Reféns do Tempo

1 Capítulo 1- Algum lugar do mundo.


Notas iniciais
Antes

Tudo o que eu podia ouvir era um barulho ensurdecedor, como uma furadeira, porém muito mais alto, lá estávamos nós sentados, olhando-nos uns para os outros, a parede de vidro que nos cercava me deixava com um tipo claustrofobia inexplicável, os cientistas no laboratório nos olhavam com interesse, de repente algo estourou e escureceu.
Primeira Parte

O vento estava forte lá fora, era possível ouvi-lo assoviando, o frio me consumia devagar, meus pensamentos me torturavam, ainda podia ouvir a voz dele nos meus ouvidos, Não se preocupe, eu vou voltar. Por que eu estava com tanto medo? Eu já havia passado por coisas muito piores então qual era o problema dessa vez? Eu sabia o problema. Ele não estava ali. Ele! Eles! Sim, eles. John e Charlie. Por que eu me torturava tanto? Às vezes os pensamentos são enlouquecedores. O silêncio ali era brutal. Eu podia sentir o sangue escorrendo devagar pelos meus dedos, minha cabeça doía, a única coisa que ainda me lembrava que a minha perna existia era a dor cortante que me possuía , minha garganta seca ardia, meu estomago apertado de tanto tempo sem comer, então levantei meus olhos, o breu reinava ali, ouvi passos, não podia ser, eu não podia acreditar, ele havia voltado mesmo? Um pouco fraca levantei, comecei a tatear a rocha em meio a escuridão, os passos se aproximaram, então com a voz fraca falei:

-John? não houve resposta,-Charlie? tentei oura vez, os passos se aproximavam mais cautelosos, eu não era capaz de ver um palmo a minha frente, apenas sombras, e então uma voz falou

-Tente de novo, Hanna. estremeci ao ouvir a voz

-Vlado. o nome saiu em um sussurro de minha boca

-Muito bem. Esta machucada... Vou pedir para que Veronica cuide disso, tenho planos pra você.

-Verônica? perguntei Ela não esta aqui, ela jamais trabalharia com você. protestei, se ao menos pudesse enxergar onde ele estava

-Nem mesmo pela vida dela ? eu não o via, mas sabia que estava sorrindo. Os passos se afastaram. Eu iria morrer. Agora mais do que nunca eu tinha certeza disso. Que maneira mais sem graça de morrer, por nada, apenas para abrir um maldito circulo sei la para que, não eu não queria morrer assim. Eu não quero morrer assim. Sentei e fiquei encarando o breu. E meus pensamentos voltaram quando tudo isso começou.

Era mar. Até aonde a vista alcançava.

Os raios de sol batiam na agua azul do oceano, as leves ondas tocavam o casco do navio suavemente, Victória olhava para o horizonte com ansiedade, mudar já era difícil, mudar-se de país então era ainda mais complicado. Victória era do Brasil, perdera seu pai há alguns anos, sua mãe conhecera seu novo marido no estagio de jornalismo, Jensen era um homem alto, de cabelos ruivos, grande, de ótima saúde para um homem de 40 anos, divorciado e com uma filha, Melissa. Victória revirou os olhos, a linda e perfeita Melissa. Victória dividira o mesmo quarto do navio com Melissa, ela simplesmente não suportava à suportar. Melissa era loira, magra, alta, olhos azuis, a perfeita garota americana, Victória era morena, cabelos negros, e olhos igualmente pretos, corpo esguio. Victória não queria se conformar do por quê ter de mudar, “Melissa está fazendo um sacrifício também.” Dissera sua mãe, mas Melissa era tipo de garota fácil de se gostar, já Victória era uma garota difícil, em todos os sentidos.

-Estamos chegando. –disse Clarisse, mãe de Victória, lá estava, Califórnia, bem diante dos olhos dela

-Não está animada, Vick? –perguntou Melissa, Victória odiava como Melissa fingia gostar dela, Victoria forçou um sorriso. Depois de desembarcarem, pegariam um carro e dirigiriam até uma cidadezinha no interior, “Você vai adorar, pode apostar.” –Dissera Jensen, mas Victória não iria adorar, Victória não queria adorar. Queria sua vida de volta, seu pai, seus amigos, até mesmo a sua escola.Eu me aproximei, tinha cabelos louros escuros na época, com reflexos avermelhados, eu carregava uma mala preta, tinha olhos castanhos- café, não era muito alta, mas também não muito mais baixa que Victória, tinha lábios rosados, e levemente grossos, pele clara, quando eu a viu, ela sorriu, eu era tão diferente

