Reflexos De Sophie.

23 Descoberta Surpreendente.


Notas iniciais
Oláaa gente *_* Então dedicarei esse capítulo a Marcely linda que estava enchendo meu saco para postar um milhão de capítulos hoje AHUHUAHUA
Eu sei que andam a loucura porém prometo que no próximo terão mais loucuras ainda. Beijos meus amores *_*

Eu abri meus olhos e era aquele rosto que estava na minha frente, senti-me estremecer por dentro, como ele poderia permanecer tão lindo ali em pé. Apenas era possível ouvir a nossa respiração, permaneci imóvel e a reação que ele causava em mim era inevitável, pior do que isso era as respostas que meu corpo davam a aquele homem desconhecido na minha frente. Eu só lembrei de esboçar um sorriso e manter meus olhos fixos nele, por incrível que pareça ele esboçou um sorriso carinhoso e suas mãos percorriam pelo meu rosto, eu ainda tentava me reequilibrar, aquelas emoções haviam sido tão confusas e intensas que por um momento eu apenas queria ficar ali calada ao seu lado e foi quando eu senti algo me expulsando para longe dele, era como se um poder forte tivesse me empurrado, senti minhas costas batendo contra uma árvore e apenas lembrei de gritar ao ver que o Bruce estava lutando contra o invisível.

Como se fosse uma espécie insana eu percebi nossos corpos serem carregados como se estivesse levitando, o mais estranho disso é que estávamos amarrados por algo não visível. Eu olhei para o Bruce e ele estava confuso mais do que eu, certamente nem eu sabia o que era aquilo, era uma nova criatura? Era o mal que entrou no reino? Eu não sabia.

Não demoramos muito, nossos corpos eram levados a uma velocidade imensa, olhei para ele um pouco amedrontada, porém sabia que devia ser o mesmo senhor dos Winxy, pois aquelas criaturas invisíveis era pior do que eu imaginava. Estávamos em um lugar alto, parecia em cima de uma montanha, lembrava a rocha em que eu estava antes, mas era em outro lugar escuro e úmido, o piso havia água molhada. Senti que aos poucos fomos colocados no chão, ainda me senti presa e o Bruce foi colocado ao meu lado enquanto ele tentava se libertar.

- Você está bem?

- Sim e você?

Eu o perguntei enquanto ele apenas confirmou com a cabeça. Ele era frio em algumas situações, sei que estava assustado tanto quanto eu, mas a sua transparência é de que estava tudo bem. Eu ouvia o barulho na caverna, parecia milhares de pessoas dentro só que visivelmente não havia ninguém, senti aquela opressão e ao mesmo tempo como se estivessem passando por mim o tempo todo e me espremendo. Aquela sensação era a pior, uma luta em que não podia ver os inimigos era frustrante e ameaçadora. Quando menos esperei olhei para o lado e aos poucos um homem que levitava também ia sendo colocado de joelho, espera era o....

- Nathan, é você?

- O que é isso Nathan? Nós estávamos no jardim e do nada alguém empurrou a Sophie e nos trouxeram para aqui.

- Eu não sei, eu nunca vi nada desse tipo parecido... — Nathan parecia assustado e foi quando nos viramos para frente apareceu uma figura flutuando com uma grande capa preta cobrindo o corpo e o rosto. Assim que ele terminou de flutuar eu percebi tudo ficar quieto e seus pés tocaram no chão caminhando em nossa direção.

- Quem é você ? É o senhor dos Winxy?

- Não — Uma voz calma e estremecedora continuou.

- Então o que é? — Eu o perguntei.

- Sou o Senhor dos seres Malígnos.

- O que quer de nós?

- A cada pergunta feita, terá que derrotar meus Quillans.

- Mas, os Quillans estão extinção a séculos e ....-Nathan falou um pouco mais e foi quando percebi que o Senhor dos malígnos fez o sinal para que ele calasse a boca e sem mais ou menos eu comecei a levitar.

- Você que se acha rainha. Se derrotar meus Quillans, deixarei ver minha verdadeira face.

