Há estações em que a noite cai de dia,

o sol é amordaçado, rapitado e não brilha.

O clima cai bruscamente,

a escuridão se adensa em flocos de neve,

os olhos ardem e as lágrimas não tardam a cair.

Os livros de títulos imperativos ordenam esperar,

os amigos dizem que o sol logo virá.

Mas saio correndo pra sair logo dali,

tropeço, caio e me dou conta de que o escuro está a me perseguir.

Ao alcance das mãos bússolas e livros e palavras soltas.

À minha frente só o nada, o nada, o nada...

O mundo, uma tela de cinema.

Eu, um projetor apagado.

Preciso de luz e busco,

preciso de esperança, e tenho.

Preciso de estar, e preciso...