Reflection
1 Capítulo único
Notas iniciais
Eu nunca sei o que falar, eu hein.
Espero que gostem!
Espero que gostem!
Era um dia comum aqui. Os carros passando pela avenida, o sol escaldante, pessoas voltando para casa, indo para faculdades. Bem, o dia normal.
É legal ficar numa cidade movimentada, sabe, quando se é acostumado a tudo isso, é fácil parar para observar as pessoas: Uma mãe pegando seu filho na escola, adolescentes reclamando o quanto suas vidas são chatas, empresas abrindo e fechando, e bem... Me observando!Para muitos, é loucura observar-se, quando falamos isso, eles acham que temos algum problema de auto-estima. Mas não, estou falando de aparência interna, como eu sou, quais são meus medos, no que melhorar. Quando paro por um segundo e reflito, eu geralmente gosto de minha auto-avaliação: Meu medo insano de não aproveitar a vida, de ir cedo demais. E não estou falando da Morte. Certamente não. Estou falando de crescer. As vezes confundem com amadurecer, mas falo de quanto nós morremos por não sermos felizes, por não vermos a inocência nas crianças, por recusarmos um verdadeiro sorriso a alguém.Eu nunca parei pra pensar como eu realmente estou: Se eu vivo ou se existo. Se eu rio ou se choro. Se eu compartilho meus sentimentos ou se coloco uma máscara para parecer sempre fria ou feliz. Esse é o problema: Nunca observamos isso. Nunca repensamos nossos valores. Nunca nos observamos!Quero dizer, nós nunca paramos e pensamos nisso, estamos anciosos demais, tristes demais, amargurados demais, para notar esse tipo de coisa. Para notar que nós precisamos das pessoas, que muitas vezes, uma vida está em nossas mãos(literalmente)!Mas é fácil não só para mim, mas também para outras pessoas, julgar uns aos outros, agora vamos refletir sobre nós mesmos: Somos melhores do que uns por que sabemos escrever?! Somos melhores por que temos dinheiro?! Somos realmente melhores por que temos coisas materiais?! Sabe, eu admiro que vive sem essas coisas fúteis em suas vidas. Admiro que elas tenham a felicidade em si, que não precisam do que julgamos ser nescessário para sobreviver na sociedade.Não acho que conseguiria, mas eu me importo com isso, eu gostaria de ver a beleza no olhar, a sinceridade das palavras, o brilho de felicidade com a chuva caindo e a grama molhada sob os pés. Ah sim, eu gostaria, mas existem os vilões nas nossas histórias: Os famosos "e se..."!"E se eu largasse tudo e não fosse feliz?! E se eu não conseguir enxergar com a facilidade das crianças?! E se isso não for minha forma de felicidade?!" Tantos "e se's...", as vezes isso acaba se tornando chato. Mas e se eu realmente conseguisse isso?! Bem, esse é nosso maior erro: não nos arriscamos para traçar um caminho incerto. Não nos arriscamos para a felicidade. Simplesmente isso: Deixamos "acontecer", e nesse vai e volta, nós acabamos não sendo felizes. Porque tivemos medo: medo de se arriscar, medo de não dar certo, só... Medo!Mas não é por isso que não podemos mudar, sempre há uma esperança, sempre buscamos esperança, porque no fundo nós sabemos que nada vai fazer as pessoas mudarem seus ideais, apenas elas podem fazer isso, por isso temos esperança: Porque sabemos que, por mais que estejamos errados, há uma forma de mudar. E esse talvez tenha sido nosso maior acerto: Acreditar, se fizermos isso, acredite, tudo é possível.Talvez eu não tenha feito uma avaliação de mim mesma agora, talvez eu tenha feito de nós, humanos, pessoas que se ferem, pessoas que erram, que não são perfeitas, mas que sabem que no fundo há esperança. Sempre existe um pouco desse sentimento em cada um de nós. Só nos basta querer que ele seja bom, porque ele também é para o mal.E depois dessa avaliação, não posso deixar de reparar no frio da noite. O cintilar das estrelas, com a pouca chuva presente me faz lembrar coisas boas. Talvez eu não saiba quanto tempo se passou, talvez eu não saiba o que vai ser de mim amanhã, talvez eu não saiba como vai ser daqui pra frente, mas bem... Talvez eu nem ligue pra isso, eu só quero me desligar. Me desligar da presença de pessoas que talvez nem se importem, olhar para o céu estrelado, não pensar no futuro e bem, me permitir um pouco de alegria ao ver a chuva com o contraste das estrelas. Eu me permiti, por um segundo, que a felicidade me invadisse por inteiro, e, só talvez, isso me tenha feito se sentir completa, como se não precisasse de nada. E, naquele momento, eu realmente não precisava!
Notas finais
-Se vocês tiverem gostado comentem aqui(e se vocês quiserem falar pros outros amigos, falem também, eu não me oponho), por favor
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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