Notas iniciais
Boa leitura ♥

A notícia de que Victória tinha conseguido escapar desestabilizou ainda mais nossas vidas. A frustração era tanta que me recusava a acreditar que tudo havia dado errado.

Tínhamos chegado tão perto, toda uma escolta fora montada ao redor do edifício onde ela morava com James e no final tudo caíra por terra.

Não conseguia entender aquele fracasso, nem mesma a explicação repetitiva de Emmet me fazia entender a falha na operação.

Como uma mulher de trinta e poucos anos havia conseguido driblar mais de vinte policiais e agentes federais?

—Preciso ser sincero e dizer que nunca vi tanta incompetência de uma só vez. – a voz de Edward saiu ríspida e impaciente.

Me livrei dos pensamentos repetitivos e encarei seus passos aleatórios pelo escritório. Estava a ponto de explodir e no momento me sentia igual. Tudo o que estava acontecendo era extremamente exaustivo e algo me dizia que estávamos longe do fim.

—Edward, algum funcionário de Jacob conseguiu avisá-la. – Emmet repetiu pela trigésima vez. —As câmeras deixaram claro que ela escapou pela saída dos funcionários.

Corri a mão pelo rosto e prendi o ar nos pulmões. Se aquilo fosse um pesadelo a falta de ar me faria despertar, e na melhor das hipóteses acordaria sendo notificada da prisão de Victória.

—Ela foi esperta...

—Muito mais esperta que um bando de detetives e policiais experientes. – Edward ironizou enquanto afrouxava o colarinho da camisa de botões, seu rosto estava vermelho pela raiva.

—Tem alguma pista de onde ela foi? – precisei pigarrear para limpar minha voz devido ao longo período em silêncio.

Emmet maneou a cabeça em negação e me afundei mais ainda no sofá.

—Sei que estão frustrados, mas vamos fazer de tudo para resolver isso o mais rápido possível. Já estamos entrando em contato com a INTERPOL e ela será procurada em todo o mundo. – Emmet tentou nos tranquilizar, mas a única coisa que acalmaria os ânimos seria a prisão de Victória.

Edward cessou seus passos sem destino e esfregou as mãos no rosto, sabia que aquilo não amenizava seus anseios nem um pouco.

—Preciso contar para a minha família o que está acontecendo. – rompeu o silêncio pronunciando as palavras em um cansaço extremo.

Mordi meu lábio inferior repassando suas palavras mentalmente.

—Não queria que contasse antes de que resolvêssemos tudo...

—Emmet, será que você não enxerga que eles estão correndo perigo? – Edward rolou os olhos, a voz subira uma oitava. —E se Victória os procura? Sem saber de nada, obviamente irão atende-la...

—Mas eles estão sendo acompanhados por agentes...

—Isso me deixa tão tranquilo! – debochou contraindo o maxilar. —Eles precisam saber o que Victória é. – bateu o pé verdadeiramente decidido.

—Edward tem razão. – minha fala atraiu a atenção de ambos. —Já está na hora de deixá-los a par de tudo o que está acontecendo. Só assim poderão se defender.

Emmet intercalou os olhos entre Edward e eu, e arqueou as mãos assim que percebeu que seu voto já fora vencido. Mordi a ponta da unha enquanto refletia no impacto que aquilo causaria na operação.

Contar a família aos Cullen sobre Victória era o melhor a ser feito, mas talvez fosse melhor manter a identidade de alguns agentes preservadas.

—Acho que é melhor não contar sobre os agentes. – os dois me olharam sem entender assim que pronunciei as palavras. —Não sabemos se Jacob e Victória estão sozinhos nisso, é melhor guardamos uma carta na manga.

Edward me fitou por um longo momento e então maneou a cabeça.

—Concordo, acho que expor seu trabalho te deixaria em uma posição ainda mais vulnerável.

—Por mim, tudo bem. – a aprovação de Emmet me deixou um pouco mais leve. Sentia que não era a hora de contar para todos sobre a minha identidade, manteria aquilo em segredo até Victória ser pega e esclarecêssemos todos os pontos daquela história.

—Vou ligar para o meu pai e pedir para que reúna a todos para o jantar. – Edward informou tirando o celular do bolso.

Entreabri os lábios para tomar fôlego, o peso em meus ombros só aumentava e o cansaço que sentia me deixava absurdamente cansada.

Quando é que tudo aquilo ia acabar?

