Reencontros

1 Capitulo unico


Notas iniciais
Refiz esta one uns 4 vezes e mesmo assim nada saia bom, e ainda não esta bom, não esta do jeito que eu gostaria para dar a minha amiga secreta, mas fiz o possivel e espero que você que vai começar a ler, goste pelo menos um pouco.

31 de outubro de 1500

POV Regina

No fim não importava quanto tempo tinha se passado, a dor continuava em meu coração, com um flecha envenenada que a cada dia mais me destruía. Eu o queria de volta, queria todas as sensações que ele me trácia, queria que o mundo voltasse a ter o brilho especial de quando estávamos juntos, e não a cor cinzenta que se tornou deis do momento que ele partiu.

Sequei as lagrimas que escorriam por meu rosto, que existiam em descer todas as vezes que lembrava de Daniel, porque no fim jamais poderia superar sua partida.

- porque? – Sussurrei baixinho, questionando o vento, acreditando que talvez ele pudesse me trazer a resposta que em todos aqueles meses eu buscava, acreditando terminantemente que talvez ele pudesse me disser que nada daquilo era real, que era apenas um pesadelo e que quando acorda-se ele estaria ali nós estábulos, cuidado dos cavalos e que quando me visse na porta me sorriria e diria que eu era a coisa mais bonita que ele tinha visto em toda a vida.

Mas se passaram tantos dias, que sabia que não importava o quanto desejasse que a morte dele fosse mentira, no fim ela era real e que o corpo caído sobre a palha dos estábulos ao meus pés naquela noite não era fruto de um sonho ou de minha imaginação. Daniel havia sido morto, meu amor tinha partido e infelizmente até aquele momento nada do que eu tinha tentado havia conseguido mudar este fato.

- Eu vou te trazer de volta meu amor. – Disse ao olhar para a sepultura que ficava sobre uma grande macieira, acariciando o nome gravado nela. – sei que você me odiaria se soubesse que estou seguindo os passos de minha mãe, mas e a única solução. – argumentei, para o vazio, sabendo que se ele estivesse ali o olhar de reprovação estaria em seu rosto. Mas agora isto não importava, ele poderia ficar bravo, mas precisava tentar, era a última alternativa.

Olhei para o livro que pressionava sobre meu corpo deis de que fugira do castelo, ele era pequeno, envolto por couro desgastado e sem títulos, parecia um diário se não fosse pelas muitas folhas que possuía. O abri procurando a pagina aonde tinha marcado.

“Traga de volta aquele que se foi.” A frase no começo da folha, desgastada e amarelada fazia meu coração saltar alguns batidas, nunca tinha feito magia, repudiava-a por tudo que ela me trousse e me fez. Mas pensar em viver uma vida sem Daniel era como viver, sem realmente estar viva.

Deixe de lado todas as minhas restrições sobre ela e fiz exatamente o que vira minha mãe diversas vezes fazer, soprei sobre a página, fazendo as palavras voarem pelo ar, se embaralharem e embaraçando-se.

Sem entender muita coisa vi elas se explodirem trazendo um clarão, me fazendo cair sobre a grama desmaiada.

...

30 de outubro

23h

POV Emma

- Regina Mills, fora uma jovem amaldiçoada, quando muito nova vira o homem que amava, morrer pelas mãos de um Rei obsessivo que a desejava arduamente, trancada em um castelo, vigiada e abusada, passou anos de sua vida presa, até chegar a óbito. Porem as histórias mais conhecidas dizem que por ninguém ter achado o corpo da jovem, ela foi amaldiçoada ao tentar fazer magia, por segundos “crentes da lenda” Regina era descendente de uma família antiga de bruxas e em uma de suas tentativas desesperadas ao trazer Daniel o homem que amava a vida novamente, fora sentenciada e assombrar o castelo que hoje está abandonado, e encontra em poucas quadras daqui. – A voz doce e calma da professora, soava pela sala fazendo os poucos alunos que permaneciam no local a escutarem atentamente. – Bem gente por hoje é só, gostaria que na próxima aula todos trouxessem qual e sua tese do conto de Regina Mills e por que o quadro original se encontra desaparecido. – suspirei, ao terminar de ouvir. Mas um trabalho, em plena véspera de feriado, amava as aulas de Lauren, mas sua mania de passar algo sempre que contava uma das histórias dos quadros que cercava a faculdade me deixava com náuseas.

