Reencontrando O Amor.

9 Capítulo 9: Um novo começo - Parte 2


Notas iniciais
Gente fiquei bem triste nesse capitulo. Espero que gostem e muito obrigada pelo reviews. Boa leitura.

Fazia cerca de um ano depois do acontecimento. As vezes à noite ele ligava para Carole dizendo que estava tudo bem. Ele não falava para ela onde estava, apenas que ele estava bem. Ele nunca mais vira Rachel. Digamos que ela não passava pela parte pobre da cidade já que agora era uma artista consagrada da Broadway.

Era essa a vida de Finn agora. Trabalhar limpando algumas coisas naquele pequenino Albergue. Ele gostava de trabalhar lá. Ele também fazia o trabalho de segurança de lá, já que aquela sanhora gentil não tinha como se defender nem de uma barata.

Todo dia de manhã Finn limpava todos os quartos que haviam sido desocupados. Os móveis eram velhos. Francisca, aquela senhorinha, não tinha dinheiro para comprar móveis novos. A pouca renda que tirava do Albergue usava para pagar Finn e cuidar de sua saúde, já que era uma idosa. Todas as tardes Finn ia para a recepção e assistia na unica televisão que havia no albergue. Enquanto assistia, ele gostava de tomar chá com Francisca. Ela era uma boa senhora tinha cerca de 80 anos. Ele a via como uma avó muito querida. Quando ela precisava de ajuda para ir ao médico era para Finn que ela pedia.

Ela já teve um marido e dois filhos. Seu marido faleceu ano retrasado. Seus filhos desapareceram quando ela ainda era moça, talvez tivessem sido sequestrados, ela não gostava de tocar no assunto, eles desapareceram quando tinham 5 anos. Ela gostava de Finn via ele como um neto muito querido. Passava horas conversando com ele. Ele falava sobre sua vida, ela dava concelhos a ele, era uma relação muito familiar. Ela gostava de ouvir Finn cantar, era esse o divertimento dela. Ele canta muito bem.

Assim eram os dias naquele Albergue, as vezes a noite Finn ia à uma boate, voltava para seu quarto sempre com uma moça diferente, passava a noite com ela. Dona Francisca não gostava da ideia. Não que ela tivesse algum sentimento a mais por ele. Mas ela sabia do potencial que ele tinha, que ele não devia passar a vida naquele Albergue.

Um dia Finn apareceu com mais uma moça. Ela era uma garota bonita, era parecida com Rachel. Aliás em muitas noites ele entristecia por causa da morena, sentia a falta dela, ele se lembrava das ultimas palavras dela, aquilo doía tanto. Tentava matar a saudade e a culpa com outras mulheres, mas nada adiantava. Ele gostava de viver assim. Naquele albergue sempre com a mesma rotina. Gostava de conversar com dona Francisca. Gostava de ouvir as sábias palavras da idosa.

Passou a noite com a garota, os gemidos atormentavam dona Francisca. Eram gemidos silênciosos, mas que a idosa era capaz de ouvir. Ela sentia pena dele, um rapaz que tinha tanto para oferecer ao mundo ficar ali, perdendo seu tempo com mulheres que não se davam respeito.

O dia amanheceu. A senhorinha acordava cedo e já ia para a recepção tomar seu café e ler o jornal do bairro. Daqui a pouco Finn apareceu, estava mostrando a moça a porta do albergue para que ela pudesse ir. Deu um beijo no rosto da morena e se dirigiu a recepção. Dona Francisca sempre fazia caras negativas quando Finn passava a noite com uma qualquer. Dessa vez ele se irritou com a atitude da senhora:

- Qual o problema dona Francisca? — Ele perguntou a senhora com uma expressão séria.

- Nada! — Disse ela.

- Claro que há um problema, toda vez que eu trago uma garota para o meu quarto a senhora fica de cara feia! — Finn aumentou o tom de voz.

- Calma meu filho! — Ela respondia com simplicidade.

- Eu não sou ter filho para ter calma! — Finn disse como se desse um surto. A senhoria ficou cabisbaixa, isso à entristeceu:

- Eu só não quero ver você passando a sua vida aqui. Você tem tanto à oferecer ao mundo. É um garoto bonito, tem uma voz linda, é inteligente, sabe o que faz. Eu meu preocupo com você meu filho!

- Você não é minha mãe! Então pare de se preocupar comigo! — Finn disse em um tom rude com a senhorinha.

- Eu não o reconheço! Quem é você? — Ela disse com o olhar triste.

- Sou Finn Hudson e você nunca me conheceu. — Finn disse irritado com a senhora.

Ele saiu daquela sala foi em direção ao seu quarto. Ficou lá parte do dia, apenas pensando no que acabara de dizer para aquela pobre senhora que em muito o ajudou. Quem era ele naquele momento? Ele tinha tido um ataque de fúria? Finn ficou com a consciência pesada. Ela era apenas um pobre senhorinha que só queria o bem para ele. Dona Francisca foi que o apoiou depois de tantos problemas que teve. Fazia cerca de um ano que ele há conhecia, e nesse tempo ela nunca se quer ergueu um tom de voz à ele. Ela sempre foi gentil com ele. E ele que devia pelo menos um pouco de respeito à ela e falhou nessa parte. Sua consciência estava muito pesada. Finn se levantou da cama, trocou de roupa. Fechou seu quarto. Queria fazer algo diferente à senhorinha. Queria pedir desculpas à ela. Ela só tinha à ele. Ele pretendia leva-la para jantar em um restaurante. Coisa que talvez ela nunca fizera. Finn caminhou em direção à recepção ela estava sentadinha lá.

"Esta dormindo!" Finn pensou. Ele foi cauteloso. Não queria acorda-la com um susto. Se pôs em frente a cadeira da idosa. Se inclinou e chamou o nome da senhora bem baixinho. Ela não acordava. Talvez o sono dela fosse muito pesado. Finn cutucou levemente o braço fino e enrugado da senhora. Ele começou a ficar nervoso. "Por que ela não acorda?" ele pensou. Chegou mais perto da senhora. Ela não respirava. Entrou em prantos, não sabia o que fazer ligou para a ambulância. Ele só rezava para que ela se levantasse.

Notas finais
Esse foi um capitulo maior. Muito drama. Reviews? :)