- Aceito — Eu falei sem mais pensar, o Bruce e o Nathan protestaram.

- Não Sophie, é perigoso, não sabemos o que eles são — Bruce me olhou enquanto tentava me convencer.

- Eu irei, é um trato.

- Não devemos confiar nele — Bruce ainda continuou.

- É um risco que teremos que correr.

Aos poucos eu me senti no chão sem ninguém me tocar mais, caminhei livremente até perto do senhor dos Winxy, novamente uma barreira se formou na minha frente e agora eu pudia ver claramente pelo alto, era uma imensa caverna, toda ela repleta de Winxy com seus olhos atento e alguns espaços vazios, deveriam ser os Quillans. Como eu derrotaria uma criatura que era invisível? Eu não sabia, por respostas e para defender meu povo não me restava alternativa.

Eu olhei para o chão da caverna e tinha uma barra de ferro, eu segurei na minha mão e quando o Senhor dos seres malígnos fez um sinal, senti um deles me atacarem, tentei sem sucesso todas as vezes e havia caído no chão, meu corpo estava doendo e ainda assim minha barra de ferro não surtia efeito, até que em uma das minha caídas eu senti a água do chão da caverna bater no meu rosto e o reflexo que ela fez dava pra ver claramente. Era como se fosse um humano, todo revestido de preto e seus olhos apenas eram amarelados, não era de por medo, mas a sua invisibilidade era de assustar. Vi que o reflexo era a única coisa que podia dar visibilidade deles. Eram milhares e foi quando para a minha surpresa eu levantei com a barra de ferro e fiquei com meus olhos baixos enquanto enfiei a barra de ferro na cabeça de um deles e logo olhei para o Senhor dos Seres Malígnos.

- Me deve uma resposta.

- Ataquem-a.

- Seu filho da puta

Bruce falou com raiva e foi quando senti vários empurrões e com a barra de ferro tentei e consegui ainda pegar alguns, outros porém me arrastavam e me batiam forte. Foi aí que senti como se fosse uma explosão. Era o Bruce que estava em pé com a sua espada brilhante mais do que nunca, eu sorri o olhando e olhei para o reflexo indicando para ele como dava para os enxergar. Até que eu percebi o Nathan nos ajudando já em pé. Lutamos por um tempo com aqueles Quillans, os Winxy haviam desaparecidos, na certa seguiram o seu Senhor

- Vão atrás dele — Nathan falou nos dando cobertura enquanto nós nos olhávamos.

- Não Nathan, não posso deixar você sozinho — Eu o olhei um pouco assustada.

- Vão logo Sophie, veja pelo menos o seu rosto. Eu segurarei aqui por mais um tempo.

- Vamos — Eu senti a mão do Bruce em meu braço me arrastar enquanto nós caminhamos pela caverna em várias entradas que pareciam um labirinto até que por intuição eu senti uma presença e uma opressão maior. Eu não sei explicar porque quando eu estava com minha mão com o Bruce, aquilo se intensificava.

Eu olhei para frente e o Bruce havia soltado a minha mão, foi tudo tão rápido e assim que eu o vi ele já estava lutando com o homem de capa preta. Os lobos pareciam querer me atacar e logo eu dei um jeito de segurar a barra de ferro e lutar contra alguns deles. Não era mais aquela menininha assustada, eu estava lá para lutar e iria custar a minha vida se fosse preciso e sabia que não teria sido em vão. E foi quando pela minha surpresa eu olhei para o Bruce que permanecia com a espada no pescoço do Senhor dos Seres Malígnos. Ele retirou o seu capuz e....

- OMFG, É VOCÊ? COMO??

Eu ainda permanecia perplexa de como as coisas eram assustadoras para mim, eu olhei aquela pessoa que eu confiava e de verdade foi decepcionante para mim.

- O que foi rainha? Surpresa com a revelação? Sim sou eu, eu sou o Senhor dos Winxy e Quillans e vou lhe dizendo, não me renderei nunca.

- Então morrerás Lilyh. — Bruce afirmou

- Não tenho medo da morte crianças. Eu cumpri o meu papel.

