Notas iniciais
Oiii, meninas! Era para eu ter postado antes para agradecer as recomendações que recebi de duas leitoras maravilhosas, mas tive alguns contratempos... E hoje finalmente vim agradecer a Jully e a Vick Pattinson ♥ Minhas lindas, muito obrigada pelo carinho e por todo amor em palavras que deixaram nas recomendações! Eu amei muito e não podia ser diferente: esse capítulo é dedicado a vocês! Espero que gostem ♥ Boa leitura!

Meu coração batia disparado no meu peito. Por alguns segundos me vi sem reação enquanto aquele par de olhos curiosos me fitavam com interesse. Terminei de recolher tudo e voltei a guardar na gaveta. A adrenalina corria por meu corpo e me deixou com o estômago gelado.

—Você me assustou, Mel. – proferi ao sair do escritório. Seus olhinhos peculiares iguais ao do pai continuavam curiosos. Eu já deveria ter entendido que ela era uma criança esperta demais para não reparar nas coisas que aconteciam ao seu redor. —Eu me perdi, acredita? – agachei a sua frente para ficar da sua altura. —Estava procurando o banheiro e entrei no lugar errado!

Ela exalava um cheirinho pós banho doce e delicado. Segurei suas mãozinhas e a puxei para mais perto.

—O banheiro é ali, olha! – ela gesticulou com a cabeça para a esquerda, seus longos cabelos chacoalharam e seu cheirinho adocicado ficou ainda mais evidente.

—Ah, eu já perdi a vontade. – dei de ombros. —Eu estava com saudades de você, sabia? – ela sorriu exibindo aqueles dentinhos branquinhos que começavam a se espaçar para poderem cair.

—Eu também estava com saudades. – soltou minhas mãos e passou os braços por meu pescoço. Eu amava aquele abraço sincero que só ela sabia dar. —Vou ir ficar com você e com o papai, aí vamos poder brincar muito!

—Vamos brincar muito, com certeza! – o sorriso cresceu em sua boca com a minha concordância.

Melissa era uma criança tão linda e tão cheia de luz, não merecia tudo aquilo que estava acontecendo em sua vida e que provavelmente iria desestabilizar toda sua família.

Ela manteve sua mão unida a minha enquanto descíamos até a sala. Sua presença aliviava um pouco as coisas, mas a descoberta dos cartões no escritório de James havia me deixado em um estado de euforia.

Estava finalmente enxergando uma luz no fim to túnel e não conseguia me sentir cem por cento satisfeita com aquilo. Pensar que tudo estava acontecendo tão próximo de nós, que Vitória e James estavam armando tudo aquilo e ter sido pega no flagra, mesmo que tenha sido por Melissa, me deixou em um nível de adrenalina surreal.

Olhar para James e Victória, e ter que sorrir era algo extremamente difícil. Nunca fui boa em atuar, e fazer aquilo com as pessoas que estavam tentando matar o homem que eu amava, era extremamente complicado.

Não conseguia entender como eles haviam nos enganado por tanto tempo, principalmente Victória. Sempre a achei uma mulher firme, decidida, e apesar de ser um pouco evasiva, ela nunca demonstrou maldade.

E era exatamente isso que me fazia ter mais raiva dela.

—Tudo bem? – Edward perguntou ao pé do meu ouvido. Desviei os olhos dos dois culpados e o fitei para assentir rapidamente.

—Sim. Será que podemos ir?

Edward concordou rapidamente com a cabeça para o meu total alívio. Precisava sair daquele ambiente comprimido e mais ainda, precisava contar a eles o que havia achado no escritório.

—Acho que nós já vamos... – se colocou de pé e me estendeu a mão para que eu me unisse a ele.

—Não vão ficar para o jantar? – Victória pareceu surpresa. —Não acredito que não vão ficar para o jantar! – repetiu assim que Edward negou com a cabeça.

—Só viemos buscar a Melissa, temos compromisso marcado para o jantar. – Edward fora extremamente seco, mas Victória pareceu não notar.

—Porque Rose não veio? – James questionou Emmet enquanto terminava de tomar o whisky âmbar.