Tudo bem que a beleza da mulher naquele quadro, sempre me encantou deis do dia que pus os pés naquela universidade, amava artes e sem dúvida aquela aula era uma das minhas favoritas, saber a fundo o motivo de todas aquelas pinturas terem a importância que tinham, era magico.

- Ei Emma, vai a festa do Sebastian? – Perguntou Ruby ao me ver deixando a sala.

- Não vai dar, deixa pra próxima. – Respondi, tentado a todo custo encontrar a chave do meu fusca na bolsa, que poderia a considerar um buraco negro, pois tudo que entrava lá nunca saia. Mordi os lábios ao olhar para a morena a minha frente, e notar sua feição de desapontamento, era a segunda vez no mês que desmarcava um “encontro” com ela, a adorava, mas Ruby deveria ter pegado metade da população feminina e masculina da faculdade e mesmo que eu quisesse provar daqueles lábios vermelhos e convidativos, tinha uma bolsa a zelar. – Quando me livrar de todos esses trabalhos, aceita sair pra jantar? – Sussurrei, tentado me redimir.

- Topado. – Assistiu ela e logo me roubar um selinho sem perder tempo seguir caminho para seu grupo de amigos. Dei um riso com o jeito doce de Ruby e segui a procura do meu fusca “nada chamativo” no estacionamento, já era dez da noite e eu tinha que chegar em casa antes das onze para o jantar em família, já mencionei o quanto odeio minha rotina?

- Merda. – Xinguei o mais alto que pude, ao ver meu carro morrer e não quere mais lingar. Depois de diversas tentativas do fusca voltar a funcionar, desisti vendo a chuva cair, faltava uns 10 quilômetros para chegar em casa, odiava minha mãe pelo seu amor a natureza, agora definitivamente não poderia ir para casa de pé e o hotel mais perto deveria estar a umas 15 quadras para trás. – Porque você tinha que morar, bem aonde não existi indícios de civilização, apenas a merda do castelo “mal assombrado.” – Disse socando o volante, e rolando os olhos para as invenções que os moradores daquela cidade eram capazes de fazer.

Olhei para fora e tentei olhar através da chuva, para o casaram que fazia parte da cidade deis de 1400, estava completamente abandonado, porem resistia firme ao clima louco de Storybrooke, e tinha uma aparência conversada para não ser aberto a anos, deis da morte da “Rainha”.

Lembrei do quadro que ficava no hall da única universidade que a cidade possuía, a beleza da mulher pintada era hipnotizante, olhos caramelos, cabelos pretos e um sorriso tímido junto com um olhar triste, Regina, o nome me fazia sentir a pulsação acelerar, era como se eu e a mulher naquele quadro tivéssemos uma ligação a qual eu não tinha ideia.

Cansada de ficar dentro daquele fusca velho e imprestável, corri para o portão enferrujado da vasta propriedade, a primeira coisa que meus olhos focalizaram era a enorme macieira, que se encontrava ao norte da residência exuberante e cheia de maças.

Lembro-me de quando era pequena e minha mãe dizia que a arvore era a alma de Regina e por isto em outubro ela perdia as folhas e os frutos “pois estava triste.” Mas ao ver a arvore tão aberta e carrega de frutos, me fazia entender outra coisa.

Sorri para arvore, voltado a correr sobre a chuva para a porta de entrada, buscando um abrigo seguro até amanhã, para enfim conseguir um sinal de celular no meio daquele lugar deserto e ver se Killian poderia ir me buscar.

Com um suspiro frustrado nas duas tentativas inúteis de abrir a grande porta, que parecia emperrada, dei alguns passos em volta da propriedade procurando uma janela de fácil acesso, pois se não saísse logo daquela chuva, poderia prever uma gripe.

O barulho de vidro quebrando me fez sorrir, depois de várias tentativas inúteis de quebrar a janela que ficava quase nos fundos da casa, eu havia conseguido, limpei o que podia e pulei para dentro da casa. Se não soubesse que a propriedade fora abandonada a muitos séculos atrás e que todas as lendas criadas pelos moradores de Storybrooke eram falsas, acho que não teria aquela coragem toda, mas sem dúvidas aquela propriedade me chamava, era como um imã que me atraia igual a pintura.

O local estava escuro e pelo que conseguia enxergar era uma biblioteca gigantesca, as prateleiras ocupavam do chão ao teto abarrotadas de livros, sem dúvidas Belle amaria aquela biblioteca.

Balancei a cabeça e tentei achar a lareira, com o isqueiro que carregava no bolso em uma tentativa falha o acendi e busquei iluminar um pouco o cômodo, mas ainda era difícil se situar e só conseguia ver alguma coisa quando trovoes e raios iluminavam.

