – minha voz saiu baixa, quase que em um sussurro.

—O que? – seus olhos demonstraram interesse.

—Que você disse para ele que Edward sabia dos sentimentos que ele nutria por Victória. – Emmet manteve intacto. —E o Edward me contou o que aconteceu, disse que não sabia que Jacob a amava, que só foi descobrir depois que eles já estavam juntos.

—Você sabe que o Jacob está jogando, não é? Ele faz de tudo para causar problemas na vida do Edward. – proferiu calmamente. —Não é a primeira vez que ele tenta abalar nossa amizade.

Mordi meu lábio inferior diante suas palavras. Não sabia o que pensar, mas queria acreditar que Emmet estava falando a verdade.

—Mas vou ser sincero, Edward era a única pessoa que não via o quanto Jacob babava por Victória. Eles podem até ter se envolvido antes, Jacob nunca escondeu sua paixão por ela.

Encarei-o por um longo momento enquanto processava suas palavras. Queria muito que ele estivesse sendo sincero, mas pelo sim e pelo não, ia ficar de olhos bem abertos. Estava naquela vida há tempo suficiente para saber que pessoas mentem, articulam e interpretam muito bem.

Emmet me mostrou o esquema de segurança que estava montando para a festa de Edward e tratei de prestar muita atenção em cada detalhe. Não podia haver uma falha, não podíamos deixar uma brecha.

Ainda faltava dez dias para a festa, mas a preocupação já me consumia por dentro. Sentia que as coisas iam fugir do controle, sentia que algo ruim ia acontecer. E o pior de tudo era perceber que mais ninguém pensava como eu.

—Tudo bem se formos jantar na casa dos meus pais hoje? – Edward perguntou quando voltamos para o quarto.

Assenti com a cabeça ao me sentar nos pés da cama. Eu teria concordado com qualquer coisa que ele sugerisse naquele momento. A única coisa que coisa que ocupava minha mente era aquela festa.

—Edward? – chamei-o e seus olhos se voltaram para mim no mesmo instante. —Desiste de fazer essa festa. – aquilo foi praticamente uma súplica.

Ele respirou fundo, se aproximou com passos lentos e então agachou a minha frente.

—Bella, nada demais vai acontecer. – suas mãos seguraram as minhas. —Emmet vai colocar agentes em todos os lugares...

—Estou com um mau pressentimento. – o interrompi. —Não acho que vale a pena correr tanto risco. – tomei fôlego pela boca antes de continuar. —O que eu preciso fazer para que você cancele isso?

—Saia do caso. – respondeu rápido e sério.

—O que?

—Saia do caso. – repetiu. —Seja só a minha namorada e deixe que outras pessoas tomem conta de mim... De nós. Se sair do caso, cancelo a festa.

Rolei os olhos diante de seu pedido absurdo.

—Edward, eu não posso fazer isso. Quando vai entender que esse é o meu trabalho? – ele bufou alto antes de se colocar de pé.

—Isso não é trabalho, isso é suicídio!

—Suicídio é essa festa que você quer dar. Sua família toda vai estar aqui... Todos vão estar em perigo.

Isso se não contarmos a possibilidade de o assassino estar entre eles. Entre os pais dele, melhor dizendo.

—Eu não posso desmarcar a festa, os convites já foram entregues. Já virou assunto na mídia, os patrocinadores investiram alto esse ano.

—Claro que pode cancelar! Meu Deus... Pensa um pouco, isso é arriscado demais!

Ele se virou e me encarou por longos segundos.

—Bella, eu acho que a pessoa que está tentando me matar, está mais perto do que pensamos. Cancelar essa festa vai levantar suspeitas. Não queremos que assassino desconfie da operação, queremos?

Não, nós não queríamos que desconfiassem, mas também não queria correr o risco.

—Não vai acontecer nada. – sentou ao meu lado e colocou meu cabelo atrás da orelha.

—Como pode ter tanta certeza?