-Olá. –eu disse a garota timidamente

-Oi. –disse Victória nem um pouco afim de papo

-Sou Hanna, Hanna Sartori. Muito prazer. –o meu inglês era um pouco diferente do que o que Victória tinha aprendido, pude ver a confusão em seus olhos

-Victória, Victória Stevens. –disse Victória por educação

-Vai para onde? Los Angeles? –eu quis saber

-Não. Na verdade vou para um cidade chamada.... –Victória parou tentando lembrar o nome da cidade – Não me lembro direito –falou Victória sem se importar com o seu inglês com sotaque

-Hum. –Eu sorri forçadamente

-Mudança?

-Na verdade, estou voltando pra casa. –respondi –Estava em um internato na Inglaterra. –fiz uma careta, Victória então entendeu porque meu inglês era diferente

-Ouuou. –disse Viictória –E era legal lá?

-Era maravilhoso. –Hanna disse e elas riram

-Mas? –disse Victória adivinhando

-Não é a mesma coisa que estar em casa. Cheio de regras e outras coisas.

-Entendo. Mas está voltando porque... –Victória realmente estava curiosa

-Os pais de uma amiga minha faleceram. Minha mãe, achou melhor eu voltar, acho que ficou com remorso ou algo assim. –eu sorri tristonha, Spencer era minha melhor amiga desde criança, e eu não estava do lado dela quando ela mais precisou

-Caramba. –Victória ficou sem ação

-E você, se mudando porque....

-Meu pai faleceu há alguns anos, minha mãe casou-se novamente, o cara é daqui, então...

-Nossa, tenso hein?

-Bastante. –O barco parou no porto

-Vieram de navio, que legal. –disse Hanna

-Sim, minha mãe disse que seria mais bonito. –Victória revirou os olhos

-Eu vim de barco, porque demoraria mais, eu e meu pai costumávamos velejar.

-Sente falta?

-Muito.

-Também sinto falta do meu pai, mas eu não posso revê-lo. –disse Victória tristemente

-Vick? Vamos filha. –chamou Clarisse

-Bom, acho que é até logo. –disse Victória

-Até logo, se dermos sorte, nos vemos de novo. –eu sorri acenando, Victória desceu do barco, e olhou pra cima, para me ver mais uma vez, mas infelizmente, eu não estava mais lá, havia sido engolida pela multidão, mas eu a vi e sabia que algo muito, muito estranho iria acontecer.

Sempre tive premonições e até hoje nunca falharam.

Eu desembarquei do carro de meu pai, a minha casa estava da mesma maneira que me lembrava, desde a ultimas férias não tinha vindo ainda. A sensação era estranha, pois dessa vez eu não voltaria mais para a Inglaterra. O internato tinha sido ideia minha, nunca tive uma relação maravilhosa com meus pais, de minha parte é claro, fora um sacrifício convencer seus pais, mas agora, era diferente, eu queria voltar pra casa, sentia falta de meus pais, da minha irmã, da minha vida, não era só os meus pais que estavam com um pouco de remorso por ter me deixado ir, mas eu também, por ter me afastado três anos deles, calro que não pretendia ficar muito tempo, mas eu podia ter vindo mais vezes durante as férias.

-Que bom que está de volta, filha. –disse Lilian, sua mãe, abraçando-me

-Também senti sua falta mãe. –eu sorri

-Mana!!!! –gritou Sophia, quase arrebentando a porta da frente da casa, Sophia, era minha irmã caçula

-Opa! Também senti saudades meu anjo. –eu olhei para Sophia, dez anos, enorme, de cabelos castanhos, olhos grandes e arregalados por natureza, duas bolinhas de gude negras, um sorriso simples e doce, não éramos a família perfeita, estávamos longe disso, mas éramos felizes, felizes e unidos, apesar de todos os conflitos