Coloquei o isqueiro sobre a lareira quando achei, e com uma sorte que sem dúvidas não era minha tinha um pouco de lenha, podendo enfim me aquecer e parar de bater o queixo de frio.

Com mais atenção observei tudo, olhando para o quadro que ficava em cima da lareira, um homem de aparência fria, senti meus pelos arrepiarem e meu coração se encher de desprezo pelo velho pintado em tinta óleo no grande retrato que assombrava a bela e extensa biblioteca.

Cansada de ficar parada quando já estava aquecida, acendi um dos lampiões que encontrei jogando sobre o local, mesmo que a tempos ninguém se arriscava a entrar dentro daquela casa, ainda era conservada e poderia jurar que morou muitas pessoas depois da Rainha morta ou desaparecida.

Tentei lembrar de alguns dos contos de terror que meus amigos contavam no halloween sobre aquela casa e seus morados, todos falavam que quem tentou morar ali depois da morte da Rainha e o suicídio do rei, se via louco pois ouvia vozes. Olhei para fora e tentei imaginar porque o rei se suicidara e porque a Rainha morrera e como.

Todos criavam teses de que o Rei não aguento o espirito da rainha o assombrado o fazendo temer até mesmo a própria sombra e viu na morte o acolhimento e outros que ele não aguentou saber sobre a morte dela e tentou a encontrar na outra vida. Mas para um homem que matou o amor de uma garota inocente acusada de bruxaria e se casou com ela por obsessão a segunda alternativa fazia mais sentido, mesmo que a primeira opção fosse muito mais apropriada se eu acreditasse que coisas do além poderia existir.

Suspirei ao notar que estava muito interessada naquelas lendas que já deveria ter totalmente o trabalho de história da arte pronto em minha cabeça. No fim sempre fui apaixonada por aquela história adorava quando minha mãe dizia que a Rainha ainda vagava assombrado o castelo a procura do amor, mesmo que viver a eternidade assim me parecesse triste e solitário. Mas era belo o amor da jovem pelo seu amado, era parecido o que meus pais sentiam e isto me fazia acreditar em algo que a algum tempo havia esquecido: Amor.

Ao encontrar a primeira porta no extenso corredor parei de pensar nas lendas e em todo o passado daquelas pessoas e entrei no cômodo. Teias de aranha e o pó não me impressionava a casa toda estava assim, como se a tempos ninguém se importasse em ficar muito tempo para limpar, mas os moveis me espantavam, estavam todos quebrados, aranhados ou derrubados no chão.

- SAIA. – pulei para traz tentado achar de onde a voz vinha. – Vá embora. – olhei qualquer lugar que alguém poderia se esconder e nada.

- QUEM E VOCÊ? E seja quem for, pare com esta brincadeira, não tenho medo. – Disse tentado esconder os assaltos que o meu coração dava. Não era real, era uma brincadeiro ou por pior das hipóteses meu cérebro reagindo ao ambiente e fazendo todas as historias parecessem real.

- Eu já disse saia. – A voz, doce mais diabólica invadia o quarto me fazendo morder os lábios e tentar encontrar alguma câmeras como se aquilo fosse um programa de uma emissora de tv falida para comemorar o Halloween.

- Aonde esta as câmeras, que brincadeira de mau gosto é esta? – tentei novamente não deixando a insegurança e o medo me dominarem, não era real. Repeti diversas vezes em meus pensamentos tentado ignorar o arrepio em minha pele e o som de portas batendo.

- SAIA DA MINHA CASA. – gritou a voz, fazendo a poeira levantar e as cortinas se mexerem como um vento forte que passava pelo quarto. – Você não deveria ter entrado.

Fechei os olhos, ignorando o medo e tentado fazer minhas pernas voltarem a funcionar e poder correr dali, seja a piadinha que fosse. As lendas ainda estavam vivas em meus pensamentos e meu medo de infância poderia se manifestar como antes, mas de algum modo eu ainda o tinha.

- Não vou sair. – Me manifestei, com a voz tremula mais determinada, não tinha medo, não queria ir embora. E seja o que fosse aquela voz, uma brincadeira ou seja lá o que, não iria me fazer voltar para chuva e ficar em meu fusca que provavelmente agora estava alagado.

- Então a farei sair. – A voz ecoou por todo o quarto, como se estivesse nervosa.