—Ela ficou se arrumando... – Emmet começou a justificar, mas minha atenção fora completamente roubada pelo abraço apertado que Victória dera na filha.

Sentada no sofá, ela segurou as mãozinhas de Mel e olhou fixamente para a filha. Podia ver o amor em seus olhos, e aquilo me fazia questionar como ela podia ser tão fria.

Eu não via a hora de poder confrontá-la de frente, poder jogar na cara dela tudo o que sabíamos e perguntar os motivos que a levaram a fazer aquilo.

Seria mesmo só por dinheiro?

—Pensei que fossemos ficar mais tempo... Do que adiantou virmos aqui se mal teve tempo de olhar o lugar... – Emmet parou de falar no instante em que tirei o pequeno cartão impresso do decote do vestido e lhe entreguei.

—O que é isso? – Edward perguntou de olhos fixos no papel branco.

—Encontrei no escritório deles, estava dentro de uma pasta, haviam muitos outros. – os dois ergueram os olhos para me encarar e depois se entreolharam.

Pude ver a perplexidade no semblante de ambos, sobretudo no de Edward. Sabia exatamente como eles estavam se sentindo, aquilo era a confirmação das suspeitas, era o choque da realidade batendo na porta.

O elevador se abriu na garagem subterrânea e nós nos direcionamos até o carro no mais profundo silêncio. Cada um mergulhado no próprio mar de pensamentos angustiantes. A única pessoa em paz ali era Melissa, aliás, ela era nossa ponte para a estabilidade.

Cantarolando a musica de abertura do seu desenho animado favorito, ela se acomodou na cadeira de automóvel e me lançou um sorriso doce assim que prendi os cintos. Corri os dedos por seu rostinho apreciando aquela inocência inabalável.

Só conseguia pensar em como Victória estava anulando a existência e dores da filha ao estar planejando assassinar o pai dela...

Respirei fundo e tentei me manter o mais centrada possível. Tudo estava acontecendo tão rápido que assimilar cada detalhe era praticamente impossível. Eu sabia que toda aquela tempestade estava prestes a passar, mas me sentia absurdamente cansada.

Voltar para a casa me deixou uma pouco mais aliviada, tinha a mera sensação de que estávamos seguros ali, mas sabia que diante a atual situação não podia me apegar aquilo.

—Isso comprova todas as nossas suspeitas. – Emmet declarou assim que entramos no escritório. —James e Victória são os mandantes de tudo!

Felizmente Melissa estava jantando com Senna, por mais que não entendesse cem por cento do que estávamos falando, sabia que ela perceberia que o assunto girava em torno de sua mãe e padrasto.

—Ainda não consigo acreditar... – Edward soltou o ar pela boca, seus passos pelo cômodo amplo demonstraram o quão sem rumo ele estava.

—Já não temos tempo para negação, Edward. Precisamos agir. – Emmet continuou com firmeza.

—O que vai acontecer agora? – ergueu os olhos até o amigo, seu maxilar estava cerrado. —Eles vão ser presos?

—Ainda não. Precisamos de algo mais concreto, antes de pegá-los. – Emmet correu a mão pelo rosto e pareceu refletir por alguns segundos. —Porque eles podem simplesmente alegar que os cartões foram colocados lá para incriminá-los.

—E isso não pode ser real? – Edward se encheu de esperança e me senti penalizada por ele. —Quero dizer, pode ser alguém querendo incriminá-los, não pode?

Emmet e eu nos entreolhamos, e vi que ele sentia o mesmo que eu em relação a confiança de Edward.

—Amor. – o chamei enquanto me aproximava. —Não se agarre a essa possibilidade, o mais provável é que eles sejam culpados. – toquei seu rosto e afaguei seu maxilar, seus olhos peculiares pararam nos meus e vi o quanto aquilo estava fazendo-o sofrer. —Pode ser que tenha mais pessoas envolvidas, mas a chance de eles serem inocentes...

Era minúscula. Para não dizer inexistente.

Edward tomou fôlego pela boca e encarou o chão por longos segundos. Nunca tinha me sentido tão impotente como naquele momento, tudo o que eu queria era poder livrá-lo de todo aquele transtorno.

