Reflexos De Sophie.
8 Longo Dia.
Notas iniciais
Quero agradecer as meninas que me favoritaram: Penguins, Lorena Leite, Taylor Momsen e Uma Escritora Normal.
Obrigada de verdade *_* estou feliz porque o número de leitores vem aumentando e se você é um fantasma não se acanhe pode perguntar e comentar kkkk BEIJOS E BOA LEITURA!
Eu estava finalmente de volta a minha rotina, a minha semana foi um pouco intensa pelas as atividades do colégio, como o projeto de ciências por exemplo, sorte que a Wendy faria comigo e na verdade ela era bem legal. Pergunta pelo meu reino? Eu não tenho conseguido entrar nele durante aqueles dias confesso que já falei até abracadabra e nada funcionou, eu não sei que diabos era aquilo, meu próprio reino me renegando, era deprimente isso confesso. Em uma das conversas com a minha tia eu procurei saber sobre a papelada da minha adoção.
- Tia Penny, sabe quem tem os registros da minha adoção?
-Nossa não sei Sophie, você não os tinha?
- Sim, mas minha mãe colocou em algum lugar.
- Provavelmente então deve estar com a sua vó, ela guarda esses documentos. Porque?
- Nada, curiosidade apenas.
- Sabe dos seus pais biológicos não sabe?
- Sim.
- Porque o interesse?
- É uma redação que quero fazer, preciso ver alguns dados e tal.
- Que ótima ideia Sophie, espero que encontre. Se quiser eu falo com o Bruce...
- Não, sem problemas.
- Tudo bem, você que sabe. Precisando de ajuda me fala tá?
- Certo, obrigada tia.
Era Sexta Feira e eu tinha decidido ir na casa da minha vó, daria mais ou menos de ônibus 40 minutos, não era muito longe a cidade. Eu estava sentada na mesa do refeitório e claro como sempre estava sozinha eu olhei para o outro lado da mesa e estava o Bruce rindo abraçado com a Priscila das Barbie's Fakes, eles se beijaram.
UAU eles estavam namorando oficialmente pelo meu ver, na verdade eles se mereciam né? Duas cabeças vazias. Eu olhei para a Natália e ela estava rindo e dando em cima do Noah, eu sorri por isso pela maneira como ele agia e saía fora dela. Assim que o sinal bateu eu fui para a aula que não demorou muito. Eu estava com uma mochila, tinha um pouco de dinheiro, alguma roupa e muita curiosidade. Olhei para o meu dedo e ainda o anel estava ali, aquele verde esmeralda. Suspirei pela falta que estava sentindo, quando eu os veria novamente? Eu tinha que ir lá.
O sinal bateu de novo e graças a Deus mais uma semana havia passado, eu caminhei distraída em uma rua imaginando onde ficava a estação de ônibus e teria que voltar cedo. Eu ouvi uma buzina e não liguei muito e foi aí que aquela voz junto me despertou a curiosidade fazendo-me olhar para o lado.
- Sophie, entra.
- O que está fazendo aqui?
- Tá indo pra casa?
- Não, estou indo pra estação de ônibus.
- O que vai fazer lá?
- Quer saber muito da minha vida não acha?
- Vou ficar aqui o dia todo te seguindo se não falar. — Eu suspirei com muita paciência o olhei e respondi:
- Vou para a casa da minha vó, pode ir agora.
- Eu posso lhe deixar lá.
- Não obrigada, eu me viro sozinha.
- Você é sempre assim tão orgulhosa? Eu estou dizendo que posso lhe deixar lá, entre logo.
Suspirei e abri a porta do carro, sim era ele lindo e loiro sentado no banco do motorista enquanto eu desabava meu corpo no banco do carona, antes de fechar a porta do carro eu o olhei.
- Vem cá, qual é a pegadinha?
- Nenhuma... eu não posso te levar lá?
- É que ninguém leva para lá de graça... Vou logo avisando que minha tia já sabe e vou mandar um sms pra Wendy.
- Garota não vou fazer nada contigo. Eu estou sendo gentil e achei que essa era uma forma de me retratar com você pelo lance da aposta.