- O que ganha com isso? Foi derrotada Lilyh — Eu a olhei fixamente, a raiva me dominava. Como eu podia ser tão tola?

- Eu ganho a satisfação de ver através dos seus olhos o terror de saber quem sou eu.

- Sua vida acabou por aqui Lilyh — Nathan entrou correndo e um pouco surpreso enquanto ficava de frente para ela.

- Quer dizer suas últimas palavras? — Bruce continuou

- Esse é apenas o começo.

Ela deu um sorriso irônico e antes que o Bruce fosse enfiar a espada eu mesma peguei uma faca que estava na mão do Nathan e a enfiei no seu peito enquanto a olhava fixamente.

- Meus olhos serão os últimos a você ver e terror não vai ser o que verás através dele.

Nossos corpos estavam perto, ela me olhou dando um último sorriso irônico, eu sabia que matar algo era intenso e lidar com isso seria doloroso, porém não me sentia mais uma menina e aos poucos aquele corpo foi se desfazendo como um farelo e os Winxy e Quillans iam desaparecendo. Eu estava atordoada e o Nathan e Bruce permaneciam em silêncio compreendendo aquele meu silêncio.

- Vamos para o reino, precisamos falar com o Yukiw e Baity — Nathan quebrou o silêncio.

- Sophie precisa descansar Nathan, amanhã ela conversará com eles. — Bruce protestou.

******

- O Yukiw mandou isso para você, sei que deve estar machucada.

- O que é isso?

- É um tipo de remédio

Eu o olhei, eu já estava tomada banho, o reflexo do meu corpo no espelho tinha ficado na minha memória, as feridas estavam por todo o lugar e ainda cada lugar mais roxo um do que outro, alguns pela minha barriga, braços e foi quando eu fui desamarrando o meu vestido que era leve, tinha uma faixa por baixo da minha roupa, ela era bem leve, ficava parecendo uma blusa de top porém cobria até a barriga e dava acesso aos meus ombros. Bruce se aproximou da minha cama se sentando enquanto me olhava e via os cortes pelo meu braço e o inchaço do meu rosto.

- É teimosa não é?

- Você teria feito o mesmo — Eu sorri.

- É teria sim, mas isso significa que não deve ser teimosa igual a mim.

Ele gentilmente molhou com um pano aquele líquido que parecia uma água com algumas ervas. Ele foi passando o pano pelo meu ombro enquanto ainda estava sentado na minha cama, eu o olhei enquanto ele parecia quieto. Eu olhei ao meu lado e tinha um pequeno pano e molhei novamente na água enquanto ele permanecia quieto me olhando. Eu molhei um pouco aquele pano e passei pelo seu rosto, a sua testa estava ferida, aquela porção era mágica, as feridas eram saradas no mesmo momento. Eu deslizei sobre o seu rosto e até perto dos seus lábios enquanto demorei ali mais um pouco até que ele percebeu e me olhou.

- Era pra que eu cuidasse de você.

- Eu não posso cuidar de você também não?

- Não — Ele deu um sorriso descontraído.

- Me deixa cuidar de você então

Eu sorri enquanto uma das minhas mãos percorreram pelo seu rosto e olhei aqueles lábios rosados e finos entreabertos quietos, eu resolvi quebrar aquela barreira que estava entre nós naquele momento. Me aproximei do seu rosto enquanto sentia o calor do seu corpo e a sua energia passando pelo meu, nossos lábios se tocaram suavemente. Eu pude sentir meu corpo se estremecer, nesse momento o remédio já tinha sido colocado de lado e nossos corpos se aproximado. Seus lábios percorriam pelo meu pescoço em direção ao meu ombro, senti meu corpo arder e queimar por dentro, minha respiração estava ofegante. Cada beijo no ombro e uma leve chupada me fazia sentir arrepios e foi quando eu senti apenas seus lábios parados nos meus mais uma vez e foi a última coisa que me lembrei daquele momento, meu corpo apenas queria desfalecer, era isso que senti, ainda era uma confusão, mas os seus lábios e seu beijo era a última coisa que tinha me lembrado.