—Bella tem razão, e eu te garanto que nós vamos descobrir tudo. – Emmet pontoou com garra. —Vou pedir uma liberação judicial para grampear a linha telefônica deles, e obviamente cada passo que eles derem será monitorado por um dos nossos agentes...

—E o infiltrado? – não consegui conter a dúvida. —E se houver um agente infiltrado? Não acha que ele vai repassar as informações?

—É por isso que vou colocar somente os mais confiáveis. – respondeu após confirmar com a cabeça.

—Não sei se dá para confiar em alguém nesse momento. – fui sincera. Depois de tudo que já havia acontecido aquilo me parecia extremamente arriscado.

—Não temos opção, Bella.

Eu sabia que não. E sabia que precisávamos agir o mais rápido possível.

Emmet se despediu com a promessa de que logo tudo voltaria ao normal e que nada ruim iria acontecer, mas olhando para Edward, sabia que por mais que tudo aquilo acabasse, nada voltaria ao normal.

Ele tinha uma vida estável antes de todo aquele pesadelo acabar, era bem sucedido, sua família o amava, tinha a filha mais linda do mundo e se dava bem com a ex-esposa...

Mordi meu lábio inferior ao me lembrar do dia em que conheci Victória. Aquele fim de tarde ensolarado, onde Edward e eu estávamos quase transando na piscina-jacuzzi, após horas e horas de voo...

Tudo parecia tão distante, parecia ser um passado antigo e ao mesmo tempo ainda relembrava cada detalhe da conversa que tivemos, relembrava o modo com que ele defendera a ex-esposa das minhas suspeitas.

—Porque o interrogatório? Acha que minha ex-mulher pode estar tentando me matar?

—Não sei. Não posso descartar nenhuma opção. – Edward soltou um riso irônico e abaixou momentaneamente a cabeça.

—Eu descarto para você, não é a Victória. – voltou a me encarar dessa vez, com mais dureza.

—Como pode ter tanta certeza? – cerrei os olhos observando-o dar de ombros.

—Tendo. – bufei diante sua resposta vaga. —Ela não faria isso.

Minha risada saiu escarnia e Edward se demonstrou verdadeiramente irritado.

—Me desculpe, Edward, mas sei como funcionam essas coisas. Na maioria dos casos, é sempre a ex mulher, ou o ex marido...

—Pode até ser, mas isso não se encaixa aqui. – apertou os lábios ao rebater. —Conheço ela há mais tempo que você, sei como Victória é.

Soltei o ar pela boca e maneei a cabeça para espantar aquelas lembranças. Sabia que Edward enfrentaria tempos difíceis, mas estaria ao lado dele para apoiá-lo no que fosse.

—Eu estava com muita saudade do meu quarto! – recostei na porta ao ouvir Melissa cantarolar.

—Estava, princesa? – a voz de Edward era puro amor quando direcionada a filha. Olhá-los e não sorrir, era praticamente impossível. Ele foi cuidadoso ao deitá-la na cama espaçosa acima dos edredons rosados que reluziam como se tivessem sidos banhados em glitter.

—Uhum, eu gosto muito da minha cama de castelo!

Edward e eu soltamos um risinho juntos e acabei chamando a atenção dos dois. Por mais que amasse interagir com eles, havia momentos em que queria só admirar aquelas cenas que transbordavam fofura.

—Vem aqui, tia! – Mel chamou deixando tapinhas no colchão ao seu lado.

Já havia entrado em seu quarto algumas vezes, mas acho que nunca me acostumaria com o ambiente claro, harmonioso e luxuoso que fora criado para ela. Sem mencionar, é claro, a enorme estrutura em forma de castelo que reluzia em LEDS.

—Que lindo o seu pijama! – elogiei ao me sentar no colchão macio. O odorizante de ambiente exalava um aroma de camomila bastante agradável e calmante.