-Fico feliz que esteja em casa. –disse Cesar, meu pai

-Também fico, pai. Muito feliz! –Eu entrei na casa, meus pais haviam trocado os móveis da sala, a cozinha era a mesma, meu quarto estava da mesma maneira, mesmo eu vindo todas as férias pra casa não tinha motivo para mudar o meu quarto, mas agora era caso de emergência. Larguei a mala no chão, e fui arrancando os pôsteres das paredes, troquei a roupa de cama, arrumei o guarda roupa, tirei os velhos brinquedos de cima da cômoda, e coloquei meus perfumes, esmaltes, maquiagens, livros, joias... Tirei as cortinas rosas, e coloquei brancas, as janelas que davam do chão ao teto e abria para a sacada do lado de fora, estava limpa como sempre, eu cheguei ao espelho da cômoda, tinha fotos minhas e de Spencer, minha antiga melhor amiga, Brian, meu ex-namorado, dos tempos de escola, aquilo eu não tirou, apenas as fotos do Brian, mas o resto, eu deixei ali.

-Filha, tem visita pra você. –avisou Lilian

-Deixa subir. – disse, Spencer entrou no quarto

-Minha nossa! É você mesmo! –ela abriu um sorriso maior que a boca ao me ver

-Spence! –eu a abracei, o abraço era fervoroso dos dois lados, eu havia sentido muita falta dela, Spencer usava muito pouca maquiagem, também com uma pele dourada perfeita, cílios grossos e longos, também dourados, quem precisaria de maquiagem? –Como você está? –eu tive cuidado, perder os pais não deve ser fácil

-Melhor.

-Desculpe não ter vindo antes. –eu tinha a voz afetada

-Eu entendo. –Spencer sorriu –Estou morando com tio Dominic, aqui perto. –ela sorriu

-Sério? Isso é ótimo, vamos poder nos ver muito mais!

-Claro! Vai começar na escola amanhã já?

-Sim. Passo na sua casa? –eu ja estava animada novamente, Spencer sempre fora assim, forte sentira falta da amiga durante esses três anos

-Claro!

Enquanto isso, Victória não sabia o que sentir. Era tudo diferente, as pessoas, a língua, a cidade, a maneira de se vestir, tudo. A casa era enorme, a praia não ficava muito longe da cidade, o sol de fim de tarde iluminava todas as casas no estilo Vitoriano, a rua tinha muito estilo antigo, estabelecimentos verde escuro, vermelho, casas que nunca existiriam no Brasil, sua casa era mais moderna, branca, tinha um jardim bem cuidado na frente, como todas as outras casas, na varanda havia um banco –balanço, pintado de branco, ela teria um quarto só pra ela, pelo menos teria espaço entre ele e Melissa

-Anda Vick, vem ver ser quarto! –chamou Clarisse

-Já vou. –Victória subiu as escadas, a porta do seu quarto era branca, ela entrou, tinha uma cama de casal no centro, um closet na parede, uma escrivaninha com um computador, uma prateleira acima, uma janela, as paredes eram de um tom de creme

-E aí? O que achou? –perguntou Clarisse

-É... posso dar um jeito. –disse ela forçando um sorriso

-Bem, boa sorte. Você começa na escola amanhã, a secretária do Jensen já cuidou de tudo.

-Ótimo. –Victória bufou sem ânimo, se quatro horas na escola já eram torturantes imagina um dia, praticamente, inteiro!

-Melissa vai com você, ela vai te ajudar no que você precisar.

-Ah, claro! –Victória revirou os olhos, cínica

-Filha, tem que parar de implicar com a Melissa, vocês são praticamente irmãs agora.

-Mãe, essa história eu ainda vou demorar digerir.

-Ok. Qualquer coisa eu vou estar lá em baixo. –Clarisse suspirou, conhecia a filha que tinha, ela precisava de um tempo, após Clarisse sair ela se jogou na cama, a cama era grande e fofa, a colcha branca era macia, mas aquele quarto era sem graça demais para Victória, ela começou arrumando o closet, depois as prateleiras, preencheu todas com livros, arrumou a escrivaninha, colocou um espelho, que estava no canto, perto da cômoda, a janela era grande, o sol de fim de tarde preenchia o quarto através do vidro, um barulho no quarto ao lado chamou a atenção de Victória, ela foi ver

-Tudo bem ai? –ela gritou

-Sim, ah Vick, me ajuda aqui? –maravilha, era o quarto da Melissa, Victória entrou e deu de cara com um quarto todo rosa

-Meu Deus! –Victória exclamou

-Ficou lindo não é? –Melissa tinha um sorriso diferente no rosto

-É, se é disso que você gosta.

