Aquieta-se a linha do horizonte.

Passam-se as corredeiras, quebra-se o monte.

Posso me deitar na cama e ter bons sonhos,

não caio mais em abismos noturnos insones.



Só quero me jogar de um precipício e aproveitar o que sinto

alucinações contínuas de um copo de absinto.

Entretanto a droga que me vicia é um tanto mais permanente

e você me faz beber dela mais frequentemente.



Tudo roda em volta do ar em volta,

fogos explodem no céu em chamas.

Asas vermelhas nascem naturalmente nas minhas costas,

rasgam a estratosfera em apenas um salto.



Seguro o mundo como uma criança que brinca de bola

e ele é leve como um pequeno balão.

Coloco suas mãos sobre ele e minhas mãos sobre as suas,

quero que esse seja o fim de nossa canção.



Pois nada mais quero que matar minha sede,

me afogar em você, deixar de ser inerte.

Ser seu coração a pulsar constantemente,

ser o sangue que corre em suas veias inexoravelmente.


(09/11/2004 a 12/11/2004)


Notas finais
Putz! Quanto tempo tem isso...