Reencontro

8 "Você ficou parecida com um balão."


Notas iniciais
LEIAM ISSO, POR FAVOR!
Olá gente =D (quero avisar logo que o começo desse capítulo ficou muito chato xP). Eu sei que eu demorei muitíssimo para postar, mas não estou encontrando tempo para fazer os capítulos. Quero muito que os capítulos fiquem grandes e perfeitos, mas se não consigo ter tempo, como vou fazer os capítulos grandes? Então eu quero que saibam que, por mais que demore, eu não vou abandonar a fic, talvez. Mas então, o que eu quero mesmo disser é que talvez o próximo capítulo demore mais. Ou esse, ou o décimo. É que esses capítulos talvez tenham mais coisas para serem contadas e, por isso, talvez fiquem maiores. E quanto maior, mais será a demora =/ Mas espero que vocês não desistem e continuem lendo =) Mas então, vamos ao capítulo.
PS: Era pra eu ter postado há alguns dias atrás, mas a minha conta estava com problemas :s

-Bom, eu disse pro Naruto que não ia ao baile com ele.

-O quê? – ela se levantou. Mas logo me levantei, peguei pelo seu ombro e a abaixei. – Sem nem ter dado uma desculpinha? Falando que não podia porque ia viajar ou alguma coisa assim?

-Não tenho que ficar dando satisfações. Muito menos para agradá-lo.

-Mas o ruim é que você não vai ao baile.

-Isso é só um detalhe. – Fiz pouco caso. Mas depois sorri. – Pelo menos, na noite do dia do baile, nós duas vamos poder ver um filme juntas.

-Saki, nem vai dar. Acredite ou não eu fui convidada por um garoto e, por insistência, decidi ir.

-O quê? – Da forma que falei, acho que Sai pôde ouvir mesmo com a porta trancada. – Mas quando isso aconteceu?

-Hoje mesmo. Eu até aproveitei a chance que você me convidou para te contar.

-E quem foi o idiota?

-O Kiba e, se quer saber, ele não é um idiota.

-Mesmo? O Sai não vai gostar de saber disso.

-Há-Há engraçadinha...

-Tudo bem. Mas eu fiquei triste porque eu só não aceitei ir com o Naruto pra ficar em casa com você, vendo filme.

-Claro que não. Você nem liga se eu vou ou não.

-É verdade. – disse sorrindo e, no segundo seguinte, dei um tapa camarada no ombro de Hinata.

-Estou falando sério Sakura. Eu queria que nós fôssemos juntos. Eu com o Kiba e você com o Naruto... Você não vai mesmo?

-Dispensei o único corajoso que quer ir comigo, como acha que ainda vou?

-Mas esse é o baile da sua vida. – ela segurou em minhas mãos, encorajando-me. – Não pode perder essa chance única.

-Eu sei, mas é que... – disse tristonha, mas quando ia continuar, algo forte bateu na janela e me interrompeu. Levantei assustada indo em direção á janela e a abri. Quando o fiz, uma pedrinha acertou minha testa. Lá fora, sorridente, estava Neji com várias outras pedrinhas em mãos.

-Está louco? Quer quebrar minha janela?

- Preferia que fosse sua cara, mas isso já está de bom tamanho. – berrou ele, lá de fora.

-E conseguiu... – Respondi, esfregando minha testa com uma das mãos. – O que veio fazer aqui?

-Vim mostrar uns jogos do video game para o Sai. Da para abrir a porta?

-SAI. – gritei. – O NEJI QUER ENTRAR. ABRI ESSA PORTA.

-NÃO SOU EMPREGADO DE NINGUÉM. VEM ABRI VOCÊ. – o ouvi disser do primeiro andar.

-MAS ELE QUER FALAR COM VOCÊ E NÃO COMIGO.

-NÃO ESTOU TE OUVINDO. – disse Sai, por fim.

-Pode arrombar Neji. Eu não vou fazer nenhum favor para vocês dois. – Fechei a janela e as cortinas novamente. Caminhei para perto de uma Hinata que parecia não entender quanto é um mais um e sentei perto da mesma. – Era o Neji. – Disse por fim.

-Reconhecia a voz fina e irritante. – disse Hinat,a apontando para a janela que agora refletia o som da voz do Neji dizendo coisas do tipo: “Olha a palhaçada, Sakura”.

