Reflexos De Sophie.

29 A Grande Revelação.


Notas iniciais
Helloo povo lindo do meu coração. Bom quero desculpar pela demora, estágio estava corrido e estive cansada também. Quero agradecer a SofiaLispector que me favoritou e em especialmente quero dedicar esse capítulo a CherrieBomb que fez uma recomendação lindaa demais *_* De verdade amore eu fiquei super feliz por ver que algumas pessoas gostaram da minha história e isso me empolgou de verdade a continuar escrevendo. E para quem adora uma música antes de ler eu sugiro essa música:
https://www.youtube.com/watch?v=fvEZUbzqqyM

Beiijoss amores e Boa aventura!!

Obs: quem quiser me perguntar algo está aqui: http://ask.fm/aggusmao

Eu olhei aquele vestido cima da minha cama com uma máscara dourada bem detalhada. Sentei na minha cama e passei meus dedos sobre o vestido, não podia ser era o mesmo que eu tinha aparecido pela primeira vez no reino.

– É lindo não é?

Era a voz da minha mãe atrapalhando meus pensamentos, eu apenas a olhei e sorri enquanto ela o tirava da cama e deixava pendurado perto do armário enquanto me olhava.

– Está atrasada mocinha, já é perto das 19:00 e você nem ao menos está pronta. Vamos, vou lhe ajudar a se arrumar.

Eu sorri, estava feliz, não pela baita festa que meus pais estavam dando e sim pelo fato de que eram eles ali comigo, eu tinha até medo de que eles fossem sumir da minha vista. Nenhum dos dois mundos eram perfeitos, uma parte de minha queria voltar ao reino, Yukiw, Luby, Nathan e meus amigos verdadeiros e por incrível que pareça ao antigo Bruce. Mas se o preço para está aqui era ter meus pais eu preferia suportar tudo nesse novo mundo para estar perto deles, só assim eu sabia que podia ser feliz e uma pequena esperança que existia em mim concordava com isso.

Por estranho que aquilo poderia ser, estava ali me olhando no espelho, meu rosto estava um pouco mais diferente, é algo que apenas notamos quando passa de 15 anos para 17, claramente pequenos detalhes são notados. Meu reflexo mostrava aquele vestido que eu já tinha admirado pela primeira vez no reino, aquela sensação de vazio me fez estremecer por dentro, não era tão fácil por mais que eu quisesse. Meus cabelos faziam leves cachos sobre o vestido, minha mãe tinha me ajudado a me maquiar e finalizando ela colocou aquela máscara sobre o meu rosto, suas plumas e brilhos certamente era um sinal de aquilo não passava de uma forma de amenizar a minha expressão e realmente esconder meu rosto. Eu olhei para minha mãe que estava lindo em um vestido bem elegante e a abracei forte.

– Obrigada pela festa, estou feliz por tudo.

– Eu também meu amorzinho. Vamos, estão todos animados e vários convidados estão lhe esperando.

–Mãe...

– O que foi?

– Não esquece nunca que eu te amo?

– Eu também te amo.

Aquilo fez uma grossa lágrima rolar no meu rosto, sorte minha tinha aquela máscara. Na noite anterior da viagem dos meus pais eu tinha brigado com minha mãe, a minha última frase para ela foi:

– Espero que não volte tão cedo.

Todos os dias eu me arrependia e me culpava por dizer aquilo. Olhar meus pais na minha frente foi uma maneira de me retratar de todos os aborrecimentos, das minhas falhas e estar com minha mãe e dizer que a amo o tempo todo talvez tenha amenizado a minha culpa de achar que fui responsável pelo o acidente do avião. Meu pai apareceu no quarto e sorriu me olhando enquanto se aproximava da minha mãe e a abraçava.

– Uau olha só as duas mulheres da minha vida, estão lindas.

– Oh baby — Minha mãe sorriu dando-lhe um selinho enquanto meu pai se aproximou retirando a minha máscara e me olhando diretamente nos olhos.

– Estou orgulhoso por ser quem você é Sophie, não sei o que aconteceu de um dia para outro, mas saiba que eu e sua mãe lhe amamos muito.

– Obrigada pai, eu que amo vocês.

Foi um momento em que eu queria guardar na minha memória, abracei eles enquanto sentia o calor de seus braços envolta do meu corpo. Sorri quando nos afastamos e meu pai colocou a minha máscara de volta no rosto.

