Notas iniciais
Bom, Refugiados começa em uma cena simples de estado de loucura do Voldemort e de uma série de pensamentos. Como gosto de mexer com o emocional desse personagem. Tenho planos de tornar essa fanfiction uma fanfic interativa. Aguardem... Dedicado a todos que, mesmo depois de todo o mal que Voldemort fez, acreditam que exista algo de bom nele, ou que apenas gostem do personagem. Boa Leitura.

22 de dezembro de 1994

O fogo crepitava na lareira. A velha mansão Riddle foi silenciosa por muito tempo depois da morte prematura da família. No entanto, o fogo acesso em um dos quartos indicava que a mansão não fora de fato abandonada. Em um dos andares, uma enorme serpente rastejava de maneira silenciosa e preguiçosamente, a procura de ratos.

Em outra sala podia ser ouvido os sons de um homem ofegante, mexendo com cansaço o conteúdo de um caldeirão sujo. Ele estava murmurando para si mesmo coisa inaudíveis. Seu Mestre não permitiria reclamações, não importa o quão nojenta a tarefa era. E para Rabicho, a tarefa estava além repulsiva.

Na sala de estar, uma grande cadeira estava perto do fogo. À primeira vista, parecia que não havia nada na poltrono, todavia, com uma inspeção mais próxima, seria possível ver duas fendas brilhantes que refletiam a luz do fogo. Não poderia ser chamado de humano pelo fato de seus olhos serem vermelho e sua aparência horrenda. Na verdade, seria de se surpreender que já foi chamado de humano, pois era mestre de Rabicho, o outrora e poderoso Lorde Voldemort.

Voldemort estava xingando a si mesmo. Ele havia sido amaldiçoado por algum tempo, mas agora, especialmente mais do que nunca, tinha um ponto de esperança de se reeguer. O grande problema era estar nas mãos do inútil do Rabicho. Ele considerou pedir Rabicho para jogá-lo no fogo maldito, mas, em seguida, lembrou-se que todo o trabalho que levou para fazer este cadáver frágil seria em vão.

Voldemort soltou um suspiro de alto. Seja qual for o caso, ele sabia que logo teria sua antiga potência devolta. Ele também sabia que iria matar Harry Potter. O Menino Que Sobreviveu logo se tornaria o menino que morreu. Dava gosto tais pensamentos, ah sim...

— O que aconteceu com você Tom?

Voldemort não se mexeu. Não tinha forças para isso. Sua voz crepitante, enquanto ela ofegava, dava ao ser certo calafrios, o que era para o mesmo uma tortura.

Logo, os pensamentos vingativos foram tomados por lembranças longíquas. Ele não sabia como, ou porque, mas Ela sempre acabava voltando para lhe atormentar.

Sua respiração veio em suspiros pesados, ele podia ouví-la.

— Não... me... chame... assim. – ele rugiu, como se estivesse conversando com alguém.

Todavia, não havia ninguém. Mas ele podia ouví-la. Sua voz aveludada, podia até mesmo sentir o cheiro de flores que ela emanava. Maldita.

— O que aconteceu com você Tom? – a pergunta se repetiu como facadas.

— Você é apenas obra da minha mente. – ele murmurou, mantendo os olhos vermelhos no fogo. Pôde ouvir sua risada, jovial e bela.

— Você esqueceu Tom? Você se esqueceu de nós? Eu não... Eu nunca esqueci da minha promessa. Lembra-se Tom?

Ele tinha falhado. Miseravelmente. Ficou quieto, absorvendo aquelas palavras. A voz se calou. Ela havia ido. Ele sentiu dor. Ele sentiu tristeza.

Voldemort lembrava daquele dia de outono, quando o Professor Dumbledore viera acompanhado de dois alunos novos. Os cabelos negros, os olhos avelãs e os rostos cansados. Pareciam terem saído uma cena de guerra – o que mais tarde ele descobriu ser verdade.

15 de Setembro de 1942. Foi o dia que Tom conheceu os irmãos Potter. Foi o dia que ele conheceu Brighid.

Notas finais
Preparados para os próximos capítulos? Curiosos? E o que acharam do prólogo? Veja bem, eu não quis mudar a história contada nos livros, então... Juro que se vocês acompanharem e comentarem eu vou ficar super feliz e fazer uma dancinha esquisita enquanto canto a música do Baile de Inverno do quarto filme de HP. Comentem e façam um autor feliz! Até o próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.