-Bom, continuando...

-Sakura, o que é aquilo? – Hinata apontou para uma caixinha reluzente em cima da cômoda que se encontrava perto da cama.

-Ah, isso? – peguei a caixa com extremo cuidado. Ao transportá-lo da cômoda para a cama, ouviu-se o pequeno barulho de moedas esbarrando uma nas outras. Quando foi deixada na cama, a caixinha abriu-se depois que eu puxei a tampa de cima. Dentro do objeto, havia um saco preto. Após ter o posto do lado da pequena caixa rosa que, alguns minutos atrás fora o seu abrigo, fui desfazendo os nós até aparecer várias moedas esparramadas do lado de notas de grande valor.

-Nossa Saki, quanto dinheiro! – disse Hinata pegando um bolo de notas de cinquenta.

-Solte! – dei um pequeno tapa em sua mão, que soltou o dinheiro de volta na sacola preta. – Isso daqui são meses e até anos de mesada. Guardei tudo isso para as coisas do baile.

-Bom saber que você não roubou um banco para ganhar essa grana.

-Pra você vê que não brinco quando digo que me preparei muito para essa porcaria de baile. – irritada, amarrei o saco e coloquei-o dentro da caixa novamente, triste por saber que aquele dinheiro seria útil para tudo, menos para o baile.

-Já que você não vai, bem que você podia me dar uma graninha, né?

-Bem que podia, mas não posso. Se isso não servir para o baile, vou usar para uma outra coisa.

-Cruzes, que pão durismo o seu.

-Essa palavra existe? – perguntei.

Hinata, boba como sempre, ria loucamente enquanto eu colocava a caixa na cômoda.

-Acho que você não deveria deixar esse dinheiro aí por muito tempo. – disse Hinata, limpando as lágrimas deixadas pelas suas gargalhadas anteriores.

-E o que você quer que eu faça? – perguntei.

Para Hinata, essa pergunta soou como uma belíssima ideia; o caso é que ela levantou da cama com um pulo.

-Quero que você vá á esse baile sim, e mostre que é corajosa. Com um parceiro ou não.

-Ah é? E a minha opinião? Onde ela entra nessa história? – perguntei.

-Onde você quiser. – responder ela.

Hinata pegou pelas minhas mãos e me levou até a porta, como se eu fosse um bebê que não soubesse andar.

-Ah! – exclamou ela, quando estávamos perto da porta e, voltando até minha cômoda, ela abriu a caixinha e pegou a sacola preta de antes e voltou á mim. – Acho que vai precisar disso. – ela entregou as moedas e as notas á mim. – Os vestidos mais belos estão muito caros hoje em dia.

Sorri colocando o dinheiro em baixo do braço e continuamos a descer as escadas.

Antes que chegássemos lá em baixo, ouvimos vozes que logo depois descobrimos ser do Sai e do Kiba – parecia que ele tinha conseguido entrar. Coloquei o indicador na boca fazendo com que Hinata ficasse em silêncio, e fomos escorando-se pelas paredes até chegar a um ponto em que desse para ouvir as vozes dos dois com clareza, sem sermos vistas.

-... ele é um tal de Sasuke. – completou Sai, virando o controle em uma curva pelo carro do video game.

-A Sakura? – perguntou Neji, em meio a gargalhadas. – Com o garoto mais popular da escola? Acho que não.

-Eu não sei... Sakura mudou muito depois que cresceu e nem digo na aparência. Ela nem me conta os segredos dela como antes.

-Cara, não seja idiota. Ela pode muito bem esconder as coisas de um mane como você.

-Que seja. Só acho ridículo o fato de eu ter visto os dois juntos e mesmo assim ela negar... Seria muito melhor se ela namorasse um garoto como você: preguiçoso, não liga pra nada... Perfeitos um para o outro.

-Não diga bobagens, seu idiota. – mal terminara a frase, Neji virou o controle em uma curva do jogo e, segundos depois, na tela da TV, apareceu a seguinte frase: “PLAYER 1 GAME OVER” – Eu ganhei idiota, eu ganhei. Pode tirar e colocar outro jogo seu perdedor. – gritou Neji, dando vários tapas no Sai.

Eu fiz um outro sinal para que Hinata chegasse e me seguisse.