A Festa realmente era muito bem planejada, eu olhava para fotos no telão com Priscila, aquilo realmente foi estranho e até me fez sorrir. Olhei para o salão principal, era realmente uma discoteca, muita bebida ( sem álcool), muita comida e as pessoas estavam realmente se divertindo, algumas se aproximavam e me davam os parabéns e presentes. Com o passar do tempo era divertido olhar as pessoas se divertindo e até meus pais dançando no salão, eu sorria com o Noah como sempre até que olhei uma fantasia entrando na festa, eu sabia que era ele pela cor do cabelo e pelo jeito de andar apesar de estar de máscara. Eu me aproximei o olhando enquanto parei na sua frente, ele estava tímido em um um canto perto da árvore, livre das atenções de todos que pareciam dançar e se divertirem.

– Você veio. — Eu sorri o olhando.

– Como sabe quem sou eu?

– Se surpreenderia.

– Susie e Théo realmente fizeram uma grande festa.

– Sim. Quer dançar um pouco?

– Eu não...

– Ah vamos Bruce, eu lhe ensino.

Eu o olhei e ele sorriu por vencido, suas mãos atrapalhadas ficaram envolta da minha cintura enquanto sua mão ficou sobre a minha, aquele movimento que ele fez com seus dedos percorrendo pela minha mão me lembrou da primeira vez em que senti sua mão sobre a minha no carro. Aos passos lentos começamos a dançar, a música tinha favorecido isso, era uma bem lenta:

Cause with your hand in my hand

And a pocket full of soul

I can tell you there's no place we couldn't go

Just put your hand on the glass

I'm here tryin' to pull you through

You just gotta be strong


Pois com sua mão na minha mão


E um bolso cheio de alma

Eu posso lhe dizer que não há lugar que não poderíamos ir

Basta colocar sua mão no espelho

Eu estou aqui tentando te puxar

Você só tem que ser forte.



Eu o olhei sorrindo enquanto percebi seus olhos sobre os meus, minha atenção estava totalmente voltada para ele e foi quando meu pai se aproximou nos interrompendo, certamente foi um pouco constrangedor.



– Sophie querida, vamos tocar os parabéns.

– Sr. Cohen — Bruce o cumprimentou educadamente

– É você Bruce? Quase não o reconheci.

Eu sorri enquanto caminhei com meu pai para o centro da platéia, ao chegar lá todos cantaram parabéns, um bolo lindo e grande havia uma vela espalhada no seu topo e foi por assoprar ela que eu vi uma metade da máscara caminhar entre algumas pessoas. Não podia ser?? Será que era ele? Eu olhei envolta o procurando e assim que todos se espalhavam eu tentei de procurar de volta.

– Agora essa é a dança de Sophie com Théo.

Eu me senti literalmente em um aniversário de 15 anos... afinal eu tinha, mas não necessariamente naquele mundo. Eu caminhei para o centro de novo e meu pai educadamente me conduziu dançando comigo pelo salão eu sorri o olhando já sem máscara. Aquilo era uma confusão no rosto que me fazia perder os reflexos.

– Então, o Bruce o filho dos Sylian

– Sylian?

– O filho da Nane e Joey nossos vizinhos, lembra deles não filha?

– Sim eu lembro pai.

Não podia ser, só podia ser uma grande loucura aquilo, sim não estava me cheirando nada bem aquela história toda e foi quando eu ouvi alguém interromper meus pensamentos.

– Permita-me Sr. Cohen?

Era ele ali na minha frente, Nathan com uma máscara cobrindo a metade do seu rosto desta vez sem cicatriz a mostra. Eu o olhei enquanto ainda continuava atordoada por aqueles sentimentos confusos, me sentia tonta enquanto o olhava e ele com muita postura me conduziu.

– Quem é você?

– Não lembra mais de mim?

– O que é essa confusão toda Nathan? Eu digo... uma hora estava com você e o Baity... faleceu. Eu acordo e meus pais estão aqui, estou em outra realidade ? É tudo confuso, eu não entendo...

Ele apenas sorriu me olhando enquanto continuava a me girar por todo o salão.

– É tudo tão confuso não é minha querida Sophie. Depois que você veio ao reino só trouxe mortes e medo. Tudo seria melhor se você não existisse e muito menos o Bruce.

– Nathan, porque está falando isso?

Aos poucos aquilo tudo foi se apagando, eu não conseguia mais ver o meu redor, estava em uma caverna escura com pouca iluminação das tochas acesas. Era o Nathan em pé me olhando enquanto eu me desesperava e olhava em volta.

