Reencontro

1 Memórias Distantes


Notas iniciais
Espero que vocês gostem! ♥

O império renascido era cheio de cor e barulho agora. As ruas eram cheias de tendas com todo tipo de mercadorias. O cheiro da carne assada e dos aromas de perfumes que vinham de terras muito distantes misturavam-se em suas narinas. As lendas eram verdadeiras, afinal. Alguns anos haviam se passado desde a ascensão e renascimento do imperador. O povo já reconhecera que Azir era o verdadeiro imperador de Shurima. Taliyah atravessou a multidão, perdida em seus pensamentos.

Graças a ajuda de Yasuo que havia conseguido chegar onde estava. Ela nunca se esqueceu do dia em que o conheceu.

Era uma manhã fria e as montanhas estavam cobertas pela neve. Estava em busca de comida, até que o encontrou meditando tranquilamente em baixo de um santuário. Ela logo se aproximou, mas sua curiosidade fora logo abalada por um som de rachadura. Então um barulho estrondoso começou a se formar. Ela ficou parada esperando o terremoto que não veio. O barulho logo trouxe uma grande quantidade de neve, que cobriu todo o templo. Estava salva, mas o homem misterioso que havia visto se fora. Havia enterrado-o vivo. Seu estômago revirou-se ao chegar nessa conclusão, e a culpa tomou conta de sua mente. Ela logo desceu a colina de neve, rezando para que a Grande Tecelã tivesse piedade e que estivesse vivo. A garota logo vira dois dedos sob a superfície, e uma ponta de esperança veio. Correndo até ele e ficando de joelhos, cavando a neve. Não havia mais ninguém ali. Ela era tudo o que restava para ele. Conseguira tirar o desconhecido dali.

Taliyah deu um sopro quente em suas mãos, desejando que elas parassem de tremer. Ela se curvou próxima ao homem, tentando tocar seu ombro. Ele deixou escapar um grunhido doloroso. Antes que ela pudesse se afastar, houve uma brisa rápida e um lampejo metálico. O fio afiado e frio da lâmina do homem pressionou sua garganta.

— Ainda não é hora de morrer. — ele disse em um sussurro, tossindo e seus olhos rolaram para trás. Sua espada caiu na neve, mas ele não soltou a arma.

— Ao que parece, você é bem difícil de matar. — ela disse.

A respiração do desconhecido estava fraca, mas ao menos estava vivo.

Desde então eles estiveram juntos. Havia deixado sua família e seu povo para protegê-los dos poderes nos quais ela não possuía controle. Fazia um certo tempo que não conversava com alguém. E estava feliz por ver que aquele homem aparentava ser uma pessoa honrada, apesar de bastante misterioso.

Ele reconheceu o poder escondido e renunciado por ela mesma por conta do medo, e a ajudou.

Estava com ele quando soube que a cidade perdida de seu povo havia ressurgido. No mesmo dia também soube de sua verdadeira identidade. Porém Taliyah não mudou seu ponto de vista em relação ao precioso mestre. Nunca se esqueceria dos momentos adoráveis que passaram juntos. Mas ela partir e proteger sua família nesse momento difícil em que deveriam estar passando. Como despedida, ela ofereceu o punhado de lã para ele.

— É uma tradição de gratidão entre meu povo. — Taliyah explicou. — Deixar um pedaço de você mesmo é ser lembrado.

O homem pegou o fio com todo cuidado e amarrou seu cabelo com ele.

— Você se moverá rapidamente com as montanhas abaixo de você. Use seu poder. Criação. Destruição. Abrace-os. Tudo. Suas asas a carregaram até aqui. — ele disse. — Elas podem até carregá-la para casa.

Taliyah partiu logo em seguida. Em sua mente havia apenas o desejo de que Yasuo permanecesse bem.

Ela deu um sorriso fraco com as recordações calorosas que vieram à tona. Depois de um longo tempo, havia conseguido voltar para casa. Reviu seus familiares, que partiram para Shurima junto das pessoas de sua terra. Durante a sua jornada, realizou feitos que foram considerados grandiosos. Como da vez que salvou a vida de Sivir, a última da linhagem sanguínea de Azir. Prometendo que iria protege-la, custe o que custasse. Não se esqueceria de quando Nasus agradeceu pela sua ajuda, dizendo que Azir estaria em dívida com ela. No que resultou em seu cargo na guarda imperial quando mudou-se para Shurima. As coisas não poderiam estar melhores.

Estava tudo perfeito, mas sentia que faltava algo. E logo as lembranças de seu mestre voltaram a tona. Sentia saudade de sua voz grossa e misteriosa, de como seus cabelos compridos balançavam com a leve brisa e das canções que tocava com sua flauta.

"Mestre Yasuo, nos veremos novamente?" Pensou Taliyah, dando um suspiro em seguida.

Notas finais
Deixem um comentário caso tiverem gostado! ♥