-Olha, eu queria dizer que... Já que vamos ser praticamente irmãs, vamos ter que aprender a conviver uma com a outra...

-Está propondo amizade, Melissa?

-Não exatamente... Mas não uma inimizade Entende? –Melissa parecia sincera

-Ok. –Victória sabia que viver em pé de guerra não seria a melhor opção, mas ficaria de olho em Melissa –Eu já volto.

-Claro. –Melissa sorriu, enquanto arrumava seus porta joias, Victória saiu, iria conhecer o bairro, ou uma parte dele.

Victória caminhava sozinha pela rua vazia, precisava pensar, recolocar seus pensamentos no lugar. Estava tudo confuso, era muita mudança para ela. Ela apertava a carteira de cigarros na mão, não que ela fumasse, mas era uma mania. Como tudo aquilo era possível? Ela esperava acordar a qualquer momento e perceber que tudo aquilo era mais um sonho, mas não, a sua cabeça latejando mostrava que era real, ela suspirou cansada, o tempo antes limpo já estava manchado de nuvens cinzas escuras, carregadas, o que era estranho já que sua mãe disse que fazia bastante sol na Califórnia, um vento frio abraçou o corpo de Victória, fazendo-a estremecer, se soubesse que iria ficar frio assim teria trazido um casaco, mas afinal, onde ela estava? Ela levantou os olhos e então percebeu que havia caminhado bem mais do que pensava

-Droga. –ela resmungou

-Com licença. –uma voz masculina disse atrás dela, ela retirou os fones de ouvido –Posso ajudar? –disse o policial

-O quê? –ela falou sem entender, não estava acostumada com o inglês

-Está parada em frente ao café faz uns vinte minutos, as pessoas não estão se sentindo a vontade.

-Oh, desculpe... Eu não quis... –Victória ficou sem jeito, não era a primeira vez que isso acontecia, ela caminhava automaticamente até um café, ficava parada na frente da janela ou da porta, mortificada em pensamentos, isso porque, um café foi o ultimo lugar que ela esteve com seu pai

-Tudo bem, só é curioso. –ele sorriu, tinha olhos verdes, cabelos castanhos, pele clara e corpulento, não devia ter mais que 24 anos –Sou Jeff Carter.

-Victória...Stevens. –Ela sorriu

-Olha, meu turno acabou em meia hora, está frio aqui fora, quer um café? –ele era gentil, normalmente, Victória teria dito não, mas, ela queria fazer as coisas diferentes não é?

-Tudo bem. –eles entraram, o ar quente de dentro do café os recebeu como um abraço

-E aí Jeff? –cumprimentou o gerente

-Alex! –Jeff sorriu, eles sentaram-se em uma mesa do canto, discreta e confortável -Nunca tinha visto você por aqui. –comentou ele

-Bom, cheguei hoje na Califórnia, e... Pra falar a verdade, eu me perdi. –ela disse sem saber direito o que fazer, ele riu

-Nossa. Quem sabe se você parar de fumar eu te leve pra casa. –ele apontou para carteira de cigarros na mão dela

-Eu não fumo. –ela disse, ele a encarou – Ta, só as vezes! –ela admitiu e ele sorriu

-Não acha que é meio nova pra fumar?

-Não acha que não me conhece o bastante pra me dar concelhos. –ela falou rispidamente, ele abriu a boca pra falar mas ficou quieto –Desculpe. Poxa, você foi super legal comigo, desculpa.

-Tudo bem. Dia difícil? –ele ariscou

-Mais ou menos. Como sabe?

-Morei em um orfanato dividindo quarto com cinco meninas, acha que é fácil? Aprendi a lidar com mulheres desde de cedo. –ele disse divertido

-Nossa, não deve ter sido fácil mesmo. –ela riu

-Pode ter certeza que não, como falavam! –ele fez ênfase na voz e Victória riu

-Já sabem o que vão pedir? –disse o gerente

-Pra mim o de sempre e pra moça...

