Reflection
1 Objetivo
Notas iniciais
─ Puta meda! — exclamou a gémea de branco — Olha o que você fez!
─ O que?! — a gémea de preto gruniu — você estava lá também! É tão culpada quanto eu!!!
─ Tá de brincadeira! Eu disse que era errado! Era só a gente ter ficado longe do laboratório, mas não! A mamãe vai matar a gente!
─ Tá, tá, tá! Cala a boca! Isso no momento não tem tanta importância! Vamos na cidade e ver o que tem lá!
─ Certo!
Caminharam por um longo tempo, até darem de cara com o começo da cidade, elas estavam casadas e ficando desconfortáveis pelo fato de serem as únicas vestidas como princesas.
─ Tá olhando o que? — afrontou a gémea de preto, quando um rapaz passou encarando as duas.
─ Myranda... — repreendeu a outra — DESCULPE! — disse para o rapaz — Estamos chamando atenção!
─ Mentira! — ironizou Myranda, em quanto paravam em frente a uma vitrine — São essas roupas ridículas! Devíamos nos trocar!
─ Não temos dinheiro aqui pra comprar roupas!
─ Deixa de ser burra Lhana! Vamos usar magia é claro!
─ Não gosto de usar magia pra fazer tudo.
─ Se prefere ficar com esse vestido sujo e chamativo, o problema é seu!
Myranda ergueu a mão e uma fumaça roxa cobriu seu corpo, quando a fumaça se dissipou ela vestia um shorts curto desfiado, blusa preta, por cima um moletom aberto sem mangas, calçava um coturno preto com meias 3/4 também pretas, seu colar permanecem, o cabelo agora liso repartido no meio na altura da cintura.
─ Essa e a sua definição de descrição? — falou Lhana.
Ela fez o mesmo procedimento que a irmã, seu vestido se transformou em uma saia azul que lhe cobria o umbigo, na parte de cima um tope branco, calçava uma bota cano curto roxa, o cabelo no mesmo comprimento do da irmã, porém extremamente ondulado e repartindo para lado.
─ Tárám!!! O que achou? — perguntou Lhana animada.
─ Acho que vou vomitar! Que saber, vamos continuar!
Só o tempo delas atravessarem a rua, para Lhana (que sempre anda prestando mais atenção) puxar bruscamente o braço da irmã.
─ O que foi louca?!
─ Vem, vem, vem — falou quase sussurrando.
Elas se esconderam do lado de uma casa.
─ O que ouve? — perguntou Myranda.
Lhana suspirou e disse:
─ Acho que sei o porquê da gente ter aparecido aqui. Olha ali!
As duas disfarçadamente foram a frete da casa e olharam para o outro lado da rua.
Uma linda morena andava com o braço por cima dos ombros de um garoto do nariz grande, acompanhados por duas mulheres, uma loira de jaqueta vermelha, e outra broquela, de cabelo curto, pareciam felizes, chegaram em frete a um restaurante e entraram.
─ Você sentiu? — perguntou Lhana.
─ E vi... temos que sair daqui o mais rápido possível!
─ Não! Não! Claro que não! Ela é o motivo de estarmos aqui, não percebeu!
─ Não ouse interferir! Não chegue perto daquelas pessoas Lhana!
─ Você está cega, por que está com medo! Isso é o que nascemos pra fazer, mante o equilíbrio.
─ Esse é mais um motivo pra não interferirmos! Você é tão impulsiva! Se colocar se dedinho lá vai quebrar tudo!
─ Já passou pela sua cabeça brilhante, que por você agente não faz nada! Deixa todo mundo morrer...
─ Não acredito que você disse isso! Vai se ferra!!!
─ Grossa!!
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