—Preciso ir. – Emmet atraiu minha atenção ao se levantar da poltrona. —Já liberaram Jacob para os interrogatórios...

—Será que eu posso passar lá mais tarde? – precisava olhar na cara dele e fazer ao menos algumas das questões que rondava minha cabeça. Precisava de respostas, estava cansada de ter dúvidas.

—Não sei se o Edward vai gostar... – rolei os olhos diante sua resposta temerosa. —Qualquer coisa você me liga e nós marcamos.

Assenti com a cabeça diante a falta de opção.

Interrogar os culpados era sempre a parte mais divertida...

Corri a mão pelo rosto e quando parei os olhos no relógio caro em meu pulso me surpreendi com a hora, eram quase meio dia e meia, e já deveria ter tomado minhas vitaminas há um bom tempo.

Separei os comprimidos me repreendendo mentalmente, não podia cometer aqueles deslizes, as vitaminas eram fundamentais para o desenvolvimento saldável do meu grãozinho.

—Está se sentindo mal? – Edward entrou na cozinha um segundo antes de eu engolir os remédios.

Maneei a cabeça em negativa deixando o copo de água sobre a bancada de mármore branco.

—São as vitaminas...

—Não deveria tomar ao acordar? – seus olhos cerrados saíram da postura analítica e foram para a repreensão assim que encolhi os ombros. —Bella...

—Eu sei. – o interrompi arqueando as mãos. —Já deveria ter tomado, mas o dia de hoje começou um pouco atípico... – justifiquei implorando que ele comprasse minha desculpa, até porque era a mais pura verdade.

Edward mordeu o lábio inferior e se aproximou de mim calmamente.

—A partir de amanhã, eu fico responsável pelos remédios. – me lançou uma piscadela um tanto quanto autoritária.

Rolei os olhos cruzando os braços.

—Eu não sou uma criança. Sei me cuidar.

Edward bufou antes de me puxar pela cintura.

—Acho bom que você se acostume a ser cuidada. – correu o polegar meu rosto em um carinho terno. —Porque não abro mão de cuidar da mulher que eu amo.

Suas palavras foram tão intensas quanto seus olhos peculiares. Contive o suspiro ao passar os braços por seu pescoço e me esticar para beijar sua boca rapidamente.

Apesar da situação estar um tanto quanto complicada, aqueles momentos com Edward, por mais rápidos que fossem, serviam para dar uma acalmada em tudo.

—Marcou o jantar com sua família? – ele me respondeu com um aceno de cabeça. —Como acha que vão reagir?

Ele respirou fundo e correu a mão pelo cabelo, pude ver a tensão voltar para seus olhos.

—Não sei. – soltou o ar pela boca. —Não consigo nem imaginar... Ainda não parece verdade para mim. – assumiu com os lábios contraídos.

Senti meu coração pesar diante sua face decepcionada. Odiava vê-lo abatido daquela forma.

—Vai ficar tudo bem. – sussurrei olhando em seus olhos. —Logo tudo isso vai passar.

Edward forçou um sorriso enquanto me abraçava mais apertado.

—Espero que sim.

No fundo eu também esperava que aquilo acabasse o mais rápido possível. Queria poder lidar com toda a confusão que me esperava na minha vida real, sabia que teria muitas questões para resolver.

—Vou precisar ir para a empresa após o almoço. – Edward contou enquanto nos sentávamos a mesa na área externa. O céu nublado começava a abrir para um tímido sol. —Tenho uma reunião importante para agendar minha próxima viagem.

—Qual vai ser o destino da vez?

—Cancun. – deu de ombros.

Não sei exatamente o que me deixou mais surpresa, a escolha do local paradisíaco ou a indiferença de Edward.

Já deveria estar acostumada com aquela reação dele, até porque ele já havia conhecido a maioria dos cartões postais espalhados pelo mundo.

—Olha só quem está chegando! – cantarolei assim que vi Melissa atravessar as portas francesas.

Estava incrivelmente fofa usando uma jardineira e all star rosa. O cabelo estava preso em um rabo de cavalo alto e a franja simétrica estava solta, o que deixava seu rostinho ainda mais redondo.

Ela sorriu, mas sua transparência infantil não permitiu que escondesse o desânimo.

—Como foi a aula, princesa? Aprendeu palavras novas? – Edward questionou com a atenção fixa na filha, aparentemente ele também havia reparado na postura tristonha de Mel.

