Refém da Paixão
9 Perdendo o Controle
Notas iniciais
Com a ajuda da câmera frontal do meu celular averiguei se ainda estava tudo bem com minha aparência. Aquela noite eu tive de me arrumar sozinha e senti mais falta dos cuidados de Kim do que pensei. É claro que eu sabia passar uma base no rosto e modelar o cabelo com babyliss, mas aquilo não era nada se comparado ao nível de Kim e suas ajudantes.
E além de ter que me preocupar com o cabelo e maquiagem, ainda tive de cuidar dos chupões espalhados por meu pescoço. Ergui a cabeça reclinando-a de um lado para o outro me assegurando mais uma vez de que as manchas arroxeadas estavam devidamente cobertas pelo corretivo.
Soltei um suspiro aliviado, não só por estar com o rabo de cavalo bem feito, ou pelo batom ainda estar intacto, mas por não ter deixado visível nenhum sinal do que vinha acontecendo entre Edward e eu.
Por mais que eu devesse fingir ser sua namorada, sabia que aquilo não deveria passar de um teatro e misturar sexo com trabalho nunca acabava bem... O problema era meu corpo entender aquilo também. Era impossível resistir a ele e aquele sexo maravilhoso. Era tudo tão intenso e prazeroso que eu não sentia vontade de parar, por mais que minha mente mandasse milhões de alertas o tempo todo.
—Podemos ir, senhor? – Brady perguntou assim que Edward se sentou ao meu lado. Seu perfume amadeirado preencheu o SUV blindado. Prendi a respiração por alguns segundos, sentir aquele aroma viciante e o calor do seu corpo tão próximo ao meu era tentação demais para mim.
—Sim. – Edward respondeu meramente antes de voltar seus olhos para mim. —Emmet acabou de me ligar para reclamar do nosso atraso. – um sorriso brincava no canto de seus lábios e eu sabia exatamente o motivo.
Mordi o lábio inferior enquanto meus olhos eram preenchidos pelas lembranças do motivo do nosso atraso. O calor se espalhou rapidamente por meu corpo deixando-me momentaneamente sem ar.
—Ele odeia atrasos. – proferi por fim antes de respirar fundo. Edward deu de ombros e se aproximou um pouco mais de mim quando o carro fez a curva para sair da mansão imponente. Sua mão grande pousou sobre minha perna e, mesmo estando de calça jeans, seu toque me causou um longo arrepio.
Encarei os dedos longos que seguravam possessivamente minha perna. Era incrível como até sua mão era atraente... E seus dedos pareciam ter sido feitos para me tocar, me penetrar....
Maneei a cabeça sentindo minhas bochechas esquentarem.
Que merda estava acontecendo comigo?
Desde quando todos meus pensamentos giravam em torno de sexo? Eu precisava começar a me conter, não podia agir daquela maneira quando uma pessoa corria risco de vida, e era minha obrigação defende-lo. Sabia muito bem onde deveria manter minha concentração.
Nós paramos no sinal vermelho e ergui a cabeça decidida a me conter. Brady me encarou pelo retrovisor, seus olhos não esconderam a curiosidade.
Mas é claro que ele estranharia, ali dentro daquele carro, Edward e eu não precisávamos fingir. Brady era um dos nossos, era um dos detetives que Emmet mais confiava, mas o que Brady não sabia, e nem podia, era que as coisas estavam deixando de ser fingimento.
—O que foi? – Edward perguntou quase que em sussurro quando me afastei um pouco.
—Não gosto de andar sem o cinto. – justifiquei tentando fingir naturalidade. Evitei olhar dentro daqueles olhos incomuns, sabia que me perderia naquelas imensidões facilmente, e aquilo definitivamente não era uma boa ideia.
Agradeci mentalmente quando descemos pela garagem do prédio em que Emmet morava. Em todos os anos que trabalhava para ele só tinha ido até lá uma única vez, e pouco me lembrava da arquitetura industrial e moderna.
Chegamos ao duplex no mais profundo silêncio, e Emmet fizera questão de deixar claro o quanto estávamos atrasados. Por sorte aquilo não levantaria suspeitas, afina, Edward estava sempre atrasado!
—Como estão indo as coisas entre vocês? – Alice perguntou ao me puxar para um canto mais reservado, vi a expectativa brilhar em seus olhos castanhos. Engoli a seco enquanto minha mente tralhava nas duas respostas possíveis para aquela questão: falar toda a verdade, ou ignorar tudo o que estava acontecendo.