- Quem e você? – sussurrei baixinho, mais para mim do que para quem é que fosse que tentava me aterrorizar. Algum dos meus primos? Algum amigo? Ex namorada? Me questionava sem parar, em quanto saia do quarto lentamente dando passos pelo extenso corredor em quanto a voz me seguia dizendo alertas a cada vez que me aproximava do fundo do corredor.

Não estava entendendo nada, mas meus ossos tremiam de medo, e meu coração martelava no peito falando que eu deveria ficar ali, ir até o corredor. Não sabia se agia pela lógica que era sair dali ou se pela razão, simplesmente ignorei os gritos da voz, mandando me afastar e a minha razão que mandava eu dar meia volta e segui o coração, abrindo a última porta do corredor.

A chuva ficou mais forte as janelas e as portas abriam e fechava com a força do vento, meus ouvidos doíam pelo grito alto que a voz soltava. Depois de algum tempo consegui focalizar o lugar era um quarto, não como se imagina, ele tinha correntes, era branco porem só havia uma cama e nela estava deitada uma mulher.

Me aproximei olhando para o corpo adormecido, da mulher que via em todos os meus sonhos. O rosto em forma de coração, com cabelos negros e lábios carnudos, uma mulher extremamente linda que habitava meus pensamentos deis do dia que havia visto o quadro na universidade ou muito antes, nós meus sonhos borrados de uma mulher de joelhos caída sobre o chão abraçada a um diário.

- Regina. – Sussurrei baixinho, me aproximando cada vez mais da cama da mulher adormecida, com a voz em protestos atrás de mim dizendo a cada novo passo para me afastar, para ficar longe dela, porem eu simplesmente não conseguia, meus instintos me levavam até ela.

Era como se a vida inteira, tivesse esperado por aquele momento, minhas mãos tomaram vida própria e acariciaram as bochechas pálidas da rainha, meus dedos acompanhavam as linhas e meus lábios desciam, para junto com os da morena.

Eu jamais tinha pensado em fazer aquilo, mas meu corpo tomara vida própria, meu coração era o que comandava, eu só reagia a ele.

Quando meus lábios tocaram os lábios frios da mulher deitada sobre a cama, o mundo pareceu sumir, apenas as batidas de meu coração era possível se ouvir, a voz cessará, a chuva parava ao poucos. Mas meu coração ficava cada vez mais agitado.

- Daniel. – a voz doce e sonolenta da mulher deitada sobre a cama, me fez sorrir. – E você? – A mulher me questionou, estava escuro no pequeno quarto a fazendo não poder me ver, talvez assim fosse melhor.

Não sabia o por que a tinha beijado, não sabia como explicar que era uma mulher e não Daniel o homem que fora morto pelo marido dela. No fim eu não tinha ideia do que pensar.

- Emma, prazer. – Sussurrei baixinho, quando não tinha ideia do que dizer, o olhar da mulher a minha frente passou de feliz para confuso.

“Regina ainda dorme, esperando que a reencarnação de Daniel volte para te despertar.” A frase solta de uma das histórias que minha mãe contava antes de ir dormir, me veio há cabeça, e tudo pareceu se encaixar, todos os sonhos que no fim eram lembranças, todos os sentimentos estranhos em relação a pintura e aquele imã que me levava a querer invadir aquela casa todos os dias que passava na frente do castelo. Eu era Daniel, a compreensão veio ao acariciar o rosto novamente de Regina.

- Daniel. – A morena sussurrou como se tivesse pensado exatamente o que eu. – te esperei por tanto tempo. – quando completou a frase que fez meu coração saltar, seus lábios grudaram novamente sobre os meus, fazendo-me me entregar a sensação e sentimentos que aquele contato causava e o mundo finalmente se conectava, eu me sentia novamente viva, como se todo aquele tempo procurando entender o buraco que havia, finalmente eu o tinha fechado e encontrado o que sempre procurei.

Notas finais
O final esta uma merda, nada comparado o que eu gostaria de escrever, para ficar jus a minha Amiga secreta... nunca tive tanto medo de escrever para alguem como tive quando vi seu nome no sorteio.
Você me inspirou a acreditar em SwanQueen, me fez a voltar a escrever... Você sem duvidas e uma inspiração para todas as Swens... Acho que você ja sabe de quem eu falo? Isto mesmo Luiza e ti u_u
Desculpe por este pequeno lixo, mas eu fiz com todo meu coração dedicando a cada letra uma coisa descente para postar e talvez você gostar!
E todos que estão lendo ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!