—Ah... Foi legal. – suspirou com os ombros caídos. —Papai, pode ligar para a minha mamãe? Estou com saudades dela.

Engoli a seco diante o pedido de Melissa. Edward recuou o corpo e me olhou deixando explicito que não sabia o que responder para a filha.

Eu o entendia completamente. O que poderia responder para uma garotinha de cinco anos que pedia para ver a mãe? A mãe que estava fugindo da polícia e sendo procurada por toda a cidade.

—Mel? – a chamei atraindo a atenção daqueles olhinhos brilhantes. —Sabe o que nós vamos fazer hoje? – ela negou com a cabeça e vi a curiosidade delinear seus traços. —Vamos ir trabalhar com o papai! – bati palmas animadas acompanhando minha voz.

Vi a postura de Mel se erguer, seus olhinhos voltaram a brilhar e o sorriso fora verdadeiramente animado.

—É sério? – encarou Edward que rapidamente afirmou com a cabeça. Sabia que ele concordaria com qualquer coisa para fazer a filha feliz.

A ideia de visitar a empresa de Edward a animou o suficiente para que esquece de ligar para a mãe. Enquanto almoçávamos tentava não deixar a pena que sentia de Mel me abater. Sabia que, entre todas as pessoas envolvidas, ela seria a que mais sairia perdendo naquela situação.

Maneei a cabeça tentando deixar de lado todos aqueles pensamentos obsessivos, minha missão naquela tarde era trazer um pouco de alegria para aquele serzinho tão iluminado.

Voltar a empresa de Edward me trouxe uma enorme nostalgia. Fora impossível não me lembrar da reunião que fizemos naquela tarde quente, onde Edward atrasara mais de uma hora e ainda esnobava tudo o que estava acontecendo em sua vida.

Era estranho pensar que se passara cinco meses desde que aquele dia, já que eu sentia que conhecia Edward há anos, e ao mesmo tempo parecia que aquela tarde havia sido há menos de uma semana.

—Olha só quem apareceu por aqui! – Alice proferiu assim que entramos atravessamos o elevador e entramos no hall de entrada da sala de Edward. Ainda não havia conhecido aquelas partes da empresa, era tudo tão alto, elegante e luxuoso. Um ambiente calmo, arejado e com uma linda vista para o mar.

—Hoje nós viemos trabalhar com o papai, não é Mel? – a olhei rapidamente, segurando minha mão, ela demonstrou certa timidez.

—Uhum. – concordou prendendo o lábio inferior entre os dentes.

—Que divertido, Melissa! – Ângela fez questão de participar da conversa enquanto se aproximava de nós. Já sabia do ciúme que ela sentia de Alice e me perguntava como ela reagiria quando soubesse de tudo. —Como vai, Bella?

—Bem, e você? – ela arrumou os ósculos a frente do rosto antes de assentir com a cabeça.

—Ângela, já está tudo pronto para a reunião? Não tenho tempo a perder. – a voz de Edward saíra um tanto quanto impaciente. Vi as bochechas de Ângela corarem e rolei os olhos diante a falta de tato.

—Claro, senhor Cullen. – pigarreou dando alguns passos para trás. —Só um instante, já vou avisar aos outros que o senhor chegou.

—Ótimo. – pontuou antes de se virar para mim. —Vem, vamos lá na minha sala! – seu tom fora completamente diferente quando voltado para mim e Melissa, saíra calmo e cuidadoso.

Ele abriu a porta grande e deixou que nós duas entrássemos primeiro. A grandiosidade da sala me surpreendeu, deveria ter uns oitenta metros quadrados e era muito organizada. O pé direito era altíssimo e as paredes formavam um panorama de vidro que oferecia uma vista privilegiada do mar.

Havia uma grande estante de livros ao fundo da mesa retangular que era imensa, mas não conseguia tirar a magnitude da poltrona alta e larga.

—Uau, quantos livros! – Melissa soltou a minha mão para correr em direção a estante de livros. —Tem “a Bella Adormecida” aqui, papai? – seus olhinhos deslumbrados se voltaram para Edward.

Ele sorriu ao negar com a cabeça.

—Não, princesa. Mas posso mandar trazer para você, se quiser!

Melissa bateu palminhas sem esconder o entusiasmo. Ela era apaixonada por livros.

—Quero, e pode trazer “a Princesa e o Sapo” também?