—Sei que você vai estar lá comigo. E no momento você é a pessoa que eu mais confio. – seus olhos sinceros me desarmaram, mas não conseguiram extinguir o medo que eu sentia.

O maior problema de ter me envolvido com Edward era estar sendo guiada por minhas emoções e sentimentos. Eu o amava e não queria que nada acontecesse com ele. O que eu queria era pegá-lo pela mão e esconde-lo no lugar mais seguro do mundo.

Parar de pensar naquela festa era impossível, as hipóteses do que podia acontecer me deixavam sem ar, aérea e completamente angustiada. Gael chegara para me arrumar para o jantar na casa dos Cullen e nem suas histórias hilárias conseguiram amenizar aqueles sentimentos ruins que fervilhavam dentro de mim.

Sentia que estava agindo no automático, foi nesse compasso que escolhi o macacão caramelo para vestir, as sandálias de salto mais grosso e as joias que aparentemente haviam sido desenhadas por mim.

Todas aquelas informações e suspeitas que estavam chegando, me deixavam cada vez mais perdida. O cansaço mental era muito pior que o físico, principalmente diante a atual situação onde eu não sabia em quem podia confiar. Todo mundo era suspeito, inclusive a família de Edward.

Vendo-os sentados em volta da grande mesa fazia com que eu questionasse cada ação, cada palavra, cada sorriso. Carlisle, que antes me parecia um pai bastante orgulhoso do filho, agora ocupava um dos primeiros lugares na lista de suspeitos. Esme, aquela mulher doce e simpática, podia muito bem estar escondendo sentimentos opostos do que transmitia. Jasper era alegre e aparentemente feliz, mas aquilo podia ser apenas um personagem. Rosalie... Rosalie era pura amargura, implicância e narcisismo.

Todos ali podiam ter motivos para querer matar Edward. Como ele mesmo assumira, toda sua família lucraria com sua morte. Pelo menos financeiramente.

—Fiquei sabendo que estava interessado no Olimpo. – Carlisle tomou um pouco do vinho branco mantendo os olhos atentos em Edward. —É um hotel e tanto, hein?

—Sim, mas decidi não comprar. Há muitas reformas para fazer, e não gosto muito da ideia de ter sócios.

Sabia muito bem o motivo que fizera Edward desistir da compra do hotel. Ele tinha nome, sobrenome e era um dos principais suspeitos.

—Que pena, aquele hotel é maravilhoso. – Carlisle demonstrou certo desapontamento. —Seria um negócio e tanto...

—É. – Edward deu de ombros limpando os lábios com o guardanapo de linho. —Mas outros negócios virão.

Beberiquei um pouco do vinho me sentindo um pouco enjoada pelo assunto. Toda vez que nos encontramos com Carlisle ele enchia Edward de perguntas sobre seus negócios. Aquele interesse era um tanto quanto estranho.

—Porque não paramos de falar de negócios e focamos no que realmente importa? – Jasper chamou atenção ao aumentar um pouco a voz. —Já escolheram as fantasias de vocês para a festa?

Jasper era o tipo de pessoa que amava uma festa. Nunca tinha conhecido ninguém que gostasse tanto de comemorações como ele.

—Carl e eu sim. – Esme pareceu bastante animada. —Mas não vamos dizer porque é surpresa.

—Também não vou dizer qual é a minha, só se preparem porque vou estar deslumbrante! – Rosalie cantarolou um tanto quanto ansiosa.

O tema da festa era Halloween. O que só piorava as coisas para o nosso lado. Todos os convidados deveriam estar fantasiados. Reconhecer as pessoas quando estavam mascaradas era quase impossível.

—Eu vou de pirata! – Jasper foi o único que quis revelar qual seria sua fantasia. —E vou levar uma acompanhante. Tudo bem por você, Edward?

Sabia muito bem quem era a acompanhante de Jasper. Saber que Alice estaria conosco me deixava um pouco mais tranquila. Ela era a única pessoa que eu confiava de olhos fechados.