-Chocolate quente. –disse ela sorrindo

-Saindo com ele... Perca de tempo. –o gerente disse à Victória, rindo

-Na verdade... –Victória ficou sem jeito

-Na verdade eu vou leva-la pra delegacia, depor... Vitima de assalto. –Victória segurou o riso, como ele podia brincar com uma coisa dessas? O gerente olhou-a sem ação

-Desculpe... –ele disse sem jeito, Jeff e Victória se entreolharam e começaram a rir –Ah, Jeff seu idiota! Você me paga. –ele se retirou

-Que malvado que você é. –ela falou ainda rindo

-Você nem imagina o quanto. –ele disse piscando pra ela

-Por que seria perca de tempo sair com você? –o rosto dele ficou sombrio

-Por nada, besteira dele. –Victória havia entrado em perímetro privado e sabia disso

-E então, você é policial não é? Faz tempo? –ela mudou de assunto

-Faz um tempinho já. –ele sorriu tristonho, ela notou uma aliança

-Casado? –ela se surpreendeu

-Não. –ele disse sorrindo –Noivo. Pelo menos era. –o rosto dele ficou vazio

-O que houve? –ela disse com cuidado –Se não quiser conversar sobre isso, eu vou entender.

-Não, tudo bem. Bom, é que... Ela morreu, fazem dois anos.

-Eu sinto muito. –ela disse se sentindo culpada, agora fazia sentido porque sair com ele era perca de tempo, ele ainda estava ferido

-Eu sei, todo mundo sente. –ele suspirou, Alex trouxe os pedidos e se retirou

-Olha, eu sei que conheci você faz dez minutos, mas, poxa você é um cara legal, vai encontrar alguém legal também. –ela colocou sua mão em cima da dele e sorriu carinhosamente, uma

corrente elétrica passou pelos dois, como se partilhassem a mesma dor, a perda de alguém que amavam muito.

-E você? Veio de onde?

-Brasil. –ela disse tirando a mão da dele, mas ele havia gostado do toque dela

-Um pouco longe não acha? –disse ele divertido de novo

-É, um pouco. –ela sorriu

-Mudou por quê?

-Meu pai morreu. –foi a vez dela de ficar vazia

-Lamento. –ele disse surpreso

-Tudo bem, fazem três anos. Minha mãe conheceu um cara daqui, e casou-se novamente. Então....

-Deve estar sendo difícil pra você.

-Está sim. –ela sorriu tristemente

-É sempre difícil.

-Mas nunca impossível. –ela sorriu –O que te machuca hoje, te faz mais forte amanhã.

-Muito sábia para sua idade. –ele observou rindo, ela riu

-É, e falando em idade, eu tenho que ir pra casa. –ela disse tomando o ultimo gole do chocolate-quente

-Posso te levar se quiser. Achamos sua casa mais rápido de carro. –ela ficou em duvida, entrar em um carro de um americano que ela acabou de conhecer[

-Não se preocupe, eu vou a pé mesmo.

-Está realmente pensando, que vou deixar uma adolescente sair por ai sozinha, há essa hora. –Victória conferiu o relógio, sete horas da noite, tudo escuro lá fora e ameaçando chuva –Olha, nem que eu te acompanhe a pé, mas eu vou com você. –Victória deu-se por vencida, ele era teimoso. Do lado de fora, o vento frio os atingiu de maneira brusca

-Tem certeza que quer ir a pé? –ele perguntou quase gritando para vencer o barulho do vento –Anda entra no carro. –ele disse praticamente puxando Victória, eles entraram –Está com frio. –ele disse vendo-a arrepiar-se –Toma. –ela pegou o casaco dele

-Obrigada. –ela sorriu

-Agora me diga, o que você se lembra do caminho da sua casa. –Meia hora depois o carro da policia para na frente da casa de Victória, Clarisse sai apressada

-O que houve? –Clarisse pergunta olhando feio para Victória

-Nada mãe! –Victória resmunga

-Não houve nada senhora...

-Torn.

-Ela, apenas se perdeu, e eu a ajudei.

-Se perdeu? –Clarisse olhou para Victória, o celular de Jeff tocou

-Carter!...Ok...Estou indo pra ai agora. –ele desligou –Desculpem mas, eu tenho que ir. –ele sorriu apressadamente –Foi um prazer conhece-las. –ele falou e saiu apressadamente

-Muito educado. –observou Clarisse

-A maioria das pessoas daqui são. –concordou Victória

-Entre, vamos conversar. –disse Clarisse séria. Depois de uma conversa demorada sobre ir para ruas que não conhece, falar com estranhos, entre outros, Victória foi do dormir e teve pesadelos estranhos.

Notas finais
Digam o que acharam, aceito opniões. gostaram?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.