—Iguais. – dei de ombros fingindo indiferença. —Conheci a ex-mulher dele. Aparentemente não há maldade nela, mas você sabe como isso funciona...
—Sei bem. – confirmou com a cabeça um segundo antes de Emmet se aproximar.
—Vamos lá, meninas?
Nós concordamos com a cabeça e o seguimos até a grande sala de reuniões que havia no segundo andar de sua casa. Todos os escalados para a missão estavam ali, incluindo Mike que fuzilava a Edward e a mim com os olhos.
Contive o riso ao me sentar na cadeira. Porque alguéns homens tinham que ser tão ridículos? E como eu fiquei tanto tempo com um desses?
—Bom, eu quero começar dizendo que recebemos o relatório do café. – Emmet fora direto e minha atenção se voltou totalmente para ele. —E Edward, agradeça muito a Bella, porque se você tivesse tomado aquele café, provavelmente teria tido uma parada cardíaca no mesmo momento.
O sangue gelou dentro de mim diante tal informação.
—Havia uma quantidade absurda de KCL dentro daquele café. Mais de vinte ml.
Prendi o ar nos pulmões enquanto fitava Edward, pela primeira vez em todos aqueles dias, ele se mostrou verdadeiramente preocupado. O semblante fechado e os olhos perdidos mostraram o quão abatido ele ficara com aquela informação.
—Isso é resultado da incompetência da vocês. Como deixaram o garçom que serviu o café para Edward escapar? Jared, onde estava quando o buquê de flores foi entregue na recepção? – Emmet falava duramente com todos os meus colegas de trabalho, mas não consegui manter minha atenção em nada além de Edward.
Ele continuou imóvel, os punhos cerrados e os olhos fixos em um ponto da mesa de aço.
Fora impossível não me compadecer. Ver aquele homem tão forte daquele jeito me incomodara mais do que pensei que fosse. Preferia quando ele estava soltando suas falas machistas.
—Bella me disse que você mencionou Jacob. – Edward ergueu os olhos até Emmet e rapidamente fiz o mesmo. —O que te faz desconfiar dele?
Edward apertou os lábios, ergueu o queixo e lá estava a postura impassível de volta.
—Você sabe. – sua voz saíra seca.
Emmet pareceu pensar por longos segundos e então maneou a cabeça em consentimento, aparentemente havia se lembrado do possível motivo.
—Estamos investigando-o. – Edward concordou com um aceno rápido de cabeça. —Eu quero que todos vocês prestem atenção em cada detalhe a partir de agora. Quero relatórios todos os dias. – Emmet se virou para nós, seus olhos eram tão firmes quanto sua voz. —Quero saber quem entra e quem sai da casa e da empresa... Nada pode passar despercebido.
—Os plantões continuarão de doze horas? – Erick perguntou após pedir permissão.
—Sim, e só poderão sair quando o outro chegar. – deixou claro. —Menos você Bella. Sabe que não tem como revezar o seu disfarce.
—Tudo bem. – confirmei vendo-o de soslaio que dois homens ali me encaravam fixamente, Edward e Mike.
—Eu não estou de acordo com isso. – Edward pronunciou com o maxilar cerrado. Meu coração pulou uma batida enquanto todos os outros presentes se viravam para encará-lo. —Se estão tentando me matar, obviamente ela vai acabar entrando na mira... Se meus pais e minha filha estão sendo protegidos, porque minha namorada não seria?
Emmet o encarou por longos segundos e então voltou seus olhos para mim. Engoli a seco enquanto pensava no que responder.
Onde ele estava com a cabeça de dizer aquilo?
—Porque eu não sou sua namorada, só finjo ser. – Edward se virou para me olhar, um brilho diferente correu por seus orbes claros e instantaneamente me arrependi de dizer aquelas palavras. —Meu dever é te proteger, não ser protegida. – completei abaixando um pouco o tom de voz.
Edward cerrou os olhos sem tirá-los de mim, engoli a seco novamente sentindo-me um animal encurralado.
—Bella está certa. E ela é muito bem treinada, sabe se defender. – Emmet colocou um fim naquele assunto, mas eu sabia muito bem que a desconfiança havia se instalado ali.
Naquela sala só havia detetives experientes que captavam tudo no ar. Éramos treinados para isso.
Evitei olhar para os outros durante toda a reunião, que felizmente, não durara muito. Não queria encontrar os olhares curiosos abarrotados de segundas intenções, se tinha uma coisa que eu odiava era ser motivo de comentários e fofoca.