—É de ovelhinha. – observou com um sorriso grande. —Iguais as pantufas, olha ali no chão! – apontou em direção ao tapete de pelos. A pantufa mais parecia dois tufos de algodão, havia orelhinhas rosada e um focinho fofo. Era tão delicado quanto o conjunto branco de alças finas que tinha pequenas ovelhas estampadas por toda a peça.

—Eu amei, vou querer umas pantufas iguais. – lhe lancei uma piscadela e vi seu sorriso aumentar antes de ela bocejar longamente. —Tem alguém com sono.

—Tem sim. – Edward concordou enquanto acariciava a cabeça da filha. —Qual história quer ouvir hoje?

Ela coçou o queixo e parou por alguns segundos para pensar. Eu só conseguia admirá-la, Melissa era tão linda, foca e educada... Era impossível não me apaixonar, e não idealizar o bebê com aqueles traços tão perfeitos!

—Acho que pode ser da Branca de Neve. – concluiu com um suspiro.

Edward assentiu e se levantou para buscar o livro na estante imensa que cobria toda uma parede do quarto, havia até uma escada móvel presa a ela para que Mel pudesse alcançar as últimas prateleiras.

—Tia, você pode coçar minhas costas? – pediu ao virar-se de bruços.

—Claro! – eu faria qualquer coisa que ela me pedisse.

—Ela ama um carinho nas costas. – Edward observou voltando a se sentar na cama.

Coloquei seu longo cabelo perfumado para o lado e liberei o acesso a pele alva e delicada de suas costas. Tomei bastante cuidado ao correr as unhas pelas costas de Mel, não queria correr o risco de arranhá-la.

Edward iniciou a leitura do livro infantil, mas não foi preciso ler muito. Antes mesmo que a Branca de Neve encontrasse com os Sete Anões Melissa já havia caído no sono.

—Ela é uma menina tão linda... – proferi baixinho para não a despertar. Os olhinhos estavam fechadinhos e era possível ver o quão longos eram seus cílios. A boquinha entreaberta formava o biquinho mais fofo do mundo!

—Ela é. – Edward abandonou o sorriso orgulhoso para assumir uma face mais preocupada. —Não merece passar por tudo o que a espera...

—Você vai estar do lado dela. – estiquei a mão para segurar a sua. —Você vai ajuda-la a passar por todas as dificuldades.

—Vou sim. – sua voz não deixou espaço para dúvidas.

Sabia que as coisas seriam difíceis para Melissa, ela parecia ser tão próxima de Victória quanto era de Edward, e provavelmente sofreria bastante com a mudança e o distanciamento. Contudo, sabia que Edward moveria céu e terra para vê-la feliz.

Nós saímos do quarto e Sarah se colocou a frente da porta. Vê-la no lugar de Jéssica me deixou com o coração angustiado, e a sensação de ter falhado com ela, me atingiu novamente.

Se eu tivesse a encontrado antes...

—Amanhã você tem médico. – Edward informou assim que entramos na suíte.

—Médico? – o olhei sem entender e levei alguns segundos para me lembrar que estava grávida. —Ah, ok. – soltei o ar pela boca descendo das sandálias de salto.

Meus pés estavam doloridos, mas já havia me acostumado com elas.

—Acha que está de quanto tempo? – perguntou enquanto desabotoava a camisa branca.

Era incrível como ele ficava sexy fazendo absolutamente qualquer coisa!

—Não sei. – naquele momento eu só sabia apreciar as voltas definidas do seu abdômen sarado.

Edward abriu um sorrisinho safado no canto dos lábios quando notou meus olhares fixos. Maneei a cabeça sentindo minhas bochechas esquentarem.

—Abre o zíper do vestido para mim? – pedi lhe dando as costas.

Edward colocou meu cabelo sobre o ombro e puxou o zíper para baixo. Seus dedos percorram o caminho da minha coluna e um longo arrepio seguiu seu toque.

Me virei e olhei para ele. As dúvidas e as apreensões continuavam em minha cabeça, mas apesar das angústias, do medo, algo estava muito claro para mim: queria aquela noite com ele.

—Você é linda. – disse suavemente tocando meu rosto com carinho. Sua voz estava inundada de sensualidade e sedução. Os olhos dele mostravam desejo.