A festa que aconteceria em pouco mais de uma semana fora o tema central do jantar, e aquilo só serviu para me deixar ainda mais aflita. Quanto mais falavam sobre a festa, mais preocupada eu ficava.

Carlisle pediu que Edward o acompanhasse até o escritório e fiquei bastante curiosa para saber do que se tratava.

—Acho que vou querer que desenhe um colar para mim. – Esme proferiu assim que ficamos sozinhas na sala de estar.

—Vai ser um prazer. – sorri aceitando a xícara de café que Saint serviu. —Estava pensando em que?

—Algo simples, em ouro branco talvez... – não demonstrou muita certeza. —Não dá tempo de ficar pronto até a festa, não é?

Maneei a cabeça antes de tomar mais um gole do café, o líquido quente desceu cauterizando minha garganta.

—Não, o processo de criação é longo, geralmente demora uns três meses. – só eu sabia o quanto aquela frase fora lida até ser decorada. —Mas se quiser tenho uns esboços originais, você pode dar uma olhada e se gostar de algum vemos com a joalheria se dá tempo de ficar pronto...

—Uh, vou querer sim. – sorriu. —Mas de qualquer jeito quero que faça algo pensando em mim.

Soltei um risinho antes de concordar com a cabeça. Esme era tão gentil, doce e carinhosa... Me custava acreditar que ela podia estar fingindo e mais, poderia estar tentando matar o próprio filho.

Aquela hipótese deixava enjoada.

—Posso ir ao toalete? – pedi deixando a xícara sobre a mesa de centro.

—Claro, querida. É só subir as escadas e virar à esquerda, é a quarta porta. – recebi suas coordenadas antes de seguir em direção ao banheiro.

Aquela casa era imensa, maior até que a de Edward, por isso repeti mentalmente o caminho que devia traçar. Era extremamente fácil se perder naqueles corredores, portas e escadas.

Subi os degraus de mármore branco ouvindo meus saltos ecoarem pelo ambiente silencioso e bem iluminado. Não tinha certeza se gostaria de viver em um lugar tão grande. Tudo parecia tão vazio e solitário as vezes.

Parei no corredor indicado por Esme e segui em rumo a quarta porta, haviam umas oito ali. Girei a maçaneta prateada e abri a porta branca, mas nada havia me preparado para a cena que vi.

Rosalie estava dentro do grande banheiro branco, segurava nas mãos alguns vidros de remédio e parecia indecisa diante eles.

—Ai, meu Deus! – exclamei envergonhada, atraindo finalmente sua atenção. —Me desculpe, não sabia que estava ocupado...

Ela piscou algumas vezes e demorou um certo tempo até perceber que eu havia invadido seu espaço. Vi a fúria aparecer em seus olhos claros.

—Você não sabe bater na porta? Seus pais não te deram educação? – ela estava visivelmente alterada, isso se comprovava desde sua voz a sua postura.

—Rosalie, me desculpe... A porta não estava trancada, achei que estivesse desocupado...

—Não interessa, você deveria ter batido! – rebateu repleta de raiva.

Eu não esperava que sua reação fosse ser tão agressiva, aquilo me deixou momentaneamente sem reação. Não sabia o que responder aos seus gritos histéricos.

—O que está acontecendo? – a voz de Edward soou as minhas costas e me libertou daquele transe. Soltei o ar pela boca aliviada por ele ter chego.

—Sua namoradinha sem educação que foi entrando no banheiro sem bater...

—Eu não sabia que estava ocupado. – expliquei pela milionésima vez, mas dessa vez para Edward.

—Isso não é desculpa! – bateu o pé. —Francamente, Edward, dessa vez você se superou com essa aí...

—Chega, Rosalie. – ele a cortou com a voz dura. —Não vou deixar que fale assim com a Bella. Exijo que você a respeite.