Edward certamente havia batido com a cabeça e perdido um pouco da noção, somente isso justificaria sua fala sem noção.
—O que foi aquilo lá em cima? – Edward perguntou verdadeiramente irritado quando se sentou ao meu lado no carro.
—Eu quem te pergunto... O que te faz pensar que pode dar palpites no meu trabalho? – cruzei os braços vendo-o recuar um pouco.
Contraiu os lábios enquanto os olhos ficavam ainda mais fumegantes, mas aquilo não me intimidava. Eu já estava acostumada a lidar com Edward.
—Eu não estava dando palpites. – correu a mão pelo cabelo e bufou alto. —Só não acho saudável você ficar tanto tempo sem dormir...
—Edward, esse é meu trabalho, eu já estou acostumada! – interrompi-o sentindo a impaciência crescer dentro de mim. —Todo mundo lá em cima percebeu o jeito que você falou. Agora todos vão começar a falar sobre a gente, a levantar hipóteses sobre o que pode estar acontecendo entre nós dois...
—E qual o problema? – sua voz saiu um pouco mais alta. —Não quer que seu ex namoradinho saiba o que está acontecendo entre você e eu? – provocou no mais puro veneno.
Não sei exatamente o porquê, mas sua pergunta me deixou extremamente incomodada.
—Não tem nada acontecendo.
—Ah, não? – seus dedos afrouxaram o colarinho da camisa social. —Então tudo o que nós fizemos ontem e hoje não é nada?
Sua pergunta me encurralou. Entreabri os lábios algumas vezes pensando no que lhe responderia, contudo, nada coerente passava por minha mente. Ele começou a abrir um sorrisinho vitorioso diante do meu silencio e aquilo me deixou ainda mais puta.
—Só aconteceu porque você me enganou. Só te beijei porque pensei que seus seguranças estavam por perto. – falei tudo em um fôlego só.
—Mas nós transamos.
—Sim, e foi um erro. – as palavras escaparam da minha boca e no mesmo instante me arrependi de dizê-las.
—Um erro? – cerrou os olhos, a voz saíra seca e fria.
—É. – dei de ombros. Era tarde demais para recuar. —Não posso misturar sexo com trabalho. Não dá certo. E talvez eu tenha que abraçar você ou coisa parecida na frente da sua família. Também vou ter que pegar na sua mão de vez em quando, na frente dos seus empregados. Mas não confunda as coisas em nenhum momento. Esse é o meu trabalho. Esse é um disfarce.
Edward me encarou por um longo momento. Um momento angustiante e torturante no qual eu me arrependi mil vezes por ter dito tudo aquilo. Quando finalmente entreabriu os lábios para me dar uma resposta, Brady abriu a porta do carro.
A presença de terceiros furou nossa bolha e pela primeira vez, agradeci por aquilo. Nós nos afastamos no banco de couro e permanecemos em silêncio durante todo o percurso de volta para casa.
De novo, eu havia perdido o controle, e daquela vez, dito coisas que eu não queria. Por mais que soubesse que misturar as coisas era errado, não deveria ter falado daquele jeito.
Edward estava visivelmente emburrado, saiu do carro sem esperar por ninguém e marchou para seu quarto com passos largos. Prendi meu lábio inferior entre os dentes ao fechar a porta. Quieta o observei tirar o paletó e o jogar sobre a primeira poltrona livre. Impaciente se livrou dos sapatos italianos e arregaçou as mangas da camisa antes de pegar tirar o telefone do gancho para pressioná-lo contra a orelha.
—Senna, traga uma garrafa de Macallan até o meu quarto. – ordenou e sem esperar uma resposta, devolveu o telefone no lugar com uma força desnecessária.
—Sua filha vem para cá amanhã cedo? – minha voz saiu cautelosa.
Edward confirmou com a cabeça ao jogar o cinto preto no chão. Respirei fundo e deixei o ar preso no pulmão. Vê-lo se despir, ainda mais quando estava furioso, era uma cena digna de aplausos.
—Jéssica vem junto? – eu sabia da resposta, assim como eu, Jéssica não podia tirar os olhos de Melissa.
—Sim. – foi seco.
As batidas na porta antecederam a voz de Senna, que entrou no quarto após Edward dar permissão. Quieta, a esperei deixar o carrinho de prata no meio da área de estar, e servir dois drinks com o whisky absurdamente caro.
—Obrigada, Senna. – a agradeci diante o silêncio de Edward.
—Por nada, com licença.