Edward me despiu bem devagar, pareceu desfrutar de cada pedaço do vestido que ia caindo. Sua boca se uniu a minha, e suas mãos passearam por meu corpo como se fosse a primeira vez. Era impossível não me sentir amada e desejada com Edward que conseguia essa façanha com um simples olhar.

Não havia qualquer pressa nos movimentos dele, nenhum gesto afoito. A química entre nós dois estava incrivelmente forte. Os beijos demorados e calorosos me transportavam para uma outra dimensão, em um lugar onde o tempo tinha outro ritmo, o nosso ritmo. Com as mãos um pouco trêmulas pela excitação, o livrei do cinto e desabotoei sua calça. Edward me ajudou na missão de acabar com as barreiras de pano, até que nós dois estivéssemos nus.

Ele me deitou na cama e não já caiu de boca nos meus peitos. Me senti maravilhada com o calor do toque de sua boca, com os seus dedos que atiçavam meus mamilos enrijecidos pela excitação. Em nenhum momento, ele parou de me beijar. Eu só conseguia gemer de prazer. Os toques de Edward eram como descargas elétricas.

Hora ou outra ele parava para me olhar. Parecia deslumbrado como se estivesse a frente da mulher mais linda do mundo, e com ele me sentia uma deusa idolatrada. Fechei os olhos para me entregar ainda mais à sensação grandiosa que me tomava. Suas mãos deslizaram por meu corpo até encontrarem meu baixo ventre. Minha respiração ficou ainda mais ofegante, quando os dedos de Edward começaram a se mover em uma cadência rítmica no meu ponto mais sensível. Sua língua quente e provocante e passeava com astúcia pelos meus seios arrepiados. Nossas se entrelaçaram, Edward agarrou em minha bunda com vontade, e pude sentir seu pau duro me penetrando, enchendo-me de volúpia.

Espasmos demorados correram por todo o meu corpo, o prazer era tanto que sentia que ia flutuar, explodir. Quis gritar, gemer, dizer palavras sem nexo no ouvido de Edward. Mas não conseguia, pois tremia em estado de transe. Ele sussurrou meu nome e começou a estocar com ainda mais vontade. Nós dois estávamos completamente absortos na magia daquele ato de amor. O clímax veio quase simultaneamente, quando não havia mais o que dar nem tirar, e nós dois explodimos de prazer.

Exaurida, satisfeita, mas ainda com Edward dentro de mim, rolei para o lado sem tirar os olhos dele nem por um segundo, sabendo que aquele prazer surreal tinha sido experimentado mutuamente.

—Eu te amo. – dizer aquelas palavras era uma das melhores coisas que estavam acontecendo na minha vida ultimamente.

—Eu também te amo. – correu os dedos por meu rosto, e me fez perceber que as ouvir era tão bom quanto dize-las. —Não vejo a hora de tudo isso passar para que possamos focar no que realmente importa.

—E no que vamos focar? – estreitei os olhos ao perguntar.

—Em nós dois, no nosso filho, na nossa família. – foi impossível não sorrir diante sua resposta. —Quero que venha morar aqui. De verdade, e de uma vez por todas. – continuou enquanto tirava os fios de cabelo que estavam em meu rosto. —E que se afaste desse trabalho suicida.

—Edward, não vamos entrar nesse assunto, ok? – pedi sem a menor vontade de abrir uma discussão naquela hora. —Não quero brigar.

—Não vamos brigar. – rolou os olhos. —Até porque você está grávida e depois que isso acabar, quero que foque no bem estar do nosso filho.

—Pode ter certeza que eu vou focar. – aquilo não era uma questão para mim. A saúde e segurança do bebê eram a minha prioridade. —Mas não vou abandonar a minha carreira ou deixar de fazer o que eu gosto. – ele entreabriu os lábios para rebater, mas pousei o dedo sobre sua boca. —Não quero falar sobre isso agora, amor. Vamos descansar, tivemos um dia cheio.

Edward soltou o ar pela boca e não escondeu o quão contrariado estava, mas acatou meu pedido. Já tínhamos tanta coisa para lidar, falar sobre o meu trabalho não precisava ser uma delas. Não agora, pelo menos.