-Ei Sai. – fui até o sofá. – Você pode levar eu e a Hinata para comprar umas coisas? – perguntei.

-Não, não estou com vontade. – respondeu Sai, selecionando outros jogos, sem ao menos me olhar.

-Mas eu preciso. Olha só, se você não nos levar, nós vamos sozinhas.

-E pra que vocês querer sair? – intrometeu-se Neji.

-Ela se decidiu e vai ir para o baile. Mas para isso, ela precisa comprar umas coisinhas. – disse Hinata, levantando o dinheiro e balançando-o perto do rosto.

-E quem te perguntou Hitinha? – disse Neji, fitando-a.

-Faço-lhe a mesma pergunta. Nós estamos falando com o Sai e não com você, Rapunzel.

-É mesmo Hinata – comecei a disser, entre risos, deslizando as mãos na cabeleira do Neji. -, só falta a trança.

-Vocês estão com inveja porque o meu cabelo é maior e mais sedoso do que o de vocês. – disse Neji, imitando a voz da Hinata na vez em que ela deixou o cabelo crescer.

-Ei vocês, parem com isso. Só estou interessado em saber como a Sakura arranjou todo esse dinheiro.

-O nome disso é “economizar a mesada” coisa que você provavelmente não deve saber.

-E quando eu pedia dinheiro emprestado á você, porque não me dava? – Sai deixou os jogos de lado e fitou-me.

-Esse dinheiro é para o baile, seu idiota. – disse irritada.

-E pra que vai comprar as coisas se ninguém te convidou?

-Olha só o Neji se intrometendo de novo. – disse Hinata, cruzando os braços e revirando os olhos.

-Neji, se quer saber, eu vou sozinha. – eu disse com certa vergonha no tom de voz.

-Sakura, eu sei que você já pagou vários micos, mas esse é a gota d’água. – disse Neji, fazendo com que Sai e ele mesmo caíssem na gargalha. E nem me surpreendi ao ver Hinata abafar uma risadinha. .

-Podem rir, seus babacas, podem rir. – cruzei os braços ao falar. – Só quero saber se posso contar com vocês.

Apesar do Sai ser uma pessoa insuportável e, se juntando com Neji é pior ainda, ele em fim me escutou. Depois de muitas discussões e insistências, ele decidiu se juntar á mim, Hinata e Neji. A prova disso é que, agora, estamos em uma linda loja de vestidos que eu mesma escolhi. Os vestidos são tão lindos que, neste exato momento, uma pilha com várias cores e estilos encontra-se do meu lado. Para mim, é muito difícil escolher entre a cor laranja, verde-bebê, amarelo, marrom, branco, vermelho...

Enquanto ouvia vozes fora do provador em que eu estava, dei uma última ajeitada no vestido lilás que eu estava experimentando, e abri a cortina vendo que os olhinhos da Hinata, do Neji e do Sai se voltaram para mim.

-Como estou? – perguntei sem ânimo algum.

-Ridícula. – respondeu Neji -, como sempre, aliás.

-Eu Neji! Só eu posso insultar minha irmã desse jeito. – disse Sai, muito sério. Mas, no segundo seguinte, caiu na gargalhada com o Neji, fazendo um aperto de mão. – Tem razão, mano. Ela está horrível.

-Vocês dois não entedem nada de vestidos mesmo, mas aposto que a Hinata será muito mais gentil, não é coisinha? – disse me referindo á Hinata, que estava segurando o queixo, pensativa.

-Sinceramente, esses babados do vestido não caíram bem.

-Tudo bem, tudo bem. Eu gosto de ababados, mas esse está horrível, admito. Mas esse está bem melhor do que aquele vestido longo de cor laranja que experimentei antes desse.

-Então anda logo, vá colocar outro. Estou louco para chagar em casa e vencer a revanche que farei com o Neji. – disse Sai.

-Quer que eu vença a revanche também, Sai? Você que sabe...

-Me poupe de suas maluquices. — disse por fim e voltei para dentro do provador, onde outros vestidos me aguardavam.