Ela saiu do quarto e o silêncio voltou a reinar ali, e aquilo estava me incomodando mais do que esperei que fosse.
Edward tomou um grande gole de whisky e voltou a encher o copo antes de ir para a área externa do quarto. Rapidamente o segui, ser ignorada por ele não era nada agradável.
—Vai ficar nesse silêncio até quando?
—O que você quer que eu diga? – me olhou duramente antes de se sentar em uma das espreguiçadeiras.
Soltei o ar pela boca sem saber o que responder. Me aproximei com calma tentando focar minha atenção naquela noite que estava linda, o céu claro era a tela perfeita para as estrelas brilharem, mas todo o destaque era da lua cheia.
—Não sei. Só diz alguma coisa. Não gosto quando fica em silêncio.
Me sentei a sua frente a tempo de receber seu olhar enigmático. Eu odiava quando ele assumia esse ar ilegíveis e impessoal.
—Sabe do que eu não gosto? Quando você fala que só está comigo por causa do seu trabalho, que é tudo um disfarce... – fez uma pausa contraindo os lábios. —Que está fingindo.
—Eu disse aquilo para ninguém desconfiar de que estamos nos envolvendo...
—Para o seu ex não desconfiar, não é? – corrigiu deixando explícito o ciúmes que sentia.
Não contive o sorriso ao me levantar e me aproximar, ainda com o semblante fechado ele me acompanhou com o olhar.
—Eu não estou nem aí para o Mike. – empurrei-o pelo o ombro e me sentei em seu colo, passando uma perna de cada lado de seu quadril.
Ele demonstrou certa surpresa no início, mas não demorou a me segurar pela cintura.
—O problema é que a minha profissão é extremamente machista. Qualquer coisa é motivo para desmerecer uma mulher... Se souberem sobre nós dois, vão começar a questionar meu profissionalismo. – soltei um suspiro passando os braços por seu pescoço. —Não tem nada haver com o Mike.
—Certeza?
Mandei a cabeça em concordância e encerrei a discussão unindo nossas bocas. Sua língua tocou a minha e no mesmo instante uma longa onda de arrepio correu meu corpo. Pressionei o quadril em seu colo sentindo seu pau começar a endurecer, e fiquei pronta para recebê-lo instantaneamente.
—Você me vai me matar de estresse. – sussurrou enquanto caminhava comigo no colo. —Ou de tesão.
Sorri com gosto puxando-o para beijá-lo de novo. Edward sugou minha língua o desejo me queimou por dentro.
Eu o queria tanto, tanto!
Edward infiltrou os dedos em meus cabelos aprofundando ainda mais nosso beijo altamente possessivo.
Apertei as unhas em seu ombro, usando a mão livre para abrir, com certa dificuldade, os botões de sua camisa.
—Quero foder você. Agora. – tomando fôlego, eu o vi cerrar o maxilar.
Nossos lábios voltaram a se encontrar, sua língua roçou na minha me deixando ainda mais desejosa. Sem o menor cuidado ele nos deitou na cama. Quando finalmente terminei de desabotoar sua camisa, infiltrei minhas mãos por ela tocando aquela pele abrasadora.
Abri minhas pernas, Edward se acomodou entre elas correndo suas mãos por debaixo da minha blusa.
Ele apertou seu corpo no meu, seu membro que já se encontrava devidamente duro dentro de sua calça, pressionou minha vagina de uma maneira deliciosamente provocante.
Juntos, gememos em meio ao beijo.
Apertei minhas unhas em suas costas empurrando a peça de roupa, que no momento, só atrapalhava.
Edward afastou nossos lábios, estávamos em fôlego. Puxei o ar pela boca, enquanto ele descia a sua por meu pescoço.
Não deixei de me surpreender quando Edward me arqueou e com uma facilidade impressionante, tirou a calça jeans de mim.
O olhei por segundos, afastei seus braços de mim e consegui retirar por completo, sua camisa branca. Lancei peça para longe, que desapareceu na imensidão do cômodo.
Controlando o peso do seu corpo contra o meu, ele puxou minha blusa e a tirou de mim.
Mordi o lábio sem controlar o sorriso ao vê-lo tão encantado com meu sutiã balconet.
—Caralho... – a palavra saiu controlada de sua boca. Edward se abaixou deixou um beijo molhado sobre cada seio meu, e os liberou do sutiã.
Sua pele quente voltou a encontrar com a minha, passei minhas pernas por sua cintura a procura de mais contato.
Estava ardendo por ele!