Contive o sorriso quando a vi dar alguns passos para trás visivelmente surpresa.

—Ela é a minha namorada, é a mulher que eu amo, e é bom que você a respeite. – continuou com o timbre sério.

O silêncio recaiu sobre nós assim que Edward terminou de esbravejar. Rosalie ainda parecia incrédula diante da atitude do irmão.

—O que é isso nas suas mãos? – Edward perguntou com a voz mais calma.

Automaticamente voltei os olhos para os frascos laranja que Rosalie segurava. Ela até tentou escondê-los, mas Edward fora mais rápido ao passar por mim e toma-los da irmã.

—Eu não acredito. – soou baixo intercalando os olhos entre os fracos e Rosalie. —Você não está tomando seus remédios?

Rosalie entreabriu os lábios algumas vezes, mas os fechou sem saber o que responder.

—Você mentiu durante todo esse tempo? – Edward parecia não querer acreditar no que estava vendo, e eu não estava entendendo nada.

—Isso não é da sua conta, Edward! – Rosalie respondeu em um rompante e tomou os frascos da mão de Edward. —Será que dá para vocês saírem?

Edward ainda a encarou por um tempo antes de finalmente sair do banheiro, eu o segui no mesmo instante.

—O que...

—Vamos embora. – ele me cortou com o timbre frio.

Não tinha entendido nem um pouco do que havia acontecido ali dentro, mas sabia que tinha mexido com Edward. Ele se despediu dos pais sem contar o que tinha visto, e se manteve em um silêncio absurdo durante todo o percurso de volta para casa.

A duvida martelava minha cabeça. Não conseguia entender o porque aqueles frascos cheios de comprimidos haviam afetado tanto Edward.

Ele estava extremamente tenso, se livrou do paletó com impaciência e tomou umas três doses de whisky antes de sair para o deque do quarto e ficar encarando algum ponto qualquer do mar agitado.

—Edward? – chamei antes de me aproximar. —Você está bem?

—Sim. – concordou sem se virar.

Prendi a respiração nos pulmões enquanto me aproximava com cautela. Não queria que ele descontasse sua ira em mim.

—Tem certeza? Você está tenso. – voltei a falar assim que parei ao seu lado.

Ele respirou fundo e então se virou para me olhar. Pude ver a preocupação em seu semblante contorcido.

—Estou muito preocupado com Rosalie. – assumiu após ficar alguns segundos em silêncio.

—Porque? Por causa daqueles remédios?

—Sim.

—Que remédios são aqueles?

Edward tomou o resto do whisky que havia em seu copo e então o deixou sobre uma das espreguiçadeiras.

—Ela tem transtorno de borderline e precisa dos remédios para se manter estável. – contou em um fôlego só. —Era para ela ter tomado aqueles remédios no mês retrasado e passado, ou seja, faz no mínimo dois meses que ela não se medica.

Aquilo explicava muita coisa, para não dizer que explicava tudo.

—A última vez que ela ficou tanto tempo sem tomar a medicação as coisas fugiram do controle e... Quase aconteceu uma tragédia. – Edward não precisou entrar em detalhes para que eu soubesse que as coisas ficaram bem feias. —Tenho medo do que ela possa fazer estando tanto tempo sem remédios... Rosalie fica fora si quando tem crises.

Puxei o ar pela boca e me coloquei na ponta dos pés para abraça-lo. Nada que eu lhe dissesse o confortaria mais do que um abraço.

Eu só queria poder livrá-lo de todos aqueles problemas.

Notas finais
Eiita! E aí, o que acharam da revelação sobre a Rosalie? Ela está sem remédio a muito tempo... Será que isso a deixa instável o suficiente para querer matar o irmão? E a justificativa do Emmet, convenceu vocês? Só posso dizer uma coisa: no próximo a festa vai acontecer e se preparem.... hahahaha Fortes emoções nos esperam! Por enquanto é isso! Boa semana a todas.. ♥