Reflexos Oblíquos

18 18. Fantasma de mim (romântico/desilusão)


Um fantasma vagando pelos cômodos da casa

carregando pesados grilhões feitos de possibilidades.

Barulho que segue rasgando o chão da minha alma.

Barulho gritante irritante que quebra os vidros do meu coração.




O que foi feito de tantas ilusões suavemente pintadas num quadro de algodão?]

O que foi feito de toda aquela brisa leve que você fazia soprar em meu ouvido?]

O que foi feito daquele caminho docemente sinuoso que estávamos seguindo?]

O que foi feito de fazer e querer e ser e estar?




De nada sirvo se sou apenas um sol coberto por uma nuvem.

De nada sirvo se sou uma figura em preto e branco em um cenário colorido]

Não quero ser pássaro sem canto, portanto não me deixe morrernessa cela sozinha.]

Abra as portas do seu coração e me dè a oportunidade de voar.




Voarei vendo figuras e lugares manchados de chuva,

mas logo o vento a tudo secará.

Conseguirei ver o que tenho para desbravar,

me apegarei a isso até que alguém me faça parar.


(14/11/2004)