—Todos que você quiser. – Edward afagou o rosto de Mel e se abaixou para beijar o alto da cabeça dela.

Ver os dois juntos enchia meu coação de amor e me fazia ter certeza de que conseguiríamos passar por todos os obstáculos que haviam no caminho.

—Vocês vão ficar bem? – Edward me perguntou assim que Melissa se entreteve no computador.

—Sim, pode ficar tranquilo.

—Qualquer coisa me liga, não tenha medo de interromper a reunião...

—Edward, pode ficar tranquilo. – o interrompi. —Nós vamos ficar bem.

Ele me estudou com os olhos por longos segundos, mas não contestou, as batidas na porta o impediram de fazer aquilo.

—Com licença, senhor Cullen. – Ângela pediu antes de abrir a porta. —Estão todos a espera do senhor.

Edward beijou minha boca rapidamente e se despediu de Melissa antes de sair da sala. No fundo eu entendi toda sua apreensão, Victória ainda estava solta e não sabíamos se havia mais gente envolvida em tudo aquilo, fora Jacob. Contudo, eu duvidava muito que ela fosse fazer alguma coisa contra a filha. E seria muita burrice da parte dela aparecer por agora, ela sabia que estava sendo procurada.

—Tia Bella, olha só! – Melissa me chamou ao erguer o porta retrato e virar a foto em minha direção. Forcei os olhos para poder enxergar melhor a imagem ali exibida e conforme me aproximei, consegui identifica-la.

Ainda bebê, Melissa exibia um lindo sorriso banguela, os olhinhos peculiares reluziam e o cabelo começava a nascer em sua cabeça, onde uma linda tiara com laço rosa estava arrumada.

—Quem será que é essa bebê linda, hein? – lhe lancei uma piscadela soltando suspiros para a foto fofa.

—Sou eu!

—É claro que é você, meu amor. – corri a mão por seu cabelo. —Você era uma bebê tão fofinha! – suspirei mais uma vez me deliciando com a ideia de que meu grãozinho viesse parecido com a irmã.

—É, eu era uma bebê muito fofinha! – concordou e não consegui deixar de rir. Foi então que seu semblante voltou a cair, ela deixou o porta retrato no lugar e cruzou os braços sobre a mesa para recostar a cabeça ali.

—O que foi, princesa? – vê-la tão abatida me deixava muito incomodada.

—Nada. – suspirou com os olhinhos perdidos. —Você pode ligar para a minha mamãe agora?

Seus orbes peculiares, tão iguais aos do pai, se voltaram para mim recheados de esperança. Engoli a seco enquanto pensava no que lhe responder. Não queria desapontá-la ainda mais.

—Pode ser depois? Porque eu tenho grandes planos para agora. – forcei minha voz para que ela saísse o mais animada possível, felizmente aquilo serviu para convencê-la.

—Planos? Que planos?

—Uh... – tamborilei os dedos sobre a madeira escura da mesa enquanto esperava que uma ideia brilhante surgisse na minha cabeça. Contudo, fora as grandes janelas da sala de Edward que trouxera minha solução. —Estou vendo um pequeno parque ali em baixo, o que acha de irmos até lá?

—Onde? – Melissa saltou da poltrona e correu em direção as janelas, assim que conseguiu ver os poucos brinquedos de ferros a animação voltou a preenche-la.

Nós vestimos nossos casacos e averiguei que tudo estava dentro da minha bolsa, principalmente a arma, antes de descer. Sarah que esperava no hall de entrada da sala de Edward nos acompanhou sem contestar.

Vê-la no lugar de Jessica me trazia pensamentos e lembranças sombrias. Era difícil não ligar um ponto ao outro, mas me esforcei para deixar tudo aquilo de lado, precisava focar em Melissa.

O parque não era grande, em formato perfeito de O, havia um pequeno coreto no meio, do lado direito alguns brinquedos de ferro colorido e a esquerda já estava a saída para a praia. Não sabia de quem fora a ideia de construir aquela praça no meio de centenas de arranha-céu, mas essa pessoa precisava ser parabenizada.

Melissa se divertiu muito nos brinquedos, escorregou diversas vezes no escorregador, brincou na gangorra com outra criança, mas o que mais a atraiu fora o balanço. Segundo ela, era seu brinquedo favorito!