– Nathan o que você fez??

– Lhe trouxe a sua realidade Sophie, chega de sonhar.

Eu estava impressionada com tudo aquilo, sinceramente eu não sabia o que doía mais, ver que não veria mais meus pais ou descobrir que o Nathan estava por trás de toda aquela mentira. Minha mente por um momento girou e não pude me conter com aquela hipótese absurda:

– Eu não acredito que você é o Senhor dos Malígnos.

– Ah... Nathan não querida. Nathan é fraco.

– Então quem é você? E o que quer? Foi você que matou o Baity não é? Está dentro do Nathan?

– Uau, são muitas perguntas rainha Sophie. Deverás saber que eu não estou dentro do Nathan, consigo me transformar.

– Onde o Nathan está?

– Digamos que em breve não estará nada bem.

Eu tentei correr para fora daquela caverna porém senti que estava presa em algum tipo de campo magnético, eu olhei pelo reflexo das águas e eram os Quillans que estavam me cercando.

– Então o que quer? Me fale o que quer de nós?

– Eu quero poder e riqueza querida, simples. Os vilões das histórias do seu mundo não era isso que eles queriam ? Só que diferente de histórias eu sou real, então eu quero o poder e vou ter.

– Existe uma boa razão para os vilões nunca ganharem, seus desejos são impuros e de alguma maneira ou outra alguém irá descobrir e impedirá seus planos Cosmo.

Ele assumiu outra forma, Nathan foi desaparecendo e agora o que eu podia ver na minha frente era um velho com barba branca enquanto me encarava com uma certa frieza.

– Estou impressionado, achei que fosse mais burrinha. Como descobriu?

– É a única pessoa do reino que nunca souberam o que aconteceu, poderia estar vivo ou morto, mas começou uma guerra. Então foi você que se transformou em Joey e fez o mesmo com o meu pai né? Os dois caíram nessa história e guardaram rancor um do outro. Porque? Porque queria um reino separado?

– Sim, queria o reino separado, porém não foi suficiente. Quando os precisos filhos nasceram, eu precisava de uma verdadeira guerra que os levassem a morte, então você e o Bruce foi a maneira mais fácil de atingir.

Eu o olhei um pouco aterrorizada, eu não sabia o quanto aquele homem poderia ser poderoso, na verdade nenhum mal tinha entrado no reino, o mal já habitava dentro daquele Feiticeiro, talvez seu ódio cresceu ainda mais por ele ter sido derrotado pelo meu pai Patrick Calton e Joey Sylian.

– E a Lilyh o que tem haver com isso?

Ele ficou parado por um momento e foi quando eu deduzi que ela era alguém muito importante, ele virou as suas costas com uma capa preta e em seguida ouvi seus gritos me fazendo flutuar pelo caverna enquanto sentia uma mão na minha garganta me segurando e seus olhos não tinham nada além de ódio.

– Foi inevitável, esse dia chegaria, alguém do próprio sangue se sacrificaria para que os meus sonhos se realizassem.

Eu senti meu corpo ser jogado no chão, a queda tinha sido um pouco mais intensa, senti meu corpo doer pelo impacto causado e assim que me levantei eu o olhei ainda pasma pelos pensamentos confusos.

– Ela era sua filha não era?

Ele permaneceu calado enquanto me olhava e ordenava em uma língua estranha para os seres malígnos ali presente. Automaticamente senti meu corpo flutuar e preso ir em direção a um local da caverna, parecia uma masmorra. Meus pulsos foram presos a correntes, o que me fazia ficar em pé um pouco pendurada enquanto tentava me recompor. Eu olhei para frente e estava o Nathan no chão encostado com a corrente no seu tornozelo.

– NATHAN

Eu gritei para que ele fosse me ouvir, sem muito sucesso depois de repetidas vezes em que eu o chamava eu olhei para minha frente e o Cosmo se materializava ali me observando e sorrindo, ele tinha olhos aterrorizantes enquanto meu corpo estava mais fraco do que o normal. Eu o olhei enquanto percebi que ele tinha um anel em sua mão e retirava uma parte da minha energia, eu não sei para que aquilo servia, apenas que minha visão foi ficando turva e aquela era minha última lembrança antes que tudo ficasse preto.



Notas finais
Vestido Sophie : http://i01.i.aliimg.com/img/pb/524/813/455/455813524_037.jpg