Ele pediu o jantar após fazer uma longa pesquisa na internet e encontrar o restaurante mais saudável de Miami. Comi peixe e salada enquanto salivava por pizza a hamburguer, mas sabia que era melhor focar na alimentação para beneficiar o bebê.

—Sabe, fico pensando no que pode estar motivando James e Victória a fazer tudo isso. – proferiu limando os lábios com o guardanapo. —Não pode ser apenas dinheiro...

—Na maioria das vezes é. – dei de ombros mastigando sem vontade o aspargo grelhado. —Mas pode ser que eles alimentam sentimentos negativos por você e queiram te ver sofrer.

—O pior é que nunca senti nada de ruim vindo deles. – assumiu com a postura caída. —Sempre confiei, sempre tratei como amigos. Sempre defendi a Victória quando as pessoas a colocavam como a vilã, como o motivo do rompimento da minha amizade com Jacob.

—Eu sei, sei que você sempre a viu com bons olhos. E o problema não está em você, e sim neles. – corri a mão por seu cabelo e me estiquei para beijar seu roto. —Quando conseguirmos pegá-los, você vai poder confrontá-los e vai ter suas respostas.

Edward me olhou e vi a dúvida em seus olhos.

—Não sei se quero isso. Acho que só vou querer seguir minha vida... – soltou o ar pela boca e segurou minha mão para poder leva-la aos lábios distribuindo beijos por meus dedos. —Com você e com nossos filhos.

Tomei fôlego pela boca sentindo meu coração bater mais rápido e se encher de amor. A promessa de uma vida com Edward, de ter uma família e viver rodeada de amor me deixava extasiada. Era a válvula de escape que eu precisava no meio de todo aquele caos.

O dia da primeira consulta com a obstetra amanheceu nublado e chuvoso, o que me deixou extremamente preguiçosa. A vontade de sair da cama estava abaixo de zero, mas precisava entender o que tinha acontecido com o meu DIU e de quanto tempo estava grávida.

—Acho que eu mesmo vou dirigindo hoje. – Edward ponderou enquanto terminávamos de tomar café.

Tinha acordado faminta naquela manhã, mas tentei não comer muito porque sabia que os enjoos logo voltariam.

—Prefiro que Brady leve Melissa e a babá no estúdio de ballet.

Maneei a cabeça em consentimento. Era melhor que nenhum agente nos levasse até a clínica, não queria levantar suspeitas sobre a gravidez.

Reforcei algumas instruções para Sarah antes de sair. Era bom que ela ficasse de olhos colados em Mel o tempo todo, por mais que não acreditasse que Victória ou James fossem fazer algo contra ela, era melhor não dar sorte ao azar.

—Emmet deu notícias? – Edward me perguntou quando paramos no sinal vermelho.

Maneei a cabeça em negação recostando-me no banco de couro. O chacoalhar do carro trouxera os enjoos de volta antes do esperado e o ar condicionado não estava ajudando muito.

—Será que posso abrir a janela um pouco? Estou enjoada.

—Claro, amor. – ele apertou o botão que destravava os vidros no painel eletrônico e os vidros cobertos por insulfilme desceram.

Virei o rosto para rua sentindo a brisa leve do chuvisco fino colidir contra minha face. Respirei fundo e soltei o ar pela boca com calma tentando mandar aquele mal-estar embora.

—Bella? – Edward chamou. —Diga que estou exergando demais e aquela mulher sentada com Jacob não é a Victória!

Virei no rosto assim que suas palavras fizeram sentido e com olhos atentos procurei a figura dos conhecidos até encontra-los. Sentados em uma mesa no exterior de um bistrô de comida Italiana, estavam Jacob e Victória.

Aos beijos.

Notas finais
Ai gente... O que podemos dizer desse capítulo? Esperavam por esse revival? Victória e Jacob, quem diria... Né? Ou vocês já esperavam? Só digo uma coisa: nada é o que parece :X Fiquem de olho! E claro, me façam feliz e comentem muuuuuito ♥ Até breve! Amo vcs ♥