—O que você acha de comprarmos uma maça do amor? – dei a ideia para Melissa assim que ela se aproximou de mim, seu semblante estava visivelmente cansado, mas seus olhinhos peculiares brilharam com a ideia.

Suspirei profundamente sem deixar de pensar se meu bebê teria a mesma raridade dos olhos do pai e da irmã.

—Uh, acho que é uma boa ideia! – deu pequenos pulinhos e usou a mãozinha pequena para tirar o cabelo do rosto. —Mas não me deixam comer doce antes do jantar... – vi sua postura cair drasticamente diante o fato.

Ela era tão linda e ficava ainda mais encantadora quando estava com um biquinho formado nos lábios rosados.

Abaixei a sua frente para que pudesse olhar em seu rostinho delicado, minhas mãos seguraram as suas.

—Se você não contar, eu também não conto. – sussurrei lhe lançando uma piscadela.

O semblante de Melissa voltou a ficar radiante, assim como o sorriso que nasceu em sua boca.

—Vai ser um segredo? – a ideia lhe deixou fascinada.

—Uhum. – concordei chacoalhando a cabeça. —Um segredo nosso. – pisquei fazendo-a rir sapeca.

As vezes eu tinha vontade de abraça-la com toda a minha força tamanha sua fofura.

—Está bem então, vamos comer maçã do amor! – Melissa soltou minhas mãos para bater palminhas animadas e foi impossível não me contagiar pela sua felicidade.

As crianças eram tão inocentes, ficavam felizes com tão pouco.... Era uma pena que isso se perdesse conforme cresciam!

Voltei a segurar a mão de Melissa e nos aproximamos do carrinho de doces. Havia opções variadas de guloseimas, mas seguimos o planos e comprei duas maçãs cobertas por caramelo vermelho.

—Acho que estou ficando cansada... – ela proferiu em meio a um suspiro, sua boca estava um pouco mais avermelhada por conta do pigmento no caramelo.

—Quer subir e descansar na sala do papai? – dei a ideia tirando seu cabelo do rosto. Ela assentiu com a cabeça enquanto dava mais uma mordida no doce. —Ok, vai subindo com a Sarah que eu só vou pagar o moço e já subo, está bem?

Melissa não se opôs a minha ideia, aparentemente ela gostava bastante de Sarah. Esperei que a figura das duas e a dos seguranças sumissem no prédio para poder ir entregar o dinheiro ao vendedor.

Os pingos de chuva voltaram a cair e podia ver que estavam cada vez mais grossos. Agradeci o senhor do carrinho ao lhe entregar o dinheiro, e me encolhi dentro do casaco caminhando apressada em direção ao prédio.

—Bella! – a voz conhecida seguiu o puxão em meu braço. Sobressaltada, me virei e mantive uma distancia considerável da pessoa. Meu coração já batia rápido, mas perdera o compasso assim que reconheci a figura alta e erguia.

—Se afasta! – mandei dando passos para trás.

—Bella, eu preciso falar com você...

—Se afasta! – repeti abrindo minha bolsa com extremo desajeito. —Victória, se você se aproximar mais um passo....

—Bella, me escute, preciso que Edward e você me ouçam... Eu jamais tentaria matar o pai da minha filha, isso tudo é um grande engano! – sua voz estava era uma súplica, assim como seus olhos.

Ela deu mais uns passos em minha direção e não hesitei em sacar a arma. Vi seus olhos verdes arregalarem.

—Se afasta ou eu atiro!

Ela intercalou os olhos entre a arma e meu rosto, estava boquiaberta, visivelmente pasma. De olhos fixos nela, percebi a grande movimentação ao nosso redor. Victória se desesperou quando alguns carros pararam rente ao meio fio e vários policiais desceram.

—Pensou que iria fugir da gente, não é? – um deles tirou sarro enquanto passava as algemas pelos pulsos dela.

Ela entreabriu os lábios algumas vezes, mas não disse nada, ou se quer lutou contra a prisão.

—Estão enganando vocês. – proferiu ao passar por mim. —Eu não sou a pessoa que estão procurando.

Notas finais
No próximo capítulo, vai acontecer muita coisa... Os Cullen vão ficar sabendo sobre os atentados contra Edward, vai rolar interrogatório com Jacob e Victória e aquilo que vocês mais gostam: um hot bem hot hahahaha Comentem muitooo, quem sabe apareço antes de sábado? kkkk Bom fim de semana, se cuidem ♥