- Então quer dizer que teve a aposta?
— Sim
Eu fechei a porta do carro e coloquei o cinto de segurança e olhei para frente, falei onde ficava a casa da minha vó dando o endereço e ele ligou o carro novamente.
- Vamos parar para comer? Eu estou com fome.
- Está louco? Não quer ser visto comigo. — Eu o olhei um pouco confusa.
- O que que tem? É minha amiga não é?
- Sei lá... talvez.
- Então Sophie, dois amigos não podem almoçar?
- É.. podem Noah.
Não falamos nada até chegarmos ao tal restaurante, na verdade ele era bem agradável. Eu nunca imaginei que o Noah fosse tão legal, nós conversamos bastante e rimos, ele tinha um gosto musical bem parecido com o meu e sempre elogiava as blusas das bandas que eu usava para o colégio.
- O que vai fazer na casa da sua vó além de visitá-la?
- Mas você é mesmo curioso não é? — Eu sorri e ele também.
- Sim.
- Então... vou procurar os papéis da minha adoção.
- Algo importante lá?
- Acho que sim. Enfim.. ainda quero voltar hoje e não posso demorar muito aqui, de qualquer forma obrigada pelo almoço. — Eu ia me levantar e foi aí que Noah fez questão de segurar a minha mão fazendo um sinal que era pra que sentasse.
- Eu disse que lhe deixaria lá não foi?
- Sim, mas...
- Sem mas, eu falo e cumpro minhas promessas.
- Mas não tem necessidade Noah é...
- Aliás você me deverá um favor
- Sabia que tinha algo por trás. Noah Wesley querendo me levar na casa da vó por bondade?
- Deixa eu terminar?- Ele pareceu mais calmo.
- Tá
- Vai ter uma festa na casa do John e a Natália vai ... não quero ficar com ela e por isso preciso que você vá comigo.
- Putz. Tá me achando com cara de cão de guarda? Porque ela tem medo de mim acha que não encostará em você?
- Exatamente, não que você seja cão de guarda — Ele sorriu um pouco nervoso.
- Qual tipo de homem da face da terra do seu grupinho não pegaria a Natália, pelo menos a comeria, a não ser que fosse gay — Eu ri por um momento e o olhei enquanto ele ficava sério.
- OMG, você é gay não é? — Eu falei um pouco assustada
- Acho melhor nós irmos.
OMFG. O Noah era gay. Como assim??? Ele tinha um gosto de rock, adorava jogos, jogava no time do colégio. Eu sei que ele se desviava da Natália ( achei que fosse o único homem descente a fazer isso), mas ele não tinha nada a ver com um Gay, seu jeito, suas atitudes de verdade, ele era imprevisível. Eu caminhei com ele de volta ao carro, ele prosseguiu em silêncio e foi quando eu resolvi quebrá-lo.
- Quem sabe disso? — Eu sorri tentando descontrair.
- Só você. — Ele pareceu sério e eu ainda continuava sem processar tal informação.
- Como se eu tivesse alguém pra contar sobre isso né?
Eu o olhei e sorri, era uma verdade. Eu não tinha amigos e quem eu iria contar sobre ele? Minha vida era um disfarce no colégio e ninguém sabia o que eu tinha passado, exceto o Noah. Ele me olhou e agora parecia um pouco mais calmo e foi aí que eu resolvi o interrogar.
- Então... namora alguém?
- Não, terminei faz pouco tempo
-Jura? O que houve com ele?
- Ele queria que eu assumisse só que você sabe né... esse mundo de jogador do time de futebol... pegaria muito mal no colégio
- Eu lhe entendo mas uma hora você vai ter que assumir, é uma sinceridade não só pra você e ...
- E você tá pronta pra assumir também que não é do reformatório e prima do Bruce?
Ele tinha me acertado em cheio, não tinha lição de moral nem para mim e nem para ele, ambos estávamos no mesmo barco só que com situações diferentes.
- Tem razão e essa festa é que dia? — Tentei mudar de assunto, afinal era uma confissão e tanto, não só para ele quanto para mim.
- É hoje.