Tirei delicadamente o vestido tomara que caia lilás com babados, e coloquei-o na pilha dos vestidos já provados – e recusados. Peguei um outro que era rosinha com um cinto de coração como acessórios, e ajeitei-o em meu corpo. Fiquei um pouco assustada com a imagem horrível que vi no espelho r, com esse pensamento, saí para ser examinada novamente. Mas acho que troquei minha roupa com o Bigorna, o palhaço de sessenta anos que foi animador da festa de seis anos da minha priminha querida; o caso foi que provoquei muitos risos – diferente do Bigorna que, de tão sem graça, já vez criança chorar.

-Não gostaram? – perguntei confusa, embora já soubesse a resposta.

-E você ainda pergunta? – disse Neji.

-Está um pior que o outro. – disse Sai, entre gargalhadas. – E olha que não culpo os vestidos por isso.

-Desta vez concordo com vocês. Estou parecendo um palito de dente. – disse, fazendo uma careta.

-Nenhum vestido faz milagre Sakura. – falou Neji, deixando Sai vermelho e sufocado de tanto rir.

-Saki – começou Hinata. – Você está linda. O problema é que eu nunca vi tanto rosa junto em toda minha vida. Cabelo rosa, vestido rosa... Aonde quer chegar minha filha? – concluir, cruzando os braços.

-Tudo bem gente, mas ele é ainda mais bonito que aquele laranja. Sério, não fui com a cara dele. – insisti.

-E nem ele foi com a sua, devemos confirmar. Você ficou parecendo com um balão. – disse Sai, voltando a rir loucamente. – Acho que se você ficasse parada, sem se mexer, iria enganar direitinho.

Revirei os olhos e voltei á entrar na cabine que eu estava. Tirei o vestido e coloquei-o de lado, pegando o vestido branco que faltava e vestindo sem nenhum ânimo. O vestido era tomara que caia como o outro e tinha uma faixa que continha um laço na ponta, os dois de cor rosa. Quando o vi em meu corpo fiquei sem palavras. Ele era perfeito em mim, mesmo com esse detalhe rosa. Aliás, essa faixa com o laço entrou em perfeita sintonia com a cor do meu cabelo.

Ajeitei meu cabelo no espelho que, de tanta troca de vestidos, já estava todo em pá, e abri a cortina deixando que todos me vissem.

No começo ninguém chegou a falar nenhuma palavra. Fiquei um bom tempo esperando que o silêncio se quebrasse, mas já que ficava cada vez mais constrangedor, eu mesma o fiz:

-O que acharam? – perguntei.

-Acho que estou sem palavras para descrever isso. – disse Hinata, apontando para mim.

-Achou tão ruim assim? – perguntei tristonha.

-Não, claro que não. Está perfeito, não é Neji?

-Bom... Acho que existem piores que este. – respondeu ele, segurando o quixo, me fazendo sorrir.

-E você Sai? Gostou? – perguntei mais alegre do que antes.

-Olha Sakura, acho melhor levar esse logo, antes que fiquemos aqui até tarde. – respondeu Sai, meio irritado.

-Perfeito! – exclamei por fim.

Em fim estávamos voltando para casa. Depois de sair da loja de vestidos, fomos direto para uma de sapatos. Pra falar a verdade, detesto comprar sapatos. Fiquei duas horas e meia lá dentro, mas nenhum prestou. Ainda tive que ficar aturando as palhaçadas do Neji. Ele vivia falando para eu escolher um sapato de número quarenta e três, como se eu achasse graça. Mas ele não foi o único a único a fazer isso. Quando o carinha da loja estava colocando um salto branco nos meus pés, o Sai disse: “ Nossa, você tem coragem?” e, ainda por cima, Hinata fez o favor de esbarrar nesse mesmo carinha, fazendo com que ele deixasse cair todas as caixas que o mesmo estava trazendo. E ainda não bastou. Tive que correr a loja inteira descalça, atrás do Neji que tinha pegado o salto do meu pé, e corria feito louco até um segurança dizer que não podia correr, me deixando com mais vergonha que já estava. Mas acho que no final tudo isso compensou: tenho tudo que preciso para “arrasar” nesse baile – menos um par.

Notas finais
Bom gente, quero avisar que não tive tempo de ver algumas palavrinhas erradas no capítulo, mas se tiver vou editá-lo.
Então, peço desculpas novamente pela demora e vou ver como vou conseguir escrever os próximos xD
Beijos e comentem o que acharam, por favor. Isso me motiva =D