Com a cabeça infiltrada no vão do meu pescoço, Edward deixou uma mordida rápida em minha pele. Quase engasguei de tanta excitação.
—Edward... – choraminguei. —Por favor. – pedi sabendo que ele compreenderia minhas palavras.
Ele me olhou, chupou minha boca para logo, voltar a me beijar. Senti seu quadril se afastar de mim, suas mãos se direcionam para baixo, onde ele abriu rapidamente o cinto e o zíper de sua calça.
Meu peito subia e descia numa velocidade única, Edward voltou a se sentar apenas para abaixar a calça, juntamente da cueca.
Meus olhos vibraram ao ver seu pau duro e rígido, saltar para fora da peça intima.
Se abaixando um pouco, ele apoiou o braço ao lado de minha cabeça, uma de suas mãos segurou firmemente na lateral da minha calcinha e com um único puxão, ele a tirou de mim.
Impressionada, observei a peça intima destruída, ser lançada para longe.
Então ele voltou a se deitar. Nossos corpos voltaram a se encaixar e dessa vez, é pele contra pele.
Nada nos separa. Absolutamente, nada!
Peguei seu rosto entre as mãos e o puxei para mim, nossas bocas se receberam receptivas. Edward se acomodou sobre mim, seu membro pressionando minha entrada e de uma só vez, ele se afundou em mim.
Engasguei em meio a um gemido, o prazer correu por meu corpo de um modo tão poderoso que me levou aos céus.
A excitação selvagem que emanava do potente corpo másculo de Edward era palpável, e colocando as mãos por baixo de meu corpo, começou a se movimentar.
O calor voltou a me fazer vibrar, arqueei meu corpo em um esforço de aceita-lo ainda mais profundamente.
Os gemidos de Edward se misturaram com os meus, sentia seu rosto suar debaixo de meu toque, enquanto ele aumentava o ritmo das investidas.
Ondulei meus quadris ouvindo-o urrar alto.
Deus... Como isso rra bom!
Gemidos e choros baixinhos saiam de minha garganta, carnes húmidas e músculos tremendo, mãos explorando freneticamente, respiração rápida e difícil, investidas urgentes.
Eu absorvia a tudo isso, sentia, escutava e me deixava ser consumida por essa febre de prazer intenso.
—Edward! – meu tom de voz era frenético, minhas unhas se enterraram nos músculos flexíveis de suas costas largas.
—Porra! – sua voz saiu abafada por minha pele. —Vem para mim... Goze para mim. – ele gemeu enquanto e consigui sentir que ele estava próximo do orgasmo.
Suas mãos me agarraram com mais firmeza pelos quadris e o me erguendo, Edward me penetrou mais fundo.
Minha febre aumentou a um nível insuportável e então meus sentidos explodiram. Eu gritei e meu corpo todo tremeu.
Era a loucura mais doce que se poderia imaginar, um prazer além de qualquer descrição e tive certeza, que poderia morrer disso!
Edward enterrou a cabeça em meu pescoço, começou a investir com mais força e rapidez. Seu grito gutural combinou perfeitamente com o meu, então seu corpo convulsionou no momento do jato de finalização.
Um silencio absurdo abrangeu o quarto as palavras eram intrusas ali.
Foi tudo tão intenso e urgente, que tudo deixou de existir!
Edward rolou para o lado e levou alguns segundos para controlar sua respiração. Mantive os olhos fixos no teto abobadado enquanto meu corpo dava os últimos espasmos do orgasmo delicioso que tivera.
Que transa maravilhosa.
—Uau.
—É. – precisei pigarrear para minha voz sair. —Só melhora.
—Sim. – se virou para me olhar apoiando o corpo no cotovelo. —E eu tenho certeza que quanto mais praticarmos melhor.
Sua mão pousou em minha barriga e deslizou até minha boceta encharcada de tesão e porra.
—Edward.. – gemi quando seus dedos tocaram meu grelinho inchado e pulsante. —Eu preciso estar em posição. – lamuriei usando do último resquício de sanidade que eu tinha.
Seus dedos onduladas meu ponto sensível e o pressionaram um pouco mais, antes de parar para minha total frustração.
—Tudo bem. – ofegante o olhei, seus olhos heterocromáticos estavam mais escuros, mais perigosos. —Fica na posição de quatro para mim. É assim que eu vou te foder agora.
Eu queria negar. Eu queria levantar e ir até a poltrona para ficar pronta para qualquer possível ataque. Contudo, eu já tinha perdido o controle.
Já estava entregue demais para recuar.
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