- Acho que o Bruce não vai gostar muito que eu vá com você, no seu mesmo grupinho. — Eu afirmei, afinal era uma verdade.
- Bruce ainda é imaturo em muita coisa, vive muito de aparência e não se importa com as qualidades das coisas.
- Quem diria que algum dia eu concordaria com você — Eu sorri e ele também.
- É nessa rua virando a direita né? — Ele me olhou curioso e eu afirmei com a cabeça. Tínhamos chegado e até que não demorou muito. Ele estacionou o carro e eu saí, olhei aquela casa que eu morei por um ano, como será que minha vó estava? Eu sentia tanta falta dela, só que ela estava realmente muito velhinha, por volta dos seus 90 anos e uma enfermeira sempre cuidava dela. Eu caminhei para a porta e o Noah ficou atrás de mim, assim que buzinei a enfermeira veio atender, ela já me conhecia.
- Olá Emily — Eu a olhei sorrindo
- Sophie você aqui, entre menina — Ela falou me dando um abraço e assim quando olhou para Noah o cumprimentou.
- Nossa que rapaz bonito, é seu namorado?
Eu olhei para ele e sorri e ele também, aquilo realmente estava bem fora de cogitação.
- Não é um amigo, cadê minha vó?
- Está aqui na sala, querem beber algo?
- Quero água Emily, vou vê-la.
- Entrem, fiquei a vontade.
Eu entrei caminhando com o Noah até a sala de TV. Ele ficou na porta enquanto eu entrei mais e olhei era a minha vó deitada na sua poltrona assistindo suas novelas.
- Vó?
-Sophie, que saudades minha filha — Ela me olhou sorrindo e quando ia se levantar eu mencionei para que ela não se encomodasse, me inclinei e a abracei forte enquanto ela alisava meus cabelos.
- Saudades também vó. A senhora está bem?
- Sim, o mesmo de sempre, tomando remédios. Como vai lá na casa dos seus tios?
- Tá tudo bem, eles são bem legais comigo.
- Eu imaginei minha filha. Quem é esse rapaz atrás?
Minha vó realmente não perdia nenhum lance, eu sorri porque havia me esquecido disso, o Noah se aproximou e carinhosamente beijou a sua testa enquanto a cumprimentava.
- Olá sou o Noah, amigo da sua neta.
- Que rapaz bonito e educado, precisa namorar meninos assim Sophie.
- Vó... — Eu sorri enquanto ela ainda me olhava.
- Vó, eu queria lhe perguntar sabe onde tem as papeladas que minha mãe tinha guardado?
- Sim... tem umas caixas lá embaixo no porão. O que procura?
- Coisas que minha mãe deixou. — Eu sorri e ela alisou meu rosto.
- Vá minha filha, já sabe que a casa é sua não é?
- Sim, já volto — Eu beijei a bochecha dela e fiz um sinal para o Noah me seguir, eu caminhei até o porão e tinham 4 caixas grandes.
- Putz teremos trabalho hein? — Ele me olhou um pouco desanimado.
- Sim
Fomos começar, abrimos caixa por caixa,eu revirei todos os papéis e ele também, olhamos cautelosamente e já estava ficando sem esperança, foi durante a última caixa que eu encontrei. Era uma pasta com documentos da minha adoção e lá tinha todos os registros, era por lá que eu deveria começar a procurar o outro herdeiro do reino, o sumido de Hambre.
- Achei — Falei mais feliz, nós arrumamos e colocamos as caixas de volta no lugar.
- Poxa... estou suado como irei para a festa assim?
- Eu tenho mesmo que ir? Estou exausta. — Eu o olhei e ele sorriu.
- Claro que vamos, tenho uma ideia.
- Qual?
- Vamos tomar banho aqui mesmo e no shopping compramos algumas roupas.
- Ai meu Deus, já vai querer opinar na minha roupa.
- Nem venha que não sou desses — Ele riu com a minha "piadinha".
*****
Eu nem acredito que eu estava em uma festa privada do povo do colégio, sim eles eram a minoria mas era algo bem aconchegante só para os mais "íntimos" e certamente eu era a mais deslocada. Muitos me olhavam com curiosidade, talvez a roupa tenha ficado feio e bizarro em mim, eu olhei para o Noah e sussurrei.
- Cara, eu estou ridícula, não deveria ter dado ouvidos a você.
- Que isso, está linda e não saiu do seu estilo.
Eu suspirei porque eu sabia que aquela noite poderia ser longa, eu olhei para as Fakes Barbie's e por um momento elas pareciam não me reconhecer, o Bruce estava vermelho, acho que ele não esperava a minha presença ali e muito menos ao lado do Noah. Eu olhei para o lado e a Natália estava vindo na nossa direção, claro ela era lindíssima demais e ainda mais com roupa de festa.
- Meu amorzinho você veio e porque trouxe a .... essa aí?
- Boa noite Natália, essa aqui é minha amiga Sophie e por favor, mantenha respeito. — Ele foi bem curto e grosso e foi quando senti a sua mão envolta da minha cintura, eu arregalei os olhos e sorri um pouco disfarçadamente.
- Eu vou buscar bebida — Eu disse me afastando um pouco e caminhei até algum balcão e suspirei por estar sozinha. Me deram várias doses de tequila e eu bebi, em seguida peguei um copo de vodka com tônica e comecei a beber. Meus olhos estavam fechados, era muita coisa para processar e foi quando eu ouvi alguém falar comigo do lado do balcão.
- O que está fazendo aqui?
Eu abri meus olhos e olhei para o lado era o Bruce debruçado sobre o balcão com o copo de wisky na mão fingindo que estava bebendo sozinho, eu continuei olhando para frente enquanto dava um gole mais forte.
-Noah me convidou.
- Sim eu vi, desde quando são amigos?
- Desde a aposta — Eu fui mais discreta.
- Ele não me falou nada
- Deveria conversar mais com ele então — Eu o olhei e sorri e em seguida eu saí dali olhando para o Noah que já estava desesperado com a Natália em cima dele.
- Desculpem atrapalhar, quer dançar Noah?
- Claro vamos
Eu sorri enquanto Natália ficava me olhando com cara feia, ele caminhou comigo até a pista de dança, a música era perfeita adorava as batidas dela de verdade, Calvin Harris — I Need you Love. Eu dancei com o Noah bem engraçado enquanto dava mais alguns goles na vodka, devia ser meu terceiro copo e foi quando eu percebi que a múscia tinha mudado e era um karaokê, muitas pessoas estavam cantando e como eu estava um pouco alterada eu escolhi uma música e subi, claro que todos ficaram me olhando estranho e eu estava me importando? Sinceramente eu não, olhei para o Noah e ele estava gritando e foi quando as batidas da música começaram.
Assim que soltei a minha voz eu lembro de ter visto a Natália quieta e o Bruce um pouco assustado enquanto a Priscila me olhavam. Aos poucos todos foram entrando no ritmo, as batidas pediam uma dança mais a dois e foi quando o Noah se aproximou do palco enquanto eu cantava olhando para ele e ele sorria, eu estava me sentindo livre e ninguém me impedia, aos poucos fui parando de ser o centro das atenções das bizarrices e acho que minha voz ajudou para isso. Assim que terminei eu vi algumas pessoas me aplaudindo e gritando:
-MAIS UMA , MAIS UMA
Eu não tinha nada a perder, eu olhei para o lado e tinha um cara com uma garrafa de cerveja, eu peguei e a bebi toda e assim eu escolhi uma que estava na minha cabeça, ela era perfeita:
Stacks on deck, patron on ice
We can pop bottles all night
Baby, you can have whatever you like.
Eu fechei meus olhos e a única coisa que pude lembrar foi do reino, não pela letra e sim pela melodia, o meu desejo aumentou tanto de uma forma que eu senti o meu indicador onde estava o anel arder um pouco. Aos poucos abri meus olhos e o vi encostado em uma árvore, eu ainda continuei cantando e aquela máscara havia ficado na minha cabeça e a sua capa naquela noite do Baile era ali ainda, meu olhar estava na sua direção e ele estava ali encostado me olhando fixamente, aquele olhar me causavam arrepios, era sombrio, misterioso e aquela máscara dizia aquilo, perigo.
Assim que a música foi acabando eu sorri e decidi que já estava exausta, fiz um sinal de agradecimento a todos e saí dali de cima, eu tentei ir até a árvore e ele havia desaparecido. Como eu consegui ver o Nathan? Ele estaria fora do reino? Eu precisava chegar em casa e descobrir isso, entretanto não sabia se era alguma confusão da minha mente.
- Putz... você canta muito bem — Noah me olhou enquanto sorria e brincava comigo me empurrando com o ombro.
- Valeu. Noah eu acho que já vou indo nessa, estou exausta.
- Eu te levo pra casa ...
- Não não precisa, já fez muito de verdade. Preciso caminhar um pouco também.
- Tudo bem.
Ele se aproximou colocou as duas mãos na minha bochecha e aproximou seus lábios no canto da minha boca, com as duas mãos tapando a frente, realmente parecia um beijo, assim que ele se afastou eu vi algumas pessoas nos olhando.
- Você quer me matar socialmente? — Eu o olhei enquanto ele sorria.
- Quero tirar a Natália do meu caminho.
-Eu sei, mas quer colocar a morte no meu caminho né?
Eu sorri um pouco sem graça e caminhei, ele pegou a minha mochila no carro e me entregou, o carro estava naquele jardim enorme, vários carros estavam.
- Obrigada por hoje Noah de verdade e pode confiar em mim tá?
- Eu que agradeço Sophie de verdade.
- Estamos se "pegando" para o colégio?
- Eu acho que sim — Nós dois rimos por aquilo, realmente era hilário.
- Cara você não tem gosto nenhum por mulheres.
- O que quer dizer?
- Logo eu, tem algumas mais bonitinhas — Eu brinquei.
- Sophie não se menospreze, você é linda do jeito que é. Sim você não pode ser uma deusa ou perfeita como a Natália, mas seu jeito, sua forma de agir, o seu conjunto é chamativo no sentindo de você ser tão espontânea, verdadeira e ter caráter. Se eu fosse Hétero..
- Já entendi, nossa adorei sua sinceridade, que bom que não me comparou como uma deusa, aí seria demais. — Eu ri e ele também.
- Boa noite Noah, até.
- Boa noite Sophie.
Eu coloquei a minha mochila e caminhei para fora da casa que parecia mais uma mansão de linda. Sim eu estava cansada e talvez precisasse de um tempo para pensar digerir aquilo tudo, ainda teria que ler aqueles documentos detalhadamente e assim vê se conseguiria entrar no reino né? Eu tinha que conseguir. Já fazia uns 20 minutos que estava caminhando e foi quando ouvi a buzina.
- Noah, não vai me deixar em paz hoje né?
- Não é o Noah.
- Ah... Oi Bruce.
- Estou indo para casa.
- Cadê a barb...sua namorada?
- Ela foi com a Natália.
- Hoje é o dia da carona oficial — Eu sorri e entrei no carro e ele permaneceu um pouco sério.
- Então você com o Noah quem diria que você faria o tipo dele...
- Pois é.. vai vê ele gosta de algum conteúdo sem ser a aparência, diferente de certas pessoas né?
- Está insinuando que a Priscila...
- Eu estou insinuando nada, se a carapuça serviu, o que posso fazer?
- Vocês estão namorando?
- Porque quer saber? — Eu o olhei e ele ainda permanecia olhando para frente.
- Porque preciso saber se meu segredo está seguro.
- Ah fica tranquilo, ele não sabe que você é meu primo e nem vai saber, imagina quanto humilhação pra mim
Eu ri bem irônica e ele ficou calado. Assim que chegamos em casa ele estacionou o carro e saí enquanto eu esperava ele na porta para abrir, afinal eu estava sem a chave de casa. Eu fui até educada e dei boa noite e ele respondeu, já estava tudo escuro, devia passar das 2 da manhã, eu entrei no meu quarto provisório e quando acendi a luz estava aquela imagem em pé perto do espelho me olhando fixamente e resolvi quebrar o silêncio
- O que veio fazer aqui?
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